Ser salvo sem acreditar em Jesus Cristo…

Murillo 1675-82
Murillo, 1675-82, Conversão de São Paulo

Acreditar que Jesus Cristo é o Filho de Deus, o Messias de Israel, deixou de ser necessário para a salvação das almas, pelo menos na opinião da Comissão [do Vaticano] para as Relações Religiosas com o Judaísmo. Num documento oficial, publicado em dezembro do ano passado, aquela comissão papal estabeleceu que os nossos irmãos judeus não necessitam de acreditar que Jesus Cristo é o Redentor da Humanidade para poderem ser salvos. Ou seja, enganou-os!

Atendendo a esta nova doutrina delirante emanada da Santa Sé, ainda não deu para perceber muito bem qual é o atual estatuto dos judeus que se converteram ao Cristianismo, incluindo os grandes santos.

Com uma ousadia que não lembra nem ao diabo, o Vaticano ignorou versículos e versículos do Novo Testamento, em especial os do Evangelho de São João, para apostatar assim:

36. No entanto, da crença cristã, de que só pode haver um caminho de salvação, isso não quer dizer, de forma alguma, que os judeus são excluídos da salvação de Deus porque não acreditam em Jesus Cristo como Messias de Israel e Filho de Deus. […]

(Comissão para as Relações Religiosas com o Judaísmo, Vaticano, 10/12/2015)

Para os livres pensadores que escreveram a heresia acima transcrita, sugiro que meditem nas palavras de Jesus quando disse «Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém pode ir até ao Pai senão por mim. Se ficastes a conhecer-me, conhecereis também o meu Pai. E já o conheceis, pois estais a vê-lo.» (Jo 14:6,7). Mas como eles não acreditam, e querem que também nós deixemos de acreditar, propõem que Igreja Católica deixe de pregar a conversão aos judeus. Assim:

40. […] A Igreja vê-se assim obrigada a considerar a evangelização em relação aos judeus, que acreditam em um só Deus, com parâmetros diferentes aos que adota para lidar com pessoas de outras religiões e concepções do mundo. Na prática, isso significa que a Igreja Católica não age nem mantém qualquer missão institucional específica destinada aos judeus.

(Comissão para as Relações Religiosas com o Judaísmo, Vaticano, 10/12/2015)

Pois, mas Jesus dissera o seguinte: «Ide, primeiramente, às ovelhas perdidas da casa de Israel.»(Mt 10:6). Portanto, aos olhos de Jesus, a conversão dos judeus é não só necessária, como também prioritária. Devemos rezar pela conversão de todos aqueles que ainda não acreditam que Jesus Cristo, o Filho de Deus Vivo, é o único caminho de Salvação.

Não se trata de racismo ou antissemitismo, o catolicismo é aberto a todas as raças e nacionalidades. Na nossa perspectiva cristã universal, respeitamos todos os judeus, sejam eles cristãos ou não cristãos, aliás, a nossa Igreja foi fundada por judeus. Os cristãos devem viver em paz com toda a gente, mas não podem deixar de anunciar a Verdade, acolhendo alegremente todos aqueles que se sentem chamados por Deus, venham eles de onde vierem.

A Igreja Católica é a Igreja Universal, fora da qual não há salvação, mas até o Papa não parece muito convencido.

São Caetano
Mensagem do Papa Francisco aos fiéis de São Caetano de Buenos Aires, agosto de 2013

Sim! Sim! Sim! Porque não, Santo Padre? Na Igreja Católica convivem diversas tradições, ritos, culturas, nações, raças, etnias e sensibilidades, mas a Fé é a mesma, a única verdadeira. Extra Ecclesiam nulla salus é uma verdade dogmática.  “El encuentro” pode ser politicamente muito bonito mas não salva. O encontro com o outro é o momento de afirmar ou reafirmar a Verdade, senão torna-se num encontro vazio, sem frutos.

As nossas raízes religiosas são judaicas, nós mantemos todo o Antigo Testamento, mas o Messias já chegou, foi morto e ressuscitou, e agora tem as chaves da morte. Com Jesus Cristo, estabeleceu-se uma nova aliança entre Deus e a Humanidade, ninguém vai ao Pai senão por Ele.

E já agora, terá valido a pena a conversão do judeu Saulo a caminho de Damasco? Gostava de conhecer a opinião daqueles teólogos loucos!

Basto 3/2016

5 thoughts on “Ser salvo sem acreditar em Jesus Cristo…

  1. É verdade Cylláh, mas com uma frequência impressionante. Os escândalos são tantos e tão grandes que é difícil acompanhá-los. Enquanto estamos a digerir um, confirmando se as notícias são mesmo verdadeiras, surge logo outro! Por exemplo, só nos últimos dias, disseram-nos que o arcebispo de Santiago de Compostela ordenou dois sacerdotes homossexuais que vivem juntos!

    http://infovaticana.com/2016/12/12/arzobispo-espanol-ordeno-presbiteros-dos-homosexuales-sabiendo-pareja/

    Em simultâneo, ficamos a saber que na parte oriental do Canadá, os bispos autorizaram os seus sacerdotes a administrar a Extrema-unção a quem pratica a eutanásia, baseando-se no conceito de “acompanhamento pastoral” de “situações particulares” introduzido pelo Papa Francisco… Ou seja, os doentes que resolvem cometer suicídio passarão, eventualmente, a ter acesso ao último sacramento com base nas razões particulares que os levam a praticar o suicídio. Que loucura! Mas a função do sacerdote não é a de alertar o doente, independentemente da sua situação particular, para o perigo de morte eterna da sua alma em caso de opção pelo suicídio?

    https://www.lifesitenews.com/news/canadas-atlantic-bishops-pope-francis-is-our-model-on-relaxed-guidelines-to

    O mundo endoideceu…

    Mas o maior escândalo de todos é a aceitação e a indiferença da maioria dos católicos perante estas loucuras! Por exemplo, o caso da comunhão para quem vive em adultério, ninguém acreditaria, há 4 ou 5 anos atrás, que isso pudesse ser possível dentro da Santa Igreja Católica. No entanto, hoje, isso é abertamente defendido, até pelo próprio Papa, e as pessoas aceitam o sacrilégio com alegria como se fosse uma obra de misericórdia.


  2. CARTA ABERTA AO PAPA FRANCISCO DE UM JUDEU CONVERTIDO:

    Sua Santidade, Francisco
    Cidade do Vaticano
    Janeiro de 2016
    Estimado Santo Padre,

    Eu sou judeu. Estou certo de que, como era Menachem Mendel Schneerson de Crown Heights, Brooklyn, da descendência direta do Rei David por parte de meu pai (minha mãe, me asseguraram, descendia de Hillel).

    Tenho 74 anos. Converti-me à Igreja Católica Romana com a idade de 17 anos no último ano do pontificado do Papa Pio XII. Eu fiz isso com a convicção de que eu tinha que aceitar e ter a fé de que Jesus Cristo era meu Salvador, e eu acreditei. E eu acreditei que tinha que ser batizado como um membro de sua Igreja para ter a oportunidade de salvação. Então eu me converti e fui batizado na Igreja Católica e, em seguida, fui confirmado.

    Ao longo dos anos tenho contribuído com dezenas de milhares de dólares tanto para o Óbolo de São Pedro (tesouro do próprio papa sobre o qual você deve estar muito bem familiarizado), como com a minha própria paróquia e diocese.

    Durante esse tempo eu atendi a milhares de missas, horas santas e centenas de novenas, rezei milhares de rosários e fiz centenas de viagens até o confessionário.

    Agora em 2015 e 2016, eu li as suas palavras e aquelas da sua “Comissão Pontifícia”. Agora você ensina que porque eu sou da raça judaica, a Aliança de Deus comigo nunca fora quebrada e que nem mesmo nunca poderá ser quebrada. Não qualifica o ensino especificando qualquer coisa que eu pudesse fazer que ameaçasse a Aliança, que você diz que Deus tem para comigo, porque sou um judeu. Você ensina que é uma Aliança impossível de ser rompida. Nem sequer diz que depende de que eu seja uma boa pessoa. Logicamente falando, se a Aliança de Deus comigo é inquebrável, então, alguém de raça judaica como eu posso fazer o que quero, no entanto, Deus irá manter a sua aliança comigo, e eu irei para o Céu.

    Sua Comissão Pontifícia escreveu em dezembro passado: “A Igreja Católica nem conduz nem apoia qualquer trabalho de missão institucional específica dirigida aos judeus… de maneira nenhuma significa, pois, que os judeus estejam excluídos da salvação de Deus, porque eles não creem em Jesus Cristo como o Messias de Israel nem como o Filho de Deus “.

    Você é o Pontífice. Creio que a sua Comissão ensina sob a sua bandeira e em seu nome, e no que você declarou durante a sua visita à sinagoga em janeiro. Como resultado, já não vejo sentido em me levantar a cada manhã de domingo para ir à igreja, rezar rosários ou ir para o rito da reconciliação na tarde de sábado. Todas essas coisas são supérfluas para mim. Com base em seus ensinamentos, agora que eu sei que tudo se deve à minha superioridade racial aos olhos de Deus, por isso, não vejo a necessidade de nada disso.

    Agora não vejo nenhuma razão pela qual fui batizado em 1958. Não havia nenhuma necessidade para que eu fosse batizado. Já não vejo, tampouco, uma necessidade para que Jesus viesse à terra, ou que ele pregasse para os filhos judeus de Abraão de seu tempo. Como você menciona, eles foram salvos como resultado de sua descendência racial dos patriarcas bíblicos. Para que precisariam Dele?

    À luz do que você e sua Comissão Pontifícia me ensinaram, parece que o Novo Testamento é uma fraude, pelo menos no que se aplica aos judeus. Todas essas prédicas e disputas com os judeus não tiveram propósito algum. Jesus tinha que saber disso e, no entanto, insistindo em que deveriam nascer de novo, que precisavam crer que Ele era o Messias, deveriam deixar de seguir as tradições dos homens, e eles não poderiam chegar ao céu, a menos que acreditassem que Ele era o Filho de Deus.

    Sua Santidade, você e sua Comissão têm me instruído no verdadeiro caminho para a minha salvação: a minha raça. É tudo o que preciso e tudo o que sempre precisei. Deus tem uma Aliança com os meus genes. São os meus genes que me salvam. Meus olhos estão abertos agora.

    Consequentemente, chegarão aí notícias de meu advogado. Eu vou processar o Papa e a Igreja Católica Romana. Eu quero o meu dinheiro de volta, com juros, e estou buscando indemnizações compensatórias e punitivas pelo dano psicológico que sua Igreja me causou, ao fazer-me acreditar que eu precisava de algo além de minha alta identificação racial, para poder merecer o Céu depois que eu morrer.

    Também estou litigando pelo tempo que perdi, tempo que poderia ter usado trabalhando no meu negócio, ao invés de desperdiçá-lo em adorar a um Jesus que agora sua Igreja diz ser não necessário acreditar para a minha salvação. Seus prelados e clérigos me disseram algo muito diferente em 1958. Fui roubado!

    Atenciosamente,
    Pinchus Feinstein
    2617646 Ocean View Ave.
    Miami Beach, Florida 33239

    P.S.: Estou transmitindo esta carta para Hoffman, ex-repórter da AP em Nova York, na esperança de que ela atrairá a atenção daqueles que deveriam estar cientes disso. Estou lhe transmitindo na forma de um sonho, mas, no entanto, representa os sentimentos de muitas vítimas de sua Igreja ladra. — Pinch

    http://www.sensusfidei.com.br/2016/02/05/carta-aberta-ao-papa-francisco-de-um-judeu-convertido/

    http://revisionistreview.blogspot.pt/2016/01/an-open-letter-to-pope-francis-his.html

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