Católicos australianos já começaram a pedir perdão aos gays

Em resposta ao apelo do Santo Padre e do seu assessor alemão pró-gay, no dia 12 de agosto, uma paróquia australiana celebrou a “Liturgia de Lamento e Perdão”.

O Santo Padre disse, recentemente, “Eu acredito que a Igreja … deveria pedir perdão à pessoa que é gay.” Convidamos-te para uma comunidade de oração onde podemos reconhecer o fracasso da igreja, o povo de Deus, em manter as pessoas LGBTIQ guardadas da descriminação e do sofrimento.

(in Igreja Católica de São José, Newtown – tradução)

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Igreja de São José em Newtown, Sydney, Austrália – Pe. Peter Maher (lado direito)

A cerimónia em questão, promovida pela organização internacional Rainbow Catholics (católicos arco-íris), serviu para a Igreja Católica pedir perdão à comunidade gay e transsexual durante este Ano Jubilar da Misericórdia. Ou seja, foi um momento solene para Igreja Católica reconhecer seu “pecado” de pregar a Verdade sobre os comportamentos homossexuais, confessá-lo e receber a absolvição por parte dos gays aí presentes e de todos os outros que leram a notícia.

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A igreja de São José em Newtown é, desde há bastante tempo, famosa pelas suas “missas gay” celebradas à revelia da Santa Sé, porém, estão agora convencidos de que a sua causa recebe todo o apoio papal. E porque se sentem católicos exemplares, desta vez, até disponibilizaram o texto daquela missa sacrílega “inspirada pelo Papa Francisco”.

O Santo Padre – com o devido respeito que nos merece – faria bem à sua Igreja se pudesse clarificar, à luz da doutrina católica, algumas das suas declarações mais dúbias e controversas, bem como aquelas suas atitudes mais exóticas.

O convite ao arrependimento, ao afastamento do pecado, à aproximação da virtudes cristãs que conduzem à salvação da alma, seriam a maior prova de amizade. Vendo a reportagem acima, todos esperamos que Francisco o tenha feito, ao menos, em privado, mas se o tivesse feito publicamente estaria a agir como um verdadeiro pastor da Igreja, evitando aquele “efeito Francisco” a que já nos acostumámos.

E quem somos nós para julgar o Santo Padre?

Basto 8/2016

Bento XVI: “…o Papa vem sempre visitar-me.”

No novo livro biográfico, escrito a partir de uma entrevista ao Papa Emérito e prefaciado por Francisco, o Santo Padre Bento XVI fala sobre o seu sucessor.

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Servidor de Deus e da Humanidade

A obediência ao meu sucessor foi sempre inquestionável. Existe também um sentido de profunda comunhão e amizade. No momento em que foi eleito, senti, como muitos outros, um espontâneo sentido de gratidão para com a Providência. Depois de dois Pontífices da Europa Central, o Senhor como que pôs os olhos na Igreja universal e convidou-nos para uma comunhão mais ampla, mais Católica. Eu, pessoalmente, senti-me profundamente tocado, desde o início, pelo calor humano do Papa Francisco em relação mim. Tentou contactar-me por telefone logo após a sua eleição. Não consegui contactar-me, por isso tentou novamente, logo após o encontro com a Igreja universal a partir da varanda da Praça de São Pedro, e falou-me de um modo muito cordial. Desde então, proporcionou-me um relacionamento maravilhosamente paternofraternal. Recebo frequentemente pequenos presentes e cartas pessoais. Antes de fazer alguma grande viagem, o Papa vem sempre visitar-me. A bondade humana que ele me mostrou é, para mim, uma graça especial nesta fase final da minha vida, pela qual só posso sentir gratidão. O que diz sobre a abertura a outras pessoas não são só palavras. Ele põe-nas em prática comigo. Que ele possa sentir, em retorno, todos os dias, a bondade do Senhor. Por isso eu rezo todos os dias por ele ao Senhor.

(in La Stampa)

Tendo em conta o vendaval que assolou a Igreja Católica Romana nos últimos anos, parece ser uma leitura interessante.

 

Basto 8/2016

Mais sobre a limpeza do Vaticano no Casamento e na Família

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Por Christopher A. Ferrara

Quando a Irmã Lúcia alertou o Cardeal Caffarra, na década de 1990, que “a batalha final entre o Senhor e o reino de Satanás será sobre o casamento e a família”, ela não particularizou a realidade que agora se revela: uma condução implacável dos líderes eclesiásticos no sentido da perda do ensinamento constante da Igreja, no que concerne à impossibilidade da Sagrada Comunhão para os adúlteros públicos (os divorciados “recasados”) e pessoas vivendo em concubinato que se recusam a abandonar as suas relações sexuais ilícitas, comandados por um Papa que tem uma irmã divorciada “recasada” e um sobrinho em situação de concubinato.

A recém-anunciada reorganização do Vaticano nos departamentos do casamento e família, o assunto do meu último artigo, é claramente uma tática nesta “batalha final.” O meu último artigo referiu que o arcebispo italiano Vincenzo Paglia, que agora é o presidente do para-ser-brevemente-abolido Pontifício Conselho para a Família, virou presidente da Pontifícia Academia para a Vida, enquanto o novo dicastério para os Leigos, Família e Vida será dirigido pelo bispo de Dallas, Kevin Farrell. Como foi referido no meu último artigo, os dois prelados são “pró-gay” e Paglia defende abertamente a Sagrada Comunhão para adúlteros públicos não arrependidos.

Outros factos relativos a esta “limpeza no casamento e na família”, no Vaticano, confirmam a realidade de um ataque absolutamente espantoso contra a moral sexual, que procede precisamente dos vértices da Igreja. Foi Paglia que, como chefe do Pontifício Conselho para a Família, aprovou o primeiro programa de Educação Sexual publicado pelo Vaticano em toda a história da Igreja. Um programa repleto de imagens impróprias e até recomendações aos jovens para assistirem a filmes com cenas de sexo explícito. O Life Site News disponibiliza o resumo prático deste horroroso programa que transgride, de modo flagrante, os ensinamentos constantes da Igreja contra qualquer tipo de “educação sexual” escolar explícita:

  • Entregando a educação sexual de crianças aos educadores, deixando os pais fora da equação.
  • Abstendo-se de nomear e condenar comportamentos sexuais, tais como prostituição, adultério, contraceção sexual, atividade homossexual e masturbação, ações objetivamente pecaminosas que destroem a caridade no coração e nos afastam de Deus.
  • Não alertando os jovens sobre a possibilidade de separação eterna de Deus (condenação) por cometerem pecados sexuais graves. O inferno não é mencionado uma única vez.
  • Não fazendo a distinção entre pecado mortal e pecado venial.
  • Não falando sobre os 6º e 9º mandamentos, ou qualquer outro mandamento.
  • Não ensinando que o sacramento da confissão é uma forma de restaurar a relação com Deus depois de se ter cometido um pecado grave.
  • Não mencionando um saudável sentido de vergonha quando se trata do corpo e da sexualidade.
  • Ensinando rapazes e raparigas em conjunto.
  • Tendo rapazes e raparigas juntos a partilhar o seu entendimento de frases como: “O que é que a palavra sexo te sugere?”
  • Pedindo a uma turma mista para “apontar onde a sexualidade se localiza nos rapazes e nas raparigas.”
  • Falando sobre o “processo de excitação.”
  • Usando imagens sexualmente explícitas e sugestivas nos livros de atividades (aqui, aqui e aqui).
  • Recomendando vários filmes sexualmente explícitos como pontos de partida para discussão (ver ligações abaixo).
  • Não referindo o aborto como algo gravemente errado, mas que apenas provoca “fortes danos psicológicos.”
  • Confundindo os jovens através de frases como “relacionamento sexual” não para indicar o ato sexual, mas antes uma relação focada na pessoa na sua totalidade.
  • Referindo a “heterossexualidade” como algo para “descobrir [ser descoberto].”
  • Utilizando o ícone gay Elton John (sem mencionar o seu ativismo) como exemplo de uma pessoa talentosa e famosa.
  • Abordando o paradigma “sair com alguém” como um passo para o casamento.
  • Não tratando o celibato como forma suprema de doação que constitui o próprio sentido da sexualidade humana.
  • Abstendo-se de mencionar o ensinamento de Cristo sobre o casamento.
  • Tratando a sexualidade como um assunto separado e não como algo integrado nos ensinamentos doutrinários e morais da Igreja. De facto, como o Life Site observa, este programa “viola normas anteriormente promulgadas pelo mesmo Pontifício Conselho”.

Mas é ainda pior. Francisco não só (como o meu artigo anterior referia) fez de Paglia o Grand Chancellor do Pontifício Instituto João Paulo II para Estudos sobre Matrimónio e a Família, mas também removeu o Monsenhor Livio Melina, de 64 anos, do cargo de Presidente, substituindo-o pelo liberal Monsenhor Pierangelo Sequeri. Foi Melina, conforme o Life Site refere, que “defendeu a constante doutrina da Igreja, segundo a qual, divorciados ‘recasados’ que não vivem como irmão e irmã” não podem ser admitidos à Sagrada Comunhão.” Melina também argumentou corajosamente que a desastrosa Amoris Laetitia “não altera a disciplina da Igreja” e que, “depois da Amoris Laetitia, a admissão de divorciados ‘recasados’ à comunhão continua (excetuando-se as situações previstas pela Familiaris Consortio 84 e Sacramentum Caritatis 29) a ser contrária à disciplina da Igreja.”

Não é propriamente uma surpresa que a cabeça de Melina tenha rolado na limpeza que Francisco está obviamente a realizar na área do casamento e da família. Não adianta negar a realidade: Nós estamos a meio de uma viragem apocalíptica nos acontecimentos da Igreja. Depois de cinquenta anos de inovação imprudente em nome do Vaticano II, agora até mesmo os preceitos fundamentais da lei natural em relação ao casamento e à moralidade sexual são atacados a partir de dentro.

Diante desta realidade devemos, como sempre, olhar para Nossa Senhora, no meio das tempestades que assolaram a Igreja desde o seu início, sendo esta a maior de todas. Como a Irmã Lúcia escreveu ao Cardeal Caffarra (um membro da oposição conservadora no “Sínodo da Família”), tendo em conta o Terceiro Segredo cujas profecias estão agora a cumprir-se: Não tenham medo, acrescentou, porque qualquer pessoa que atue a favor da santidade do Matrimónio e da Família será sempre combatida e enfrentada de todas as formas, porque este é o ponto decisivo. Depois concluiu: de qualquer forma, Nossa Senhora já esmagou a sua cabeça [da Serpente]”.

De Deus não se zomba. Mais cedo ou mais tarde Ele porá termo a esta loucura, indubitavelmente através da mediação extraordinária de Sua santíssima Mãe, de acordo com a Mensagem de Fátima, a profecia para o nosso tempo. Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós!

A edição original deste texto foi publicada pelo Fatima Center no dia 22 de agosto de 2016. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do artigo acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

Basto 8/2016

Já passaram 1260 dias…

Hoje, 24 de agosto, Sua Santidade o Papa Francisco I completa 1260 dias de pontificado, correspondendo sensivelmente a 42 meses, 180 semanas, três anos e meio.

O fumo branco foi visto precisamente às 19:06 do dia 13 de março de 2013 (hora de Roma).

Poucos minutos depois, o Cardeal Tauran anunciava solenemente Habemus Papam, mencionando o nome do Cardeal Jorge Mario Bergoglio, o jesuíta argentino que escolhia o nome Francisco.

E logo de seguida alí estava Sua Santidade perante o mundo.

Desde os primeiros minutos, revelou-se um Papa radicalmente diferente dos outros. Para uns o Papa que precisávamos, para outros o Papa que merecíamos, ou que temíamos. De uma forma ou de outra, ninguém consegue permanecer indiferente perante seus gestos, atitudes, palavras e omissões.

O seu pontificado, que ele próprio prevê que seja curto, tem conquistado o mundo. Os índices de popularidade papal atingiram níveis inacreditáveis, mesmo fora da Igreja e nos setores que tradicionalmente são seus inimigos. Um pontificado que tem decorrido – e isto também é novidade – enquanto o piedoso predecessor continua ainda vivo, em silêncio e oração.

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“Obrigado pela sua humildade e bondade.” (23/03/2013)

Que Deus lhe dê a graça e a humildade suficientes para aceitar e defender o tradicional e infalível magistério da Igreja, resistindo à fortes tentações mundanas. Ainda está a tempo…

Ai de nós se não o fizer!

 

Basto 8/2016

As noites da catedral de Colónia

Nas noites de 18, 19 e 20 de agosto, a Catedral de Colónia, na Alemanha, foi palco de um espetáculo tipo “trance”, uma espécie de combinação psicadélica entre o lazer e a música electro techno. A animação “pastoral” do SilentMOD – Kölner Dom esteve a cargo da experiente dupla de DJs Blank & Jones.

Diz-se por aí que a festa não ficou barata à arquidiocese local…

Basto 8/2016

Putin vs. Obama: quem é o bom?

O jornal católico tradicionalista norte-americano The Remnant lançou, este fim de semana, um vídeo onde enaltece a liderança pro-cristã de Vladimir Putin em contraste com laicismo da governação de Barak Obama. O vídeo intercala imagens do “religioso” Putin com repetições de uma curta gravação de Obama:

Não somos mais uma nação cristã…

(Barack Hussein Obama)

No final, o vídeo conclui com as seguintes frases:

Faz-nos pensar…

Quem são os maus?

(The Remnant TV)

Enfim, quando se vê um órgão de comunicação social com a qualidade editorial e a responsabilidade social que tem o The Remnant a enaltecer um antigo agente do KGB como modelo de liderança política, é inevitável que surja uma certa azia nos estômagos daqueles que ainda se lembram da perseguição que os católicos sofreram durante os anos negros da URSS.

Vladimir Putin, apesar de elogiar frequentemente a cultura cristã, não condena o comunismo, antes pelo contrário, e considera que o colapso da URSS foi uma enorme catástrofe. No entanto, é mesmo verdade que Obama, tal como a maioria dos líderes ocidentais, governa de forma hostil ao cristianismo.

O momento atual é bastante confuso e o futuro imediato é muito incerto.

 

Basto 8/2016

Suposto sacrifício humano no exterior do laboratório CERN em Genebra mas…

Afinal não passou de uma mera dramatização registada em vídeo, uma brincadeira de mau gosto realizada junto à estátua da divindade “Shiva” que, na tradição mitológica indiana, simboliza a destruição e regeneração.

O laboratório CERN (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear), na Suíça, é bastante fecundo em teorias conspiratórias. Entre outros motivos, os seus adeptos costumam dissertar sobre a presença daquela estátua em lugar de destaque, o curioso grafismo do seu logótipo, a dimensão do projeto e principalmente os seus objetivos. Agora têm mais uma coisa para se entreterem, a realização (ou representação) de rituais satânicos…

Uma coisa é certa, este tipo de “brincadeiras” é cada vez mais frequente.

 

Basto 8/2016

Francisco coloca todas as estruturas do Vaticano relacionadas com o Casamento e a Família sob dois prelados subversivos nestas temáticas

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Por Christopher A. Ferrara

Hoje (17 de agosto) o Vaticano anunciou que Francisco criou formalmente, por motu proprio (sua própria iniciativa), o novo “super-dicastério” do Pontifício Conselho para os Leigos, a Família e a Vida (PCLFV), que entrará em funcionamento a partir do dia 1 de setembro. O novo dicastério absorverá (abolindo, portanto) o Pontifício Conselho para a Família e o Pontifício Conselho para os Leigos. Terá também de sobrepor-se às funções da ainda existente Pontifícia Academia para a Vida, e a este respeito, um dos seus membros, o filósofo alemão Josef Siefert, publicou uma devastadora crítica à desastrosa Amoris Laetitia, incitando Francisco a corrigir os respetivos erros contra a Fé.

Para liderar o PCLFV, Francisco nomeou o bispo Kevin Joseph Farrel, do Texas, um prelado “pró-gay” amplamente contestado por ter indigitado um sacerdote homossexual para uma paróquia do Texas. Um padre que participara num site explicitamente “gay” destinado a clérigos e religiosos homossexuais. (O padre foi removido somente depois dos protestos públicos contra a sua nomeação.)

Farrel aceita claramente, como uma certeza, que haverá padres homossexuais no ministério pastoral. Citando afirmações de Francisco relativas ao “respeito” pelas “pessoas homossexuais”, Farrel declarou aqui que «A Igreja ainda tem a expectativa de que os sacerdotes devem comprometer-se numa vida de castidade celibatária, quer sejam eles homossexuais ou heterossexuais.» “Ainda”? A “expectativa”? Quer sejam eles “homossexuais” ou “heterossexuais”?

Em benefício do constante magistério da Igreja e da sua prática, Bento XVI estabeleceu que os homens que se consideram gay não podem ser admitidos nos seminários, uma vez que a sua condição, intrinsecamente desordenada, faz deles inadequados para o sacerdócio, o qual é configurado pela pessoa de Cristo, o varão por excelência.

Quanto à ainda existente Pontifícia Academia para a Vida, essa foi entregue ao arcebispo “pró-gay” Dom Vincenzo Paglia, que substituirá o bispo espanhol Ignacio Carrasco de Paula no cargo de Presidente. Paglia vai ainda tomar conta do Instituto Pontifício João Paulo II para o Estudo do Matrimónio e da Família, substituindo o Vigário Geral de Roma, o cardeal Agostino Vallini como Grãochanceler. Vallini denunciou a distribuição de preservativos nas escolas públicas italianas como «uma iniciativa [que] só pode ser combatida pela Igreja de Roma e as famílias cristãs seriamente afetadas pela educação de seus filhos.»

Paglia elogiou infamemente a série televisiva de propaganda gay “Modern Family” e, precisamente ele, «foi também responsável por convidar casais homossexuais para o Encontro Mundial das Famílias do ano passado.»: «Estamos seguindo à letra o Instrumentum Laboris do Sínodo. Todos podem vir, ninguém é excluído.»

Não surpreende, Paglia também apoia a causa de estimação de Francisco, a de encontrar uma maneira de admitir adúlteros públicos em “segundo casamento” à Sagrada Comunhão, tendo publicado, entre as sessões do ridiculamente mal denominado “Sínodo sobre a Família”, um livro promovendo a destruição do magistério e da disciplina da Igreja na defesa da indissolubilidade do matrimónio, afirmada por João Paulo II, principalmente na Familiaris Consortio. De facto, como Edward Pentin relatou, membros do Instituto João Paulo II, conhecidos por defenderem os seus ensinamentos neste domínio, foram sistematicamente excluídos de qualquer participação nas duas sessões do Sínodo.

Com a criação do novo “super-dicastério” e mais estas duas nomeações, Francisco colocou efetivamente todas as estruturas do Vaticano relacionadas com o casamento e a família sob o controlo de dois prelados que são manifestamente subversivos nestas duas temáticas.

A cada dia que passa, Francisco confirma ainda mais o terrível aviso da Irmã Lúcia em Fátima quando referiu que «a confrontação final entre o Senhor e o reino de Satanás será sobre o matrimónio e a família… [Seja quem for] quem trabalha pela santidade do casamento e da família será sempre combatido e odiado de todas as formas, porque este é o ponto decisivo.» Mas quem poderia imaginar que a oposição seria ajudada e instigada pela própria pessoa que ocupa o Cadeira de Pedro?

A edição original deste texto foi publicada pelo Fatima Center no dia 18 de agosto de 2016. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do artigo acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

Basto 8/2016

Ainda Cracóvia: alguns registos videográficos

Já passaram alguns dias desde a conclusão da Jornada Mundial da Juventude 2016, na Polónia. Neste momento, muitos peregrinos publicaram já os seus vídeos dos momentos mais memoráveis vividos naquele encontro de oração. Alguns desses vídeos são verdadeiramente hilariantes.

 

Sacerdotes e fiéis incansáveis:

Seja dia, seja noite… De onde vem tanta energia?

 

As irmãs em ação, imparáveis:

 

Pastoral de rua:

Nota importante: o “Hallelujah” original de Leonard Cohen é uma música sacrílega.

 

Freiras em flash mob ao som de música brasileira:

Na cidade e no campo…

Estes, como outros e outros e mais outros, são apenas alguns exemplos de dinamismo e modernidade da Igreja Católica vividos na Polónia nas últimas semanas. Ninguém consegue ficar indiferente! Muitas outras coisas deverão continuar a aparecer nas redes sociais ao longo dos próximos dias.

A Polónia faz fronteira, a Leste, com vários países onde a maioria dos cristãos ortodoxos não se encontram em comunhão com o Papa nem com a Igreja Católica. Depois de verem estas coisas, que imagem terão eles dos seus irmãos católicos romanos quando afirmam que fora da Igreja Católica não há salvação? É pouco provável que estas iniciativas contribuam para convencê-los a abraçar a Fé Católica.

Basto 8/2016

O Ponto de Encontro: projeto de educação afetivo-sexual do Vaticano

Ponto de Encontro
educazioneaffettiva.org

“O Ponto de Encontro” é um projeto de educação afetivo-sexual da responsabilidade do Pontifício Conselho para a Família. A sua arquitetura curricular obedece a um roteiro temático estruturado em seis unidades pedagógicas. Apresenta-se como um programa prático, cheio propostas pedagógicas para educadores e para adolescentes e jovens.

Este “curso”, desenvolvido com a colaboração de especialistas ligados à Conferencia Episcopal Espanhola, foi apresentado em Cracóvia durante a Jornada Mundial da Juventude. Mas para que serve?

Este curso, “o lugar do encontro, a aventura do amor tenta oferecer um itinerário de educação ao amor que ajude aos jovens a descobrir a beleza da entrega mútua e a busca da felicidade através da entrega do corpo e do espírito. Através da linguagem corporal, a sexualidade e os afetos se revelam com dinamismos, para viver uma existência em plenitude no quotidiano da vida”.

Jovem, inicia o caminho da aventura do amor!

(apresentação introdutória do projeto in www.educazioneaffettiva.org)

Parece ser, em si, uma resposta à exortação apostólica Amoris Laetitia.

É difícil pensar na educação sexual num tempo em que se tende a banalizar e empobrecer a sexualidade. Só se poderia entender no contexto duma educação para o amor, para a doação mútua”.

(Papa Francisco, Amoris Laetitia 280.)

À primeira vista, aquilo que mais choca é a ousadia gráfica do sítio da internet criado para o efeito. Os separadores correspondentes a cada uma das unidades curriculares abre com ousadas fotografias, que talvez pretendam ser “apelativas”, mas na realidade são bastante fortes e invulgares em documentação oficial da Igreja Católica. Jamais algum sítio da web oficial da Santa Sé apresentou conteúdo gráfico semelhante – digo eu… -,  onde a imodéstia do vestir é exponenciada pelas poses provocantes das modelos contratadas.

1ª UNIDADE - A tenda
1ª Unidade: A tenda

 

5ª UNIDADE - O rainfly
5ª Unidade: O Rainfly

 

Mas vai mais longe, o seu vídeo promocional cruza a sensualidade produzida nessas mesmas imagens com termos antagónicos como: vocação, virgindade, matrimónio, dignidade…

Depois disto, recomenda-se ainda uma olhadela pelo material multimédia sugerido para a catequese dos adolescentes e jovens.

 

Basto 8/2016

Nossa Senhora da Oliveira

A sua imagem é venerada na Igreja da Insigne e Real Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira em Guimarães. Foi a padroeira do Reino até ao ano de 1646.

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Imagem de Nossa Senhora da Oliveira, Guimarães, 2016

D. João I tinha sido aclamado Rei de Portugal a 6 de Abril de 1385 na conclusão do período de anarquia que avassalou o país durante um interregno de mais de dois anos. Logo depois, a 14 de Agosto do mesmo ano, as tropas portuguesas, em inferioridade numérica, lideradas pelo seu monarca e pelo condestável D. Nuno Álvares Pereira – hoje São Nuno de Santa Maria -, tiveram de travar a Batalha de Aljubarrota, onde estava em causa a independência nacional face ao Reino de Castela (Espanha). O rei, em desespero de causa, orou pela vitória das tropas portuguesas à Nossa Senhora da Oliveira.

D. João I - Senhora da Oliveira
Voto de D. João a Nª Sª da Oliveira na Batalha de Aljubarrota – pintura de Francisco da Silva, séc. XVII

Após a vitória portuguesa, D. João I deslocou-se a Guimarães para agradecer à Virgem a protecção e ajuda concedidas e, para além de importantes doações, mandou reedificar a Igreja, a cuja sagração assistiram os reis e os príncipes. Para agradecer esta vitória a Santa Maria, D. João I mandou ainda edificar o sumptuoso Mosteiro de Santa Maria da Vitória no sítio onde teve lugar essa batalha, o qual fica, curiosamente, a apenas escassos quilómetros de Fátima.

Batalha de Aljubarrota
Batalha de Aljubarrota – Gravura integrada num manuscrito pertencente à British Library

Na noite de ontem, 14 de agosto, como é costume todos os anos, a imagem percorreu algumas ruas da cidade de Guimarães em procissão. Partiu do Largo da Oliveira, subiu a Rua de Santa Maria até ao Largo Martins Sarmento, para depois fazer o Caminho do Castelo até à Igreja de São Miguel. Hoje, dia 15 de agosto, coincidindo com a solenidade da Assunção de Nossa Senhora, realizou-se a procissão em sentido inverso até ao lugar habitual da imagem na Igreja da Colegiada.

Senhora da Oliveira
Andor de Nª Sª da Oliveira preparado para a procissão, Guimarães, 2016

 

Rua de Santa Maria
Rua de Santa Maria, Guimarães, 2016

 

Rua de Santa Maria2
Elaboração da passadeira na Rua de Santa Maria, Guimarães, 2016

Este é apenas um dos vários exemplos históricos da forte devoção da nação portuguesa à Virgem Santa Maria, ainda hoje vivo ali mesmo onde nasceu Portugal. É também mais uma prova de que a forte devoção a Nossa Senhora faz parte da essência de Portugal e da Portugalidade espalhada pelo mundo.

Os vimaranenses estão de parabéns por, mais uma vez, em missa solene, terem honrado a Rainha de Portugal.

Basto 8/2016

Guerra na Ucrânia (agosto 2016)

As relações entre a Rússia e a Ucrânia voltam a complicar-se nos últimos dias.

Enquanto o Céu aguarda pacientemente pela completa consagração conversão da Rússia que conduzirá ao triunfo do Imaculado Coração de Maria, a Santa Sé continua a investir todas as suas energias na cultura del encuentro. O encontro “misericordioso” com protestantes, pessoas de outras religiões, ateus, gays, transsexuais, divorciados recasados, comunistas, abortistas… Não para lhes indicar claramente o caminho da conversão, do arrependimento, da contrição e da necessidade de acreditar verdadeiramente em Jesus Cristo, mas antes para lhes levar não se sabe bem o quê, mas que toda a gente gosta.

A Nova Ordem Mundial não foi ainda completamente construída mas a Rússia já começou a substituí-la por outra ainda mais nova…

Basto 8/2016