O filme de animação de Fátima encontrou um apoio de peso

O “hiperativo” Presidente da República Portuguesa apoia institucionalmente o filme de animação “Fátima e o Tesouro Secreto”, um trabalho baseado nos acontecimentos de 1917 e realizado com o aval formal do Santuário de Fátima e do Vaticano.

Na sua “declaração de apoio e incentivo”, Marcelo Rebelo de Sousa elogia as qualidades – não religiosas? – da obra cinematográfica.

Se o argumento do filme acabar por ser um mero apelo genérico ao “amor, fraternidade e solidariedade universal”, até poderá promover algum tipo de “cultura”, mas jamais representará a mensagem de Fátima, que é profundamente religiosa e catequética.

Passámos de um presidente que não falava de quase nada para outro que fala de quase tudo…

Basto 3/2017

A Igreja que Stalin não conseguiu matar: a Igreja Greco-Católica Ucraniana prospera setenta anos depois da reunificação forçada

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O arcebispo Sviatoslav Shevchuk (ao centro) participa numa cerimónia, na Catedral Patriarcal da Ressurreição de Cristo, em Kiev, onde foi entronizado como líder da Igreja Greco-Católica Ucraniana, a 27 de março de 2011. Estima-se que a Igreja Greco-Católica Ucraniana tenha mais de 5 milhões de fiéis. REUTERS/Kinstantin Chernichkin

Por Nadia M. Diuk

24 de março de 2016 (Atlantic Council) – Há setenta anos atrás, de 8 a 10 de março de 1946, sob as ordens de Josef Stalin, realizou-se um “sínodo” ilegal do clero controlado pelo Kremlin, em Lviv,  depois de esta cidade ter sido absorvida pela União Soviética como parte do assentamento da Segunda Guerra Mundial . O objetivo do encontro era acabar com a existência independente da Igreja Católica Greco-Católica Ucraniana, ou melhor, “reuni-la” com a Igreja Ortodoxa Russa. Na base do astuto estratagema estava a origem desta Igreja, a qual resultou da união de Brest, em 1595, quando milhares de fiéis juntamente com os seus clérigos – a circunscrição metropolitana de Kiev-Halych – separaram-se da ortodoxia oriental para se submeterem à autoridade e à proteção pastoral do Papa católico latino de Roma.

Os três séculos e meio que se seguiram fizeram desta Igreja um próspero centro espiritual, intimamente ligado aos crescentes movimentos sociais e intelectuais que tentavam definir uma identidade para as emergentes populações ucranianas que viveram sob a sucessiva dominação de impérios e estados naquela região.

Em meados do século XX, a Igreja Católica Greco-Católica Ucraniana (IGCU) incluía mais de 3.000 paróquias, 4.440 igrejas, 5 seminários e 127 mosteiros. Mais de três milhões de crentes eram atendidos por 3.000 sacerdotes, 10 bispos e o metropolita [equivalente a arcebispo] que liderava a Igreja. Mas como o regime de Stalin pretendia subjugar e absorver os ucranianos ocidentais, era óbvio que esta grande e vibrante instituição, que respondia a uma autoridade exterior ao Estado, continuaria a cultivar o mesmo patriotismo e espírito de independência que tinha sido tão problemático durante a primeira ocupação soviética entre 1939-1941. Além disso, durante a II Guerra Mundial, embora o regime comunista soviético se tivesse afastado do ateísmo rígido, depois de perceber que a religião poderia desempenhar um papel no apoio ao esforço de guerra, o imperativo de controlar todas as instituições religiosas manteve-se. A “reunificação” da IGCU com a Igreja Ortodoxa Russa surgiu como a solução. Reuniu-se um “sínodo” sem a participação dos bispos da IGCU; os que foram forçados a participar, votaram e a Igreja foi oficialmente absorvida pela Igreja Ortodoxa do Patriarcado de Moscovo, juntamente com a maior parte dos seus pertences. Num movimento cínico que reforçou a decisão, o anúncio foi feito no primeiro domingo de Quaresma, no 350º aniversário da União de Brest. Como resultado, a IGCU tornou-se a maior igreja clandestina do mundo.

Seguiram-se severas repressões. Sacerdotes católicos ucranianos foram espancados, torturados e condenados a longas penas de prisão. Dezenas de milhares de leigos tiveram o mesmo destino. O metropolita da IGCU, Josef Slipiy, foi enviado para um campo de trabalhos forçados na Sibéria. A igreja desceu às catacumbas: realizavam-se celebrações nas florestas ou, havendo coragem, em habitações particulares. As crianças eram batizadas em segredo e os ritos religiosos realizavam-se na clandestinidade, enquanto o Estado soviético continuava o seu ataque aos sacerdotes, monges, freiras e fiéis católicos, oferecendo refúgio na Igreja Ortodoxa Russa ou, em alternativa, repressão como preço para a recusa no corte da ligação ao bispo de Roma.

Ainda assim, a chama da resistência resistiu e forneceu inspiração com histórias de brutalidade e coragem partilhadas entre os membros confiáveis da família e transmitidas de geração em geração. A Ucrânia Ocidental, com suas aspirações e apoio a uma Ucrânia independente, manteve-se como um viveiro de sentimentos anti-soviéticos e de diversidade religiosa. Quando a longa luta da igreja clandestina terminou finalmente, em 1989, sobravam apenas trezentos idosos sacerdotes.

A vitalidade da igreja reafirmou-se rapidamente com o apoio da diáspora, os milhares de ucranianos que tinham fugido da sua terra natal durante a guerra rumo à América do Norte, à América Latina, à Europa e até à Austrália.

Hoje, com um centro espiritual em Roma, com a recentemente reestabelecida Universidade Católica Ucraniana em Lviv e a com recém-construída catedral em Kiev, a Igreja tem 33 eparquias e exarcados e 53 bispos em quatro continentes, com mais de 3.000 sacerdotes cuja idade média ronda os 38 anos.

A influência desta Igreja na vida social e política da Ucrânia tem sido evidente desde a independência. Estudantes da Universidade Católica Ucraniana de Lviv foram alguns dos primeiros a deslocar-se até Kiev, em 2004, para apoiar as ideias e aspirações da Revolução Laranja contra um regime autoritário. E em 2013-14, a Revolução da Dignidade da Ucrânia foi impregnada com os valores morais e atitudes tolerantes propostos pela Igreja. O seu clero foi uma presença diária em Maidan durante os três meses de luta. Juntamente com as outras igrejas e denominações religiosas da Ucrânia, a IGCU ajudou a criar um ambiente ecuménico e diversificado para os movimentos sociais na Ucrânia. Como um baluarte contra o autoritarismo, este espírito de ecuménico da Ucrânia continua a ser o melhor instrumento na luta para se tornar um estado próspero e democrático.

A edição original deste texto foi publicada pelo Atlantic Council no dia 8 de março de 2016. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do texto acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

Basto 3/2017

O ultrajante sentido de humor do Papa Francisco

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CRUX, 25/03/2017

Num trabalho assinado pelo “talentoso” Mr. Ivereigh, a página Crux dedica um artigo inteiro à Dra. Emilce Cuda, teóloga da Pontifícia Universidade Católica Argentina, autora do livro “Para ler Francisco” e – por coincidência – personalidade próxima de sua eminência D. “Tucho”.

Recentemente, no dia 17 de março, a proeminente teóloga católica sul-americana foi recebida em Roma, pelo Santo Padre, juntamente com um grupo de participantes da reunião da Catholic Theological Ethics in the World Church (CTEWC). Emilce Cuda, de acordo com artigo referido em epígrafe, saiu muito satisfeita do encontro com o Papa, que terá durado cerca de 50 minutos.

Ela diz que Francisco incitou-os a fazer a ética teológica com uma “hermenêutica da unidade na diferença”, uma ideia que a rede [CTEWC] já tinha abraçado antes de sua eleição. É um tema que reaparece nas paixões intelectuais do Papa: criando processos nos quais o Espírito Santo forja nova síntese a partir de disparidades e discordâncias.

(in Crux, 25/03/2017 – tradução)

Aqui entre nós, sabemos que sempre será impossível conciliar algumas coisas, tais como a Verdade e o erro, a Sagrada Comunhão e a permanência no pecado grave, a santidade da família e o adultério, a doutrina cristã e a ideologia comunista, etc… Portanto, é preciso sempre muito cuidado com essa hermenêutica da “síntese” forjada porque a Verdade cristã é pura como a água e jamais se submeterá a qualquer adulteração por racionalidade dialética.

Mas aquilo que verdadeiramente escandaliza no artigo em questão, é o sentido de humor de Francisco quando alegadamente se refere ao mistério da Santíssima Trindade para elucidar a orgânica da tal “hermenêutica da unidade na diferença”.

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José de Ribera, 1635

Na reunião, o Papa comparou isto com o modo como a Santa Trindade funciona. Dentro da Santíssima Trindade todos discutem atrás de portas fechadas“, diz Francisco, de acordo com Cuda, “mas no exterior dão a imagem de unidade“.

(in Crux, 25/03/2017 – tradução)

Inacreditável! Custa-nos imaginar que qualquer um dos 265 Papas anteriores, desde Pedro a Bento XVI, pudesse algum dia ter pronunciado uma piada destas…

Isto, a confirmar-se, não é somente uma inadvertida utilização do nome de Deus em vão, nem sequer apenas uma piada religiosa infeliz pronunciada por aquele que é suposto ser o Vigário de Cristo na Terra. Esta afirmação, independentemente do contexto em que possa ter surgido, é uma blasfémia contra o nome de Deus, um ultraje contra o mistério da Santíssima Trindade.

Que Deus tenha misericórdia do Papa Francisco se isto for mesmo verdade!

Basto 3/2017

Cardeal Burke mantém a intenção de corrigir os erros resultantes da Amoris Laetitia

Em resposta à questão colocada por um sacerdote, enquanto discursava na igreja paroquial de São Raimundo de Peñafort, em Springfield, Virginia, nos EUA, o cardeal Burke desmentiu o rumor de que já não iria haver uma “correção formal” ao Papa no que concerne às interpretações erradas do capítulo 8 da controversa exortação apostólica Amoris Laetitia, nomeadamente no que se refere à abertura da Sagrada Comunhão a adúlteros não arrependidos.

Pe. De Celles: Se não houver resposta [aos”dubia”], qual será a resposta dos quatro cardeais?

Cardeal Burke: Então deveremos simplesmente corrigir a situação, novamente de uma forma respeitosa, que é simplesmente isso: deduzir a resposta às perguntas com base no ensino constante da Igreja e torná-lo conhecido para o bem das almas.

(Tradução: Fratres in Unum, 27/03/2017)

A recente afirmação do cardeal Raymond Burke, um dos signatários do “Apelo ao Papa por Esclarecimento”, mais conhecido com a carta com os “dubia”, tem relevância precisamente no presente momento em que se generalizou o rumor, com origem no famoso blogue Anonimi della Croce, de que já não iria haver uma “correção formal” ao Papa.

O Papa Francisco continua, até ao momento, sem dar resposta às questões colocadas pelos quatro cardeais há cerca de meio ano, a respeito da interpretação da controversa exortação apostólica que, desde há um ano para cá, tem produzido uma grande disparidade de interpretações pelo mundo fora. A confusão está instalada e aumenta a cada dia que passa…

Basto 3/2017

Líder da oposição é preso na Rússia

A polícia russa prendeu o ativista Alexei Navalny, líder da oposição ao regime de Vladimir Putin, juntamente com centenas de outros contestatários, em resultado das grandes manifestações populares que acusam os dirigentes russos de corrupção, em particular o atual primeiro-ministro Dmitri Medvedev.

A contestação nas ruas regressa à Rússia 100 depois das grandes manifestações que desencadearam a revolução comunista naquele país.

Basto 3/2017

Papa canonizará a Jacinta e o Francisco. Mas, e a Lúcia?

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Por Christopher A. Ferrara

O Vaticano anunciou que os videntes de Fátima, Jacinta e Francisco, já beatificados por João Paulo II, vão ser canonizados pelo Papa Bergoglio, depois da recente aprovação de um segundo milagre atribuído à sua intercessão. A cerimónia terá lugar provavelmente em Maio, durante a peregrinação do Papa a Fátima.

São realmente boas notícias e há muito esperadas. Mas há algo mais a respeito do acontecimento de Fátima também muito esperado: a canonização da Irmã Lúcia. Ela é claramente a principal vidente, a quem foi concedida uma vida longa neste mundo com o propósito de registar e dar a conhecer as revelações da Virgem. A Jacinta e o Francisco faleceram no espaço de três anos após as aparições. Na verdade, a Virgem profetizou perante a Lúcia que os seus dois primos iriam deixar brevemente este mundo, mas que ela teria de permanecer “mais algum tempo”. Como Nossa Senhora explicou à Lúcia: “Jesus quer servir-Se de ti para me fazer conhecer e amar.”

Foi Lúcia a quem Nossa Senhora ordenou que aprendesse a ler e a escrever para cumprir sua missão terrena, uma ordem que ela obedeceria, abandonando a sua infância em 1921 para ingressar no internato de um convento.

Foi a Lúcia que escreveu as quatro Memórias e a volumosa correspondência que preservaram o acontecimento de Fátima em todos os seus detalhes e com todas as suas implicações – sobretudo o Grande Segredo revelado a 13 de julho de 1917, incluindo sua terceira parte, vulgarmente conhecida como o Terceiro Segredo de Fátima.

Foi Lúcia quem se tornou uma freira de clausura em Espanha e foi informada por Nossa Senhora em 1929, em Tuy, que “chegou o momento” para a Consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria.

Foi Lúcia quem, ao longo de toda uma vida de testemunho, contradisse a afirmação absurda de que a Rússia poderia ser consagrada sem a referência específica à Rússia (pois os habilidosos membros do aparelho do Vaticano consideraram inoportuno seguir as instruções explícitas de Nossa Senhora, de modo a não ofender os russos com tamanha obscenidade não-ecuménica).

Foi Lúcia quem, na sua Quarta Memória, gravou as linhas iniciais do Terceiro Segredo fazendo antever uma profecia mariana relativa a uma grande crise de fé e de disciplina na Igreja: “Em Portugal se conservará sempre o dogma da fé, etc.” – palavras da Virgem evitadas pelo Vaticano como se fossem uma praga e cuja omissão flagrante na narrativa “oficial” de Fátima recusa a explicar.

E foi Lúcia quem, no final dos anos 90, advertiu o cardeal Caffarra sobre a batalha que estamos a assistir desde o “Sínodo sobre a Família” e da publicação da desastrosa Amoris Laetitia: “A batalha final entre o Senhor e o reino de Satanás será sobre o Matrimónio e a Família”.

Tudo isto devemos à Irmã Lúcia dos Santos e só a ela. Ainda assim, apesar de a sua causa de beatificação ter sido acelerada durante o reinado de Bento XVI (que prescindiu do normal de período de espera de cinco anos), ela ainda não foi beatificada, enquanto os seus dois primos serão brevemente elevados aos altares.

Porquê? Por que razão concreta o Papa Bergoglio não exerceu a sua suprema autoridade apostólica para acelerar o processo de canonização de Lúcia, dado que o seu processo de beatificação se encontrava, em fevereiro, finalmente concluído ao nível diocesano? Ele não mostrou qualquer hesitação em prescindir dos comuns trâmites processuais em outros casos. Sendo o mais conhecido, aquele em que dispensou a habitual necessidade de dois milagres para canonizar João XXIII, baseando-se apenas num relato pouco substancial de uma cura milagrosa (de uma hemorragia gastro-intestinal reportada a 1966, sem nada desde então).

Como observa ironicamente o jornal Washington Post: “Em três casos, Francisco elevou santos que não possuiam um único milagre satisfatoriamente confirmado”. O método empregado denomina-se canonização “por equipolência”, que a Rádio Vaticano explicou da seguinte forma, depois de Francisco o ter empregado para canonizar dois canadianos na ausência de milagres verificados: “Quando há uma devoção forte entre os fiéis relativamente a homens e mulheres santos que não foram canonizados, o Papa pode optar por autorizar sua veneração como santos sem passar por todo esse processo.”

A impressão que fica é a de um lento arrastar do reconhecimento da inegável santidade e virtude heroica da vidente de Fátima a quem o Céu atribuiu a missão de dar a conhecer a Mensagem de Fátima e preservar o seu conteúdo para a posteridade. Talvez este estado de coisas tenha algo a ver com o facto de a Irmã Lúcia ser portadora de más notícias para o aparelho do Vaticano que presidiu ao colapso da fé e da disciplina que a Igreja sofreu desde o Vaticano II. Precisamente, a crise que, sem dúvida, foi anunciada naquela parte do Terceiro Segredo que o Vaticano considerou inadmissível porque acusa uma grande parte da atual liderança da Igreja – desde topo.

A Jacinta e o Francisco, por outro lado, podem ser canonizados sem qualquer referência ao conteúdo explosivo da Mensagem que Irmã Lúcia fielmente registou e defendeu incansavelmente contra um revisionismo de Fátima que reduziu todo o acontecimento de Fátima a uma mera prescrição de oração pessoal e penitência, eliminando as suas inconvenientes profecias admoestadoras, incluindo aquela que se refere a uma hierarquia infiel.

O leitor que decida qual é o motivo para esta aparentemente inexplicável disparidade de tratamento para com uma dos três videntes de Fátima. Para mim, no entanto, a conclusão parece óbvia: a Irmã Lúcia é uma indesejada mensageira cuja mensagem indesejada seria certificada com a sua canonização.

A edição original deste texto foi publicada pelo Fatima Center no dia 24 de março de 2017. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do texto acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

Basto 3/2017

Na Islândia, 100% dos bebés diagnosticados com síndrome de Down são abortados. Pense nisso!

síndrome de Down

 

Por Lauren Bell

14 de Março de 2017 (PregnancyHelpNews) – Em declarações recentes à Assembleia de Cidadãos, na Irlanda, o dr. Peter McParland, obstetra na Maternidade Hospitalar Nacional, mostrou para onde as coisas se encaminham.

“Na Islândia”, disse o médico, “todos os bebés – 100% de todos os diagnosticados com síndrome de Down – são abortados”.

Os horrores da afirmação acima podem não ser bem compreendidos. A Islândia tornou-se a primeira nação a vangloriar-se de erradicar a síndrome de Down do seu país.

O dr. McParland explicou esta aniquilação sistemática afirmando que “não houve um único bebé nascido na Islândia com Síndrome de Down nos últimos cinco anos”.

A Islândia não está sozinha nas suas aspirações de criar um mundo livre de síndrome de Down. O holocausto destes bebés é uma epidemia global que tira a vida a seres humanos, criados à imagem de Deus, com base num diagnóstico pré-natal que indica a síndrome de Down.

A Dinamarca aproxima-se da Islândia e prevê que será também uma nação livre da síndrome de Down nos próximos 10 anos.

Ao mesmo tempo, na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos, 90% dos bebés em gestação diagnosticados com síndrome de Down são abortados.

Entre as muitas razões por trás destas estatísticas tão trágicas, sabemos que alguns dos bebés diagnosticados com síndrome de Down acabam por não ter essa condição e, em outros casos, encontra-se o facto de os médicos estarem sujeitos às chocantemente denominadas ações judiciais “por nascimentos errados” quando não conseguem reconhecer os marcadores da síndrome de Down nos testes pré-natais.

Mesmo supondo que todos os diagnósticos estejam corretos, quem, mais precisamente, estamos a erradicar do nosso planeta?

A NBC News mostra alguns estudos que comprovam o seguinte:

  • 99% das pessoas com síndrome de Down estão felizes com a sua vida.
  • 97% das pessoas com síndrome de Down gostam delas próprias.
  • 96% das pessoas com síndrome de Down gostam da sua aparência.

Em termos estatísticos, a grande maioria das pessoas com síndrome de Down são elementos afetuosos, satisfeitos e felizes da nossa sociedade – algo que jamais poderia ser dito a respeito das pessoas que nasceram sem deficiências.

A síndrome de Down não tem de ser uma sentença de morte

Como o nosso mundo desvaloriza cada vez mais a vida, na medida em que tenta (e em alguns casos, com sucesso) “limpar” o planeta de qualquer pessoa que possa ter uma deficiência, a Linha Opção [Option Line, no original], centro de atendimento permanente do Heartbeat International, tem-se levantado contra essas forças culturais.

A procura urgente da Linha Opção, assim como das várias organizações de apoio à gravidez a esta associadas, aumenta diariamente.

Só em janeiro, as consultoras da Linha Opção responderam a 23.660 chamadas, textos, e-mails e conversas presenciais de mulheres e homens que procuravam ajuda durante uma gravidez inesperada.

Uma dessas chamadas veio de uma mulher grávida de gémeos que procurava ajuda desesperadamente. O seu médico tinha acabado de lhe transmitir a devastadora notícia: “Os resultados do seu teste são positivos para a síndrome de Down.”

A mulher sentia-se sozinha, confusa e em conflito sobre o que fazer então. Era a sua primeira gravidez e ela não tinha previsto receber tais notícias. Na maioria dos casos, os profissionais médicos exortariam esta mulher a considerar uma interrupção da sua gravidez com recurso ao aborto.

Em vez disso, a consultora altamente treinada da Linha Opção foi capaz de lhe oferecer esperança e ajuda prática.

A consultora explicou-lhe que independentemente do resultado da sua gravidez, existe apoio disponível, colocando imediatamente a apavorada mãe em contacto com um centro local de apoio à gravidez.

A consultora da Linha Opção terminou a conversa a rezar com aquela mãe. No final do telefonema, a mãe sentiu-se segura e encorajada a enfrentar o futuro.

Nunca é fácil para um pai receber notícias devastadoras durante uma gravidez. Mas a esmagadora maioria dos pais que têm um filho com síndrome de Down explicam que a sua visão da vida é muito mais positiva por causa do seu filho.

O valor de uma criança nascida com uma deficiência não pode ser erradicado por nenhuma nação. Elas são criadas à imagem de Deus.

Isso não é menos verdade na Islândia e na Dinamarca do que na Irlanda ou nos EUA, nem se torna menos verdade em função da contagem dos cromossomas de uma pessoa.

Este texto foi traduzido a partir da edição publicada pelo LifeSiteNews a 14/03/2017. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do artigo acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

Esta semana, a 21 de março, celebrou-se o Dia Internacional da Síndrome de Down.

Basto 3/2017

Beatos Francisco e Jacinta Marto têm o caminho aberto para a canonização

O Papa Francisco aprovou o milagre atribuído à intercessão dos beatos Francisco e Jacinta Marto. A canonização dos dois pastorinhos, beatificados a 13 de maio de 2000, em Fátima, pelo Papa João Paulo II, dependia do reconhecimento de um milagre atribuído à sua intercessão, de acordo com as normas atualmente em vigor na Igreja Católica.

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Comunicado do Gabinete de Imprensa da Santa Sé, 23/03/2017

Deste modo, todos os trâmites processuais foram já ultrapassados e a canonização dos beatos Francisco e Jacinta deverá ser agendada para breve, possivelmente para 13 de maio. Esta informação é particularmente significativa neste momento em que se aproximam as datas importantes da celebração do centenário das aparições de Fátima.

Atestar oficialmente a santidade dos pastorinhos é reconhecer a importância da mensagem de Nossa Senhora de Fátima no atual momento de crise de Fé que atravessa visceralmente a Igreja Católica, principalmente no que se refere à urgência da necessidade a conversão.

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Confio no Imaculado Coração de Maria (imagem editada para evitar eventuais “dubia”) – Vídeo do Papa (01/2016)

A santidade dos pastorinhos foi desde sempre reconhecida e admirada por todos nós, mas agora será oficial e motivo de alegria.

Cantemos, alegres, a uma só voz:
Francisco e Jacinta rogai por nós

Salve, salve, pastorinhos
Nosso encanto e alegria
Salve, salve, pastorinhos
Prediletos de Maria

Vossos olhos inocentes
Contemplaram a Senhora
Dos seus filhos peregrinos
Carinhosa protetora
Sacrifício e oração
Foi a vossa vida inteira
Ao convite maternal
Da Senhora da azinheira

Praticando a caridade
Entregáveis com carinho
A merenda que leváveis
Ao primeiro pobrezinho

Caminhantes neste mundo
Ajudai-nos, cada dia
A viver sempre seguros
Sob o manto de Maria
A Senhora do Rosário
Pela Vossa intercessão
Abençoe o Santo Padre
E nos leve à conversão

Contemplando Deus no Céu
Pelos anjos adorado
Alcançai o dom da paz
Para o mundo extraviado

Protegei a nossa Pátria
Para que, à sombra da cruz
Guarde sempre a Fé Cristã
E a verdade de Jesus

(de A. Cartageno)

Basto 3/2017

Ainda sobre a tal “grande maioria” de matrimónios nulos

Como sabemos, o Santo Padre está convencido de que uma grande maioria dos matrimónios sacramentais são nulos”.

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Abertura do Congresso Pastoral da Diocese de Roma, 16/06/2016 in The Vatican

Como entende que os sacramentos são “nulos”, o Papa insiste que devem ser resolvidos rapidamente, de forma simples, segura e tendencialmente gratuita, porque – e isto pode parecer ainda mais absurdo – a “salvação das pessoas” depende da universalização e da celeridade dos processos de nulidade matrimonial! Até parece que a salvação da humanidade chegou apenas em dezembro de 2015 com a publicação do Motu Proprio Mitis Iudex Dominus Iesus e o consequente início da corrida generalizada à nulidade matrimonial.

São muitos os fiéis que desejam “salvar-se” dos seus “matrimónios sacramentais nulos” por esse mundo fora, a “justiça” tem de chegar a todos. O Santo Padre pede que se avance com celeridade.

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O Santo Padre pede que acelerem processos de nulidade matrimonial in The Vatican, 10/11/2014

O vigário geral da diocese do Algarve, o Pe. Carlos César Chantre, talvez tenha percebido já, de algum modo, aquilo de que se queixava o Papa Francisco na abertura do Congresso Pastoral da Diocese de Roma em 2016. Durante o curso de formação de “agentes de pastoral familiar”, referiu-se especificamente aos casamentos celebrados nas décadas de 50 e 60 para identificar a tal “grande maioria” de “matrimónios sacramentais” alegadamente nulos que preocupam Santo Padre.

“(…) os casamentos que aconteceram nas décadas de 50 e 60, na maior parte deles, os seus protagonistas não estavam devidamente informados sobre o significado do casamento(…)”. “Portanto, muitos destes sacramentos, provavelmente são nulos”.

(Pe. Carlos César Chantre in Folha do Domingo, 21/03/2017)

Esta justificação para a nulidade do casamento foi considerada por Francisco como um “vício” de forma presente “na origem do consenso matrimonial”, não obstante o facto de o Santo Padre exortar frequentemente os fiéis para o perigo do “legalismo” e do querer ter “tudo claro e seguro”. Tal vício de forma, de acordo com o Papa, resulta do “contexto cultural e humano” em que muitos matrimónios foram celebrados, onde se destaca particularmente a falta de fé que, em última análise, também justifica a nulidade.

O juiz, ao ponderar a validade do consentimento dado pelos esposos, deve ter em conta o contexto de valores e de fé – ou da sua carência ou ausência – em que a intenção matrimonial se formou.

(Papa Francisco aos membros da Rota Romana, in Radio Vaticano, 23/01/2015)

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Papa Francisco dirigindo-se aos membros da Rota Romana in The Vatican, 24/01/2015

Retomando o raciocínio do sr. Pe. Chantre a respeito da prática matrimonial nas décadas de 50 e 60, somos obrigados a constatar que tais casamentos, válidos ou não, felizmente já ultrapassaram as bodas de ouro ou de diamante, tendo escapado assim à presente tempestade pastoral. Os processos prescreveram e já nem vale a pena questionar sequer a legitimidade dos filhos…

O artigo da Folha do Domingo relativo à diocese do Algarve contém ainda outros aspetos interessantes que merecem uma leitura atenta, entre os quais destaca-se uma preocupação transmitida pelos formadores convidados.

“Falamos em situações matrimoniais irregulares – e é um termo canónico –, mas quem está recasado, separado ou foi abandonado como é que se sente quando ouve esta expressão?”

(in Folha de Domingo, 21/03/2017)

Provavelmente sentir-se-á bastante confuso porque as palavras de Cristo no evangelho são bastante diferentes. Aliás, já aqui tínhamos demonstrado antes o perigo que representa a evolução da linguagem e dos conceitos no léxico católico.

Jesus disse: «Quem se divorciar da sua mulher e casar com outra, comete adultério contra a primeira. E se a mulher se divorciar do seu marido e casar com outro, comete adultério.» (Mc 10, 11-12)

A palavra “misericórdia” está na moda, mas convém lembrar que, de todos, Cristo é o mais misericordioso e também o mais justo. E já agora, Ele condenou especificamente o adultério e não apontou o dedo a ninguém que tenha sido “abandonado” – é necessário dissociar conceitos que são diferentes para salvaguardar a Verdade.

Voltando atrás, se quisermos mesmo entrar pela via relativista e falaciosa do questionamento universal da validade dos sacramentos, também o sacramento da Ordem teria de ser questionado. Então, se os padres, no momento em que foram ordenados, não conheciam a doutrina católica – nomeadamente todos aqueles que agora pregam doutrinas exóticas-, se não tinham Fé suficiente ou não conheciam a verdadeira missão sacerdotal, a validade dos seus votos não deveria ser também ponderada? E no caso se constatar nulidade sacerdotal, não deveriam estar calados e deixar os fiéis seguirem a Verdade de sempre? Pois, talvez seja melhor evitarmos a volatilidade da via relativista que, em última análise, conduz ao caos, para aceitarmos definitivamente a solidez do magistério da Igreja, sempre infalível.

Finalmente, devemos agora perguntar: mas como é que tanta gente, nos nossos dias, ainda se preocupa em verificar a nulidade do seu matrimónio? Não será isso, em si, uma das formas de “legalismo” condenadas por Francisco? A pessoa poderá sempre voltar a casar-se porque o adultério deixou de ser um problema maior, na pior das hipóteses, a pessoa cai em “situação irregular” – antigamente chamado pecado mortal – que facilmente poderá ser regularizada depois de um “discernimento acompanhado por um pastor”. Ou então, caso prefira, poderá sempre optar por uma solução concubinatória e tirar partido dos benefícios espirituais da convivência fora do casamento. Não é assim a nova pastoral à la carte ou escapou-nos alguma coisa?

Pós-texto

Nossa Senhora disse em Fátima, de acordo com a vidente Jacinta, que “muitos casamentos não são bons, eles não agradam a Nosso Senhor”. O Papa Francisco apresenta esta solução pragmática, promovendo a corrida à nulidade matrimonial! É incrível mas é verdade, como também é verdade que, diariamente, em Fátima, reza-se pelas intenções do Papa Francisco… E nós perguntamos: que intenções são essas?

Recordemos, uma vez mais, o calendário mariano da pastoral da nulidade matrimonial. O Santo Padre anunciou o seu novo projeto pastoral de universalização da nulidade matrimonial precisamente no dia da Solenidade da Assunção da Virgem Santa Maria, em 2015, e ordenou que fosse publicado no dia da Solenidade da Imaculada Conceição desse mesmo ano.

Esperemos que daqui a algumas semanas, quando o Papa Francisco vier a Fátima, se faça alguma luz sobre esta e outras questões relacionadas com os tempos apocalíticos em que vivemos.

Basto 3/2017

Mais cinco perturbadores regressos ao passado soviético na Rússia de Putin

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A placa sobre a vedação russa diz: “A Sociedade Livre” (Political Cartoon: social media)

Por Paul Globe

Mesmo que Vladimir Putin afirme que a Rússia está destinada a ter um grande futuro, o líder do Kremlin tem feito pouco para acabar com o empobrecimento e a repressão dos russos de hoje e cada vez mais para restaurar muitas das piores características do negro passado soviético. Esta semana trouxe mais cinco exemplos dessa tendência retrógrada.

1. “Novilíngua” orwelliana na prática jurídica russa

A novilíngua orwelliana está a voltar à prática jurídica russa, a níveis alarmantes. Questionado pelo portal de notícias regionais 7 × 7 sobre a crescente utilização de termos pelos magistrados como “pseudo-religiosos”, “organizações destrutivas” e “grupos antissociais”, o diretor do Centro SOVA, Aleksandr Verkhovsky, afirmou que isso é extremamente perigoso.

“Não nenhuma definição legal” de tais termos e, consequentemente, eles representam uma tentativa de expansão por analogia uma tática privilegiada da prática soviética com termos que existem tais como “organizações extremistas.” E isso significa – afirma o ativista dos direitos – que “o magistrado pode escolher” como alvo “qualquer um que não encaixa no seu gosto.”

“Isso é a novilíngua“, diz Verkhovsky, usando o termo introduzido por George Orwell no seu romance “1984” sobre sistemas totalitários. E embora, ao nível das discussões informais, esses termos possam ter utilidade para apontar as áreas problemáticas, a sua utilização como categoria jurídica é “má e muitas vezes perigosa.”

2. As filas regressaram

Filas, a desgraça da existência dos russos na era soviética, estão de regresso à Rússia de Putin, mesmo que ninguém deva falar sobre isso. O bloguista russo Nikolay Yurenev afirma que “toda a gente diz que sob Putin não existem filas nas lojas”, mas todos sabem que não é verdade.

Não regressaram as filas como também aquilo que poderia ser chamado a cultura política das filas, com pessoas horas à espera, lamentando sua existência, mas que depois vão para casa e, ao assistirem à televisão de Moscovo, concluem que as coisas, mesmo se estão tão más, elas estão muito piores no odiado Ocidente, em relação ao qual lhes é dito para culparem pelos seus problemas.

Yurenev o seguinte exemplo: “Numa determinada cidade X com perto de um milhão de habitantes, uma fila numa loja de carne todas as segundas, quartas e sextas-feiras, quando a carne sai a menos de metade do preço habitual, e a fila diz eleestende-se em torno do quarteirão, desde o momento da abertura da loja até ao seu encerramento.

Mesmo antes da abertura da loja, a fila começa a formar-se com “patriotas desempregados e pensionistas que compõem uma boa metade da população dessa cidade X”, sendo o seu elemento predominante. E a fila inteira, apesar da espera e do frio, “apoia fraternalmente a sábia política do destacado líder político e governamental, o flamejante batalhador pela paz no mundo inteiro, Vladimir Vladimirovich Putin”.

Aqueles que estão na fila “expressam confiança ilimitada e profunda gratidão pela sua incessante preocupação com o bem-estar das pessoas e o florescimento da Grande Pátria” – prossegue Yurenev. Aqueles que conseguem chegar à dianteira da fila, de seguida, regressam a casa para prepararem o jantar e assistirem à televisão de Moscovo.

É então que sua participação na “grande política” se torna clara – continua o bloguista russo. Eles aprendem como a Ucrânia e o Ocidente são os culpados pelas suas baixas pensões e “como, nos EUA, os inimigos de Trump tentam desencaminhar a sua política amigável para com a Rússia e Putin”.

“Como é horrível viver nesse mundo estrangeiro louco, louco e louco”, dizem eles “nos seus corações”, e “como são belas as coisas na nossa Pátria”. Naquele mundo, as filas para carne barata não são problema algum: elas são apenas um indicador de como os bons russos as aceitam sob a sábia liderança de Putin.

3. Apoio fictício da população às ações governamentais

As autoridades russas justificam aquilo que querem fazer dizendo que a população exige tais ações, quer isso seja ou não verdade. A TASS, agência de notícias russa, é novamente chamada, como se fosse na era soviética, e relata que o ministério da cultura congratula-se com os apelos dos ativistas russos para criar um Dia do Patriotismo.

Na URSS, os altos funcionários declaravam frequentemente que tomavam esta ou aquela atitude porque “os trabalhadores e os camponeses” a exigiam. Agora, Moscovo usa a mesma tática, dizendo que a população deseja esse feriado, o qual estará cronometrado para coincidir com a imposição de sanções ou talvez contra-sanções, mesmo que estas impeçam os alimentos de chegar até eles.

4. Documentos públicos com assinaturas falsificadas

As autoridades russas têm afirmado que determinados documentos foram assinados por pessoas que nunca os assinaram ou sequer os viram, desde que seja o documento que o regime deseja. No início desta semana, os partidários da entrega da Catedral de Santo Isaac à Igreja Ortodoxa Russa entregaram o que eles classificaram como um apelo de 26 reitores de instituições de ensino superior que apoiam essa ação.

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Catedral de Santo Isaac em São Petersburgo, Rússia, 2017 (Imagem: Wikimedia)

Mas agora constatou-se que essa informação é uma “notícia falsa”, ou talvez  “um facto alternativo”, porque dois dos reitores cujas assinaturas constam do documento afirmam que não o assinaram e um deles disse que nem sequer tinha ouvido falar disso.

Na era soviética, os funcionários do partido comunista colocavam frequentemente os nomes das pessoas sem pedirem a respetiva permissão ou acordo, a fim de apoiar a linha oficial. A grande diferença, agora, é que alguns daqueles que são vítimas dessa prática queixam-se, ainda que isso possa ser demonstração de vontade de progressão nas suas carreiras.

5. O assassínio de importantes testemunhas dos crimes de guerra de Putin na Ucrânia

Quanto ao quinto e mais sinistro, Putin está a livrar-se das testemunhas dos seus próprios crimes na Ucrânia. Zoryan Shkiryak, conselheiro do ministro ucraniano do interior, afirma que o assassinato do líder miliciano pró-Moscovo, com o nome de guerra Givi, é apenas o último exemplo de algo que Kiev vem alertando desde há dois anos.

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A explosão que matou Givi destruiu completamente o quarto onde ele se encontrava (Imagem: captura de vídeo)

Ele acusa “Putin” de “estar constantemente a destruir testemunhas importantes dos seus próprios crimes militares” na Ucrânia, um programa que lançou após o derrube do avião de passageiros MH-17 da Malásia, mas que afetou os que participam nas suas ações “terroristas” em Mariupol, Volnovakha e também Debaltseve. No caso da “liquidação de Givi” – continua Shkiryak – é claro que Moscovo controla todos os participantes nesta ação e, com efeito, ninguém teria agido sem a bênção ou, mais provavelmente, sem a ordem direta das autoridades da capital russa. Essas coisas não são estranhas nem inovadoras – afirma. Elas “fazem parte das melhores tradições dos serviços especiais russos” e são efetivamente “todos os elos de uma única cadeia”.

A edição original deste artigo foi publicada pela Euromaiden Press no dia 10/02/2017. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do testo acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

Basto 3/2017

Quatro graves consequências da comunhão na mão

O que disse realmente o Santo Padre Paulo VI?

63. Nem devemos esquecer que antigamente os fiéis, quer se encontrassem sujeitos à violência da perseguição, quer vivessem no ermo por amor da vida monástica, costumavam alimentar-se mesmo diariamente da Eucaristia, tomando a sagrada comunhão com as próprias mãos, no caso de faltar um sacerdote ou diácono.

64. Isto não o dizemos para que se altere, seja no que for, o modo de conservar a Eucaristia ou de receber a sagrada comunhão, segundo foi estabelecido mais tarde pelas leis eclesiásticas ainda em vigor, mas somente para todos juntos nos alegrarmos por ser sempre a mesma a fé da Igreja.

(Papa Paulo VI, Carta Encíclica Mysterium Fidei, 03/09/ 1965)

O vídeo acima é um excerto de uma conversa entre D. Athanasius Schneider e o Pe. Mitch transmitida ao vivo no canal católico americano EWTN, no dia 9 de janeiro de 2013. A nossa vénia ao Tradutor Católico.

Basto 3/2017

A Alegria do Amor no Japão

O Japão, uma das sociedades mais desenvolvidas do mundo, parece ter descoberto a “nova misericórdia”, aquela que prescinde de arrependimento e contrição, muitos anos antes do pontificado de Francisco. Num artigo publicado no jornal Periodista Digital, o jesuíta Juan Masiá mostra-nos que os bispos nipónicos, na carta pastoral publicada em 2001 já diziam o seguinte:

Quando, depois de lamentar um divórcio, se produz o encontro com um novo parceiro, a Igreja deve estar perto e acolhedora para apoiar os cônjuges que empreenderam um novo caminho para reconstruir suas vidas. A igreja, que os acompanhou com o coração de mãe durante o curso de preparação para o matrimónio, deseja continuar a acompanhá-los no novo caminho e estar próxima para consultar os seus sofrimentos e ansiedades. É missão da Igreja proporcionar nova luz e esperança, acolhendo qualquer pessoa, sem excluí-lo, seja qual for o seu passado “.

(in carta pastoral dos bispos japoneses, traduzido de Periodista Digital, 14/03/2017)

Teria porventura o país do sol nascente recebido as “surpresas do Espírito Santo” mais cedo do que os ocidentais? Duvidamos que sua majestade D. Henrique VIII pudesse concordar com tal hipótese!

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Periodista Digital, 14/03/2017

De acordo com o texto do citado jornal eletrónico espanhol, o episcopado japonês publicou, no início desta Quaresma de 2017, uma nova edição “corrigida, aumentada e atualizada” da sua carta pastoral de 2001, introduzindo agora referências aos documentos Laudato Si e Amoris Laetitia do Papa Francisco. Alegadamente, a carta intitulada “Olhar de Deus sobre a vida” cita o n.º 242 da Amoris Laetitia e corrobora os seus parágrafos dedicados ao “amor, matrimónio e divórcio”.

Juan Masiá S. J., que viveu mais de 25 anos no Japão, até vai mais mais longe quando afirma que, já no Sínodo sobre a Família de 1980, o cardeal Peter Shirayanagi (falecido em 2009) foi um dos poucos bispos que se “atreveu” a propor aberturas semelhantes a algumas daquelas que mais tarde seriam defendidas no Sínodo de 2015 e pelo Papa Francisco. No entanto, as suas propostas “tiveram um eco tímido e minimalista” na exortação Familiaris Consortio de João Paulo II, uma vez que este Papaargumenta o jesuítaera “obcecado com a questão da participação nos sacramentos (um pseudoprobema superado há muito pela prática pastoral e, hoje, finalmente superado na doutrina oficial da Igreja após o último Sínodo)”.

Temos de reconhecer, arrependendo-nos, que a Igreja se tem comportado, até há pouco tempo, mais como um juiz do que como uma mãe, no que se refere às pessoas que não puderam salvar o seu casamento.

(in carta pastoral dos bispos japoneses, traduzido de Periodista Digital, 14/03/2017)

Enfim, autênticos profetas da “nova misericórdia”…

Basto 3/2017