Doutoramentos católicos na Argentina e não só

A Igreja Católica Romana não é apenas a capela onde se celebra a Missa de domingo. A maior instituição alguma vez criada em toda a história da humanidade é materialmente composta por muitas valências, hierarquicamente ramificadas, que dependem direta ou indiretamente do Sumo Pontífice Romano. No conjunto destas dependências institucionais, o ramo da educação/formação católica é dos mais importantes, merecedor de um dicastério próprio.

Escolas, colégios, seminários e universidades são parte integrante da instituição Católica e, portanto, são instrumentos de defesa e transmissão da sua doutrina. Os seus currículos, os seus projetos educativos, a sua atividade académica e social são – ou deveriam ser – o magistério da Igreja, o mesmo de sempre. Não o sendo, incorrem em apostasia contra a Fé.

A tendência de secularização e laicização do ensino penetrou as universidades católicas, um pouco por todo o lado. Ninguém esperaria hoje que todas cadeiras de todos os cursos fossem lecionados por padres de batina, é certo, mas será que todos os docentes são, ao menos, católicos? Estará a sua atividade académica projetada ao serviço da Fé?

 

Um pequeno exemplo

No dia 11 de outubro de 2012, a Universidade Católica Argentina, sob a direção de um eminentíssimo reitor que dispensa qualquer apresentação, atribuiu um doutoramento honoris causa ao conhecido rabino Abraham Skorka. Este senhor é uma figura conhecida mundialmente, um humanista, um defensor da tolerância e do diálogo ecuménico.

Tal reconhecimento académico não provocaria o mínimo de escândalo se tivesse sido atribuído por uma universidade laica, fosse ela pública ou privada. Agora, como é que uma universidade católica, gerida pela hierarquia religiosa, pode conceder um título tão elevado a alguém que não acredita que Jesus Cristo é Deus? Como é que um não católico tem a coragem de fazer um discurso destes perante os anfitriões católicos? Ou ainda pior, como é que ele consegue arrancar aplausos depois de um discurso como este?

“Temos de construir uma realidade humana distinta. Estamos esperando o Messias, mas para que ele chegue, temos de preparar o terreno.”

(Abraham Skorka, discurso proferido no dia em que recebeu o seu Doutoramento Honoris Causa na UAC – minuto 14:45)

A nossa geração nasceu na era cristã que foi fundada por um judeu, Jesus Cristo, o único e verdadeiro Messias, o nosso Deus que deu a Sua vida para nos salvar e ressuscitou ao terceiro dia. Esta é a realidade que nós, os cristãos, conhecemos e queremos dar a conhecer aos outros.

O Messias já chegou, há 2000 anos atrás, continuando hoje vivo e presente no meio de nós. Quando vier novamente será para julgar os vivos e os mortos. Quem não acreditou Nele será condenado. Face a esta verdade, o terreno prepara-se através da Fé, acreditando.

Certos homens odeiam a verdade, por amor daquilo que eles tomaram por verdadeiro!

(Santo Agostinho, Bispo de Hipona e Doutor da Igreja)

Por muito diálogo religioso que se queira promover, Jesus Cristo, o único caminho de salvação, será sempre incontornável.

 

Basto 8/2016

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