São necessárias mais orações pelos bispos portugueses

Os bispos portugueses continuam a necessitar das orações de todos nós. Durante esta semana, se possível ainda hoje, devemos fazer uma visita ao Santíssimo Sacramento para orar e confirmar, mais uma vez, o nosso total empenho na conservação do dogma da Fé em Portugal, o qual conduzirá o mundo ao triunfo do Imaculado Coração de Maria.

Durante esta semana, os bispos portugueses terão sido, muito provavelmente, submetidos a mais uma “suave apresentação de produtos” pastorais inovadores, durante as jornadas que decorreram em Fátima entre 19 a 21 de junho.

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in Rádio Renascença, 19/06/2017

O tema das jornadas não podia estar mais na moda: ‘Formação da consciência e discernimento’, à luz das orientações do Papa para a família. E como toda a gente já sabe perfeitamente quais são as orientações do Papa para a família, é bastante provável que estas jornadas tenham sido orientadas no sentido da adaptação do clero português à aprovação “pastoral” do adultério e permissão de confissões e comunhões sacrílegas. As inovações radicais pretendidas para a Igreja Portuguesaestão em vigor em vários países e dioceses do mundo inteiro, ainda que se encontrem em completa contradição com a doutrina da Igreja, conforme atestou o prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.

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in Agência Ecclesia, 19/06/2017

A popularidade da ideologia da “nova misericórdia” é uma forte ameaça à doutrina cristã sobre o matrimónio e da família, apresentando-se, para muitos, como uma alternativa inquestionável.

As figuras de cartaz não trazem surpresas, infelizmente. Depois dos ensinamentos metodológicos de D. Lluís Sistach, no final do ano passado, os bispos portugueses tiveram agora a oportunidade de ouvir D. Carlos Osoro, o arcebispo de Madrid que foi nomeado cardeal pelo Papa Francisco I em outubro do ano passado. O outro conferencista convidado é o jesuíta argentino Humberto Miguel Yanez Molina, um académico da área da teologia moral e amigo do Santo Padre.

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Apresentação do manual “Como aplicar Amoris Laetitia do cardeal Martínez Sistach, em Madrid, in 13TV (canal da Conferência Episcopal Espanhola), 15/02/2017

Esperemos que os bispos portugueses continuem fiéis Jesus Cristo e não caiam na tentação de entrar no novo “spa” episcopal. Nossa Senhora os guarde.

Basto 6/2017

Cardeais voltam a escrever ao Papa e pedem audiência

Depois de um ano sem resposta e depois dos constantes atropelos à doutrina católica, depois de tantos sacrilégios cometidos contra a Sagrada Eucaristia baseados nas interpretações erradas da controversa exortação apostólica Amoris Laetitia, os cardeais signatários da carta dos dubia enviam nova carta ao Papa Francisco pedindo-lhe para serem recebidos em audiência.

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“A nossa consciência força-nos…”

Beatíssimo Padre,

é com uma certa trepidação que me dirijo a Vossa Santidade nestes dias do tempo pascal. Faço-o em nome dos Em.mos Senhores Cardeais Walter Brandmüller, Raymond L. Burke, Joachim Meisner, e em meu próprio nome.

Desejamos antes de mais renovar a nossa absoluta dedicação e o nosso amor incondicionado à Cátedra de Pedro e à Vossa augusta pessoa, na qual reconhecemos o Sucessor de Pedro e o Vicário de Jesus: o “doce Cristo na terra”, como gostava de dizer Sta. Catarina de Sena. Não é a nossa em absoluto aquela posição de quantos consideram vacante a Sede de Pedro, nem a de quem pretende atribuir também a outros a responsabilidade indivisível do “munus” petrino. Move-nos tão-só a consciência da responsabilidade grave que provém do “munus” cardinalício: ser conselheiros do Sucessor de Pedro no seu ministério soberano; e do Sacramento do Episcopado, que “nos constituiu como bispos para apascentar a Igreja, por Ele adquirida com o seu próprio sangue” (Act 20, 28).

A 19 de Setembro de 2016, entregámos a Vossa Santidade e à Congregação para a Doutrina da Fé cinco “dubia”, rogando-Lhe que dirimisse incertezas e fizesse clareza sobre alguns pontos da Exortação Apostólica pós-sinodal “Amoris Laetitia”.

Não tendo recebido qualquer resposta da parte de Vossa Santidade, chegámos a decisão de, respeitosa e humildemente, pedir-Lhe Audiência, conjunta, se assim Lhe aprouver. Juntamos, como é praxe, uma Folha de Audiência em que expomos os dois pontos que desejaríamos poder tratar com Vossa Santidade.

Beatíssimo Padre,

passou já um ano desde a publicação de “Amoris Laetitia”. Neste período foram dadas em público interpretações de alguns passos objectivamente ambíguos da Exortação pós-sinodal, não divergentes do, mas contrárias ao permanente Magistério da Igreja. Conquanto o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé tenha declarado mais de uma vez que a doutrina da Igreja não mudou, apareceram numerosas declarações de bispos, cardeais e até mesmo de conferências episcopais, que aprovam o que o Magistério da Igreja jamais aprovou. Não apenas o acesso à Santa Eucaristia daqueles que objectiva e publicamente vivem numa situação de pecado grave, e pretendem nela continuar, mas também uma concepção da consciência moral contrária à Tradição da Igreja. Sucede assim – oh, e quão doloroso é vê-lo! – que o que é pecado na Polónia é bom na Alemanha, o que é proibido na Arquidiocese de Filadélfia é lícito em Malta, e assim por diante. Vem-nos à mente a amarga constatação de B. Pascal: “Justiça do lado de cá dos Pirenéus, injustiça do lado de lá; justiça na margem esquerda do rio, injustiça na margem direita”.

Numerosos leigos competentes, que amam profundamente a Igreja e são solidamente leais à Sé Apostólica, dirigiram-se aos seus Pastores e a Vossa Santidade, para serem confirmados na Santa Doutrina no que respeita aos três sacramentos do Matrimónio, da Confissão e da Eucaristia. Aliás, nestes últimos dias, em Roma, seis leigos provenientes de todos os Continentes propuseram um Seminário de estudo que contou com grande assistência, e que deu pelo título significativo de: “Fazer clareza”.

Diante de tão grave situação, em que muitas comunidades cristãs se estão a dividir, sentimos o peso da nossa responsabilidade, e a nossa consciência força-nos a pedir humilde e respeitosamente Audiência.

Apraza a Vossa Santidade recordar-se de nós nas Vossas orações, como nós Vos asseguramos que o faremos nas nossas; e pedimos o dom da Vossa Bênção Apostólica.

Carlo Card. Caffarra

Roma, 25 de Abril de 2017

Festa de São Marcos Evangelista

*
FOLHA DE AUDIÊNCIA
1. Pedido de clarificação dos cinco pontos indicados nos “dubia”; razões para tal pedido.
2. Situação de confusão e desorientação, sobretudo entre os pastores de almas, “in primis” os párocos.

Esta nova carta foi divulgada no passado dia 19 de junho no blogue Settimo Cielo do conhecido vaticanista Sandro Magister.

Basto 6/2017

Bispos da Sicília cumprem promessa e fazem a vontade ao Santo Padre

Como tinham prometido no início do ano, os bispos sicilianos abriram agora o acesso à Sagrada Comunhão aos divorciados recasados, apesar do que a Igreja sempre ensinou a respeito do matrimónio e do adultério.

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in la Repubblica, 15/06/2017

O recém-publicado documento da Conferência Episcopal Siciliana intitula-se “Orientações Pastorais, acompanhar – discernir – integrar a fragilidade segundo as indicações do cap. VIII da Amoris Laetitia. As novas orientações pastorais vão ao encontro dos desejos de Francisco I na promoção da sua “Alegria do Amor”, libertando assim, até certo ponto, os fiéis sicilianos do “problema” da “rigidez dos mandamentos” que, apesar de “seguros”, de acordo com o mesmo Santo Padre, não “nos dão alegria” porque nos retiram a liberdade.

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Orientações pastorais dos bispos da Sicília

Seguindo as orientações pastorais disponibilizadas no sítio da Arquidiocese de Palermo, a partir de agora, os pastores sicilianos devem convidar os adúlteros a discernir pelas suas próprias consciências se preferem o arrependimento ou a continuidade no prática do adultério para então, depois, poderem receber o Corpo e o Sangue do Senhor, independentemente de terem optado por um ou pelo outro caminho.

Basto 6/2017

Adoro te devote

santíssimo sacramento

Tomai e bebei o Corpo e Sangue de Jesus Cristo, horrivelmente ultrajado pelos homens ingratos. Reparai os seus crimes e consolai o vosso Deus.

(Anjo de Portugal em 1916 in II Memória da Ir. Lúcia, 1937)

Basto 6/2017

Papa Francisco: “Deus não pode ser Deus sem o homem”

Jesus respondeu-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: antes de Abraão existir, Eu sou!» (Jo 8, 58)

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Santo Padre na audiência geral do dia 7 de junho de 2017 – in The Vatican

A lógica é ao contrário, o Criador não depende e jamais dependerá da criatura. Deus ama infinitamente o homem e quer ser amado por ele, mas não depende dele. Ainda que o homem O rejeite, Ele continuará a ser Deus porque já O era antes de ter criado o homem. A Sua essência absoluta e a Sua condição divina não dependem dos desígnios humanos.

Pelo contrário, o homem jamais subsistirá sem Deus, sem o único Deus verdadeiro.

Basto 6/2017

Bergoglio para Bento XVI: aprenda a dizer adeus

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Por Christopher A. Ferrara

Ao longo dos últimos quatro anos, os fiéis católicos habituaram-se a um espetáculo contínuo e sem precedentes na história da Igreja: um Papa que, quase todos os dias, usa o seu púlpito para lançar um manancial, aparentemente inesgotável, de epítetos sobre os católicos ortodoxos que estão justamente perturbados com a orientação do seu pontificado: “rigoristas”, “rígidos”, “legalistas”, “fariseus”, “hipócritas”, “auto-absorvidos prometeanos neo-pelagianos” e assim por diante. Dia após dia, ano após ano, Papa Bergoglio não mostra sinais de cansaço na repetição do mesmo tema, continua como uma agulha de fonógrafo presa no mesmo sulco do mesmo velho disco.

Porém, em março, como observa Antonio Socci num artigo que não recebeu a devida atenção, o Papa Bergoglio apresentou um novo vilão du jour a partir do púlpito de Santa Marta: o pastor “que não sabe dizer adeus e pensa que é o centro da história, “o pastor que não sabe que “deve sair completamente, não a meio caminho… e sem se apropriar das ovelhas para si mesmo”.

A quem precisamente poderia o Papa Bergoglio estar aqui a referir-se? Temos uma boa ideia de quem possa ser, mas o Vatican Insider, ao qual Socci apelida de “o site ultrabergogliano”, não deixou qualquer espaço à imaginação. A sua reportagem sobre este sermão incluiu uma fotografia do Papa Bento XVI a sair do Vaticano de helicóptero, em direção a Castel Gandolfo, no dia em que a sua misteriosa “renúncia” ao “ministério de Bispo de Roma” entrou em vigor.

É óbvio que o Papa Bergoglio visava Bento XVI, uma vez que esta denúncia seguiu-se quase imediatamente à publicação do livro do Cardeal Sarah sobre o estado da liturgia, intitulado “O Poder do Silêncio: Contra a Ditadura do Ruído”, para o qual Bento XVI, como ” Papa Emérito “, escreveu um pós-escrito bastante devastador. Bento XVI declara que com Sarah à frente da Congregação para o Culto Divino, “a liturgia está em boas mãos”. No entanto, como sabemos, o Papa Bergoglio despediu todos os membros da Congregação exceto Sarah, substituindo-os por progressistas litúrgicos à sua volta, precisamente para deixar Sarah isolado e sem poder, de modo a que a incessante decadência da liturgia Novus Ordo possa continuar sem cessar.

Como mostra Socci, a aparição do pós-escrito de Bento XVI levou o líder da claque bergogliana, Andrea Grillo, a declarar que Bento “renunciou à sua renúncia” e estava agora a intrometer-se “nas decisões do seu sucessor” – referindo-se à decisão de neutralizar o Cardeal Sarah sem o demitir. Consequentemente, o Papa Bergoglio introduziu uma nova categoria de vilão voraz no caminho da sua “reforma irreversível” da Igreja que inclui a Sagrada Comunhão para adúlteros públicos: o pastor que não diz adeus.

Aqui, como de costume, temos a torção bergogliana das Escrituras para atender às necessidades retóricas do momento. No seu polémico sermão, o Papa Bergoglio cita o episódio de São Paulo quando parte de Éfeso, como um exemplo do pastor que sabe dizer adeus e não tenta levar as ovelhas com ele.

Mas ao citar o exemplo de São Paulo em Éfeso, observa Socci, o Papa Bergoglio marcou um golo espetacular na sua própria baliza, uma vez que São Paulo foi conduzido de Éfeso por um tumulto “orquestrado pelos ourives que lucravam com a manufatura de ídolos”, e São Paulo advertiu que, após a sua partida, “lobos raivosos” entrariam no seu rebanho, introduzindo “doutrinas perversas para atrair discípulos para si mesmos”.

É um convite à risada que o Papa Bergoglio, mais uma vez, aponte o dedo para si mesmo enquanto lança acusações sobre outros – desta vez sobre o seu próprio antecessor no cargo. Porém isso não é motivo de riso, mas sim outro sinal de que o pontificado bergogliano é provavelmente a fase terminal de uma crise eclesiástica cuja resolução terá de envolver uma intervenção divina do tipo mais dramático.

A edição original deste texto foi publicada pelo Fatima Center no dia 8 de junho de 2017. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do texto acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

Basto 6/2017

Fátima anunciada ao mundo em 1454!

Por Pedro Sinde

Trata-se de uma revelação verdadeiramente explosiva para quem se interessa pelo fenómeno de Fátima e que tem sido curiosamente ignorada em Portugal.

Documento1a_Monastero_Beata_Margherita_di Savoia_Domenicane_(Alba-Italia)
Digitalização gentilmente cedida pela autora Cristina Siccardi,
onde se refere, em 1655, descrevendo uma revelação de 1454,
que a Virgem iria aparecer em Fátima, Portugal e venceria para
sempre Satanás.

No dia 19 de Agosto de 1999, no arquivo do Mosteiro das Dominicanas de Alba são reencontrados alguns documentos do século XVII e que dizem respeito a… Fátima. Trata-se de um conjunto de documentos de diferentes proveniências em que vários testemunhos narram, por vias autónomas umas das outras e confirmando-se reciprocamente, a seguinte história:

no dia 16 de Outubro de 1454, no referido mosteiro de Alba, a Irmã Filipina de’Storgi, com fama de santidade, no leito de morte recebe a extrema-unção e a comunhão, entrando em êxtase. Durante o êxtase, a comunidade, reunida à sua volta, ouve, com espanto, a sua conversa com Nossa Senhora do Rosário, Santa Catarina de Siena, o Bem-aventurado Humberto, o Abade Guilherme de Sabóia e S. Domingos; neste colóquio são-lhe anunciados vários eventos, de uma forma muito precisa e que vieram a acontecer ao longo do tempo, tal como se nos explica no lúcido e corajoso livro de Cristina Siccardi (ver referência abaixo), estas profecias dizem respeito à família Saboia, cujo destino se cruza, em vários momentos fulcrais, com Portugal. A este assunto, tão interessante, esperamos dedicar um outro artigo.

Uma destas profecias, referida por Cristina Siccardi, prestigiada autora, menciona um certo “monstro” do oriente (que tem sido identificado, no contexto de Fátima, com o comunismo e os ‘erros da Rússia’ que se espalharam pelo mundo) que será a causa de tribulações para a humanidade, mas «que será vencido por Nossa Senhora do Rosário de Phatima» [sic!], em Portugal, «se todos os homens a invocarem com um espírito intenso de penitência» (manuscrito de 1640). Num outro manuscrito, de 1655, que resume o acontecimento de 1454, diz-se que «na Lusitânia, há uma igreja numa aldeia chamada Fatima […] e que uma estátua da Santíssima Virgem Maria preveniu sobre acontecimentos futuros extremamente graves pois Satanás fará uma guerra terrível mas perderá, porque a Santíssima Virgem Maria de Fatima, Mãe de Deus e do santíssimo rosário, ‘mais forte do que um exército formado para a batalha’ o vencerá para SEMPRE.» [ver a reprodução do manuscrito]. Esta referência à estátua leva-nos a duas sucintas considerações: uma das razões por que se realizam os Cinco Primeiros Sábados é desagravar o Coração Imaculado da Virgem por causa dos ataques às suas imagens sagradas; lembremo-nos ainda do significado mundial que teve e ainda tem a peregrinação da Virgem por todo o mundo. Este “para SEMPRE” deve-nos apontar ainda para a mensagem de Fátima, e a prometida vitória final do seu Imaculado Coração: “No final, o meu Imaculado Coração triunfará”; esta promessa incondicional conjugada com o sinal tremendo que foi o milagre do sol e este anúncio profético (à distância de 453 anos!), descoberto por Cristina Siccardi no mosteiro de Alba, aponta-nos com clareza para a ideia de que as aparições de Fátima se ligam directamente à luta apocalíptica entre a Virgem e o anjo caído que a odeia.

O que era Fátima no século XV? Sabemos que lá existia uma igreja com um convento, na zona da actual igreja paroquial; este conjunto terá sido edificado pelos monges de Alcobaça e com o apoio particular da rainha D. Mafalda, a mulher de D. Afonso Henriques. Sobre o significado desta rainha, teremos de deixar para outro artigo, dado o conjunto complexo (e maravilhoso) de relações que ligam profundamente Portugal e a casa de Sabóia. Esta igreja foi visitada no século XV por um familiar Saboia da primeira rainha de Portugal, ela mesma Saboia.

Cristina Siccardi, Fatima et la Passion de l’Église. Éditions Le Drapeau blanc, 2017.

[tradução de Fatima e la Passione della Chiesa. Milão: Sugarco, 2012]

Este texto foi publicado no jornal Diário do Minho no dia 17 de maio de 2017.

Nota da edição: o artigo acima faz parte da série “Fulgores de Fátima”, uma rubrica assinada pelo filósofo português Pedro Sinde no jornal Diário do Minho.

Basto 6/2017

“Construindo a ponte” para o Inferno!

Um anjo conduzindo uma alma para o Inferno
“Um Anjo Conduzindo uma Alma para o Inferno” de um discípulo de Hieronimus Bosch, séc. XVI

O novo consultor do Vaticano, escolhido pelo Papa Francisco para a Comunicação, fala do seu novo livro “Construindo a Ponte”, uma obra muito elogiada por alguns dos novos cardeais.

Transcrição do vídeo:

Há lugar para pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transexuais na Igreja Católica? Como podem eles saber que Deus os ama? Como podem os bispos chegar aos católicos LGBT? Como podem as pessoas LGBT encontrar um lugar numa igreja que frequentemente parece o seu inimigo? Devem os funcionários da Igreja despedir empregados LGBT por se casarem com pessoas do mesmo sexo? Estes são tópicos tratados no meu mais recente livro, “Construindo a Ponte”.

A Igreja Católica tem a obrigação de receber as pessoas LGBT para lhes mostrar que são filhos queridos de Deus, para celebrar os seus dons, para ouvi-los, para acompanhá-los, para sofrer com e até por eles, porquê? Porque são seres humanos. Também são católicos. Eles foram batizados, então fazem parte da Igreja, tanto quanto eu, o seu bispo ou o Papa, e recentemente tem havido mais sinais da sua aceitação.

A mais famosa frase do Papa Francisco talvez seja: QUEM SOU EU PARA JULGAR?

Mas não precisamos de ir longe para encontrar outros sinais de abertura. O catecismo da Igreja Católica pede-nos que tratemos as pessoas LGBT com respeito, compaixão e sensibilidade. Essas virtudes podem também ajudar a comunidade LGBT em interação com a Igreja. No fundo, Jesus e o seu público ministério foi sempre tentar incluir pessoas, destacando especificamente o chegar às pessoas que se sentiam marginalizadas porque, para Jesus, não havia ninguém que fosse outro. Para Jesus não há nós e eles. Só existe nós.

“Construindo a Ponte”, contudo, é mais do que um convite para receber. Oferece também recursos espirituais práticos para Católicos LGBT e para as suas famílias e amigos. O livro inclui passagens bíblicas escolhidas, assim como meditações e questões de reflexão para ajudar os católicos LGBT na sua relação com Deus e no seu próprio auto-entendimento. E para ajudar a sua família e amigos também, porque ministrar católicos LGBT não é só sobre a pessoa LGBT, mas os seus pais, avós, irmãos e irmãs, tias e tios, como também os seus amigos, colegas de trabalho, vizinhos e pessoas das suas paróquias.

Todo aquele que se preocupa com a vida espiritual e bem-estar das pessoas LGBT. Então eu espero que “Construindo Ponte” possa ajudar não só a pessoa LGBT não só a Igreja católica, mas todos aqueles que amam as pessoas LGBT, que espero que sejam todos.

(Pe. James Martin SJ in America Magazine – The Jesuit Review, 29/05/2017 – tradução)

No mesmo sentido, numa entrevista recente a respeito deste seu novo livro, o sacerdote jesuíta respondeu assim:

Entrevistador: O Catecismo da Igreja Católica ensina que “os atos homossexuais são intrinsecamente desordenados“. Você afirma e concorda com este ensinamento e esta linguagem?

Pe. James Martin: Eu não sou teólogo, mas diria que alguma da linguagem usada no catecismo a respeito desse tema precisa de ser atualizada, de acordo com o que sabemos agora sobre a homossexualidade. Antigamente, por exemplo, o catecismo dizia que a orientação homossexual é “objetivamente desordenada”. Mas, como eu digo no livro, afirmar que uma das partes mais profundas da pessoa – a parte que dá e recebe amor – está desordenada é inutilmente ofensivo. Há algumas semanas atrás, conheci um teólogo italiano que sugeria que a frase “diferentemente ordenada” poderia transmitir essa ideia de modo mais pastoral”.

(in Religion News Service, 06/06/2017 – tradução)

É o lobby de Sodoma e Gomorra plenamente instalado e a funcionar na Igreja Católica.

Basto 6/2017

O mundo olha hoje para Portugal

bandeira de Portugal

Neste dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, que é também o dia do Anjo Custódio da nossa nação, o Anjo de Portugal, o mundo continua a olhar para nós…

Há 100 anos, Nossa Senhora confiou a Portugal a missão de conservar para sempre a Fé e o mundo sabe disso.

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Hoje, durante a atual crise de Fé que atravessa a cristandade, afetando principalmente os mais altos representantes da Igreja Católica, a humanidade olha ansiosamente para Portugal, à espera de um sinal claro da Terra de Santa Maria. O mundo necessita desse sinal anunciado em Fátima.

Basto 6/2017