O mundo olha hoje para Portugal

bandeira de Portugal

Neste dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, que é também o dia do Anjo Custódio da nossa nação, o Anjo de Portugal, o mundo continua a olhar para nós…

Há 100 anos, Nossa Senhora confiou a Portugal a missão de conservar para sempre a Fé e o mundo sabe disso.

Fotof-tr

Hoje, durante a atual crise de Fé que atravessa a cristandade, afetando principalmente os mais altos representantes da Igreja Católica, a humanidade olha ansiosamente para Portugal, à espera de um sinal claro da Terra de Santa Maria. O mundo necessita desse sinal anunciado em Fátima.

Basto 6/2017

9 thoughts on “O mundo olha hoje para Portugal

  1. A Conferência Episcopal Portuguesa publicou um documento sobre a catequese com a seguinte passagem:
    “É neste sentido que deve entender-se a “participação plena, consciente e ativa” nas celebrações litúrgicas em que insiste o II Concílio Ecuménico do Vaticano[31]. E não – como por vezes se pensa, sobretudo tratando-se de crianças – no sentido de uma “mera atividade exterior durante a celebração”. Não: “A participação ativa desejada pelo Concílio deve ser entendida (…) a partir de uma maior consciência do mistério que é celebrado e da sua relação com a vida quotidiana”[32]. E de facto é isso que o Concílio recomenda: que os fiéis “sejam instruídos pela palavra de Deus, se alimentem à mesa do Corpo do Senhor, deem graças a Deus; oferecendo a hóstia imaculada, não só pelas mãos dos sacerdotes mas também em união com ele, aprendam a oferecer-se a si mesmos e, por Cristo Mediador, dia após dia, sejam consumados na unidade com Deus e entre si”

    Será que as palavras do Cardeal Robert Sarah têm sido escutadas por cá?

    Está aqui no ponto 19:
    http://www.conferenciaepiscopal.pt/v1/catequese-a-alegria-do-encontro-com-jesus-cristo/

    • É muito mau quando se tenta criar uma missa muito “participativa” ou até divertida para agradar às crianças e às pessoas em geral, como se fosse um espetáculo… A essência e a razão da celebração são transformadas em algo completamente diferente daquilo que é, ou deve ser, a Eucaristia.

      O ponto 19 tem outro aspeto que merece reparo Francisco: o “por todos”. Ao fim de vários anos, a Igreja Portuguesa continua mouca perante as orientações de Bento XVI acerca da tradução correta do missal para vernáculo. Um dia falaremos aqui sobre isso.

      • Em relação às crianças é muito mau incentivar a “participação” mais divertida, estamos a privá-las do contacto com o sagrado, com o sentirem que existe ali algo mais que não encontram noutro lado.

        As traduções do missal também são outro problema, o Cardeal Robert Sarah também já tem falado sobre isso. E o “por todos” é complicado de aceitar uma alteração dessas.
        Neste caso mais uma vez se contradiz o que foi pedido, Papa Paulo VI (CONSTITUIÇÃO APOSTÓLICA MISSALE ROMANUM):
        “no novo Missal, embora deixando lugar para “legítimas variações e adaptações”, segundo as normas do Concílio Vaticano II, esperamos que seja recebido pelos fiéis como um meio de testemunhar e afirmar a unidade de todos, pois, entre tamanha diversidade de línguas, uma só e mesma oração, mais fragrante que o incenso, subirá ao Pai celeste por nosso Sumo Sacerdote Jesus Cristo, no Espírito Santo.”
        Se ainda fosse a mesma oração em várias línguas, mas com as alterações já não é a mesma oração.
        Deviamos ter as orações conforme o missal do Papa e não orações que não se sabe bem o porquê de serem assim.

      • A expressão “pro multis” significa “por muitos” e não “por todos”. São essas as palavras que devem ser ditas no ato de consagração. E se elas não forem pronunciadas, são essas as palavras sobre as quais devemos meditar. Há vários anos que o Papa Bento XVI pediu às várias conferências episcopais para corrigirem esse erro de tradução. Parece apenas um detalhe mas encerra um universo de significado, particularmente interessante no contexto atual.
        Quando tiver tempo vou publicar aqui uma pequena nota sobre isso porque o que se passa em Portugal não é bem uma questão de rebeldia mas sobretudo ignorância.

  2. Caro Basto e leitores, se for possível gostaria de deixar um pedido/sugestão:

    No dia 4/6/2017 o nosso bom bispo D.Nuno Brás escreveu um belo artigo (que vale a pena ler) que termina com as perguntas:
    “Que será que acontece (ou que não acontece) nas nossas comunidades para, no mínimo, todos estes interregnos de fé, senão mesmo abandonos? Que falta ao nosso testemunho de vida no Espírito?”

    Pedia, atendendo ao bom artigo e às perguntas num ponto tão importante, que respondêssemos, dando testemunho da Igreja de sempre, da Santa Missa Tradicional, a comunhão de joelhos e na boca, ad orientem, etc.

    O artigo pode ser lido aqui:
    http://www.vozdaverdade.org/site/index.php?id=6472&cont_=ver3

    Coloquei aqui o artigo e a minha resposta:
    http://enxertadosnacruzdecristo.blogspot.com/2017/06/que-sera-que-falta-ao-nosso-testemunho.html

    Se puderem respondam para o email, com respeito e caridade: d.nunobras@patriarcado-lisboa.pt
    Se preferirem deixem a resposta nos comentários no blog para depois enviar.

    Obrigado pelo testemunho e ajuda que dão pela Santa Igreja.

    • Pessoalmente vivo bem com o Novus Ordo, apesar de considerar a Missa Tradicional incomparavelmente mais sublime e solene. Quem tem a minha idade, foi com essa missa que cresceu. Aliás, na situação atual, vejo até algumas vantagens na coabitação das duas formas do Rito Romano. No entanto, a Nova Missa necessita de estar de acordo com a missa da qual ela derivou, a Tradicional, pelo que necessitamos, no campo litúrgico, de uma reforma da reforma, como se tem dito. O cardeal Sarah é o homem certo no sítio certo, mas não tem apoio.

      Por exemplo, a Igreja Católica Britânica consegue um equilíbrio interessante na celebração da forma ordinária do Rito Romano, recuperando alguns elementos da Missa Antiga e, por outro lado, disponibiliza também aos fiéis a forma extraordinária.

      • Sim, pelo menos devia ser normal termos as duas formas a serem usadas.
        O Novus Ordo celebrado ad orientem já melhorava bastante. Mas as alterações têm de ser mais profundas, é necessário as pessoas saberem em que estão a participar. Infelizmente existe muito desconhecimento.

        O desconhecimento já vem desde a aceitação ou não de Deus. Pensa-se como se querer Deus ou não na nossa vida fosse apenas uma questão de escolha, se vale ou não a pena para a vida na terra, o que vai trazer de bom para minha vida, etc.
        Mas o querer ou não é mais profundo, faz parte da lei da vida, é um querer ou não que se refere ao eterno, que só então depois tem importância na vida na terra.

        É a cultura protestante a sobrepor-se à cultura católica.

      • É, de facto! Mas o problema agora é pior. No cenário atual, os ideais protestantes já não estão a atacar a Igreja, estão entranhados visceralmente…

      • Lembro-me de ter assistido a um serviço anglicano há cerca de 20 anos e recordo, acima de tudo, de ter ficado espantado por ser tão semelhante à missa católica. Mais espantado fiquei quando, na recitação do credo, os ingleses diziam mesmo “creio na Igreja católica e apostólica”. Os anglicanos consideram-se “católicos”… Só mais tarde percebi que eles não eram parecidos connosco mas nós é que somos (ou tornámo-nos, talvez) parecidos com eles.

        Confesso que, em alguns aspetos, até os achei bem mais ortodoxos do que nós.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s