O ultrajante sentido de humor do Papa Francisco

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CRUX, 25/03/2017

Num trabalho assinado pelo “talentoso” Mr. Ivereigh, a página Crux dedica um artigo inteiro à Dra. Emilce Cuda, teóloga da Pontifícia Universidade Católica Argentina, autora do livro “Para ler Francisco” e – por coincidência – personalidade próxima de sua eminência D. “Tucho”.

Recentemente, no dia 17 de março, a proeminente teóloga católica sul-americana foi recebida em Roma, pelo Santo Padre, juntamente com um grupo de participantes da reunião da Catholic Theological Ethics in the World Church (CTEWC). Emilce Cuda, de acordo com artigo referido em epígrafe, saiu muito satisfeita do encontro com o Papa, que terá durado cerca de 50 minutos.

Ela diz que Francisco incitou-os a fazer a ética teológica com uma “hermenêutica da unidade na diferença”, uma ideia que a rede [CTEWC] já tinha abraçado antes de sua eleição. É um tema que reaparece nas paixões intelectuais do Papa: criando processos nos quais o Espírito Santo forja nova síntese a partir de disparidades e discordâncias.

(in Crux, 25/03/2017 – tradução)

Aqui entre nós, sabemos que sempre será impossível conciliar algumas coisas, tais como a Verdade e o erro, a Sagrada Comunhão e a permanência no pecado grave, a santidade da família e o adultério, a doutrina cristã e a ideologia comunista, etc… Portanto, é preciso sempre muito cuidado com essa hermenêutica da “síntese” forjada porque a Verdade cristã é pura como a água e jamais se submeterá a qualquer adulteração por racionalidade dialética.

Mas aquilo que verdadeiramente escandaliza no artigo em questão, é o sentido de humor de Francisco quando alegadamente se refere ao mistério da Santíssima Trindade para elucidar a orgânica da tal “hermenêutica da unidade na diferença”.

José de Ribera
José de Ribera, 1635

Na reunião, o Papa comparou isto com o modo como a Santa Trindade funciona. Dentro da Santíssima Trindade todos discutem atrás de portas fechadas“, diz Francisco, de acordo com Cuda, “mas no exterior dão a imagem de unidade“.

(in Crux, 25/03/2017 – tradução)

Inacreditável! Custa-nos imaginar que qualquer um dos 265 Papas anteriores, desde Pedro a Bento XVI, pudesse algum dia ter pronunciado uma piada destas…

Isto, a confirmar-se, não é somente uma inadvertida utilização do nome de Deus em vão, nem sequer apenas uma piada religiosa infeliz pronunciada por aquele que é suposto ser o Vigário de Cristo na Terra. Esta afirmação, independentemente do contexto em que possa ter surgido, é uma blasfémia contra o nome de Deus, um ultraje contra o mistério da Santíssima Trindade.

Que Deus tenha misericórdia do Papa Francisco se isto for mesmo verdade!

Basto 3/2017

6 thoughts on “O ultrajante sentido de humor do Papa Francisco


  1. “O que se pode dizer é que Francisco é um animal político. Nós não estávamos acostumados a ver um papa tão profundamente político e que não se coíbe de política, mas afirmou que o seu valor como um compromisso para mudar o mundo e do bem comum.” (Emilce Cuda em entrevista publicada a 04/05/2017 no Religión Digital)
    http://www.periodistadigital.com/religion/opinion/2017/03/04/emilce-cuda-el-papa-es-la-unica-authoritas-es-la-unica-voz-politica-que-tiene-autoridad-moral-transversal-religion-iglesia-dios-jesus-papa-francisco-fe.shtml

  2. Sendo verdade esse comentário relativo à Santissima Trindidade é bem grave. Como continua a banalização e dessacralização de tudo que nos leva até Deus.

    Relativamente ao Papa ser o Vigário de Cristo, que é o segundo título oficial do Papa, gostaria de notar a seguinte observação de como em quase 60 anos se passou do 8 para o 80. Há quase 60 anos tinhamos o Papa a ser transportado em ombros, como se pode ver no video de coroação do Papa João XXIII, actualmente temos só simplicidade que fica muito perto da banalização e dessacralização, como na recente visita do Papa em Milão a usar um wc público portátil.

    Observamos que já tudo é possível, como se pode considerar normal na Basilica de Nossa Senhora do Rosário em Fátima retirar os altares que estavam junto dos tumúlos dos pastorinhos?

    Rezemos pelos nossos pastores e também para que nós não caimos em pecado ao vermos estas situações.

    • Completamente de acordo Francisco, perdeu-se o sentido do sagrado na Igreja e a reverência na hierarquia religiosa e nos seus ofícios. Mas a gravidade desta notícia, a confirmar-se, vai muito para além de tudo isso e já nem sequer é a primeira vez que verificamos um sentido de humor muito duvidoso no Papa Francisco. São conhecidas outras intervenções jocosas de Francisco que podem ser vistas como blasfemas…
      Por outro lado, o Papa Francisco adota sempre um postura muito séria e reverente de cada vez que, por exemplo, visita uma mesquita, uma sinagoga ou outro templo não católico…

  3. É verdade, no fundo é a perda do maior mandamento: amar a Deus sobre todas as coisas. Esse amor a Deus que é o principio e o fim de tudo, fonte de todo o amor, fonte também para se cumprir bem o segundo maior mandamento: amar o próximo como a ti mesmo. Esse amor que está presente em tudo o que é católico, desde a arte, música, arquitectura, etc.

    Num dos decretos do Concilio Vaticano II vem o alerta para não se cair no perigo do indeferentismo. Às vezes dá ideia que os maiores defensores do concilio acabam por não cumprir o que lá vem escrito.
    Como se pode aceitar como normal a escolha de ser de uma ou outra religião quando isso implica negar Deus e negar Nosso Senhor? Ainda que com todos se tenha caridade e amor, não se pode deixar de mostrar toda a Verdade. Até porque a caridade está ligada à Verdade.

    Como bem ensinou o anjo:
    «– Não temais! Sou o Anjo da Paz. Orai comigo.
    E ajoelhando em terra, curvou a fronte até ao chão. Levados por um movimento sobrenatural, imitámo-lo e repetimos as palavras que lhe ouvimos pronunciar:
    – Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-vos. Peço-vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam, e não vos amam.
    Depois de repetir isto três vezes, ergueu-se e disse:
    – Orai assim. Os corações de Jesus e Maria estão atentos à voz das vossas súplicas.»

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