Sacerdote assassinado em Saint Etienne du Rouvray

Padre Jacques Hamel
Padre Jacques Hamel – Paróquia de Saint Etienne du Rouvray (Normandia, França)

Um padre de amigos meus escreveu-me

Por Benoit & Moi

Nossa Senhora anunciou tudo isto em Fátima. Ela falou do derramamento de sangue, isto é só o começo. E que nós precisamos de ser purificados através do martírio. É terrível mas é verdade. Não podemos contar com o apoio espiritual e doutrinal vindo de Roma, então temos de olhar para cima, para o Mestre.

Este é um tempo de escuridão mantida à custa da irresponsabilidade política e ideológica e da cobardia da maior parte dos pastores.

Invejo este padre porque é um mártir. Requiescat in Pace. Não obstante, ele era bem alinhado, modernista, “tolerante”, empenhado no diálogo inter-religioso. A mesquita da cidade foi construída num terreno doado pela paróquia… Precisamos de um novo São Pio V e uma nova Lepanto, mas isso não poderá acontecer porque Roma não é suficientemente católica e os reis católicos deixaram de existir. Portanto a invasão é irreversível. A nossa força só pode ser espiritual, preparando-nos para o pior e para os pais tudo fazerem para proteger os filhos.

PS: Rezemos intensamente porque a França não consegue entender o que está a acontecer, está cega devido à falta de fé. [François] Holland tem ousadia para declarar: “Assassinar um sacerdote é profanar a república.” Ai sim?  E a matança dos sacerdotes feita pela revolução?

A edição original deste texto foi publicada por Benoit & Moi no dia 27 de julho de 2016. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do artigo acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

Basto 7/2016

Papa Francisco volta a cair aos pés de Nossa Senhora

Papa Francisco cai em frente do ícone de Nossa Senhora de Czestochowa. Esta queda aconteceu ontem, dia 28 de julho, em plena missa, no Santuário de Jasna Gora, na celebração do 1050º aniversário do Batismo da Polónia.

No ano passado, o mesmo Papa caiu junto à imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, no México, onde a presença de uma cadeira acabou por mitigar o aparato da queda.

Que Nossa Senhora dê a força, a coragem e a humildade necessárias ao Santo Padre para conduzir o seu rebanho pelo único, estreito e impopular caminho da Verdade.

Basto 7/2016

A desolação pokedemoníaca

A abominação do Pokémon Go está a entrar nos lugares santos, perdeu-se o respeito pelo sagrado. Nem as igrejas escapam a esta loucura.

A moda chegou ao Vaticano, onde dizem que se encontra Arceus, o deus pokémon.

Rome Reports, 21/07/2016

Arceus, deus pokémon

Para além do Arceus, uma espécie de cabra esquisita, existem muitas dezenas de outros seres estranhíssimos, virtualmente espalhados pelo mundo inteiro, que podem ser caçados através do sistema de georreferenciação da aplicação Pokémon Go.

 Os demónios distinguiam-se por formas horríveis e asquerosas de animais espantosos e desconhecidos, mas transparentes como negros carvões em brasa.

Parte da visão do Inferno em Fátima, 1917

Em Portugal, a Radio Renascença informa que existe um ginásio de pokémons numa igreja do Barreiro onde nem o padre ficou indiferente.

E esta toleimada ainda agora começou…

 

Basto 7/2016

O problema da “pedra”

No perturbante discurso proferido perante a Fraternidade Ecuménica Argentina, em 2009, o então cardeal Jorge Mario Bergoglio convida os presentes não se preocuparem com o problema da “pedra”.

Por qué cuernos buscáis entre los muertos al que esta vivo?

(Cardeal Bergoglio, CRECES, 2009)

Essa pedra, essa “dor”, essa “taça de café escuro” que “nos fomenta a capacidade de controlar” e de “ser senhores da situação”. A pedra que nos impede de “ver mais além” e de dar um “salto impossível de controlar”.

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Cardeal Bergoglio, de joelhos, recebe a bênção dos pastores protestantes durante uma festa ecuménica da CRECES

CRECES – Comunhão Renovada de Evangélicos e Católicos nos Espírito Santo

Basto 7/2016

O homem que construiu uma catedral

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www.thisiscolossal.com

Chama-se Justo Gallego, é um cidadão espanhol, simples e sem formação académica, que, desde 1963, tem vindo a construir uma catedral nos arredores de Madrid dedicada a “Nossa Senhora do Pilar, Mãe de Deus.”

É uma obra gigantesca, idealizada unicamente na cabeça de um homem de Fé, ou de um “louco”, sem recurso a estiradores ou a autoCAD. Construiu-a praticamente sozinho, contando apenas com algumas ajudas voluntárias.

Hoje tem mais de 90 anos e sabe que este magnificente trabalho jamais poderá ser concluído pelas sua mãos.

Há vidas que nos inspiram.

Basto 7/2016

Nova pastoral minecraft

Para quem aceita o conceito de “empreendedorismo religioso”, o sr. Pe. Daniel Pajuelo deve ser considerado um caso de verdadeiro sucesso. Para além pregar através do rap, ensina a catequese em Espanha com o videojogo Minecraft.

As suas avançadas ferramentas de “evangelização” despertaram o interesse até do gigante informático norte-americano Microsof.

É a Igreja a tentar competir com o mundo com as armas do mundo.

 

PS – A informação da Rome Reports TV (agência noticiosa especializada em assuntos relacionados com o Papa, o Vaticano e a Religião) é verdadeiramente hilariante. Para além da pastoral minecraft, podemos ainda ver os seguintes destaques durante este fim de semana:

Entre outras.

 

Basto 7/2016

Proibido evangelizar na Rússia

Nova lei de prevenção do “extremismo e terrorismo” condiciona a prática religiosa na Rússia. Ninguém poderá evangelizar fora das igrejas, sob pena de incorrer em pesadas multas ou ser expulso do país, neste caso, se se tratar de um cidadão estrangeiro. A revista Christanity Today informa que a nova lei proíbe qualquer cidadão de difundir mensagens religiosas fora dos lugares de culto aprovados pelo governo, incluindo dentro de residências particulares ou através da Internet.

A referida revista explica como esta lei constituirá mais um grande entrave ao trabalho dos missionários naquele país, altamente condicionado desde a aprovação da lei do “agente estrangeiro”, em vigor desde 2012, que colocou sob vigilância governamental qualquer atividade religiosa de origem externa.

Esta lei faz lembrar os horrores da ditadura comunista. Os estatutos aprovados por Josef Stalin, em 1929, serviram de base a um dos piores períodos de perseguição religiosa da era soviética. De facto, apesar de parecer um contrassenso, o direito à liberdade religiosa estava garantido já na Constituição Soviética de 1936, no seu artigo 124º, contudo não foi suficiente para evitar as longas listas de mártires cristãos nos anos e décadas que se seguiram.

Basto 7/2016

Apelos e petições ao Papa

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Apresentação Oficial da Amoris Laetitia – Radio Vaticano

Um grupo de 45 personalidades católicas, constituído maioritariamente por clérigos e académicos, enviaram uma petição ao Colégio Cardinalício para pedir ao Papa que “repudie” aquilo que entendem ser “proposições erradas” contidas na exortação apostólica Amoris Laetitia, que “podem ser entendidas como contrárias à Fé e à moral católicas”. De acordo com o jornal norte-americano National Catholic Register, esta petição foi redigida num documento de 13 páginas, traduzido em seis línguas, endereçado ao Cardeal Angelo Sodano, Decano do Colégio dos Cardeais, e também a 218 outros cardeais e patriarcas.

Para os signatários desta petição, vários elementos contidos na exortação apostólica publicada em abril encontram-se em “conflito com a doutrina católica”.

Não estamos a acusar o Papa de heresia, mas consideramos que muitas frases contidas na Amoris Laetitia podem ser interpretadas como heréticas, seguindo uma leitura natural do texto.

(Joseph Shaw, porta-voz dos signatários da petição)

À exceção de Joseph Shaw, os signatários desta petição preferiram optar pelo anonimato, com medo de represálias. É caso para perguntar: “Quem são eles para julgá-los?”. Mas, na verdade, estes receios são cada vez mais naturais e fundamentados, uma vez que a nova “misericórdia” tende a fluir sempre para o mesmo lado, gerando grupos de excluídos que, por aqui e por ali, vão sendo acusados de coisas feias.

No mesmo sentido da petição supracitada, o portal de defesa da vida Lifesitenews reuniu 16 personalidades internacionais, defensores da vida e da família, para dar voz a um “Apelo ao Papa”. Imbuídos num “espírito de amor, humildade e Fé” suplicam ao Papa para que afirme a Verdade da Fé Católica sem ambiguidades e, dessa forma, restaure a clareza e acabe com a confusão produzida pela exortação apostólica Amoris Laetitia. Por outras palavras, apelam ao Papa para “ser o Santo Padre que os católicos necessitam”.

plea to the pope
Apelo ao Papa – lifesitenews.com

Esta iniciativa, concretizada em vídeo, é encabeçada por Dom Athanasius Schneider, Bispo Auxiliar da Diocese de Maria Santíssima no Cazaquistão.

A única coisa que surpreende nestas iniciativas é o facto de serem ainda tão poucas.

 

Pós-texto:

O grupo de personalidades anónimas referido no início do texto revelou, entretanto, as suas identidades.

 

Basto 7/2016

Quem é esta “seita”?

um grupo de pessoas, na sua maioria clérigos, cardeais, bispos e padres que, de repente, parece que mandam ou pretendem mandar nos destinos da Igreja. Surgem diariamente na comunicação social como os arautos da nova misericórdia e, aparentemente, têm uma grande influência sobre o Papa Francisco, que os recomenda e coloca em posições chave. As suas exóticas opiniões são vistas por muitos como as opiniões do próprio Santo Padre.

O único problema é que grande parte dessas ideias pregadas são heréticas e imorais face ao santo e infalível magistério da Igreja. São doutrinas diabólicas, defendidas abertamente e que se encontram em avançado estado de institucionalização, em alguns casos, já praticadas em larga escala. Pura apostasia que tende a generalizar-se.

Não defendem nada de novo. As suas heresias, que cheiram mais a cabra do que a ovelha, são ensinadas há vários séculos por igrejas protestantes cismáticas, e as imoralidades pastorais que nos querem impor já são postas em prática, desde há várias décadas, por inúmeras seitas pseudo-cristãs.

Seguindo uma postura de humildade que tanto cultivam, podiam simplesmente abandonar a Igreja Católica e, discretamente, aderir a um desses cultos e aí praticar a nova “misericórdia” a tempo inteiro e sem qualquer impedimento institucional. Mas não, o que eles querem mesmo é transformar a Santa Igreja Católica Apostólica Romana aos seus gostos pessoais.

Isto é uma espécie de assalto à Barca de Pedro.

seita
Entre outros…

São nomes como Kasper, Marx, Nichols, O’Malley, Dom “Tucho”, Bruno Forte, Spadaro, Baldisseri, Schonborn, entre outros. Uma curta pesquisa na  Internet permite ter uma boa noção da Igreja que eles defendem e desejam criar. Os pilares que pretendem “reformar” – a palavra certa é revolucionar – estão relacionados com temas como a família, casamento/divórcio, homossexualidade, transexualidade, acesso à comunhão, dogmas, ritos, tradições, etc…

Têm uma agenda própria e não olham a meios para tentar impô-la a mais de um bilião de católicos no mundo inteiro. São influentes e poderosos, mas chegarão apenas até onde Deus permitir. Não é justo, contudo, esperar sentados que Deus venha fazer alguma coisa pela Sua Igreja, enquanto nós nos limitamos a olhar para as nuvens. Deus está vivo em nós, portanto jamais poderemos aceitar esta loucura.

Que Deus abra os olhos ao Santo Padre e lhe permita ver por quem está cercado. Há muita gente santa e competente dentro Igreja Católica disponível para trabalhar na vinha do Senhor e produzir néctar de qualidade, bem diferente deste vinho-a-martelo que nos querem obrigar a beber.

Um “caminho penitencial”, acompanhado do “discernimento” adequado que os conduza à “integração” num convento remoto, se calhar não seria uma má solução pastoral para estes senhores. A misericórdia deve chegar a todos, principalmente aos mais necessitados.

Basto 7/2016

Renasce a ameaça nuclear

A crescente tensão entre a NATO e a Rússia, que se agudizou desde 2014 com o conflito ucraniano, reacende os temores de um conflito nuclear, mas apenas para alguns… A aceitação desta possibilidade, por parte da opinião pública ocidental, é hoje muito reduzida, face ao que acontecia no auge da Guerra Fria.

O longo período de paz, resultante da ordem estabelecida após a II Guerra Mundial, criou uma habituação psicológica geral que, de forma lógica e automática, rejeita qualquer ideia que inclua a possibilidade de um novo grande conflito internacional de grande escala. É como se tivéssemos já atingido a última fase da evolução civilizacional, a partir da qual só podemos aspirar à perfeição do paraíso terrestre, inerentemente pacífico.

Esta ideia de paz inquebrável, para além de ser extremamente ingénua, não nos atribui qualquer imunidade. Pelo contrário, conduziu-nos a uma situação de impreparação geral, quer dos estados, quer das pessoas, para poder reagir perante uma situação de crise, se ela algum dia acabar por acontecer

A possibilidade de um novo conflito internacional de larga escala não é de todo descabida e deve, portanto, estar na consciência das pessoas. É um cenário a evitar por todos os meios, incluindo o mais importante: a oração. É que, ao contrário do que aconteceu em outros grandes conflitos, o potencial do armamento hoje disponível poderia criar uma situação verdadeiramente apocalítica.

Em março de 2014, enquanto a grande multidão de gatos gordos ocidentais consumia lixo mediático, a televisão russa abria o telejornal com a ameaça de reduzir os EUA a cinzas radioativas. Uma manchete televisiva que seria depois transformada numa notícia redundante, desvalorizada pela população do lado de cá.

Quem tem a curiosidade de seguir as notícias nos principais órgãos noticiosos russos de projeção internacional, como a RT, a Interfax, a Sputnik ou a Tass, só pode ficar estupefacto face à excessiva cobertura jornalística dada a tudo o que se relaciona com armamento, manobras militares e geoestratégia. Estes órgãos de comunicação social – cuja obetividade é muitas vezes questionada – obedecem a critérios editoriais que convergem com a agenda do poder político russo e com a maioria da população que o suporta. Portanto, este desinteresse pelas questões de defesa e de segurança nacional é uma realidade meramente ocidental. Ainda assim, de vez em quando, por aqui, lá vai surgido uma ou outra abordagem mais a sério sobre o assunto.

Por exemplo, em fevereiro deste ano, a BBC realizou um excelente programa documental onde simulou um plausível cenário de guerra entre a Nato e a Rússia com recurso a armas nucleares. Colocou-se então a hipótese de surgir uma situação de instabilidade nas repúblicas do Báltico idêntica à que se criou recentemente na Ucrânia, onde o envolvimento da Rússia seria semelhante. As três repúblicas do Báltico (Estónia, Letónia e Lituânia) fizeram parte da União Soviética e hoje são estados-membro na NATO.

Este trabalho feito pela televisão britânica intitula-se “III Guerra Mundial: dentro do gabinete de guerra” pode ser visto integralmente aqui. O seu argumento foi elaborado com base no contributo de especialistas em defesa militar, os quais foram convidados a refletir sobre uma eventual decisão política, problemática, face à necessidade e inevitabilidade do recurso às armas nucleares no conflito.

Este documentário foi duramente criticado pelo Kremlin, de onde recebeu a classificação de “lixo”.

Para além dos esporádicos trabalhos dos jornalistas, hoje existe também uma ferramenta informática que permite avaliar as consequências de um eventual ataque nuclear sobre uma determinada localidade. Nesta aplicação, elaborada a partir da base cartográfica do Google Earth, o utilizador escolhe um alvo (uma localização), define a potência da bomba a detonar e, de seguida, obtém a simulação da explosão e o cálculo das baixas estimadas.

simulador nuclear
Simulador de ataques nucleares

Enquanto andarmos apenas pelo domínio das simulações estaremos nós bem. Que Deus nos livre dos perigos reais.

 

Basto 7/2016

Um Papa Anticatólico?

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Por Christopher A. Ferrara

Por esta altura, já estamos habituados aos resultados chocantes da insistência de Francisco em dizer coisas sem sentido aos jornalistas durante os voos de e para os destinos das inúteis viagens papais, que se tornaram uma atividade essencial do papado pós-Vaticano II. No meio de todas essas coisas absurdas, há também, todavia, observações, inadvertidamente reveladoras, que mostram a amplitude da crise-dentro-a-crise que é o pontificado bergogliano.

O exemplo mais recente foi a conferência de imprensa a bordo, no regresso a Roma, da viagem papal à Arménia. Uma observação muito esclarecedora surgiu no contexto da pergunta de um repórter sobre a recente declaração do importante assessor papal, o Cardeal Reinhard Marx, de que a Igreja deveria pedir desculpa aos “gays” pela forma como os tratou. Os “gays” foram adicionadas à lista daqueles a quem a Igreja deve pedir desculpas e “suplicar perdão” – o mea culpa sem fim que João Paulo II iniciou e agora parece ser perpétuo; estamos ainda longe de ouvir um único pedido de desculpas dos poderes deste mundo pelas suas ofensas contra os cristãos, incluindo pelas perseguições de estado e pelo genocídio de dezenas de milhões.

Francisco implicou-se por responder que a Igreja “não só deve pedir desculpas… a essa pessoa que é gay, que ofendeu, mas também deve pedir perdão aos pobres, às mulheres e às crianças exploradas no trabalho”. Pelo menos, e apesar de tudo, esclareceu que quando disse “a Igreja” queria dizer “cristãos. A igreja é santa. Nós somos os pecadores.”

Contudo, logo a seguir, fez outra observação muito reveladora: “Lembro-me, quando criança, da cultura católica fechada em Buenos Aires: não se podia entrar em casa de um casal divorciado. Estou a falar de há 80 anos atrás. A cultura mudou, graças a Deus.”

Em apenas uma frase elucidativa, Francisco revelou a profundidade da ameaça que o seu pontificado representa para a Igreja: “cultura católica fechada”. Francisco agradece a Deus porque “a cultura mudou”, no sentido de que divórcio e “recasamento” não é mais visto como uma forma de adultério que os católicos não toleravam através socialização nas casas de pessoas que coabitam em situação de adultério. Ele agradece a Deus por essa “cultura católica fechada” ter dado lugar a uma cultura onde divórcio e “recasamento” é aceite, na verdade, amplamente praticada pelos católicos.

No entanto, este é o mesmo Papa que organizou o “Sínodo da Família” destinado a refletir sobre “uma crise na família” resultante da mudança cultural pela qual Francisco agradece a Deus. Sendo assim, o Falso Sínodo foi, portanto, a tentativa de intimidar a Igreja a aceitar institucionalmente – ao que Francisco chama “integração” – do que o próprio Nosso Senhor denunciou como adultério.

Temos então um Papa que, levianamente, acumula desprezo por uma cultura na qual existe aversão instintiva pelo pecado público entre os simples fiéis, a qual condiciona a confraternização com as pessoas que ignoram os seus votos de casamento e se envolvem com outros parceiros para viver em pecado. Francisco dá graças a Deus por a cultura, no fundo, não ser mais católica.

Este é o Vigário de Cristo? Nunca em 2000 anos, nunca, mesmo durante os pontificados de Papas pessoalmente corruptos, vimos um homem como este na Cátedra de Pedro. Isto não é sequer uma questão de falsidade ou astúcia. Temos claramente, em Francisco, um Papa que, por incrível que pareça, não dá grande valor ao catolicismo, não se inibe de o dizer e parece alegremente inconsciente do paradoxo bem apocalíptico de um Papa anticatólico. Um Papa que, na sua profunda confusão, chama santa à Igreja, mas agradece a Deus por os católicos aceitarem agora uniões sexuais imorais.

Mais informações sobre esta perturbadora conferência de imprensa bergogliana (uma redundância, eu sei) na próxima coluna.

A edição original deste texto foi publicada pelo Fatima Center no dia 30 de junho de 2016. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do artigo acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

Basto 7/2016

Cimeira da Nato em Varsóvia – Ousadia não lhes falta!

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Ursos polares investigam submarino dos EUA (Oceano Glacial Ártico)

Contudo falta-lhes o mais importante: a Fé! E nenhum escudo anti-míssil, nenhum poderio militar nos pode salvar do verdadeiro Inferno que é a ausência de Deus. A Europa e o mundo estão carentes de penitência porque é a penitência que nos aproxima de Deus.

Penitência! Penitência! Penitência!

(Palavras do Anjo com a espada flamejante na visão do 3º Segredo de Fátima)

Até parece que se ouvem tambores de guerra no horizonte…

– Por favor, parem esta loucura!

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO/OTAN) é uma aliança militar fundada em 1949 como resposta à ameaça de expansão dos regimes comunistas a partir da Rússia e da Europa do Leste. Seis anos mais tarde, a União Soviética patrocinava a criação de uma aliança militar antagónica, formada pelos países comunistas, formalizada na cidade de Varsóvia, na Polónia, em 1955. Estes dois grandes blocos alimentaram uma gigantesca corrida ao armamento e, durante décadas, fizeram o mundo temer um holocausto nuclear, naquilo que ficou conhecido como o período da Guerra Fria.

Nato vs Warsaw

Chegados a 1991, colapsa a URSS e extingue-se o Pacto de Varsóvia. Desde então, grande parte dos países que integravam a União Soviética ou eram seus aliados, assim como outros que eram neutros, foram-se integrando gradualmente na NATO. Esta Nova Ordem Mundial da qual a Nato faz parte, assim com a ONU ou a UE, está cheia de “solidariedade”, “fraternidade”, “liberdade”, “solidariedade” e outros valores humanos, mas tem uma grande lacuna: Deus! Portanto está condenada ao fracasso.

A Nato, um dos grandes braços da Nova Ordem Mundial, cresceu a um ritmo alucinante. A sua tendência integracionista parecia que só iria terminar depois de conquistar o mundo inteiro, mas encontrou uma poderosa força de bloqueio na Rússia de Putin.

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Cronologia da expansão geográfica da Nato – (Arz, 2007)

Vladimir Putin é o primeiro líder russo da era pós-soviética que, de forma pública e aberta, lamenta o colapso da União Soviética, para ele, a maior catástrofe geopolítica do séc. XX. Por outro lado, ameaça recorrer a “respostas militares adequadas” no caso de mais países vizinhos, como a Finlândia, a Ucrânia ou a Geórgia, formalizarem a adesão à Nato ou se verificar avanços no projeto do “escudo anti-míssil” da Aliança Atlântica.

A Rússia de hoje é um espaço debilitado, quer ao nível tecnológico, quer ao nível económico, contudo, continua a possuir o maior arsenal nuclear alguma vez produzido, um dos maiores exércitos do mundo, e continua a ser, de longe, o maior país à face da Terra (ultrapassa em mais de 180 vezes a dimensão de Portugal, por exemplo). Ao mesmo tempo, todo o seu poder está altamente concentrado num único homem, um ex-agente do KGB, que já mostrou que não irá pactuar com esta Nova Ordem Mundial centralizada a Oeste.

Do lado de cá, os líderes políticos dizem que não têm medo dele, querem mostrá-lo e desejam continuar as sua expansão territorial a Leste. Como sinal da sua determinação, marcaram, para hoje e amanhã, no mesmo mês de julho em que o Pacto de Varsóvia foi extinto, uma Cimeira da Nato, precisamente na capital da Polónia.

Temos de admitir que a ousadia é uma característica que não lhes falta.

Quando disserem: «Paz e segurança», então se abaterá repentinamente sobre eles a ruína, como as dores de parto sobre a mulher grávida, e não escaparão a isso. (1Ts 5, 3)

Será que alguém ainda se lembra de como se rezava antigamente pela conversão da Rússia e como se pedia a Nossa Senhora para nos livrar dos castigos anunciados em Fátima? Se essas intenções desapareceram das nossas orações, isso é porque talvez os perigos tenham desaparecido, ou pelo menos o receio….

Várias nações serão aniquiladas.

(Nª Sª de Fátima, 1917)

A uma escala de potencial bélico como aquela estamos a falar, entre os rivais Nato e Rússia, em caso de conflito, torna-se quase irrelevante saber quem seria o vencedor.  O resultado seria a destruição generalizada, a fome, a doença, a loucura, o caos… Desenganem-se aqueles que pensam que uma previsível vitória deste ou daquele lado, resolveria este diferendo num instante e depois voltaríamos rapidamente a tudo aquilo a que estamos habituados.

Quando se chega a este nível de tensão, um mero equívoco humano pode resultar numa situação irreversível. Que Nossa Senhora de Fátima, que nos observa lá em cima, nos acuda nesta hora negra. Ela é o único “escudo” que nos pode proteger do flagelo russo.

Basto 7/2016

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