Cimeira da Nato em Varsóvia – Ousadia não lhes falta!

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Ursos polares investigam submarino dos EUA (Oceano Glacial Ártico)

Contudo falta-lhes o mais importante: a Fé! E nenhum escudo anti-míssil, nenhum poderio militar nos pode salvar do verdadeiro Inferno que é a ausência de Deus. A Europa e o mundo estão carentes de penitência porque é a penitência que nos aproxima de Deus.

Penitência! Penitência! Penitência!

(Palavras do Anjo com a espada flamejante na visão do 3º Segredo de Fátima)

Até parece que se ouvem tambores de guerra no horizonte…

– Por favor, parem esta loucura!

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO/OTAN) é uma aliança militar fundada em 1949 como resposta à ameaça de expansão dos regimes comunistas a partir da Rússia e da Europa do Leste. Seis anos mais tarde, a União Soviética patrocinava a criação de uma aliança militar antagónica, formada pelos países comunistas, formalizada na cidade de Varsóvia, na Polónia, em 1955. Estes dois grandes blocos alimentaram uma gigantesca corrida ao armamento e, durante décadas, fizeram o mundo temer um holocausto nuclear, naquilo que ficou conhecido como o período da Guerra Fria.

Nato vs Warsaw

Chegados a 1991, colapsa a URSS e extingue-se o Pacto de Varsóvia. Desde então, grande parte dos países que integravam a União Soviética ou eram seus aliados, assim como outros que eram neutros, foram-se integrando gradualmente na NATO. Esta Nova Ordem Mundial da qual a Nato faz parte, assim com a ONU ou a UE, está cheia de “solidariedade”, “fraternidade”, “liberdade”, “solidariedade” e outros valores humanos, mas tem uma grande lacuna: Deus! Portanto está condenada ao fracasso.

A Nato, um dos grandes braços da Nova Ordem Mundial, cresceu a um ritmo alucinante. A sua tendência integracionista parecia que só iria terminar depois de conquistar o mundo inteiro, mas encontrou uma poderosa força de bloqueio na Rússia de Putin.

Map_of_NATO_chronological
Cronologia da expansão geográfica da Nato – (Arz, 2007)

Vladimir Putin é o primeiro líder russo da era pós-soviética que, de forma pública e aberta, lamenta o colapso da União Soviética, para ele, a maior catástrofe geopolítica do séc. XX. Por outro lado, ameaça recorrer a “respostas militares adequadas” no caso de mais países vizinhos, como a Finlândia, a Ucrânia ou a Geórgia, formalizarem a adesão à Nato ou se verificar avanços no projeto do “escudo anti-míssil” da Aliança Atlântica.

A Rússia de hoje é um espaço debilitado, quer ao nível tecnológico, quer ao nível económico, contudo, continua a possuir o maior arsenal nuclear alguma vez produzido, um dos maiores exércitos do mundo, e continua a ser, de longe, o maior país à face da Terra (ultrapassa em mais de 180 vezes a dimensão de Portugal, por exemplo). Ao mesmo tempo, todo o seu poder está altamente concentrado num único homem, um ex-agente do KGB, que já mostrou que não irá pactuar com esta Nova Ordem Mundial centralizada a Oeste.

Do lado de cá, os líderes políticos dizem que não têm medo dele, querem mostrá-lo e desejam continuar as sua expansão territorial a Leste. Como sinal da sua determinação, marcaram, para hoje e amanhã, no mesmo mês de julho em que o Pacto de Varsóvia foi extinto, uma Cimeira da Nato, precisamente na capital da Polónia.

Temos de admitir que a ousadia é uma característica que não lhes falta.

Quando disserem: «Paz e segurança», então se abaterá repentinamente sobre eles a ruína, como as dores de parto sobre a mulher grávida, e não escaparão a isso. (1Ts 5, 3)

Será que alguém ainda se lembra de como se rezava antigamente pela conversão da Rússia e como se pedia a Nossa Senhora para nos livrar dos castigos anunciados em Fátima? Se essas intenções desapareceram das nossas orações, isso é porque talvez os perigos tenham desaparecido, ou pelo menos o receio….

Várias nações serão aniquiladas.

(Nª Sª de Fátima, 1917)

A uma escala de potencial bélico como aquela estamos a falar, entre os rivais Nato e Rússia, em caso de conflito, torna-se quase irrelevante saber quem seria o vencedor.  O resultado seria a destruição generalizada, a fome, a doença, a loucura, o caos… Desenganem-se aqueles que pensam que uma previsível vitória deste ou daquele lado, resolveria este diferendo num instante e depois voltaríamos rapidamente a tudo aquilo a que estamos habituados.

Quando se chega a este nível de tensão, um mero equívoco humano pode resultar numa situação irreversível. Que Nossa Senhora de Fátima, que nos observa lá em cima, nos acuda nesta hora negra. Ela é o único “escudo” que nos pode proteger do flagelo russo.

Basto 7/2016

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