“Uma grande maioria dos matrimónios sacramentais são nulos!” – Como?

Bem! Talvez não, ou talvez sim! Perguntem ao sr. Pe Lombardi…

A vida é uma festa e, nos dias de hoje, tudo é uma alegria e tudo é relativo. Tão relativo que até a própria teoria da relatividade já foi posta em causa, e logo por um português, um alentejano.

E os batismos, também serão inválidos? É que, na sua esmagadora maioria, os cristãos não estavam propriamente conscientes do significado deste sacramento no momento em que o receberam – eu admito que não estava!

O Santo Padre não nos dá um momento de descanso… Podia tirar uns dias para repouso, talvez até junto de Bento XVI, no Convento Mater Ecclesiae, afinal fica mesmo ali ao lado. Aproveitava e esclarecia algumas dúvidas com os mais velhos! Mas não, infelizmente isso não deverá acontecer.

Francisco vai continuar alegre, de forma obstinada e incansável, agarrado ao leme deste grande barco, no meio da tempestade que ele próprio criou. E desengane-se quem pensa que é homem para recuar perante as ondas, a chuva e a trovoada. Se alguém costuma sentir náuseas a bordo, o melhor é trazer mais comprimidos para o enjoo porque a viagem não vai ser fácil…

Durante a passada semana, no dia 16 de junho, na abertura da Conferência Pastoral da Diocese de Roma, o Santo Padre responde, assim, a uma questão colocada por um leigo:

Uma grande maioria dos nossos matrimónios sacramentais são nulos.

(Papa Francisco, 16/06/2016)

Logo no dia seguinte, e como já vem sendo costume, o Pe. Lombardi, diretor do Gabinete de Imprensa da Santa Sé, aparece com a sua vassoura para evitar que sujemos os sapatos. Um dia destes, arrisca-se a ser convidado para fazer publicidade a alguma marca de detergente.

Os tradutores oficiais tiveram o cuidado de retocar a perturbantemente pessimista opinião papal, transformando aquilo que era “uma grande maioria” em apenas “uma parte dos nossos matrimónios sacramentais.”

Como se aquela resposta não fosse suficientemente incendiária, logo a seguir, o Santo Padre elogia as uniões civis pré-matrimoniais, uma prática que, segundo conta, conheceu de perto na Argentina.

Contudo digo-vos que vi deveras tanta fidelidade nestas convivências, tanta fidelidade; e estou certo de que este é um matrimónio verdadeiro, têm a graça do matrimónio, precisamente pela sua fidelidade.

(Papa Francisco, 16/06/2016)

É difícil entender esta abordagem papal à luz do infalível magistério da Igreja, do mesmo modo que é completamente impossível enquadrá-la na mensagem de Fátima:

jacinta marto
Beata Jacinta Marto (1910-1920)

 “Muitos matrimónios não são bons, não agradam a Nosso Senhor e não são de Deus.”

(Jacinta à Madre Godinho, durante a fase terminal da sua vida, no Orfanato de Nª Sª dos Milagres, em Lisboa)

Acreditando nas informações da Madre Godinho, a Jacinta não podia estar a condenar o Matrimónio cristão.

Mas por quem combate afinal o Santo Padre nesta “batalha final entre Deus e Satanás”?

Basto 6/2016

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