O novo “spa” episcopal

spa episcopal

O caso das “rãs a ferver”, mais do que uma experiência científica, é uma conhecida alegoria alusiva ao comportamento humano. Estabelece que uma rã, quando confrontada com água a ferver, reage, afasta-se. Porém, se ela for introduzida num recipiente com água tépida, cuja temperatura vai aumentando lentamente até ao ponto de ebulição, a rã não reage, adapta-se gradualmente ao aumento de temperatura, ainda que se queime.

 

Nota da edição: esta gravura já tinha sido aqui publicada anteriormente, mas como agora se sente algum aroma a canja de rã também em terras lusitanas, vale a pena recuperá-la.

Basto 4/2017

10 thoughts on “O novo “spa” episcopal

  1. Há 3 ou 4 anos atrás, aqueles que repararam no que estava a acontecer foram acusados de desinterpretar afirmações ou de fazer interpretações falsas e abusivas, de citar frases fora do seu contexto, de atribuir intenções que jamais poderiam confirmar-se, de falta de respeito, de falta de humildade, de subversão, etc… Mas afinal quase tudo aquilo era mesmo verdade! O impensável, o inacreditável confirmou-se e está hoje a ser ensinado e praticado à escala mundial…

    Depois de algum tempo de adaptação (que até foi pouco), aqueles que acusaram, hoje confirmam que de facto aquilo estava (e está) mesmo a acontecer, mas – curiosamente – passaram a gostar!

    • É bem verdade e estranho começar pelos locais onde havia indicação que estariam contra.
      O Bispo do Porto faleceu em Setembro.
      Em Outubro/Novembro terão ficado a saber de alguma coisa? Publicação da carta na acta? Publicamente só ficamos a saber da publicação da carta na acta já depois de se saber de Braga.

  2. Às vezes não me parece que seja uma questão de gosto pessoal.

    Trata-se de uma combinação de ultramontanismo, papolatria, interesses pessoais e corporativos, a propaganda dos mass media, pressão do grupo, ignorância, desinteresse e o desejo de não ter chatices (com Roma e o Mundo).

    É claro que o ultramontanismo e a papolatria nunca foram suficientemente intensos para levarem à implementação da Summorum Pontificum, da Evangelium Vitae, da Familiaris Consortio, da Veritatis Splendor, etc…, etc…

  3. Se não é a grande apostasia é, pelo menos, uma grande apostasia.

    Já agora, hoje o D. Carlos Azevedo disse a uma TV portuguesa que, com o pontificado do Papa Francisco, “finalmente conseguiu respirar”. E pelos vistos tem respirado bastante:

    http://rr.sapo.pt/noticia/81304/d_carlos_azevedo_acredita_que_pastorinhos_podem_ser_canonizados_a_13_de_maio

    https://www.rtp.pt/noticias/pais/d-carlos-azevedo-nunca-fui-a-fatima-a-pe_n993807

    • Não sei nada sobre ele, ouvi apenas um curto trecho da entrevista no noticiário da Renascença enquanto conduzia… Não fiquei nada interessado no livro, parece-me apenas mais um a aproveitar a efeméride para tentar vender o peixe.

      Relativamente aos seus problemas de respiração, seria interessante se ele precisasse melhor…

      • É algo mais do que uma opinião se pode-se ou não aceder aos Sacramentos. É algo ideológico/desorientação diabólica.

        Veja-se que ao mesmo tempo que são publicadas as orientações é promovido no twitter e site da diocese de Braga um artigo que tenta associar a heresia donatista ao livro The Benedict Option:

        http://www.diocese-braga.pt/noticia/1/17278

        Isto são métodos não cristãos, de um erro/mal de base.

        A heresia donatista é considerar-se que só está na Igreja quem é santo e o livro fala da forma de ser das comunidades beneditinas do tempo do império romano em relação com o nosso tempo, numa era pós-cristã.

      • Dois ensinamentos contraditórios não podem estar ambos corretos.
        Existem duas possibilidades: o ensinamento de João Paulo II e de Bento XVI estava errado ou o de Francisco I está errado.
        Pessoalmente inclino-me para a segunda possibilidade.

  4. É mesmo o caso das “rãs a ferver”, veja-se este exemplo na diocese do Algarve sobre a igreja (edifício), como parecendo tudo bom e normal se passa do culto de Deus para estar bastante próximo do culto do Homem enquanto se esquece a presença real do Senhor na Eucaristia:

    https://folhadodomingo.pt/padre-carlos-de-aquino-lembrou-que-a-igreja-edificio-remete-para-o-que-la-e-celebrado/

    Não começa mal mas depois, coloco os meus comentários dentro de parêntesis e o texto do artigo entre áspas:

    “A igreja-espaço é primeiramente o lugar da assembleia” [é primeiramente o lugar onde é realizado o culto de Deus]

    “é “a assembleia é que qualifica o espaço”” [é a consagração do edifício a Deus que o qualifica]

    “Antes de haver espaço, o nosso corpo é verdadeira «casa» de Deus. Se qualificássemos mais o corpo, mais a «casa» que cada um é, também qualificaríamos mais o espaço que depois construímos como a casa do Senhor” [este aspecto é importante mas tem a ordem trocada, é o espaço e o culto que fazemos abrindo-nos à Graça de Deus que vai tornar o nosso corpo em templo de Deus e não o contrário]

    a igreja-edifício “não é um museu”. “O espaço é sempre habitado por uma assembleia que é a Igreja reunida e, por isso, é um espaço vivente, tem vida” [a assembleia é importante mas o espaço é sempre habitado pelo Senhor presente no Sacrário]

    “Deus não habita em templos construídos pelas mãos humanas. Habita na sua comunidade, na casa de «pedras vivas»” [onde existe a reserva do Senhor no Sacrário habita]

    “no âmbito cristão, a igreja-edifício não é o lugar onde habita a divindade, mas o lugar onde a Igreja se reúne e se encontra com Cristo ressuscitado e a ele se une” [onde existe a reserva do Senhor no Sacrário habita]

    “O sacerdote, que percorreu o itinerário histórico do aparecimento das igrejas, explicou assim que “quando se pretende construir uma igreja-casa, porque necessária a uma comunidade, tem que se tomar consciência de que ela não pode ser apenas harmoniosa e bela por fora”. Neste sentido, lembrou períodos de construção de imponentes templos. “Por mais belas que sejam as igrejas construídas nesse tempo enquanto peças arquitetónicas, muitas vezes são contemporâneas de tempos de grande pobreza litúrgica e eclesial”, advertiu, considerando que “o novo templo tem que ser um meio específico que ajude a edificar a Igreja-comunidade”” [como no passado tinhamos igrejas bonitas e harmoniosas é necessário desconsiderá-las julgando os tempos em que foram construídas, por outro lado actualmente temos grande pobreza litúrgica e eclesial juntamente com igrejas que não são belas nem harmoniosas]

    “requisitos fundamentais do espaço” são a “funcionalidade” e a “nobre simplicidade” [o requisito fundamental é que nos ajude a aproximar de Deus, tenha presente o Senhor no lugar principal]

    [Vendo isto tudo, só falta colocar altares onde nos possamos colocar e podermos ficar em adoração uns aos outros. Aqui esquece-se a graça de Deus que é fundamental para podermos ter assembleia e sermos um só, a presença real, a consagração do espaço a Deus, a celebração da Santa Missa em que a Terra e o Céu se unem, a beleza e santidade como atributo de Deus]

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