Outro mau sinal: um Papa que não se ajoelha perante o Senhor Eucarístico

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Por Christopher A. Ferrara

No dia 26 de maio, teve lugar uma procissão eucarística, presidida por Francisco, na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma. Diante do Santíssimo Sacramento exposto no altar, havia um genuflexório de veludo para uso papal. Francisco recusou ajoelhar-se sobre ele. Manteve-se de pé, à frente do Santíssimo Sacramento exposto, enquanto padres e acólitos à sua volta se ajoelharam em reverência.

De facto, Francisco tem recusado, de forma consistente, ajoelhar-se diante do Santíssimo Sacramento – o Senhor Jesus Eucarístico – em qualquer contexto. Até quando é ele próprio quem preside à consagração eucarística no altar; até mesmo durante a sua primeira missa enquanto Papa na Capela Sistina. No entanto, ajoelha-se prontamente para receber a “bênção” dos carismáticos enquanto balbuciam, ou para lavar e beijar os pés de não católicos, incluindo mulheres muçulmanas, durante o ridículo ritual do lava-pés com o qual substituiu o tradicional mandatum da Quinta-feira Santa.

Citando o predecessor de Francisco, num dos seus escritos de quando era o então cardeal Ratzinger, o corajoso Antonio Socci coloca abertamente a pergunta para a qual os católicos de todo o mundo gostariam de obter uma resposta honesta: “Padre Bergoglio [como Francisco chama a si mesmo], tem algum problema com a Sagrada Eucaristia? Não sabe que, na espiritualidade cristã, «a incapacidade de ajoelhar-se é vista como a real essência do diabólico»?” (A este respeito, Ratzinger observou um detalhe curioso em todas as representações do diabo: a ausência de joelhos para se prostrar.)

Socci lembra, a este respeito, “as afirmações inquietantes em relação à Eucaristia na sua visita [de Francisco] aos luteranos em Roma.” Nessa ocasião, Francisco sugeriu a uma mulher luterana que o dogma católico da transubstanciação seria uma mera “interpretação ou explicação” distinta da visão luterana, e que ela devia “falar com o Senhor” para saber se podia receber a Sagrada Comunhão numa igreja católica juntamente com o seu marido católico.

Depois ainda, como Socci repara, existe o ataque direto à integridade do Santíssimo Sacramento, sob o disfarce de “misericórdia”, através da sugestão prevista na Amoris Laetitia de, em “certos casos”, os divorciados “recasados”, vivendo em condição de adultério, condenada por Nosso Senhor, poderem ser admitidos à Santa Comunhão, autorizando, assim, um sacrilégio flagrante em escala maciça.

A este respeito, importa lembrar a resposta que Francisco deu a uma argentina “casada” com um homem divorciado, segundo a qual, ela devia ignorar o conselho do seu pároco e deslocar-se a outra paróquia para receber a Sagrada Comunhão, porque “um pouco de pão e vinho não faz mal” – uma informação que nem Francisco nem o Vaticano negaram. (A “resposta” ambígua e evasiva do Pe. Lombardi, apresentada como se fosse uma negação – uma técnica na qual o Gabinete de Imprensa do Vaticano se especializou – foi efetivamente uma confirmação.)

Como podemos nós agir perante um Papa que simplesmente se recusa a fazer aquilo que qualquer crente católico faz instintivamente: ajoelhar-se em humilde submissão diante do Senhor Jesus Eucarístico? Estamos aqui confrontados com mais um sinal de um papado como nenhum outro anterior, o que significa uma nova etapa, e talvez terminal na crise da Igreja, precedendo a sua dramática resolução – um drama que não deixará de ter consequências calamitosas na Igreja e no mundo.

Devemos então, juntamente com Socci, expressar a urgência de “intensificação de orações pelo Papa Bergoglio: para que ele decida finalmente ajoelhar-se, com os joelhos e com o coração, diante do Senhor. Para o bem da sua alma e para o bem da Igreja”.

A edição original deste texto foi publicada pelo Fatima Center no dia 21 de maio de 2016. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do artigo acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

Basto 6/2016

 

6 thoughts on “Outro mau sinal: um Papa que não se ajoelha perante o Senhor Eucarístico


  1. “João Paulo II nunca se sentou na presença da Eucaristia. Sempre se impôs ajoelhar-se. Ele precisava da ajuda de outras pessoas para dobrar os joelhos e, depois, para se levantar. Até os seus últimos dias, quis nos dar um grande testemunho de reverência ao Santíssimo Sacramento”.
    (Cardeal Robert Sarah, Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, na abertura do Congresso Internacional Sacra Liturgia, que ocorre em Milão, de 6 a 9 de junho de 2017.)
    https://fratresinunum.com/2017/06/07/quem-tiver-ouvidos-ouca-2/#comments
    https://www.lifesitenews.com/news/cardinal-sarah-st.-john-paul-ii-forced-his-broken-body-to-kneel-for-communi

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