A nova guerra fria continua a aquecer

A Nato reforça a sua posição no Nordeste e no Sudeste do Continente Europeu, colocando militares na Estónia, Letónia, Lituânia, Polónia, Roménia, Bulgária e Turquia.

A Rússia transfere parte da sua Frota do Norte para o Mar Mediterrâneo para apoiar as operações na Síria.

Vladimir Putin mostra ao mundo o seu último “brinquedo”, o Satan 2, um míssil intercontinental capaz de destruir uma área equivalente a um país do tamanho da França. Para além deste “brinquedo”, a agência noticiosa de propaganda do regime, a Spuniknews, nunca se cansa de mostrar diariamente todos os outros.

São também de assinalar as movimentações de arsenal bélico rumo ao enclave de Kaliningrado, mesmo “dentro” do território da União Europeia. Primeiro chegaram os mísseis balísticos Iskander-M, com aptidão nuclear e um raio de alcance de cerca de 700kms, capazes de atingir várias capitais europeias, como é o caso de Berlim. Depois vieram navios com capacidade de lançamento de mísseis nucleares.

Para além de todas as notícias referidas, merece também destaque a informação de uma alegada ordem de Putin para que os cidadãos residentes no estrangeiro, nomeadamente os familiares dos oficiais russos, regressem a casa devido ao perigo eminente de guerra. Ou ainda as recentes informações sobre a suposta rede de bunkers de Moscovo à prova de ataques nucleares.

Todas estas e outras atitudes de Moscovo, ao nível militar e na política internacional, têm sido, de um modo geral, desvalorizadas pela imprensa que as considera como mero bluff político para afirmar uma determinada posição. E, se calhar, não passam mesmo disso, no entanto, merecem a máxima atenção das partes porque, a este nível, até um erro humano ou uma desobediência hierárquica pode ter consequências imprevisíveis.

Há dois anos atrás, poucos acreditavam que a península da Crimeia pudesse ser conquistada à moda antiga… Vladimir Putin surpreendeu muita gente.

Em termos de futuro, as previsões não são mesmo nada animadoras. Dentro de uma semana, as eleições dos EUA irão colocar à frente da maior superpotência mundial um presidente que admira Vladimir Putin ou, em alternativa, uma presidente que não receia a confrontação com ele. Qual das duas hipóteses será a melhor?

Com perfis tão medíocres, é difícil perceber qual dos dois pode ser o pior para os EUA e para o mundo em geral.

Seja o que Deus quiser!

Basto 11/2016

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