Padres jesuítas e a catequese gay…

Este era o título da série de vídeos catequéticos, de 2013, protagonizada por três famosos sacerdotes jesuítas norte-americanos, nomeadamente, os senhores Padres James Martin, Matt Malone e Arthur Fitzmaurice.

Nesta série ministrava-se catequese gay e partilhavam-se alguns dos seus frutos pastorais.

Quando saiu, a série foi condenada pelo bispo D. Salvatore Cordileone, de Oakland (EUA), por corresponder à área diocesana onde a Catholic Association for Lesbian and Gay Ministry, responsável pelos vídeos, estava sediada.

Há pouco mais de um mês, o sr. Pe. James Martin foi selecionado pela organização New Ways Ministry’s (organização de LGBT “católicos”) para receber a Bridge Building Award (Condecoração Construindo Pontes) em reconhecimento de todo o seu trabalho enquanto sacerdote, jornalista e escritor.

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Anúncio da condecoração atribuída pela New Ways Ministry’s

Basto 10/2016

Quando os comunistas gostam de crucifixos

Primeiro foi anunciada a “conversão” dos irmãos Castro ao cristianismo, pouco tempo depois, Evo Morales revelava a sua estima pelo “crucifixo”, finalmente chegou a vez do presidente venezuelano Nicolás Maduro mostrar também alguma fé. A verdade é que o camarada Ernesto já não anda por aí, porque se andasse, tocado por tanta devoção, ainda acabava no convento…

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O líder marxista-leninista venezuelano revelou, em Roma, perante as câmaras de televisão, que transporta consigo, desde há quatro meses,  a “cruz do bom pastor”. Foi-lhe oferecida por uma rapaz da ilha venezuelana de Margarita, sendo uma réplica da cruz peitoral do Papa Francisco.

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Nicolás Maduro em Roma, 24/10/2016 – VTV Noticias

 

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Nicolás Maduro em Roma, 24/10/2016 – VTV Noticias

Esta cruz peculiar, que entretanto se popularizou e, em homenagem ao Santo Padre, passou a ser ostentada por muitos outros membros da hierarquia eclesiástica, é da autoria do escultor genovês Antonio Vedele (1930-1997).

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Existem por aí muitas versões da chamada “cruz do bom pastor”, mas nem todas obedecem ao grafismo original de Vedele. Os exemplares certificados apresentam os membros superiores do “pastor” cruzados para segurar uma ovelha que transporta aos ombros. Sobre ele desce uma “pomba”.

Há também quem diga que existe ali um segundo pássaro escondido… Outros perguntam: para onde está virada a cara do “pastor”? Mas a resposta dependerá sempre da perspetiva de cada um!

 

Basto 10/2016

Portugal adere gradualmente à conciliação entre adultério e Sagrada Comunhão

Durante o passado fim-de-semana decorreram as XXVIII Jornadas Nacionais de Pastoral Familiar, nas instalações do Seminário do Verbo Divino, em Fátima. Os órgãos de comunicação social reportam uma participação recorde e fazem perceber uma grande abertura dos participantes face às inovações doutrinais introduzidas pelo Papa Francisco através da exortação apostólica Amoris Laetitia.

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Programa das Jornadas – www.leigos.pt

Uma abertura doutrinal (ou pastoral) que é visível nos leigos:

Embora para alguns a ideia de integração seja difícil, há já exemplos positivos. É o caso de Alexandra Silva. Casada durante 13 anos, divorciou-se e, há cerca de três anos, apostou num segundo casamento. Para esta ex-catequista, o acompanhamento que o pároco lhe proporcionou foi determinante para que continuasse ligada à Igreja. Convidada a dar o seu testemunho nas jornadas da pastoral familiar, Alexandra Silva contou à Renascença que nunca teve “essa sensação do apontar o dedo, das pessoas me olharem, de comentarem”. Porque os divorciados não podiam, na altura, comungar, a jovem deixou de o fazer por uma questão de respeito. No entanto, retomou e atualmente, com o marido Manuel Alves, “colocamo-nos na fila e vamos, nunca nos foi recusado”. Para essa mudança de atitude foi determinante “o apoio que o pároco nos tem dado”. Atualmente faz parte da equipa da pastoral da saúde e do grupo de Casais, da paróquia de Vilar do Paraíso, Vila Nova de Gaia.

(in Rádio Renascença, 23/10/2016)

Mas também nos clérigos presentes, como o cónego Arnaldo Pinto, um dos oradores convidados:

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Programa das Jornadas – www.leigos.pt

Um exemplo da integração que o Papa Francisco preconiza na exortação “A Alegria do Amor”. Um documento que manifesta um progresso doutrinal ao abrir a possibilidade aos recasados de participarem nos sacramentos, salienta o cónego Arnaldo de Pinho. O diretor do Centro de Estudos do Pensamento Português, da Universidade Católica, diz que se trata de uma exortação sinodal “que não põe limites à integração, por exemplo, no acesso aos sacramentos, ao passo que a Familiaris Consortio taxativamente dizia que não podiam ser integradas na comunhão”. Para Arnaldo de Pinho, “em linguagem técnica, é um progresso doutrinal”.

(in Rádio Renascença, 23/10/2016)

No mesmo sentido, o bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto voltou a falar da “necessidade de conversão”:

Outro aspecto que o Papa salienta na encíclica é, acrescenta o bispo, “acolher, acompanhar, discernir e integrar” o que “exige um novo modo de ser Igreja e um novo modo de ser pastor”. Um pastor que “acolhe a todos, que não deixa as pessoas sós”, uma Igreja “do discernimento, que responsabiliza as pessoas num caminho de discernimento de consciência, de discernimento espiritual e pastoral”.

[…]

É uma mudança de mentalidades que leva tempo, admitiu D. António Marto, e que vai ser alvo de reflexão na próxima assembleia plenária dos bispos a realizar em Novembro.

(in Rádio Renascença, 22/10/2016)

Trinta e quatro anos depois de terem gritado “vivas” ao Papa João Paulo II, no Santuário da Imaculada Conceição do Sameiro, quando este pregou a Verdade sobre o matrimónio e a família, parece que agora os portugueses preparam-se para aplaudir uma nova doutrina diametralmente contraditória, por ocasião do centenário das aparições de Fátima.

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IV Memória da Ir. Lúcia dos Santos, vidente de Fátima, 1941

Nossa Senhora de Fátima, salvai-nos e salvai Portugal nesta hora difícil!

Basto 10/2016

“São” Martinho Lutero aparece no Vaticano

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Por Christopher A. Ferrara

A Irmã Lúcia de Fátima não estava a ser melodramática quando falou de “desorientação diabólica” na Igreja, à luz do Terceiro Segredo. Se essa frase não descreve os quase quatro anos do atual pontificado até agora, então as palavras perderam o seu significado.

Na sua totalidade, o mundo católico sabe agora que no dia 13 de outubro de 2016, no aniversário do Milagre do Sol em Fátima, o Papa Francisco ignorou Nossa Senhora e, em alternativa, comemorou Martinho Lutero perante uma audiência de luteranos numa “peregrinação ecuménica” na Sala de Audiências Paulo VI.

O grupo luterano, oriundo da Alemanha, era liderado por falsos clérigos luteranos, incluindo uma mulher de luterana em vestes clericais que parecia pensar que era uma bispa. Francisco parece pensar assim também, ao cumprimenta-la calorosamente com os outros falsos bispos luteranos, a quem ele se referiu explicitamente como bispos. Durante o evento, uma estátua do arco-herege partilhou o palco com Francisco – acrescentando mais um escândalo sem precedentes aos anais da tumultuada época pós-conciliar.

A audiência com luteranos fazia parte da preparação para a espantosa viagem de Francisco à Suécia, de 30 a 31 de outubro, onde irá “comemorar” a “Reforma” que destruiu a unidade da cristandade. Francisco vai participar num “serviço de oração” ecuménico com alguns dos falsos clérigos luteranos que aparentemente presidem a “Igrejas Luteranas” dentro da Federação Luterana Mundial. Estes órgãos, como é claro, são as organizações meramente humanas que devem a sua origem a um maníaco inimigo da Igreja e do papado que violou os seus votos sacerdotais, casou-se com uma freira, era um bêbado insolente, e foi excomungado depois de despejar uma corrente de erros infalivelmente anatematizados pelo Concílio de Trento.

É inconcebível que um Pontífice Romano pudesse, de algum modo, honrar a memória e o “legado” ruinoso daquele que foi o maior herege na história da Igreja Católica. Pior ainda, no entanto, é a aparente indiferença de Francisco perante a condição espiritual dos luteranos, que se encontram sem sacerdócio válido e, portanto, sem o sacramento da confissão ou a Sagrada Eucaristia.

A esse respeito, a audiência de 13 de outubro, sobre a qual escrevi extensivamente noutro sítio, é notável por esta declaração de Francisco à sua audiência luterana, referindo-se à correta abordagem perante as pessoas que não professam qualquer religião:

O que devemos dizer para convencê-los? Ouçam! A última coisa que devemos fazer é dizer: Você deve viver como um cristão – escolhido, perdoado e crescendo em virtude [in cammino, fig.]. Não é correto [lecito] convencer alguém com a sua fé. Proselitismo é o grande veneno contra o caminho do ecumenismo [aplausos].

A denúncia do “proselitismo” que, no claro entendimento de Francisco, significa qualquer tentativa de persuadir os outros com as verdades do cristianismo, significaria, na prática, o abandono da atividade missionária da Igreja em favor de um vago “testemunho” sob a forma de boas obras. Se os Apóstolos, bem como os grandes santos e corajosos missionários que os seguiram geração após geração, tivessem adotado a visão de Francisco sobre a missão da Igreja, a Igreja nunca teria convertido o mundo e talvez tivesse morrido em Jerusalém.

Pois, como ensina São Paulo: “Portanto, a fé surge da pregação, e a pregação surge pela palavra de Cristo (Rm 10:17).” Neste sentido, no seu Juramento contra o Modernismo – abandonado após o Concílio Vaticano II – o Papa São Pio X exigia a todos os clérigos católicos e teólogos que afirmassem que a fé é o verdadeiro assentimento do intelecto a uma verdade recebida de fora ex auditum [pela pregação], pelo qual, confiantes na sua autoridade supremamente verdadeira, nós cremos em tudo aquilo que, pessoalmente, Deus, criador e senhor nosso, disse, atestou e revelou.

É portanto um absurdo exigir aos católicos que se abstenham de qualquer esforço para convencer os outros na Fé. Mas deixando de lado esse disparate, como podemos compreender a noção de que os luteranos sentados diante de Francisco na sala de audiências, privados dos sacramentos da Confissão e da Santa Comunhão, são todavia “escolhidos, perdoados e crescendo em virtude”? Como podem eles ser escolhidos, perdoados e crescendo em virtude sobrenatural sem os sacramentos que Cristo instituiu para a salvação das almas? E se eles podem ser, então que utilidade terão os sacramentos para alguém? Eles seriam simplesmente supérfluos.

Como o Concílio de Trento declarou infalivelmente:

CÂNONE IV – Se alguém disser que os sacramentos da Nova Lei não são necessários para a salvação, mas supérfluos; e que sem eles ou sem o desejo deles, só pela fé os homens alcançam de Deus a graça da justificação — ainda que nem todos [os sacramentos] sejam necessários para cada um — seja anátema.

Mas parece que, para Francisco, os sacramentos são supérfluos e que os luteranos estão corretos na sua crença herética “uma vez salvo, salvo para sempre” – apenas pela fé. Ou então Francisco pensa que os luteranos, de alguma forma, possuem os sacramentos da Confissão e da Sagrada Comunhão sem um sacerdócio válido para os ministrar.

Em qualquer dos casos, temos um Papa que parece pensar que a adesão à Santa Igreja Católica não é verdadeiramente importante para a salvação das almas e que os luteranos são salvos em “igrejas” que toleram, não só o divórcio, a contraceção e o aborto em casos “complicados”, mas também a “ordenação” de mulheres e o “casamento” de homossexuais.

O que se pode dizer de um Papa que homenageia Lutero em vez de Nossa Senhora precisamente no aniversário do Milagre do Sol, e que diz a uma audiência de luteranos que eles podem ser “escolhidos” e “perdoados” sem a ajuda da mesma Igreja da qual Lutero foi assumidamente um inimigo? Podemos dizer que testemunhamos agora aquela crise que Nossa Senhora profetizou no Terceiro Segredo de Fátima, aquela preciosa mensagem-advertência ao mundo, a qual foi por Ela autenticada, de forma inquestionável, através do Milagre do Sol. Agora é o tempo que Ela previu.

A edição original deste texto foi publicada pelo Fatima Center a 19 de outubro de 2016. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do artigo acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

Basto 10/2016

João Paulo II defendeu o matrimónio e a família no Sameiro, em 1982

O Papa Francisco definiu o dia 22 de outubro como o dia de São João Paulo II.

João Paulo II foi um grande defensor da Verdade cristã sobre o matrimónio e a família, resistindo firmemente, no seu tempo (que é o nosso tempo), contra as tentativas mundanas de adulteração dessa mesma Verdade.

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Altar de São João Paulo II – Igreja Matriz de Portimão (Igreja de Nª Sª da Conceição)

Em 1982, apenas um ano após o violento atentado sofrido em Roma e cerca de meio ano depois da publicação da exortação apostólica Familiaris Consortio – cuja doutrina é agora contrariada pela Amoris Laetitia -, o Santo Padre João Paulo II presidiu à “Santa Missa para as Famílias” precisamente no santuário Daquela cujo “Imaculado Coração” acabará por triunfar. Foi no dia 15 de Maio, no Santuário da Imaculada Conceição do Monte Sameiro, em Braga, perante muitos milhares de fiéis portugueses e também muitos espanhóis da Galiza.

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Santuário de Nossa Senhora da Imaculada Conceição do Sameiro (Braga)

Vale a pena recordar agora algumas das recomendações de Sua Santidade João Paulo II, pois se as suas palavras eram verdadeiras 1982 também o são em 2016. Até serão mais úteis hoje, precisamente quando há tanta gente confusa e confundida.

Aquilo a que João Paulo II chamava “sinal de contradição”, referindo-se à missão da Igreja no mundo, representa exatamente o oposto da deriva da Igreja Católica por estes dias, nomeadamente nas questões do matrimónio e da família.

Homilia do Papa João Paulo II na Santa Missa para as Famílias no Santuário da Imaculada Conceição do Sameiro em 1982:

[…]

Que as famílias deste País se consolidem no amor e na unidade como imagem do amor de Cristo à sua Igreja (Cfr. Eph. 5, 25) e continuem assim a cumprir a missão que Deus lhes confiou: para isso rezamos nesta Eucaristia, persuadidos de que também o futuro de Portugal passa pela família (cf. João Paulo II, Familiaris Consortio, Concl.).

2. Na família reside e da família, mais do que de qualquer outra sociedade, instituição ou ambiente, depende o futuro do homem.

 […]

O matrimónio é o alicerce da família como a família é o vértice do matrimónio. É impossível separar um da outra. É preciso considerá-los juntos à luz do futuro do homem.

Esta é uma verdade evidente e, não obstante, é também uma verdade ameaçada.

 […]

6. Os bens divinos da Aliança e da Graça estão, desde o princípio, unidos à família. Por isso, também o matrimónio, em certo sentido, desde o princípio, é sacramento, como símbolo da futura encarnação do Verbo de Deus. Sacramento que Cristo confirmou e ao mesmo tempo renovou com a palavra do Evangelho e com o mistério da sua Redenção.

Pela virtude do Espírito Santo, o homem e a mulher estreitam entre si a Aliança Matrimonial, que, por instituição divina, “desde o princípio” é indissolúvel.

Radicada na complementaridade natural que existe entre o homem e a mulher, a indissolubilidade é sancionada pelo recíproco compromisso de doação pessoal e total, e é exigida pelo bem dos filhos. À luz da fé, manifesta-se a sua verdade última, que é a de ser proposta “como fruto, sinal e exigência do amor absolutamente fiel, que Deus Pai tem para com o homem, e que o Senhor Jesus vive para com a Igreja”. Com estas palavras expus o ensino tradicional da Igreja, na Exortação Apostólica “Familiaris Consortio, 20”, a pedido dos Bispos de todas as partes do mundo, reunidos em Sínodo, em Roma, para estudar os problemas da família cristã no mundo de hoje.

Esta doutrina não se harmoniza, certamente, com a mentalidade de tantos contemporâneos nossos que julgam impossível um compromisso de fidelidade para a vida inteira. Os Padres do Sínodo, conscientes embora das actuais correntes ideológicas contrárias, declararam que é missão específica da Igreja “apregoar o alegre anúncio da irrevocabilidade daquele amor conjugal que tem em Jesus Cristo o fundamento e o vigor” (Familiaris Consortio, 20). E esclareceram que tal missão não se impõe somente à Hierarquia; também a vós, a cada um dos casais cristãos, chamados a ser no mundo um “sinal”, sempre renovado, “da fidelidade imutável com que Deus e Jesus Cristo amam a todos e cada um dos homens” (Ibid. 84).

7. Cada um dos homens: portando também aquele ou aquela que se encontra a braços com um casamento que fracassou. Deus não deixa de amar os que se separam, nem mesmo os que iniciaram uma nova união irregular. Ele continua a acompanhar tais pessoas com a imutável fidelidade do seu amor, chamando continuamente a atenção para a santidade da norma violada e, ao mesmo tempo, convidando a não abandonarem a esperança.

Reflectindo, de algum modo, o amor de Deus, também a Igreja não exclui da sua preocupação pastoral os cônjuges separados e novamente casados; pelo contrário, põe à sua disposição os meios de salvação. Embora mantendo a prática, fundada na Sagrada Escritura, de não admitir tais pessoas à comunhão eucarística, dado que a sua condição de vida se opõe objectivamente ao que a Eucaristia significa e opera, a Igreja exorta-os a ouvir a Palavra de Deus, a frequentar o sacrifício da Missa, a perseverar na oração e nas obras de caridade, a educar os filhos na fé cristã, a cultivar o espírito e as obras de penitência, a fim de implorarem dessa forma a graça de Deus e se disporem para a receber.

A Igreja tem consciência de ser no mundo, com este ensino, “sinal de contradição”. As palavras proféticas, que Simeão pronunciou sobre o Menino, aplicam-se a Cristo na sua vida, e também à Igreja na sua história. Muitas vezes Cristo, o seu Evangelho e a Igreja, tornam-se “sinal de contradição” perante aquilo que no homem não é “de Deus”, mas do mundo ou até do “príncipe das trevas”.

Mesmo chamando o mal pelo nome e opondo-se-lhe decididamente Cristo vem sempre ao encontro da fraqueza humana. Procura a ovelha tresmalhada. Cura as feridas das almas. Consola o homem com a sua cruz. No Evangelho não faz exigências a que o homem não possa satisfazer com a graça de Deus e com a própria vontade. Pelo contrário, as suas exigências têm como finalidade o bem do homem: a sua verdadeira dignidade.

 […]

Em continuidade com as normas reafirmadas no Concílio Vaticano II e na Encíclica “Humanae Vitae” e recolhendo o sentimento dos Padres do último Sínodo dos Bispos, recordei na recente Exortação Apostólica “Familiaris Consortio”, entre os direitos prioritários dos pais, o de terem os filhos que desejarem, recebendo ao mesmo tempo o necessário para criá-los e educá-los dignamente. Por isso, a Igreja condena como ofensa grave à dignidade humana e à justiça as manobras para cercear de maneira indiscriminada a liberdade dos cônjuges em relação à transmissão da vida e à educação dos filhos.

Senti-me no dever de denunciar também uma insidiosa “mentalidade contra a vida”, que se infiltra no pensamento actual.

Deus diz a cada homem: acolhe a vida concebida por obra tua! Di-lo pelos seus mandamentos e pela voz da Igreja; e di-lo directamente, pela voz da consciência humana. Voz potente que não se pode deixar de ouvir, não obstante outras a vozes” dissonantes, não obstante o que se fizer para a abafar.

O carácter ao mesmo tempo corporal e espiritual da união conjugal, sempre iluminada pelo amor pessoal, há-de levar a respeitar a sexualidade, a sua dimensão plenamente humana, e a nunca “usá-la” como um “objecto”, a fim de não dissolver a unidade pessoal da alma e do corpo, ferindo a a própria criação de Deus, na relação mais íntima entre natureza e pessoa” (Familiaris Consortio, 32)

A responsabilidade na geração da vida humana – da vida que deve nascer numa família – é grande diante de Deus!

(João Paulo II, Braga, 15 de maio de 1982)

Quando os preceitos previstos em duas diferentes exortações papais cronologicamente tão próximas se contradizem de forma tão incisiva, não podem ser ambos verdadeiros. Cada um que escolha de acordo com a doutrina (ou a pastoral) que lhe inspire mais confiança!

Havia tanta pressa para canonizar João Paulo II, para colocá-lo nos altares, mas depois ignora-se e contraria-se aquilo que o santo ensinou ainda há tão pouco tempo… Que diria São João Paulo II desta nova “misericórdia”?

Basto 10/2016

Roma negoceia novos bispos com a República Popular da China

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Periodista Digital em 21/10/2016

 

A informação partiu da agência de notícias Reuters que adiantou um provável compromisso antes do final de 2016. Em causa estão dois novos bispos propostos pela China que, segundo as fontes da Reuters, serão aprovados pela Santa Sé.

Ou seja, se a notícia for verdadeira, a ordenação dos novos bispos será resultado de uma negociação entre o Partido Comunista Chinês e o Vaticano, em que o primeiro propõe os nomes e o segundo aprova. Que pensará Deus desta alegada negociata?

Uma possível e “desejada união entre as igrejas” só pode ter lugar através da conversão. Os elementos da Igreja Católica ilegítima – a denominada Associação Patriótica Católica Chinesa, instituída pelo Partido Comunista local – devem converter-se à única Igreja Católica verdadeira que, na China, vive essencialmente na clandestinidade devido à opressão do regime.

 

 

Basto 10/2016

Nova pastoral “rap”

Há cada vez mais sacerdotes católicos que recorrem aos ritmos hip-hop para evangelizar. Pregam mensagens religiosas através dos ritmos e do estilo rap.

Sr. Pe. Joshua Johnson (EUA):

 

Sr. Pe. Claude Burns, mais conhecido por Pe. Pontifex (EUA):

 

Sr. Pe. Stan Fortuna (EUA):

 

Sr. Pe. Jakub Bartczak (Polónia):

 

Ou o, já nosso conhecido, sr. Pe. Daniel Pajuelo (Espanha):

 

Não se pretende aqui por em causa a dedicação ou as boas intenções de cada um dos sacerdotes acima citados, mas será esta a forma mais adequada de exercer o ministério sacerdotal? Até onde terá a Igreja Católica de mudar para interessar aos seus fiéis?

 

Basto 10/2016

Cardeal Robert Sarah foi a Fátima

Sua Eminência o cardeal Robert Sarah, Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, esteve hoje em Fátima. Rezou o terço ontem à noite e celebrou Missa hoje de manhã na Capelinha das Aparições. Foi uma celebração simples e discreta, proferida em Francês.

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Cardeal Robert Sarah, Fátima, 19/10/2016

O cardeal Robert Sarah foi, desde o início do Sínodo da Família, uma das vozes mais ativas e destemidas na defesa da família católica e da Eucaristia, opondo-se frontalmente às heresias e sacrilégios que aí tentaram impor-se através dos influentes prelados próximos do Papa Francisco.

Não enganem as pessoas com a palavra “misericórdia”, Deus perdoa os nossos pecados apenas se nos arrependemos deles.

Se a Eucaristia for considerada [simplesmente] uma ceia que nós partilhamos e da qual ninguém pode ser excluído, então o sentido de Mistério é perdido.

(Cardeal Sarah, 30/05/2015 in Rorate Caeli)

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Cardeal Robert Sarah, Fátima, 19/10/2016

 

A Igreja inteira sempre sustentou firmemente que ninguém pode receber a comunhão sabendo que se encontra em estado de pecado mortal, um princípio relembrado como definitivo por João Paulo II na sua encíclica de 2003 “Ecclesia de Eucharistia”, baseado naquilo que foi decretado pelo Concílio de Trento.

Nem mesmo um papa pode dispensar tal lei divina.

(Cardeal Sarah, 30/05/2015 in chiesa.espressonline.it)

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Cardeal Robert Sarah, Fátima, 19/10/2016

 

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Cardeal Robert Sarah, Fátima, 19/10/2016

Robert Sarah é um grande defensor da Sagrada Eucaristia, tendo já proposto aos sacerdotes, em diversas ocasiões, que retornem à celebração ad orientem e encoraja os fiéis a receberem a comunhão na língua e de joelhos.

A Europa (Roma incluída), assolada por uma crise de Fé, tem a honra de receber lições de doutrina de um piedoso cardeal proveniente da África Subsariana. Tenhamos a humildade para escutar as verdadeiras “periferias da Igreja”.

A sua visão sobre a Igreja e mundo de hoje foi publicada recentemente na obra “Deus ou Nada”, um livro que resultou de uma entrevista ao cardeal guineense.

 

Basto 10/2016

A alegria do amor em Granada

Arquidiocese de Granada autoriza a comunhão a divorciados ‘recasados’, adotando os critérios dos bispos de Buenos Aires depois de estes terem obtido o assentimento e apreço do Papa Francisco.

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Periodista Digital em 18/10/2016

Hoje, através desta minha nota, assumo como próprios e “promulgo”, por este meio, os critérios dos Bispos da Região de Buenos Aires para todos os fiéis católicos da Diocese de Granada, e estabeleço também que, com a minha ajuda e todas as outras que sejam necessárias, seja a Delegação da Família e Vida a encarregar-se desta tarefa de divulgar e explicar tais critérios, assim com ajudar a colocá-los em prática.

(D. Javier Martínez, arcebispo de Granada, em 16/09/2016)

A apostasia generaliza-se dentro da Igreja Católica a partir das mais altas patentes eclesiásticas. Quem poderá salvar-se?

Basto 10/2016

A “Amoris Laetitia” é pregada em Fátima

D. José Ornelas, bispo de Setúbal, pregou a “Alegria do Amor” a escassos metros do preciso lugar onde Nossa Senhora, há 99 anos, mostrou o inferno às crianças, pediu a reparação dos pecados e ofereceu a proteção do seu Coração Imaculado. Durante as homilias das Eucaristias a que presidiu em Fátima, por ocasião da Peregrinação Aniversária de 12 e 13 de setembro, o bispo de Setúbal apresentou Nossa Senhora como a “mulher da novidade, da mudança”.

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D. José Ornelas no Santuário de Fátima (13 de setembro de 2016)

Fátima, 12 de setembro de 2016:

[…]

Maria é a mulher que se deixa constantemente surpreender, guiar e proteger por Deus. É a mulher da novidade, da mudança, que, apesar de todas as dificuldades, mantém acesa a confiança e a esperança. Ela é a mãe e modelo precisamente para a nossa Igreja. Uma igreja que não fica agarrada ao passado. Uma Igreja que recebe com gratidão a herança da fé dos antepassados, mas que acolhe com alegria a novidade constante que o Evangelho propõe para cada época da humanidade. Uma Igreja “em saída”, como Diz o Papa Francisco, da comodidade do “sempre foi assim”, para fazer-se ao caminho da busca sincera da vontade de Deus, perante os novos desafios do mundo.

Este é o terceiro apelo que hoje Maria, Mãe da Igreja, nos sugere: Não tenham medo do mundo que muda tão radical e rapidamente. Deus e o seu Espírito estão constantemente a recriar a sua Igreja para que ela seja, não apenas capaz de acompanhar, mas de ser promotora de novidade e de vida em cada época da  história. Não vivam apenas com saudades do passado, como se Deus fosse uma peça dos vossos museus.

[…]

Fátima, 13 de setembro de 2016:

[…]

Maria convida-nos a olhar para as pessoas e para os casais nestas situações dramáticas de ruptura, de violência ou de manipulação, não em postura de julgamento, para condenar e estigmatizar, mas em atitude solidária e fraterna para compreender, colocar-se ao lado e ajudar a encontrar caminhos novos de vida, de misericórdia e renovação, para o casal, com especial atenção e carinho, para com os filhos.

Este é o caminho que a Igreja está a percorrer e que, nestes últimos anos, o papa Francisco nos vem recomendando, no seguimento da reflexão do último sínodo. Ele afirma muito claramente, a propósito destas pessoas que por via de tais dramas, chegam mesmo à decisão da separação e do divórcio: “é importante fazer-lhes sentir que fazem parte da Igreja, que «não estão excomungadas» nem são tratadas como tais, porque continuam a integrar a comunhão eclesial. Estas situações exigem atento discernimento e acompanhamento com grande respeito, evitando qualquer linguagem e atitude que as faça sentir discriminadas e promovendo a sua participação na vida da comunidade” (A alegria do amor, 243).
[…]
Mas para quem considera esta homilia tão ambígua e confusa quanto as do Santo Padre na abordagem destas novas questões da “misericórdia”, se calhar é melhor ler o que dizia D. Ornelas, há dois anos atrás, quando o processo sinodal ainda estava no seu início.
[O acesso dos divorciados ‘recasados’ à Sagrada Comunhão é uma] “realidade muito possível e desejável”.
[…]
O problema é realmente um acompanhamento destas pessoas e a inserção na comunhão e na vida da comunidade eclesial e, para isso, também a participação na Eucaristia, que faz parte desse caminho.
[…]
Tem de haver um caminho a fazer na comunidade onde a comunhão também pode e deve ser inserida neste contexto.
[…]
Poderemos nós ir contra as palavras do próprio Cristo a respeito da indissolubilidade do matrimónio? Poderá algum bispo, ou mesmo papa, abolir a gravidade do pecado do adultério? Não! Logo, quem se encontra nessa condição objetiva de pecado deve abster-se de comungar, sob pena de poder condenar eternamente a sua alma. E já que falávamos de Fátima, convém sempre relembrar a verdadeira mensagem.
 
Os pecados que levam mais almas para o inferno, são os pecados da carne.
 
Hão-de vir umas modas que hão-de ofender muito a Nosso Senhor.
As pessoas que servem a Deus não devem andar com a moda. A Igreja não tem modas. Nosso Senhor é sempre o mesmo.
 
Os pecados do mundo são muito grandes. Se os Homens soubessem o que é a eternidade, faziam tudo para mudar de vida. Os Homens perdem-se, porque não pensam na morte de Nosso Senhor e não fazem penitência.
 
Muitos matrimónios não são bons, não agradam a Nosso Senhor e não são de Deus.
 
 
(Jacinta à Madre Godinho, durante a fase terminal da sua vida, no Orfanato de Nª Sª dos Milagres, em Lisboa; in Era Uma Senhora Mais Brilhante Que O Sol, de Pe. João M. de Marchi)

Há 99 anos, Nossa Senhora reafirmou em Fátima o mesmo modo de viver a Fé de sempre, não trouxe “novidade” alguma nesse campo. As únicas “mudanças” anunciadas foram os castigos que a Igreja iria sofrer no tempo em que aderir às “novidades”.

Basto 10/2016

Unidos aos luteranos, fora da Verdade

Quem são os grandes reformadores da Igreja?

“Eu creio que os grandes reformadores da Igreja são os santos, os que escutam a palavra de Deus e a põem em obra.”

(Papa Francisco 13/10/2016 in Rome Reports)

Quem são então os santos? Martinho Lutero, o herege excomungado pelo Papa Leão X, responsável por uma rebelião de 500 anos que afastou nações inteiras da Fé verdadeira, não pode ser um santo.

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Altar improvisado na Sala Paulo VI, em Roma, para a estátua vermelha do herege Martinho Lutero

 

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Igreja Católica recebe com agrado as “95 Teses” pelas quais, cinco séculos antes, excomungara Lutero

 

O que gosta mais e o que não gosta nos luteranos?

Gosto muito dos bons luteranos, os luteranos que seguem verdadeiramente a fé de Jesus Cristo. Mas não gosto dos católicos mornos e dos luteranos mornos. Esses não me agradam.

Também quero fazer-vos uma pergunta. Quem são melhores, os luteranos ou os católicos? É melhor quando estão juntos.”

(Papa Francisco 13/10/2016 in Rome Reports)

Quando “estão juntos” onde? Se a Fé Católica é a única verdadeira e constatamos que não houve conversão daqueles que dela estão afastados, então o tal “encontro” só pode acontecer fora da Verdade.

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A Verdade não muda: se perdermos o dogma, perdemos a nossa alma.

(Pe. Nicholas Gruner in Cruzader Nº 74)

A porta é estreia, mas temos de mantê-la aberta.

Basto 10/2016

Perfil do novo cardeal D. Jozef De Kesel

Jozef De Kesel, Arcebispo de Malines-Bruxelas (Bélgica)

Sobre o celibato sacerdotal:

“As pessoas para quem o celibato é humanamente impossível deveriam ter também a possibilidade de se tornarem sacerdotes.”

 

Sobre os homossexuais ativos:

“Tenho muito respeito pelos gays, [incluindo] o modo como vivem a sua sexualidade.”

 

Sobre a possibilidade de os divorciados “recasados” receberem os sacramentos:

“O Sínodo pode não ter trazido os resultados  concretos que nós esperávamos, tais como permitir aos divorciados “recasados” católicos receber a comunhão. Mas é inacreditável o quanto foi um sinal de uma Igreja que mudou. A mentalidade já não é realmente a mesma.”

(in Crux Now, 10/11/2016)

É considerado um “protegido” do progressista Cardeal Godfried Danneels, cujo nome está confessamente associado ao caso da “mafia” do Grupo Sankt-Gallen, que esteve alegadamente envolvida num complô que visava provocar a resignação de Bento XVI e eleger o Cardeal Jorge Mario Bergóglio.

A 9 de outubro de 2016, o Papa Francisco anunciou que D. Jozef De Kezel será criado cardeal no próximo consistório de 19 de novembro de 2016.

Basto 10/2016