A não resposta arrogante de Francisco

Perante as cinco questões fundamentais colocadas pelos corajosos Príncipes da Igreja acerca da exortação apostólica Amoris Laetitia, com vista ao esclarecimento das ambiguidades hermenêuticas e à clarificação dos procedimentos pastorais, o Santo Padre não teve ainda a coragem responder diretamente. As questões são apenas cinco e carecem de uma resposta direta que seria “sim” ou “não”, de modo a erradicar as confusões doutrinais (ou pastorais) que a ambiguidade daquele texto papal tem produzido nos pastores e nos fiéis.

Esclarecer os fiéis e os pastores sobre a diferença entre a virtude e o pecado, com uma resposta clara e inequívoca, para não dar azo a interpretações erradas e abusivas da doutrina católica, seria o mínimo que poderíamos esperar do verdadeiro Vigário de Cristo na Terra. Não o fez! Contudo, numa entrevista publicada no jornal católico italiano Avvenire, o Santo Padre responde de forma indireta, arrogante e insultuosa aos cardeais e a toda a imensa minoria católica que partilha das suas preocupações.

Alguns – pense-se em certas reações à ‘Amoris laetitia’ – continuam a não compreender, ou branco ou preto, ainda que seja no fluxo da vida que se deve discernir”, diz o Papa, sem mencionar diretamente quaisquer nomes.

Francisco sustenta que é necessário “distinguir o espírito com que se manifestam as opiniões”, porque algumas críticas ajudam a avançar, mas outras servem “para justificar uma posição já assumida, não são honestas, são feitas com espírito mau para fomentar divisão”.

“Certos rigorismos nascem de uma falha, do querer esconder dentro de uma armadura a própria insatisfação triste”, lamenta.

(Agência Ecclesia, 18/11/2016)

Uma atitude lamentável sob todos os aspetos, indigna do verdadeiro Vigário de Cristo na Terra. Será esta a atitude que Cristo espera do Santo Padre e dos pastores católicos em geral?

«Seja este o vosso modo de falar: Sim, sim; não, não. Tudo o que for além disto procede do espírito do mal.»  (Mt 5, 37)

– Papa Francisco, defenda a Verdade Cristã em nome de Deus!

  • Faça-o de imediato e sem rodeios, de forma clara e inequívoca, pois dessa mesma Verdade depende a salvação de muitas almas.
  • Essa é a função do mais alto representante de Deus na Terra.

 

perugino-sao-pedro-parcial
Perugino, 1481-82 (vista parcial)

 

O poder conferido por Cristo a Pedro e aos seus sucessores é, em sentido absoluto, um mandato para servir. O poder de ensinar, na Igreja, obriga a um compromisso ao serviço da obediência à fé. O Papa não é um soberano absoluto, cujo pensar e querer são leis. Ao contrário: o ministério do Papa é garantia da obediência a Cristo e à Sua Palavra. Ele não deve proclamar as próprias ideias, mas vincular-se constantemente a si e à Igreja à obediência à Palavra de Deus, tanto perante todas as tentativas de adaptação e de adulteração, como diante de qualquer oportunismo.

O Papa tem a consciência de que está, nas suas grandes decisões, ligado à grande comunidade da fé de todos os tempos, às interpretações vinculantes que cresceram ao longo do caminho peregrinante da Igreja. Assim, o seu poder não é superior, mas está ao serviço da Palavra de Deus, e sobre ele recai a responsabilidade de fazer com que esta Palavra continue a estar presente na sua grandeza e a ressoar na sua pureza, de modo que não seja fragmentada pelas contínuas mudanças das modas.

(Sua Santidade Bento XVI, a 7 de maio de 2005)

Se tiver dúvidas, a poucos metros de si, no mosteiro Mater Ecclesiae, vive um homem sábio e santo que teria o maior prazer em recebê-lo para o ajudar a conhecer a Verdade. Ele vive tão perto si que nem precisa de se preocupar com as emissões de carbono da deslocação. Tenha a humildade de aceitar a sua disponibilidade, sabedoria e santidade para o iluminar neste momento de “desorientação diabólica”.

popes

Seja verdadeiramente humilde Papa Francisco, à imagem de Sua Santidade Bento XVI.

Basto 11/2016

One thought on “A não resposta arrogante de Francisco

  1. O famoso vaticanista Edward Pentin afirmou em direto à cadeia de televisão católica americana EWTN, no bloco informativo World Over, que apesar de não ter havido ainda reação formal do Vaticano à posição do 4 cardeais, sabe que o Papa “não está mesmo nada satisfeito”. O jornalista diz mesmo que o Papa “está a ferver de raiva” (boiling with rage) para citar de forma mais precisa as suas fontes no interior da Casa de Santa Marta.

    A partir do minuto 29′:

    Também na sua conta do Twitter:

    “Fonte em Santa Marta reconfirmou que Papa «está a ferver de raiva» por causa dos dubia dos 4 cardeais.”

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s