Dubia: um ano, duas cartas e nenhuma resposta

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Completa-se hoje um ano, mais precisamente 366 dias, depois que os quatro zelosos cardeais enviaram a famosa carta dos dubia ao Santo Padre, no dia 19 de setembro de 2016, para pedir esclarecimentos a respeito da interpretação do documento Amoris Laetitia.

Sete meses depois, a ausência de respostas, assim como a proliferação dos danos provocados na Igreja pelas interpretações anticristãs da controversa exortação apostólica, levou a que nova carta tivesse sido dirigida ao Santo Padre, no dia 25 de abril de 2017, acompanhada de um pedido de audiência.

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Um ano depois da primeira carta, quase meio depois da segunda, dois dos quatro cardeais já faleceram e o Papa continua sem dar a necessária resposta às cinco questões colocadas.

Quando é que o Santo Padre se dignará a responder finalmente aos cardeais? Não representarão eles uma das “periferias” da Igreja que necessita de ser escutada? A periferia da defesa da Verdade Cristã talvez, que parece cada vez mais afasta do centro e arredores da Igreja.

Basto 9/2017

O resultado do ecumenismo: apostasia

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Bispos e bispas no serviço religioso luterano-católico de homenagem ao herege excomungado Martinho Lutero, em Lund (Suécia) a 31 de outubro de 2016, in ELCA, 31/10/2016

 

Por Christopher A. Ferrara

Como foi noticiado pela Gloria TV (citando a orf.at), o arquimodernista cardeal Walter Kasper, cuja falsa noção de “misericórdia” animou todo o projeto da Sagrada Comunhão para adúlteros públicos, acaba de declarar que “hoje em dia não há mais diferenças significativas entre cristãos protestantes e católicos…”

Compreensivelmente, essa observação provocou indignação entre os católicos ortodoxos, porém, após uma reflexão, reconhecer-se-á que é meramente uma afirmação do óbvio. Ou seja, hoje em dia, como mostram consistentemente os estudos de opinião, a generalidade dos católicos são efetivamente protestantes em termos de adesão ao ensino da Igreja sobre fé e moral, particularmente em questões relativas à moral sexual, incluindo a aceitação do aborto em “alguns casos“. Pior ainda, no que diz respeito ao casamento e à homossexualidade, hoje, o católico comum é ainda mais liberal do que os protestantes evangélicos mais conservadores, cuja Declaração de Nashville, que discuti no meu último artigo, certamente não receberia aprovação da maioria dos católicos. Por exemplo, como o Life Site News informa, “dois em cada três católicos – uns extraordinários 67% – responderam à Pew Poll Surveyors que agora apoiam o “casamento gay”.

Essa “conversão” de católicos, na prática, ao protestantismo liberal era eminentemente previsível. Foi, de facto, predita pelo Papa Pio XI na sua condenação ao “movimento ecuménico” de origem protestante na década de 1920. Ao proibir qualquer participação católica nesse movimento subversivo, Pio XI lançou este aviso na sua histórica encíclica Mortalium animos (1928):

Esta iniciativa é promovida de modo tão ativo que, de muitos modos, consegue para si a adesão dos cidadão e arrebata e alicia os espíritos, mesmo de muitos católicos, pela esperança de realizar uma união que parecia de acordo com os desejos da Santa Mãe, a Igreja, para Quem, realmente, nada é tão antigo quanto o reconvocar e o reconduzir os filhos desviados para o seu grémio.

Na verdade, sob os atrativos e os afagos destas palavras oculta-se um gravíssimo erro pelo qual são totalmente destruídos os fundamentos da fé.

O erro em questão é o de reduzir as diferenças entre católicos e protestantes a questões meramente discutíveis, que são postas de lado em favor do “diálogo ecuménico” baseado em verdades supostamente mais fundamentais. Como Pio XI explicou:

Assim, dizem, é necessários colocar de lado e afastar as controvérsias e as antiquíssimas variedade de sentenças que até hoje impedem a unidade do nome cristão e, quanto às outras doutrinas, elaborar e propor uma certa lei comum de crer, em cuja profissão de fé todos se conheçam e se sintam como irmãos, pois, se as múltiplas igrejas e comunidades forem unidas por um certo pacto, existiria já a condição para que os progressos da impiedade fossem futuramente impedidos de modo sólido e frutuoso.

Por outras palavras, o “movimento ecuménico” levaria inexoravelmente à aceitação católica de uma forma de cristianismo de menor denominador comum, sendo o denominador determinado pelo implacável declínio moral e espiritual das seitas protestantes cujos adeptos não estão minimamente interessados em submeter-se à autoridade do Papa e do Magistério.

No entanto, ignorando o alerta previdente de Pio XI, as forças progressistas no Concílio Vaticano II conseguiram obter o aval do Concílio precisamente em relação ao “movimento ecuménico” por meio do documento conciliar Unitatis redintegratio, que aprova abruptamente a participação católica no próprio movimento que Pio XI tinha condenado apenas 25 anos antes. O que se seguiu foi a pletora de encontros “ecuménicos”, liturgias e outros gestos que colocaram a Igreja Católica em pé de igualdade com as seitas protestantes que surgiram para negar não só verdades reveladas mas até mesmo os preceitos da lei natural a respeito do casamento, da procriação e da santidade da vida humana em todas as suas fases.

E agora vemos o resultado final desse desastroso erro de julgamento prudencial, tal como foi previsto por Pio XI:

Assim sendo, é manifestamente claro que a Santa Sé, não pode, de modo algum, participar de suas assembleias e que, aos católicos, de nenhum modo é lícito aprovar ou contribuir para estas iniciativas: se o fizerem concederão autoridade a uma falsa religião cristã, sobremaneira alheia à única Igreja de Cristo.

Ironia das ironias, hoje, os protestantes mais conservadores (como os do Sínodo Luterano do Missouri) não querem nada com a busca louca do “ecumenismo católico” do Vaticano com denominações protestantes de orientações completamente degeneradas, incluindo os apatetados anglicanos, precisamente porque esses protestantes mais conservadores rejeitam o indiferentismo religioso que o “ecumenismo” implica.

O resultado final do “ecumenismo” – e de facto toda a “abertura ao mundo” que se seguiu ao Vaticano II – foi descrita por João Paulo II na sua exortação apostólica sobre o estado da Fé na Europa, ainda ele nunca tenha admitido a culpa da própria liderança da Igreja na ruinosa adoção daquilo que Pio XI havia condenado. Citando João Paulo II: “A cultura europeia dá a impressão de uma «apostasia silenciosa» por parte do homem saciado, que vive como se Deus não existisse.” Mas poderia João Paulo II não ter conseguido reparar no papel dos próprios líderes da Igreja na renúncia programática à função divinamente designada da Igreja como única arca da salvação, encorajando os membros do seu próprio bando a abandonar o navio?

Quando é que os líderes da Igreja irão admitir que o último meio século de experimentação na novidade tem sido um desastre total, produzindo a pior crise na história da Igreja? Apenas quando o Imaculado Coração de Maria triunfar depois da Consagração da Rússia em obediência à ordem divina.

A edição original deste texto foi publicada pelo Fatima Center a 15 de setembro de 2017. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do texto acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original. As citações incluídas neste artigo estão apresentadas na tradução oficial do Vaticano. A imagem foi adicionada na presente edição, não fazendo parte da publicação original.

Basto 9/2017

Os dias 13 e Fátima: um significado implícito ou uma mera redundância?

Maria, a “Mulher vestida de Sol” do capítulo 12 do Apocalipse, coroada com 12 estrelas sobre a cabeça, exponente máximo da perfeição, aparece em Fátima num dia 13 e pede aos pastorinhos para regressarem nos dias 13 dos meses seguintes. Desde então, nos calendários do mundo inteiro, o número 13 passou a ser inevitavelmente associado a Fátima.

Mesmo admitindo a eventual irrelevância desta circunstância, que se calhar não passa mesmo de um pequeno pormenor de calendário, é impossível não reparar nela…

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E se a escolha do dia 13 fosse mais do que uma mera e aparente redundância? Porque não uma mensagem implícita relacionada, de algum modo, com o número 13 ou com a sua simbologia? A própria Sagrada Escritura contém vários números significativos e simbólicos.

Não estamos aqui a afirmar nada nesse sentido, mas simplesmente a questionar! Os pequenos apontamentos que vinham seguir nesta curta reflexão ficarão eventualmente para uma próxima ocasião.

Basto 9/2017

Aviso à navegação – 2

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Sendo uma publicação caseira feita nos intervalos da vida, a atividade editorial deste blogue depende diretamente do tempo disponível de quem está por trás dele. Acontece que, em virtude das circunstâncias da vida, de agora em diante, esse tempo será drasticamente reduzido face ao ponto de partida e, com efeito, é bastante provável que as publicações nesta página diminuam na mesma proporção.

Deste modo, o abrandamento da atividade editorial deste blogue não será nunca fruto de uma adaptação àquilo que eles nos querem impor, antes pelo contrário. O momento pelo qual atravessa a Igreja e o mundo é demasiado grave, tão grave quanto a incapacidade da maioria das pessoas para o constatar.

Deus nos ajude!

Basto 9/2017

Agora em inglês, “Cura-me com a tua boca”, do arcebispo D. “Tucho”

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O mais famoso livro do arcebispo de Tiburnia (Argentina) está agora disponível online em inglês na plataforma Medium.

Dada a função de destaque desempenhada no chamado Sínodo da Família e após ter ganhado fama de “escritor fantasma” da exortação apostólica pós-sinodal Amoris Laetitia, é natural que aumente o interesse geral pela obra do reitor da Pontifícia Universidade Católica Argentina.

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Livro: “CURA-ME COM A TUA BOCA: A ARTE DE BEIJAR” do teólogo e arcebispo D. Víctor Manuel Fernández in Medium, 04/09/2017

“Um verdadeiro beijo mostra que o outro é sagrado para mim. Mas quando o sexo está fora de controlo, e queremos mais – mais prazer, mais intensidade – o outro é transformado numa esponja que queremos espremer totalmente, até a última gota.”

[…]

“Como foi Deus tão cruel
para te dar essa boca …
Não há quem me resista,
xxxx, esconde-a.”

(Mons. Víctor Manuel Fernández in Medium, 04/09/2017 – tradução livre)

Não é um livro muito recomendável para pessoas sensíveis, dada a natureza do seu conteúdo, todavia convém relembrar que o próprio arcebispo já assegurou que “não foi escrito tanto pela” sua “própria experiência mas antes a partir da vida das pessoas que se beijam”. Ainda assim, como pode alguém que escreve um livro destes ter qualquer influência na redação de uma exortação papal?

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in Agência Ecclesia, 08/04/2016

Não sabemos de facto se a sua influência na Amoris Laetitia foi tão grande quanto se diz, não obstante, foi ele quem, até agora, melhor explicou aquilo que o Papa Francisco pretende que seja compreendido.

Basto 9/2017

Morre o segundo cardeal dos “dubia” sem obter resposta do Papa

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O cardeal D. Carlo Caffarra, arcebispo emérito de Bolonha (Itália), faleceu hoje aos 79 anos de idade. Morreu em paz enquanto dormia.

D. Carlo Caffarra era doutorado em direito canónico e especializado em teologia moral. Em 1981, o  Papa João Paulo II confiou-lhe a importante tarefa de fundar um instituto para estudos sobre o matrimónio e a família. Foi a ele que a Ir. Lúcia, vidente de Fátima, revelou uma importante profecia quecomo o próprio admitiu está agora a concretizar-se.

A união entre um homem e uma mulher, que se tornam uma só carne, é cooperação humana no ato criador de Deus.

(D. Carlo Caffarra no Fórum da Vida, Roma, 19/05/2017)

Quase um ano depois da carta dos dubia e depois de uma segunda carta acompanhada de um pedido de audiência, metade dos seus signatários já faleceram e o Santo Padre ainda não respondeu.

Basto 9/2017

D. Athanasius Schneider explica em que consiste o “discernimento” proposto pelo Papa Francisco

Neste tempo de grande apostasia, principalmente de uma apostasia feita de silêncios e de “correção política”, ainda há quem diga a Verdade em nome de Deus!

O bispo auxiliar de Astana (Cazaquistão) deu esta resposta durante uma conferência organizada pela Tradição, Família e Propriedade, na Polónia, no final do passado mês de agosto.

Basto 9/2017

O dia 13 de maio de… 1757!

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Segundo a tradição mais recente, este primeiro domingo de setembro é o dia em que o povo das redondezas sobe à Serra da Aboboreira para celebrar a festa em honra de Nossa Senhora da Aparecida. A sua capela, situada num lugar ermo e de fracas acessibilidades, na freguesia da Folhada, Marco de Canaveses, foi alvo de obras recentes de beneficiação, após a sua aquisição por parte da paróquia local.

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Atual imagem de Nossa Senhora da Aparecida venerada na ermida local.

À semelhança do que acontece com tantas outras antigas ermidas espalhadas pelos montes do velho Portugal, as origens da devoção local à Nossa Senhora da Aparecida perdiam-se na história, ainda que o seu nome a associasse, de forma evidente, a uma aparição mariana. Quis o destino que, com a aproximação ao centenário das aparições de Fátima, as origens deste culto fossem redescobertas…

Foi publicada recentemente a obra “As freguesias do distrito do Porto nas memórias paroquiais de 1758” que recupera um manuscrito perdido há muitos anos nos calabouços da Torre do Tombo. De todo este valioso documento histórico com mais de 1000 páginas, merece destaque o detalhado apontamento referente à Nossa Senhora da Aparecida da Serra da Aboboreira.

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in Memórias Paroquiais, vol. 15, nº 98, p. 601 a 612, Torre do Tombo

A curiosidade imediata sugerida por esta descrição resulta das suas semelhanças com aquilo que acabaria por acontecer, 160 anos mais tarde, em Fátima.

As semelhanças são várias:

  1. o dia 13 de maio;
  2. um ano terminado em 7;
  3. três crianças;
  4. apascentamento de ovelhas;
  5. um diálogo de proximidade em que a Virgem trata cada um dos videntes pelo respetivo nome;
  6. o rosário;
  7. penitência, assente no sacrifício do jejum alimentar;
  8. a importância dos primeiros sábados;
  9. uma mensagem para divulgar relacionada com uma devoção;
  10. o povo, proveniente de muitos lugares, inclusivamente distantes;
  11. os milagres.

 

Exmo. e Rmo. Snr

Dando complemento e satisfaçaõ a ordem de V. Excelencia Reverendissima respondo aos itens e interrogatorios do folheto que com ella recebi em o dia doiz de Março deste ano de 1758 comforme o que pude abriguar he o seguinte.

1- He esta freguezia  chamada de Sam Joam da Folhada, a quoal fica nos últimos fins da Provincia de entre Douro e Minho, do Bispado do Porto, da Comarca de Sobre Tamega; e outro sim Comarca Regia de Guimaraens, Concelho e termo de Gouveya.

……

27…. Tem nos limites desta freguesia, mas quazi em os confins della, que a devidem da freguezia  de Sancto Andre de Varzea, com quem esta parte, pellas partes do Poente e Sul, em as faldas dos grossos e espessos matos da Serra da Abobereyra  á parte do sul em hum cabeço do dito monte [1]  em o dia treze de Mayo do ano próximo passado de [2] mil e cete centos e sincoenta e cete quase huã hora antes do occazo do Sol andando [3] trez creaturas de idade menor de menos de doze anos [4] apacentando huãs ovelhas no tal sytio chamado o outeyro do Preyro, sem que nada vissem ouviram huã voz que as chamava [5] cada coal por seo próprio nome, que eram duas Marias e huã Thareza e voltando a vista viram sobre huãs asperas pedras hua mulher postrada, ou ao modo de encostada a outras mais altas fraguas, de mediana estatura; mas de tam brilhante e replandecente halo, que logo admiradas lhe pareceo não ser mulher patricia, mas chegando a ella ainda que algum tanto admiradas de ser tal mulher, e em tal sytio as animou esta com afagos a que chegassem a ella para mais perto e esta que se nunca afasta de saudar, e pegando lhe da mão ahua de vertude mais moral e aoutra tirando lhe [6] um rozario que trazia ao pescosso o lançou ao ceo  emquanto com ellas praticava, e a terceira que hera mais adulta reprehendendoa do vicio de fallar no Demonio logo a todas emcomendou fossem ao seo lugar e nelle dicessem a todos [7] jejuassem a paõ e agoa [8] as primeyras sextas feiras, e sábados, que daly se siguissem e que o mesmo [9] dicessem a todas as pessoas que vicem, e com ellas falacem, e depois hua por mais discreta perguntando a tal mulher quem era lhe responderia esta, que feyto o que lhe recomendava, e continuando nove dias contínuos ao redor daqueles penedos hua rumaria em Louvor de Nossa Senhora sabiram entam quem ella era, o que cumpriram assim as três meninas pronptamente e delatandosse esta noticia foy [10] foi tal o comcurso de povo, de perto, e longe que todos uniforme mente o aclamavam por Milagre, o que vendo eu, e observando dey de tudo parte ao Muito Reverendíssimo Doutor Provizor deste Bispado pedindo lhe mandasse abriguar este cazo judicial mente ou de nós o dito Senhor observasse a substancia deste cazo e senaõ desprezace a vista de que fazendo eu as maiores abriguaçoes, que pude por mim, e por outrem naõ achey arte á presente couza em contrario; antes achey por pessoas muito fide dignas haverem visto e observado á muitos anos a esta parte huma luz muitas noites em o tal sytio em ao dia vespora da Ascenssam de Nossa Senhora de Agosto, de noite se vio huma luz tam resplandecente quase atraz da meya noite que afirmam se podia ler huã carta á sua claridade isto sendo distancia mais de meya legoa e ao depois deste cazo se nam observou mais tal luz; alem do que e das mais observâncias que tenho feyto tem o currido ahum ano a esta parte [11] alguns Milagres e o mayor que tenho observado he o infinito povo que continuamente com corre aquelle sytio para satisfaçam do qual mandey por em elle huã estampa de Nossa Senhora da Lapa e huma cruz de pao para efeyto da adoração e devoção daquelle povo.

(in “Memórias Paroquiais” Folhada, Gouveia de Riba Tâmega – Memórias paroquiais, vol. 15, nº 98, p. 601 a 612 Torre do Tombo – transcrição literal)

Seria interessante, agora, se a população local pudesse transferir a festa de Nossa Senhora da Aparecida para o dia 13 de maio, data da alegada aparição, e já agora recuperar também a novena referida no manuscrito. Este ano de 2017 seria ano ideal.

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A história da relação de Portugal com a Mãe de Deus é de facto rica e muito antiga. Estas e outras coincidências – chamemos-lhes assim – são daquelas coisas que nos fazem sorrir!

Basto 9/2017

Criticou os cardeais dos dubia e foi recebido pelo Papa em audiência

Os três cardeais dos dubia – eram quatro, mas entretanto um deles acabou por falecer neste compasso de espera – que solicitaram formalmente uma audiência ao Papa, destinada ao esclarecimento das dúvidas de interpretação da exortação apostólica Amoris Laetitia, ainda não conseguiram ser recebidos. O mesmo não aconteceu a Stephen Walford, um semi-desconhecido autor britânico, que recentemente foi recebido, juntamente com toda a sua família, numa longa audiência privada com o Santo Padre que terá durado aproximadamente 45 minutos.

Este acontecimento foi dado a conhecer pelo próprio Stephen Walford que publicou várias fotos nas suas páginas do Twitter e do Facebook, aproveitando o momento para promover o seu livro.

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in LifeSiteNews, 31/08/2017

O nome de Stephen Walford tornou-se mundialmente conhecido nos media católicos quando, no passado mês de junho, publicou uma carta aberta muito crítica dirigida aos cardeais dos dubia.

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in La Stampa, 27/06/2017

Nessa carta, o auto-esclarecido autor, professor e pianista, passou um forte raspanete não só aos quatro cardeais mas também a todos os católicos tradicionais que partilham das mesmas preocupações dos signatários dos dubia, “inclusive daqueles que têm páginas na internet e blogues” a quem acusou de “abuso” e de serem motivados por “algo de satânico”.

Da nossa parte, o sr. Stephen Walford, a quem agradecemos a preocupação, pode contar com a nossa persistência na defesa da imutável Verdade Cristã e na denúncia das situações em que Ela é posta em causa. Há de facto “algo de satânico” em todo este enredo, que é obviamente esta insistente tentativa de conciliar a Sagrada Comunhão com o pecado.

Mas voltando à audiência, não foi esta atitude do Santo Padre mais uma resposta clara e enviesada ao problema dos dubia?

Basto 9/2017

Deus-elefante venerado em igreja espanhola

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Ganesh, uma divindade hindu com duas pernas, quatro braços e cabeça de elefante, foi transportado esta semana em procissão desde o Mar Mediterrâneo até ao interior do Santuário de Santa Maria de África, em Ceuta. Santa Maria de África é a padroeira do enclave espanhol no Norte de África.

Recorrendo a uma frase feita, “muitos pensam de modo diferente, sentem de modo diferente“… Estão enganados!

Basto 8/2017