79 anos depois

Nesta noite de 25 para 26 de janeiro, há 79 anos, o céu do Hemisfério Norte foi “alumiado por uma luz desconhecida”. No dia seguinte, os jornais da Europa e da América do Norte descreviam as reações de espanto e de temor das pessoas durante a noite anterior.

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The New York Times, 26 de janeiro de 1938

O fenómeno meteorológico foi visível em muitos países da Europa, desde Portugal até à Áustria, e até mesmo no Norte de África; também foi observado na América do Norte, nomeadamente em várias regiões do Canadá e nas Bermudas. Bloqueou as transmissões de rádio entre Londres e Nova Iorque e afetou os sistemas de comunicação telefónica e de rádio dentro de vários países europeus como a França ou a Itália.

É a chamada “Aurora Boreal de Fátima”, internacionalmente conhecida como a “Fatima Storm”. Fosse uma aurora boreal, uma tempestade eletromagnética ou outra coisa qualquer, a verdade é que correspondeu exatamente àquilo que tinha sido anunciado em Fátima aos pastorinhos em 1917. A própria Ir. Lúcia, única sobrevivente dos videntes naquela altura, interpretou o acontecimento como o “sinal” de Deus anunciado na Cova da Iria.

A guerra vai acabar. Mas, se não deixarem de ofender a Deus, no reino de Pio XI começará outra pior. Quando virdes uma noite alumiada por uma luz desconhecida, sabei que é o grande sinal que Deus vos dá de que vai punir o mundo de seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre.

(Nª Sª de Fátima aos pastorinhos em 1917)

Poucas semanas depois, no dia 12 março do mesmo ano, as tropas nazis da Alemanha de Hitler invadem e anexam a Áustria, numa ação militar que seria o prelúdio da II Guerra Mundial. É também fascinante que Nossa Senhora, em 1917, se tenha referido ao Santo Padre Pio XI pelo respetivo nome, o qual chegaria ao trono de São Pedro apenas cinco anos depois das aparições de Fátima.

Olhando para trás, podemos concluir que o mundo de então não deixou de “ofender a Deus” e por isso viu o “grande sinal” que anunciava a aproximação das calamidades previstas na profecia condicional de 1917. Mas se compararmos o mundo de 1938, o estilo de vida da população das nações tradicionalmente católicas e as características da Igreja dessa época, com o atual estado das coisas, como podemos nós não temer agora castigos ainda piores? Tal otimismo seria pura insensatez.

Basto 1/2017

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