A nova pastoral pokémon

Igreja de Peruíbe
Igreja de São João Batista de Peruíbe, São Paulo, Brasil

 

A desolação pokedemoníaca continua. Agora foi finalmente encontrada a motivação que faltava para se visitarem as igrejas e os cemitérios: os pokémons.

Muitas igrejas estão referenciadas como ginásios de treino daqueles bicharocos virtuais. Como se essa situação não fosse já, por si só, suficientemente desoladora, vários clérigos católicos resolveram explorar as vantagens pastorais dessa toleimada. Contam-se vários exemplos, em Portugal, nos EUA, no Brasil

No Brasil, o fenómeno ganhou mesmo uma dimensão regional na Arquidiocese de São Paulo.

arquidiocese de São Paulo
Página da Arquidiocese de São Paulo, Brasil – reportagem da G1

Em Lima, no Peru, um grupo de seminaristas está convencido de que encontrou uma forma alternativa de evangelização baseada nas ferramentas do Pokémon Go. E assim surgiu o “pokechamamento – não tenhas medo”.

A nova “pokepastoral” recorre a frases absurdas como:

“A Igreja de Santo António é um ginásio de Pokémons. Mas o verdadeiro treinador está lá dentro. Entra e visita-O. As portas estão abertas.” (Paróquia de Palhais, Barreiro, Portugal)

“Antes de jogar, dê uma olhada dentro da igreja. Se estivermos em missa, espere o fim para capturar ou treinar seu pokémon… Neste intervalo, que tal participar da celebração?” (Arquidiocese de São Paulo, Brasil)

“Imagina que Deus é o maestro e que tu és esse pokémon que Ele usa com tanta ilusão.” (Seminário de Santo Toribio de Mogrovejo, Lima, Peru)

Apesar de as intenções serem as melhores, as frases acima transcritas são blasfémias e sacrilégios contra Nosso Senhor Jesus Cristo, com a agravante de estarem a ser publicitadas institucionalmente pela própria Igreja Católica.

Antigamente caçavam-se gambuzinos… Mas com muito respeito.

 

Basto 8/2016

7 thoughts on “A nova pastoral pokémon

  1. Alex 11 de Agosto de 2016 / 17:09

    Isso é mais um sinal da falta de fé do mundo em que estamos vivendo. E parece que vai piorar ainda mais! Deus tenha piedade de nós!

  2. Basto 11 de Agosto de 2016 / 22:43

    Olá Alex, este blogue recebeu 3 comentários seus mas, depois de aprovados, apenas um aparece visível. Não sei o que se passa com esta coisa do “wordpress”. Vou então utilizar este este meu cometário para indicar o interessante link que enviou num desses comentários. Aqui vai:

    Nós vivemos tempos de desolação Alex, temos de estar atentos, desconfiar de tudo e nunca levar nada muito a sério. A única verdade credível é mesmo Jesus Cristo.

    Confesso que também tenho uma profunda desconfiança em relação a essa experiência suíça, na verdade, ainda não vi, li ou ouvi uma explicação suficientemente razoável sobre a utilidade científica do CERN, apesar de, ainda há dias, ter tido um longa conversa sobre esse assunto com um amigo meu licenciado em Física pela Universidade do Porto. Para que serve realmente realmente aquela treta? Ninguém me sabe dizer.

    Hoje tive um dia extremamente cansativo a cortar mato, juntamente com os meus vizinhos. Uma medida preventiva que deveria ter sido tomada já há alguns meses, mas as pessoas só se lembram agora porque Portugal está, literalmente, todo a arder, em especial no Norte e Centro! Os incêndios florestais são uma situação a que já nos habituámos, infelizmente, neste clima mediterrânico. Ainda assim, este verão está a ser particularmente quente, depois de um dos invernos mais chuvosos de que há memória, o qual fez crescer o mato de uma forma completamente descontrolada. No meio de todo este calor e do trabalho, os meus vizinhos obrigaram-me a matar a sede com vinho fresco, muito. Este matava realmente a sede mas não ajudava na nada na nossa performance… Estou mesmo todo partido!

    • Basto 11 de Agosto de 2016 / 23:30

      Ok, já percebi. Os outros comentários estão no outro artigo.

  3. Alex 16 de Agosto de 2016 / 21:07

    Olha essa reportagem! Estão jogando Pokemon até em cemitério!

    • Basto 17 de Agosto de 2016 / 0:16

      Simplesmente horroroso, que falta de respeito! O coveiro devia pegar na pá e corrê-los à pancada lá para fora.

    • Basto 17 de Agosto de 2016 / 19:10

      Esta gente ficaria perdida se, de um momento para o outro, lhes cortassem o sinal da rede móvel. Ser-lhes-ia mais fácil passarem alguns dias sem comer.

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