Aborto e homossexualidade mostram que chegou a “batalha final” entre Deus e Satanás – Cardeal Caffarra

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Por Dorothy Cummings McLean e Pete Baklinski

ROMA, 19 de maio, 2017 (LifeSiteNews) – A profecia da Irmã Lúcia, vidente de Fátima, de que a batalha final entre Deus e Satanás será sobre o casamento e a família está a ser hoje cumprida, afirmou um cardeal discursando numa conferência católica em Roma.

“O que disse a Irmã Lúcia naqueles dias está a cumprir-se nestes nossos dias”, disse o Cardeal Carlo Caffarra, um dos signatários dos dubia que é arcebispo emérito de Bolonha e ex-membro do Conselho Pontifício para a Família, numa sessão de perguntas e respostas posterior ao seu discurso.

Caffarra fez os seus comentários no IV Fórum anual da Vida em Roma. Depois da sua apresentação, o cardeal Raymond Burke, outro signatário dos dubia, pediu para que os fiéis católicos “trabalhem para a consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria”.

O cardeal Caffarra, que é o presidente fundador do Pontifício Instituto João Paulo II para Estudos sobre o Matrimónio e a Família, fez os seus comentários a respeito da “batalha final” em alusão a uma carta que escreveu à Ir. Lúcia, no início dos anos 80, para pedir as suas orações, quando iniciou a sua nova tarefa de fundar o instituto. Ele nunca esperara uma resposta.

Porém, para sua surpresa, Caffarra recebeu uma longa carta assinada pela Ir. Lucia, na qual falava sobre a “batalha final” que chegaria no fim dos tempos.

A vidente de Fátima escreveu que “a batalha final entre o Senhor e o reino de Satanás será a respeito do Matrimónio e da Família. Não temam, acrescentou, porque qualquer pessoa que atue a favor da santidade do Matrimónio e da Família será sempre combatida e enfrentada de todas as formas, porque este é o ponto decisivo. Depois concluiu: entretanto, Nossa Senhora já esmagou sua cabeça’”.

A carta está agora nos arquivos do Instituto Instituto João Paulo II para Estudos sobre o Matrimónio e a Família.

A batalha

Caffarra explicou, durante a sua apresentação, que existem duas forças que se opõem uma à outra na batalha. Uma é o “Coração ferido do Crucificado-Ressuscitado”, que chama a todos os homens para si mesmo. A outra é o “poder de Satanás, que não quer ser expulso do seu reino”.

O cardeal disse que o lugar onde esta batalha acontece é o coração humano.

“Jesus, a Revelação do Pai, exerce forte atração para Si mesmo. Satanás trabalha contra isso, para neutralizar a força atrativa do Crucificado-Ressuscitado. A força da verdade que nos torna livres atua no coração do homem. A força satânica da mentira é a que faz de nós escravos”, disse ele.

As duas forças de atração dão origem a duas culturas, afirmou, a “cultura da verdade e a cultura da mentira”.

“Há um livro na Sagrada Escritura, o último, o Apocalipse, que descreve o confronto final entre os dois reinos. Nesse livro, a atração de Cristo toma a forma de triunfo sobre os poderes inimigos comandados por Satanás. É um triunfo que surge depois de um longo combate. Os primeiros frutos da vitória são os mártires”, disse ele.

Caffarra disse ainda que o aborto legalizado provém da “cultura da mentira”, onde o “crime” de assassinar um ser humano é visto como um “bem”.

O aborto é um “ato sacrílego”, disse ele, acrescentando que é a “negação mais profunda da verdade do homem”.

“A razão pela qual o homem não deve derramar o sangue do homem é porque o homem é a imagem de Deus. Através do homem, Deus habita na Sua criação. Essa criação é o templo do Senhor porque o homem habita nela. Violar a intangibilidade da pessoa humana é um ato sacrílego contra a Santidade de Deus. É a tentativa satânica de gerar uma anti-criação. Ao enobrecer a matança de seres humanos, Satanás lançou as bases para sua criação: remover da criação a imagem de Deus, obscurecer Sua presença nela”, disse ele .

O cardeal explicou que o “casamento” homossexual também provém da “cultura da mentira”, uma vez que “nega completamente a verdade do casamento” conforme procede da “mente de Deus, o Criador”.

“A Divina Revelação disse-nos como Deus entende o casamento: a união legal de um homem e uma mulher, a fonte da vida. Na mente de Deus, o casamento tem uma estrutura permanente, baseada na dualidade do modo humano de ser: feminilidade e masculinidade. Não dois polos opostos, mas um com e para o outro”, disse ele.

“A união entre um homem e uma mulher, que se tornam uma só carne, é cooperação humana no ato criador de Deus”, acrescentou.

Satanás, ao impulsionar as mentiras do aborto e da homossexualidade, está a tentar destruir os dois pilares mais importantes da criação, a “pessoa humana” criada à imagem de Deus e a “união conjugal” entre um homem e uma mulher.

“A elevação axiológica do aborto a direito subjetivo é a demolição do primeiro pilar. O enobrecimento de uma relação homossexual, equiparando-a ao casamento, é a destruição do segundo pilar “, afirmou Caffarra.

O objetivo final de Satanás é “construir uma anti-criação real”, uma “criação alternativa”, onde Deus e todos os sinais da sua beleza e bondade foram apagados.

“Este é o último e terrível desafio que Satanás está a lançar contra Deus”, acrescentou o Cardeal.

Ser um fiel seguidor de Cristo nestes tempos significa “testemunhar… aberta e publicamente” a verdade da criação de Deus a respeito da dignidade da pessoa humana e do casamento.

“Alguém que não testemunha desta maneira é como um soldado que foge no momento decisivo da batalha. Já não somos testemunhas mas desertores, se não falarmos aberta e publicamente”, disse ele.

Caffarra elogiou os eventos pró-vida da Marcha pela Vida que acontecem em todo o mundo como um “grande testemunho” da verdade a respeito do valor de cada pessoa.

Ele comparou os cristãos que defrontam o pecado aos médicos que combatem a doença, explicando à audiência que tal como perante a doença não pode haver acordo de paz, o mesmo acontece com o pecado.

“Seria um médico terrível aquele que adotasse uma atitude irenista (voltada para a paz) perante a doença”, disse ele. O significado do ditado de Santo Agostinho “Amar o pecador, odiar o pecado”, explicou o cardeal, significa “caçar o pecado”. Persegui-lo nos lugares escondidos das suas mentiras e condená-lo, trazendo à luz a sua insubstancialidade”.

A edição original deste texto foi publicada pelo LifeSiteNews a 19 de maio de 2017. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do artigo acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

Basto 5/2017

Sacrilégio contra a Sagrada Eucaristia em Fortaleza, no Brasil

O grave incidente registado no vídeo abaixo aconteceu, há dias, durante a missa, alegadamente numa igreja da arquidiocese de Fortaleza, no Nordeste brasileiro.

As imagens do vídeo são chocantes, quer pelo grave sacrilégio ali cometido contra a Sagrada Eucaristia, quer pela quase indiferença de alguns dos presentes. São ainda um convite à reflexão sobre a nossa atitude individual no momento que atravessa atualmente a Igreja Católica, em que são promovidos tantos sacrilégios contra a Sagrada Eucaristia a pretexto de um novo e falso conceito de misericórdia. A indiferença é uma atitude inaceitável…

Voltando ao incidente reportado nas imagens, aquilo que mais choca nos satanistas (assumidos ou não) é o facto de acreditarem na real presença de Cristo na Eucaristia, talvez mais até do que grande parte dos católicos. O sentimento de ódio por algo ou alguém pressupõe o reconhecimento da sua existência.

Basto 5/2017

Santo Cristo dos Milagres, 2017

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Fez hoje oito dias que a procissão do Ecce Homo voltou a percorrer as ruas da maior cidade dos Açores, como sempre, no quinto domingo depois da Páscoa. Este ano, as celebrações foram presididas pelo bispo da diocese americana de Fall River, o brasileiro D. Edgar da Cunha. O convite deve estar relacionado com o facto de haver uma grande comunidade açoriana nessa região dos Estados Unidos da América.

A capela do Coro Baixo da igreja do Convento da Esperança, em Ponta Delgada, é um lugar particularmente notável pelo asseio que ostenta em qualquer altura do ano, mas por estes dias de festa vale mesmo a pena dar uma espreitadela para apreciar os magníficos arranjos florais. Eles são, em si, uma bela oração ao Senhor das ilhas.

Basto 5/2017

Bispos belgas autorizam a prática de Amoris Laetitia no seu país

A partir de agora, também na Bélgica, as pessoas divorciadas recasadas poderão aceder à Sagrada Comunhão mesmo mantendo-se em situação de adultério. A Conferência Episcopal Belga emitiu uma carta pastoral que dá seguimento à controversa exortação apostólica Amoris Laetitia na mesma linha de interpretação pretendida pelo Santo Padre Francisco I.

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in CathoBel, 24/05/2017

A carta pastoral foi apresentada pelo cardeal D. Jozef De Kesel, na última quarta-feira, em Malinas, onde explicou que esta se destina a todos os sacerdotes, diáconos e agentes pastorais. D. Jozef De Kesel é conhecido pelo seu exotismo doutrinal, sendo cardeal apenas desde novembro do ano passado.

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in La Libre, 26/05/2017

 

Basto 5/2017

Estamos a testemunhar a profecia de São João Paulo II sobre a “anti-Igreja” – afirma sacerdote católico

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Relâmpago atinge o Vaticano, a 11 de fevereiro, poucas horas depois de Bento XVI ter anunciado a sua resignação – LifeSiteNews

Por Pete Baklinski

ROMA, 19 de maio, 2017 (LifeSiteNews) – A advertência profética de São João Paulo II sobre o aparecimento de uma “anti-Igreja” que prega um “anti-Evangelho” é hoje cumprida por líderes dentro da Igreja Católica, mesmo nos mais altos níveis, declarou hoje um padre numa palestra proferida durante uma conferência em Roma.

O Pe. Linus Clovis, da Family Life International [organização católica de defesa da família],  afirmou no seu discurso no Fórum pela Vida, em Roma, organizado pela Voice of the Family [Voz da Família], que o anti-Evangelho da anti-Igreja é muitas vezes “indistinguível da ideologia secular, que reverteu tanto a lei natural como os Dez Mandamentos.”

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Pe. Linus Clovis no Fórum da Vida, Roma, 2015 – LifeSiteNews

“Este anti-Evangelho, que procura dirigir a vontade do indivíduo para o consumo, para o prazer e para o poder em detrimento da vontade de Deus, foi rejeitado por Cristo nas tentações do deserto. Disfarçado de direitos humanos, reapareceu, com toda a sua arrogância luciferina, para promulgar uma atitude narcisista e hedonista que rejeita qualquer restrição, exceto as impostas por leis humanas”, disse ele.

Durante sua visita à América, há 41 anos, o cardeal Karol Wojtyla, arcebispo de Cracóvia, que dois anos mais tarde se tornaria Papa João Paulo II, transmitiu a sua mensagem profética, em Filadélfia, por ocasião do aniversário bicentenário da independência americana. Wojtyla dizia então:

Estamos agora diante do maior confronto histórico que a humanidade jamais atravessou. Não creio que grandes círculos da sociedade americana ou grandes círculos da comunidade cristã percebam isso completamente. Estamos agora a travar o confronto final entre a Igreja e a anti-Igreja, do Evangelho contra o anti-Evangelho.

Temos de estar preparados para sofrer grandes provações num futuro não muito distante; provações que requerem a prontidão para abdicar até mesmo das nossas vidas e uma entrega total de nós mesmos a Cristo e por Cristo. Através das vossas e das minhas orações, é possível aliviar esta tribulação, mas já não é possível evitá-la… Quantas vezes a renovação da Igreja proveio do sangue? Desta vez não será diferente.

Clovis explicou que, enquanto a ascensão da anti-Igreja tem vindo a acontecer de forma lenta mas sólida nas últimas décadas, a sua emergência tem sido especialmente percetível nos últimos anos.

“Durante o último meio-século, tem havido uma crise crescente na Igreja, decorrente tanto da falta de ensinamentos claros e inequívocos, como do clima de dissidência entre os sacerdotes, religiosos e leigos. Dentro da Igreja contemporânea, a crise atingiu um ponto de ebulição, senão mesmo de rutura, pela rejeição do paradigma sim/não de Nosso Senhor e pelo enfraquecimento de posições doutrinárias estabelecidas através de práticas pastorais inconstantes”, disse ele.

Ele observou que existe um sentimento entre os fiéis católicos de que “as coisas eclesiásticas e católicas estão a desmoronar-se e uma anarquia pastoral foi lançada sobre a Igreja”. Fez saber que existe um “exercício oculto do poder”, atualmente em funcionamento dentro da Igreja, que fomenta essa anarquia.

Consegue reformar o processo de anulação do casamento sem a habitual consulta dos respetivos dicastérios romanos; emitir uma ampla e mordaz repreensão à Cúria Romana num discurso de Natal; limpar a composição de um dicastério, o que efetivamente invalida a influência do seu prefeito, que se opôs firmemente às inovações que prejudicam os ensinamentos sobre o casamento e os princípios da liturgia; atacar os Frades Franciscanos da Imaculada; e encerrar o campus de Melbourne do Instituto João Paulo II.

Clovis explicou que o apoio ao aparecimento da anti-Igreja é um ataque direto ao próprio “pilar da criação” e ao fundamento da ordem social, nomeadamente, a verdade sobre a relação entre o homem e a mulher expressa no casamento e na família. Lembrou como a Irmã Lúcia, uma das videntes de Fátima, dissera uma vez que “a batalha final entre o Senhor e o reino de Satanás será sobre o casamento e a família”.

“É bem sabido que qualquer adulteração de uma pedra angular arrisca o colapso de todo o edifício”, disse ele. “A pedra angular, a célula básica da sociedade é o casamento e a família”.

E a anti-Igreja está a trabalhar tanto quanto pode para minar essa pedra angular.

“Através da aceitação tácita da contraceção e do divórcio, do recente abraço misericordioso aos divorciados civilmente recasados ​​e do benigno assentimento ao casamento homossexual, a pedra angular foi adulterada e o ponto ómega foi atingido”, explicou Clovis.

Ele observou como o secularismo ateu que alimenta a anti-Igreja tem “trabalhado para a falência da família, sendo o seu espírito impulsionador, a ideologia LGBT; a sua face pública, a correção política, o seu vestido de domingo, a inclusividade e o não-julgamento“.

Ele advertiu os católicos como a anti-Igreja tentará enganar os fiéis, fazendo-se passar pela a verdadeira Igreja.

É claro que a Igreja Católica e a anti-Igreja coexistem no mesmo espaço sacramental, litúrgico e jurídico. Esta última, tendo crescido, está agora a tentar passar-se pela verdadeira Igreja, fazendo o que pode para tentar induzir ou forçar os fiéis a tornarem-se adeptos, promotores e defensores de uma ideologia secular.

Se a anti-Igreja conseguir dominar todo o espaço da verdadeira Igreja, os direitos do homem suplantarão os direitos de Deus, através da profanação dos sacramentos, da profanação do santuário e do abuso do poder apostólico.

Então, os políticos que votam a favor do aborto e do casamento homossexual serão bem-vindos nas filas para Comunhão; maridos e esposas que abandonaram os seus cônjuges e filhos, para terem relações adúlteras, serão admitidos aos sacramentos; sacerdotes e teólogos que rejeitam publicamente a doutrina e a moral católica terão liberdade para exercer o ministério e promover a dissidência, enquanto os fiéis católicos serão marginalizados, caluniados e desacreditados. Deste modo, a anti-Igreja consegue alcançar seu objetivo de destronar a Deus como Criador, Salvador e Santificador, para O substituir pelo homem, o auto-criador, o auto-salvador e o auto-santificador.

Clovis disse ainda que a anti-Igreja trabalha para alcançar o seu objetivo de superar a verdadeira Igreja, intimidando os fiéis à submissão, incluindo leigos, sacerdotes e bispos.

Na prossecução dos seus objetivos, a anti-Igreja, em colaboração com os poderes seculares, recorre à lei e aos meios de comunicação para intimidar a verdadeira Igreja à submissão. Através do uso hábil dos média, os ativistas da anti-Igreja conseguiram submeter ao silêncio os bispos, o clero e a maioria da imprensa católica. Da mesma forma, os leigos estão aterrorizados pelo medo da hostilidade, do ridículo e do ódio que receberiam se fizessem frente à imposição da ideologia LGBT.

Por exemplo, em 2015, a congregação de São Nicolau de Myra, na Arquidiocese de Dublin, aplaudiu de pé o seu pároco quando este declarou, a partir do púlpito, que era gay e os exortou a apoiar o casamento homossexual no referendo irlandês. Não é difícil imaginar o tipo de tratamento que um opositor teria recebido. Portanto, a ação da influência opressiva da anti-Igreja é mais evidente quando uma pessoa, dentro da sua comunidade paroquial, tem receio de defender abertamente a revelação de Deus a respeito da homossexualidade, do aborto ou da contraceção.

Os adeptos da anti-Igreja apostam principalmente nos sacerdotes e nos bispos para prosseguirem o rumo do anti-Evangelho, sabendo que estes, uma vez submissos, podem influenciar inúmeras almas longe da verdadeira Igreja.

Os sacerdotes e os bispos são os líderes imediatos e mais naturais dos leigos e, acima de tudo, são apanhados no crescente espectro de medo gerado pela anti-Igreja. Além disso, por causa do seu voto clerical de respeito e obediência, o seu medo, sendo reverente, é fortemente agravado, especialmente quando veem a sua classe dividida; a sua unidade quebrada; a constante disciplina sacramental violada; a lei canónica ignorada; o seu espírito de evangelização descartado como proselitismo e um disparate.

No que diz respeito às suas pessoas, são rotulados como pequenos monstros que atiram pedras aos pecadores, ou que reduzem o sacramento da reconciliação a uma câmara de tortura, ou que se escondem atrás dos ensinamentos da Igreja sentados na cadeira de Moisés e que julgam por vezes com superioridade e superficialidade.

Como filhos da Igreja, eles veem-se menos merecedores de um abraço papal do que a arqui-abortista italiana Emma Bonino e ainda menos dignos de reabilitação do que o famoso falso profeta, defensor do aborto e da população global, Paul Ehrlich.

Como sacerdotes, é-lhes dito que devem pedir desculpa aos gays e que a “grande maioria” dos casamentos católicos por eles abençoados são inválidos; além disso, são apelidados de recitadores de orações e, por considerarem importante a ida à Missa e a confissão frequente, são chamados de pelagianos.

Como católicos, e sabendo que os Cinco Primeiros Sábados foram pedidos em reparação das blasfémias cometidas contra Nossa Senhora, são pessoalmente confrontados com reflexões indecentes tais como, no Calvário, onde Ela se tornou a Mãe de todos os redimidos por Cristo, a Santíssima Virgem de Fátima talvez, no Seu coração, desejou dizer ao Senhor: “Mentiras! Mentiras! Eu fui enganada.” Como “as árvores da floresta tremem diante do vento”, assim os corações dos clérigos tremem de medo perante a possibilidade de estarem a ser mais católicos do que o Papa!

Clovis classificou a influência do Papa Francisco dentro da Igreja como uma “grande e verdadeira bênção”, uma vez que os ambíguos ensinamentos papais permitiram que a anti-Igreja emergisse das sombras de forma visível e clara para todos os fiéis. Isso coloca agora os fiéis perante uma escolha clara sobre qual mestre irão seguir.

“Há mais de cem anos que se desenrola um conflito oculto na Igreja: um conflito explicitamente revelado ao Papa Leão XIII, parcialmente contido por São Pio X e desencadeado no Concílio Vaticano II. Sob Francisco, o primeiro Papa jesuíta, o primeiro Papa das Américas e o primeiro Papa cuja ordenação sacerdotal seguiu o Novo Rito, este conflito chegou ao seu máximo, com o potencial de tornar a Igreja menor, mas mais fiel”, afirmou.

Disse ainda que a mais recente exortação de Francisco Amoris Laetitia é um exemplo de uma força exercida hoje dentro da Igreja que ajuda a estabelecer a linha divisória entre a anti-Igreja e a verdadeira Igreja de Jesus Cristo.

“A Exortação Apostólica Amoris Laetitia é o catalisador que dividiu não apenas os bispos e as Conferências Episcopais uns contra os outros, mas também os sacerdotes contra os seus bispos e contra os outros sacerdotes e os leigos, ansiosos e confusos”, afirmou o sacerdote.

“Como um cavalo de Troia, a Amoris Laetitia lança ruína espiritual por toda a Igreja. Como num desafio para um duelo, ela exige a coragem para superar o medo. De uma forma ou de outra, está agora pronta para separar a anti-Igreja, referida por São João Paulo II, da Igreja fundada por Cristo. À medida que a separação começa a acontecer, cada um de nós, tal como os anjos, terá de decidir por si mesmo se prefere estar errado com Lúcifer ou certo sem ele”, acrescentou.

Clovis relacionou as suas ideias principais com o 100.º aniversário das aparições de Nossa Senhora em Fátima. Lembrou que Ela “propôs uma estratégia que, sendo adotada, garantiria a salvação de um grande número de almas”.

“A estratégia exigia que, para «apaziguar Deus, que já estava tão ofendido», três condições importantes deveriam ser satisfeitas, a saber, uma reforma dos costumes com plena adesão às leis naturais e divinas, a devoção aos Cinco Primeiros Sábados e a Consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria”, afirmou.

“Então, para enfatizar ainda mais os perigosos dos tempos que se aproximavam, a Virgem, com preocupação materna, alertou para as consequências de ignorar Sua mensagem: as guerras, a Rússia espalhando seus erros, a perseguição da Igreja e do Santo Padre. Ainda assim, Ela concluiu a Sua mensagem com um sinal de esperança: «por fim, o meu Imaculado Coração triunfará e será dado ao mundo um tempo de paz»”, acrescentou.

Clovis lembrou que os católicos que procuram ser fiéis a Cristo e à Igreja por Ele fundada não precisam de ter medo da atual turbulência a que estão a assistir.

“No Batismo, tornámo-nos membros da Igreja Militante e, na Confirmação, soldados de Cristo; fomos portanto recrutados e armados para um combate mortal contra os três implacáveis ​​inimigos das nossas almas: o mundo, a carne e o diabo”, disse ele.

“Reconhecendo isso «não é contra os seres humanos que temos de lutar, mas contra os Principados, as Autoridades, os Dominadores deste mundo de trevas, e contra os espíritos do mal que estão nos céus», lutamos como os Apóstolos, tomando os mártires por nossos modelos e o próprio Cristo Jesus como nossa recompensa”, acrescentou.

A edição original deste texto foi publicada pelo LifeSiteNews a 18 de maio de 2017. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do artigo acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

Pe. Linus Clovis, em Roma, no Fórum da Vida de 2015:

O Pe. Linus Clovis é um sacerdote da arquidiocese de Castries, em Santa Lúcia, um pequeno estado insular no arquipélago das Antilhas (Índias Ocidentais), no Mar das Caraíbas.

Basto 5/2017

Francisco acusa os “fanáticos” da doutrina

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Papa Francisco na capela da Casa de Santa Marta, 19/05/2017 – The Vatican

Como de costume, em mais uma das suas homilias, o Santo Padre não especificou exatamente a quem se referia, quem eram “essas pessoas” tão inconvenientes, os tais “ideólogos da doutrina“.

Mas por falar em “discursos”, e talvez não passe mesmo de uma mera coincidência, esta homilia foi pregada precisamente no momento em que teve lugar o IV Fórum da Vida, em Roma, que decorreu nos dias 18 e 19 deste mês, dinamizado pela organização Voice of the Family (Voz da Família). Nesta conferência, os cardeais D. Raymond Burke e D. Carlo Caffarrasubscritores dos dubiae também o bispo D. Athanasius Schneider denunciaram o presente momento de apostasia à luz da mensagem de Fátima. Os seus discursos ecoaram universalmente através das redes sociais.

Durante dois milénios, a Igreja manteve-se unida precisamente por ter conseguido sempre resistir, e muitas vezes à custa do sangue dos mártires, às ideologias mundanas que, como hoje, sempre pretenderam contaminar a Fé verdadeira. O momento atual é crítico, talvez mesmo o mais complicado em toda a história da Igreja. Para além da oração e da penitência, os cristãos necessitam também de esforçar-se por adquirir um mínimo de conhecimentos doutrinais para perceberem por onde atacam realmente as tais ideologias.

Basto 5/2017

Cardeal Burke foi a Fátima e não concelebrou com o Papa Francisco

O cardeal americano D. Raymond Burke esteve em a Fátima para as celebrações do 13 de maio mas, apesar de ter chegado no dia 12, não concelebrou com o Papa Francisco no altar do recinto, na missa de canonização da Jacinta e do Francisco. A sua participação nas celebrações foi muito discreta, mantendo-se anonimamente, entre a multidão, com grupo de peregrinos que o acompanharam na peregrinação à Cova da Iria. No entanto, no dia 14, concelebrou com D. António Marto, bispo de Leiria-Fátima, a missa dominical no altar do recinto do Santuário.

Esta é uma notícia da SIC e do jornal Expresso.

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Cardeal D. Raymond Burke em Fátima na concelebração da missa dominical do dia 14 de maio (no altar do recinto) – SIC Notícias

 

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Cardeal D. Raymond Burke em Fátima (no recinto) – SIC Notícias

 

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Cardeal D. Raymond Burke em Fátima (nos Valinhos) – SIC Notícias

Basto 5/2017

ÚLTIMA HORA: Cardeal Burke apela à consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria

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Cardeal Burke discursa no Fórum da Vida, em Roma, a 19 de maio de 2017 – LifeSiteNews

Por John-Henry Westen

ROMA, 19 de maio, 2017 (LifeSiteNews) – O cardeal Raymond Burke fez, esta manhã, um apelo para que os fiéis católicos “trabalhem para a consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria”.

O cardeal Burke, que é um dos quatro cardeais que pediram ao Papa Francisco um esclarecimento sobre a Amoris Laetitia, fez o seu apelo no Fórum da Vida, em Roma, no mês do centenário da primeira aparição de Nossa Senhora de Fátima aos três pastorinhos.

Burke é o anterior prefeito do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica e o atual Patrono da Ordem Soberana Militar de Malta.

Num discurso abrangente sobre “O segredo de Fátima e uma Nova Evangelização”, o cardeal Burke, na presença do seu colega dos dubia cardeal Carlo Caffarra, o frontal bispo D. Athanasius Schneider do Cazaquistão e mais de 100 líderes pró-vida e pró-família de 20 nações, disse que o triunfo do Imaculado Coração significaria muito mais do que o fim das guerras mundiais e das calamidades físicas que Nossa Senhora de Fátima previra.

“Tão horríveis quanto os castigos físicos associados à rebelião desobediente do homem diante de Deus, infinitamente mais horríveis são os castigos espirituais porque estes estão relacionados com as consequências dos pecados graves: morte eterna”, disse ele.

Concordou com um dos maiores estudiosos de Fátima, Frère Michel de la Sainte Trinité, que dissera que o prometido triunfo do Imaculado Coração de Maria, indubitavelmente, refere-se, antes de tudo, à “vitória da Fé, que porá fim ao tempo da apostasia e das grandes falhas dos pastores da Igreja”.

Voltando à situação atual da Igreja à luz das revelações de Nossa Senhora de Fátima, Burke declarou:

O ensino da Fé, na sua integridade e com coragem, é o cerne do ofício dos pastores da Igreja: o romano pontífice, os bispos em comunhão com a Sé de Pedro e os seus principais colaboradores, os sacerdotes. Por essa razão, o Terceiro Segredo é dirigido, com uma força particular, aos que exercem o ofício pastoral na Igreja. As suas falhas no ensino da Fé, na fidelidade ao constante ensino e prática da Igreja, seja através de uma abordagem superficial, confusa ou mesmo mundana, e o seu silêncio, colocam mortalmente em perigo, no mais profundo sentido espiritual, as mesmas almas pelas quais foram consagrados para cuidar espiritualmente. Os frutos venenosos das falhas dos pastores da Igreja são visíveis num modo de culto, de ensino e de disciplina moral que não são de acordo com a Lei Divina.

O pedido de consagração da Rússia é tido como controverso, mas o Cardeal Burke expôs as razões do seu apelo, de forma simples e direta. “A pedida consagração é, por um lado, um reconhecimento da importância que a Rússia continua a ter no plano de Deus para a paz e, por outro, um sinal de amor profundo para com os nossos irmãos e irmãs da Rússia”, disse ele.

“É certo que o Papa São João Paulo II consagrou o mundo, incluindo a Rússia, ao Imaculado Coração de Maria, a 25 de março de 1984”, referiu o Cardeal Burke. “Mas hoje, uma vez mais, ouvimos o pedido de Nossa Senhora de Fátima para consagrar a Rússia ao Seu Imaculado Coração, de acordo com a Sua instrução explícita”.

A necessidade de uma menção “explícita” da Rússia na consagração, conforme solicitada por Nossa Senhora, foi desejada pelo Papa João Paulo II, mas não foi realizada devido à pressão dos seus assessores. Este facto foi confirmado, mais recentemente, pelo representante oficial do Papa Francisco na celebração do aniversário de Fátima, na semana passada, em Karaganda, no Cazaquistão.

No dia 13 de maio, o cardeal Paul Josef Cordes, antigo presidente do Conselho Pontifício Cor Unum, recordou a conversa que teve com o Papa João Paulo II depois da consagração de 1984, ocorrida a 25 de março, quando a estátua de Nossa Senhora de Fátima estava em Roma.

“Obviamente, [o Papa] lidou durante muito tempo com aquela missão significativa que a Mãe de Deus havia dado ali aos videntes”, disse Cordes. “No entanto, absteve-se de mencionar a Rússia de forma explícita por causa dos diplomatas do Vaticano que haviam desesperadamente solicitado que ele não mencionasse esse país porque, de outra forma, poderiam surgir conflitos políticos”.

Para aqueles que possam ainda opor-se ao pedido de consagração da Rússia, o Cardeal Burke lembrou as palavras do Papa João Paulo II que, em 1982, durante sua consagração do mundo ao Imaculado Coração, observou: “O apelo de Maria não é apenas para uma vez. O seu apelo deve ser retomado geração após geração, de acordo com os sempre novos “sinais dos tempos”. Deve ser incessantemente respondido. Deve ser sempre retomado de novo.

Instruindo os fiéis, o Cardeal Burke ensinou que Nossa Senhora de Fátima “fornece-nos os meios para irmos fielmente até a Seu Divino Filho e procurarmos Nele a sabedoria e força para trazer a Sua graça salvadora a um mundo profundamente perturbado”.

O Cardeal Burke realçou seis meios que Nossa Senhora ofereceu em Fátima para que os fiéis tomem parte na restauração da paz no mundo e na Igreja:

  1. rezar o terço todos os dias;
  2. usar o escapulário castanho;
  3. fazer sacrifícios pela salvação dos pecadores;
  4. fazer reparação pelas ofensas cometidas contra o Imaculado Coração de Maria através da devoção dos Cinco Primeiros Sábados; e
  5. converter as nossas vidas cada vez mais a Cristo.
  6. Por último, Ela pede ao pontífice romano para, em união com todos os bispos do mundo, consagrar a Rússia ao Seu Imaculado Coração.

“Por estes meios, ela promete que o Seu Imaculado Coração triunfará, trazendo almas para Cristo, seu Filho”, acrescentou o Cardeal Burke. “Voltando-se para Cristo, eles farão reparação pelos seus pecados. Cristo, pela intercessão de Sua Virgem Mãe, irá salvá-los do Inferno e trará paz ao mundo inteiro”.

A edição original deste texto foi publicada pelo LifeSiteNews a 19 de maio de 2017. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do artigo acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

Junte-se ao cardeal Burke no apelo à consagração da Rússia – assine a petição.

Basto 5/2017

Rússia. Porque estava Nossa Senhora de Fátima tão preocupada com a Rússia?

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Por John-Henry Westen

4 de maio, 2017 (LifeSiteNews) – Como tenho pesquisado sobre Fátima por causa vários compromissos para discursar durante este ano, fui repetidamente confrontado com a insistência de Nossa Senhora na consagração de Rússia. A qual, depois feita, tal como a prática dos Cinco Primeiros Sábados de reparação, Nossa Senhora prometeu que a Rússia converter-se-ia e um período de paz seria dado ao mundo. Se não, advertiu a Rainha do Céu, a Rússia “espalhará seus erros por todo o mundo, causando guerras e perseguições à Igreja”. Ela acrescentou: “Os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas.”

“Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará”, disse ela. “O Santo Padre consagrar-me-á a Rússia, que se converterá, e será concedido ao mundo um algum tempo de paz.”

É claro que São João Paulo II confiou o mundo ao Imaculado Coração de Maria em 1984, mas ainda continuamos à espera desse período de paz. Temos visto mais guerra, massacres, mártires e abortos no último meio século do que nunca anteriormente. Assustadoramente, não vimos ainda a aniquilação de várias nações. Mas o que tem tudo isso a ver com a Rússia?

A Rússia, na mente da maioria das pessoas, é a geradora do comunismo, pensado principalmente como um sistema económico que compete com o capitalismo. No entanto, quando realmente compreendemos o comunismo, a propagação dos erros da Rússia torna-se reconhecível.

O livro “O Comunista Nu” é o compêndio mais conciso e direto que traça os objetivos e a ideologia comunista. Foi escrito por W. Cleon Skousen, um ex-agente do FBI que recorreu a muitas fontes originais e à melhor inteligência do FBI durante a sua investigação sobre a infiltração comunista nos Estados Unidos. O livro está referido no Congressional Record [publicação oficial das atas do Congresso dos EUA] e o presidente Ronald Reagan comentou-o dizendo: “Ninguém é mais qualificado para discutir a ameaça do comunismo a esta nação.”

Uma seleção dos objetivos do comunismo elencados por Skousen servem para ilustrar a sua disseminação por todas as nações, especialmente no Ocidente:

• Eliminar todas as leis que regulam a obscenidade, apelidando-as de “censura” e uma violação da liberdade de expressão e de imprensa.

• Quebrar padrões culturais de moralidade, promovendo pornografia e obscenidade em livros, revistas, cinema, rádio e televisão.

• Apresentar a homossexualidade, a degeneração e a promiscuidade como “normal, natural, saudável.”

• Infiltrar-se nas igrejas e substituir a religião revelada pela religião “social”.

• Desacreditar a Bíblia e enfatizar a necessidade de maturidade intelectual que não precisa de uma “muleta religiosa”.

• Eliminar a oração ou qualquer forma de expressão religiosa nas escolas, com o fundamento de que viola o princípio da “separação entre igreja e do Estado”.

• Desacreditar a família como uma instituição. Incentivar a promiscuidade, a masturbação e o divórcio fácil.

• Enfatizar a necessidade de afastamento das crianças da influência negativa dos pais. Atribuir “preconceitos, bloqueios mentais e atrasos das crianças à influência supressiva dos pais”.

Além do comunismo, entretanto, outros dos erros da Rússia espalharam-se por todo o mundo, nomeadamente o aborto. O aborto foi pela primeira vez legalizado precisamente na Rússia em 1920. Até hoje, a Rússia mantém a mais alta taxa de aborto per capita de todo o mundo. Numa população de 143 milhões, há 1,2 milhões de abortos por ano.

Não há dúvida de que as predições e promessas de Maria se tornarão verdadeiras. Nossa Senhora de Fátima previu a II Guerra Mundial e até indicou um sinal de aviso que a precederia. Alertou sobre a praga maciça de impureza que infestou o planeta. Deu instruções aos fiéis que devem ser cumpridas de modo a poderem ver o Triunfo do Seu Coração Imaculado e será fiel também a essas profecias.

Então, como durante este mês honramos as nossas próprias mães, vamos examinar novamente os pedidos de Nossa Senhora e colocá-los em prática. Ela pediu oração, particularmente o Santo Rosário e a devoção do Escapulário Castanho. Pediu reparação pelos pecados e ultrajes cometidos contra a Graça de Deus e pelas blasfémias contra os Sagrados Corações de Jesus e Maria, especialmente através da prática dos Cinco Primeiros Sábados. E, finalmente, pediu a consagração ao Imaculado Coração de Maria, consagração individual e também a da Rússia, neste caso publicamente pelo Papa e por todos os bispos do mundo.

Quase todos esses assuntos estão ao nosso alcance pessoal. Não há melhor momento do que este ano, especialmente durante o tempo da Ressurreição, o tempo pascal, para implementar essas práticas nas nossas vidas. Vamos pegar na arma do rosário, o cordão umbilical que nos liga à Nossa Mãe Celestial. Façamos a devoção dos Primeiros Cinco Sábados, ensinando-a também aos nossos filhos. Consagremo-nos ao Imaculado Coração de Maria como ensinou São Luís de Montfort e São João Paulo, “indispensável a quem quer oferecer-se sem reservas a Cristo e à obra da redenção”.

A edição original deste texto foi publicada pelo LifeSiteNews a 4 de maio de 2017. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do artigo acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

Basto 5/2017

O dia em que o presidente dos EUA falou de Fátima e dos pastorinhos no Parlamento Português

Durante a sua visita de estado a Portugal, no dia 9 de maio de 1985, Ronald Reagan discursou na Assembleia da República Portuguesa. Para espanto de todos os presentes, o presidente americano falou de Fé, de Fátima, dos pastorinhos e do Papa João Paulo II.

A visita do chefe de estado americano à Assembleia da República Portuguesa foi boicotada pelos grupos parlamentares da extrema esquerda, os deputados do PCP abandonaram a sala e os da UEDS não compareceram.

Isto também é algo que os portugueses podem ensinar ao mundo. Porque a grandeza da vossa nação, como a de qualquer nação, reside no vosso povo. Pode ser vista no seu dia-a-dia, nas suas comunidades e vilas, e sobretudo nas igrejas simples que pontuam a vossa terra e que dão testemunho de uma fé que justifica todas as reivindicações de dignidade e liberdade dos homens.

(Ronald Reagan, 09/05/1985 in Rádio Renascença)

Recomenda-se a leitura do artigo da Rádio Renascença sobre o tema.

Basto 5/2017

Santo Padre, em Fátima, não se ajoelha perante o Santíssimo Sacramento

No dia 13 de maio de 2017, quando se cumpriam exatamente 100 anos depois da primeira aparição de Fátima, o Santo Padre repetiu o seu conhecido costume de não se ajoelhar perante a Sagrada Eucaristia.

O momento de adoração ao Santíssimo Sacramento exposto no altar do recinto do Santuário de Fátima aconteceu imediatamente após a procissão eucarística da tradicional bênção dos doentes.

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Momento de adoração Eucarística, Fátima, 13/05/2017 (vista superior) – Imagens RTP

 

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Momento de Adoração Eucarística, Fátima, 13/05/2017 (vista do recinto) – Imagens RTP

 

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Momento de Adoração Eucarística, Fátima, 13/05/2017 (Presidente da República) – Imagens RTP

As imagens acima foram capturadas durante a transmissão televisiva no momento depois de um sacerdote ter pedido a todos os presentes para, se puderem, ajoelharem-se.

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Genuflexório evitado pelo Santo Padre em Fátima no dia 13 de maio de 2017

Basto 5/2017

Francisco volta a assumir-se como o “Santo Padre” do Segredo

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Papa Francisco no Santuário de Fátima, 13/05/2017 – The Vatican

O Papa Francisco, na homilia proferida durante a Missa de Canonização dos Pastorinhos, no Santuário de Fátima, voltou a assumir-se como a figura central do Segredo de Fátima.

Nas suas Memórias (III, n. 6), a Irmã Lúcia dá a palavra à Jacinta que beneficiara duma visão: «Não vês tanta estrada, tantos caminhos e campos cheios de gente, a chorar com fome, e não têm nada para comer? E o Santo Padre numa Igreja, diante do Imaculado Coração de Maria, a rezar? E tanta gente a rezar com ele?» Irmãos e irmãs, obrigado por me acompanhardes!

(Excerto da homilia do Papa Francisco de 13/05/2017, in Acidigital)

O trecho das Memórias da Ir. Lúcia citado na homilia do Papa Francisco refere-se ao “Santo Padre” do Segredo de Fátima, conforme confirmam as linhas seguintes do diálogo de onde foi retirado.

Não vês tanta estrada, tantos caminhos e campos cheios de gente, a chorar com fome, e não têm nada para comer? E o Santo Padre em uma Igreja, diante do Imaculado Coração de Maria, a rezar? E tanta gente a rezar com Ele?
Passados alguns dias, perguntou-me:
– Posso dizer que vi o Santo Padre e toda aquela gente?
– Não. Não vês que isso faz parte do segredo? Que por aí logo
se descobria?
– Está bem; então não digo nada.

Estes recentes desenvolvimentos, somados à celebração do Centenário das Aparições e à onda de apostasia que afeta neste momento a Igreja Católica, indicam que podemos estar realmente muito próximos do culminar das profecias de Fátima.

Basto 5/2017