Vaticano emite selo comemorativo dos 500 anos da revolta protestante

Neste dia 31 de outubro, tão simbólico para as seitas protestantes, o departamento filatélico do Vaticano anunciou o lançamento de um selo postal comemorativo do 5º centenário da insurreição iniciada por Lutero.

selo.jpgNeste selo, Jesus Cristo aparece crucificado entre dois hereges junto à cidade de Wittenberg, na Alemanha.

De joelhos, à esquerda, Martinho Lutero com uma Bíblia, enquanto à direita está seu amigo Filippo Melantone – um dos maiores divulgadores da Reforma – tendo em mãos a Confissão de Augsburgo, o primeiro documento oficial dos princípios do protestantismo.

(in Radio Vaticano, 31/10/2017)

Basto 10/2017

Católicos expulsos de catedral em Bruxelas

No dia 28 de outubro último, a Catedral de São Miguel e Santa Gúdula, em Bruxelas (Bélgica), recebeu uma celebração “ecuménica” de comemoração da revolta protestante que há 500 anos dilacerou a Igreja. Um grupo de jovens católicos interrompeu a profanação da catedral recitando o rosário.

Foram arrastados para fora da igreja.

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Convém lembrar que, 500 anos depois da revolta lançada pelo herege Martinho Lutero, excomungado pelo Papa Leão X, as seitas protestantes mantêm as suas heresias, tendo até evoluído em divergência relativamente à doutrina e às práticas católicas. De facto, se existe hoje alguma aproximação entre a Igreja fundada por Cristo e as seitas inspiradas em Lutero, esse movimento verifica-se apenas do lado da Igreja Católica, uma vez que os protestantes continuam bastante fiéis às suas heresias e heterodoxias.

Basto 10/2017

Buda e Nossa Senhora da Conceição Aparecida juntos pela paz

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Neste mês em que se celebra o tricentenário de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, a imagem da padroeira do Brasil foi “reverenciada” ao lado de Buda. Aconteceu no passado dia 28 de outubro, no mosteiro Fo Guang Shan, em São Paulo, contando com ilustres representantes da Igreja Católica local que concelebraram esse momento ao lado de sacerdotisas pagãs.

Em virtude dos 300 anos da Padroeira do Brasil, a imagem de Nossa Senhora Aparecida será acolhida solenemente no templo budista, por meio do reitor do Santuário Nacional, padre João Batista de Almeida, demonstrando o cuidado maternal de Maria para o diálogo entre seus filhos.

O encontro que tem o objeto de ressaltar a necessidade de um esforço comum para manter a paz em beneficio da vida, vai contar com a presença da Reverenda Mestra Miao Yen, Abadessa Geral do Templo Fo Guang Shan para América do Sul, do Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo, do bispo diocesano de Osasco (SP), Dom João Bosco Barbosa de Souza e do padre José Bizon, responsável pelo ecumenismo e diálogo inter-religioso na Arquidiocese de São Paulo.

(in sítio oficial do Santuário Nacional de Aparecida)

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Como justificação para esta cerimónia católico-pagã que colocou a Mãe de Deus aos pés de Buda, a página do Santuário Nacional de Aparecida remete para os ensinamentos do Papa Francisco sobre a “indiferença” e sugere a visualização do sacrílego vídeo publicado pelo Vaticano em janeiro de 2016.

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Intenções de oração do Papa Francisco em janeiro de 2016 – in Série “Vídeo do Papa”

Basto 10/2017

A bofetada de Francisco ao cardeal Sarah. Nos bastidores

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Por Sandro Magister

ROMA, 26 de outubro, 2017 (Settimo Cielo – L’Espresso) – A carta com que Francisco corrigiu e humilhou recentemente o cardeal Robert Sarah, prefeito da Congregação para o Culto Divino, é a enésima prova de como este Papa exerce o seu magistério.

Quando Francisco quer introduzir uma inovação, nunca o faz através de palavras claras e compreensíveis. Ele prefere abrir discussões, pôr “processos” em andamento, nos quais as inovações são afirmadas gradualmente.

O exemplo mais evidente é a Amoris Laetitia, em relação à qual são dadas interpretações e aplicações contrastantes, com episcopados inteiros que se alinham de um ou do outro lado.

E quando lhe pedem esclarecimentos, ele recusa. Como no caso dos cinco dubia que lhe foram submetidos por quatro cardeais aos quais não se dignou a responder.

Mas quando um cardeal como Sarah, com a autoridade do cargo e competência, intervém, em relação a um motu proprio papal que diz respeito à liturgia, para dar a única interpretação que considera correta e que, portanto, é a única que deve seguir a congregação de que é prefeito, Francisco não permanece em silêncio, mas reage com dureza, em defesa dessas passagens do motu prorio – efetivamente nada claras – que contêm as liberalizações que lhe são queridas.

É exatamente isto o que aconteceu nos últimos dias.

Recapitulemos. No dia 9 de setembro, Francisco publica o motu proprio Magnum Principium sobre as adaptações e traduções para as línguas vernaculares dos textos litúrgicos da Igreja Latina.

Ao definir o papel da congregação para o culto divino no que diz respeito a adaptações e traduções dos textos litúrgicos preparados pelas conferências episcopais nacionais e submetidos à aprovação da Santa Sé, o motu proprio distingue entre “recognitio” e “confirmatio”, entre revisão e confirmação.

Mas esta distinção não está explicada de forma clara. E, na verdade, formaram-se imediatamente duas frentes entre os especialistas.

Há quem considere que o “recognitio”, que significa a revisão antecipada de Roma, diz respeito somente às adaptações, enquanto que, para as traduções, a Santa Sé precisa simplesmente dar uma “confirmatio”, ou seja, a sua aprovação.

E por outro lado, há quem mantenha isso também nas traduções, que Roma deve realizar uma revisão cuidadosa, antes de aprová-las.

Efetivamente, isso é o que era feito anteriormente e é por isso que várias novas traduções dos missais tiveram uma vida problemática – como as dos Estados Unidos, Grã-Bretanha e Irlanda – ou ainda estão à espera de aprovação de Roma, como as de França, Itália e Alemanha.

Em particular, a nova tradução do missal para alemão foi criticada pelo próprio Bento XVI, que em 2012 escreveu uma carta aos bispos, seus compatriotas, para convencê-los a traduzir de modo mais fiel as palavras de Jesus na última ceia, no momento da consagração:

> Diário do Vaticano / “Por muitos” ou “por todos”? A resposta certa é a primeira

Voltando ao motu proprio “Magnum Principium”, deve notar-se que foi redigido sem que o cardeal Sarah, prefeito de um dicastério cuja administração intermédia há muito remava contra si, tivesse conhecimento.

Em 30 de setembro, Sarah escreveu ao Papa Francisco uma carta de agradecimento acompanhada de um detalhado Commentaire, cuja finalidade era uma correta interpretação e aplicação do motu proprio, bem mais restritiva quanto às suas formulações polivalentes.

Segundo Sarah, “recognitio” e “confirmatio” são, na realidade, “sinónimos” ou, em qualquer caso, “intercambiáveis ​​ao nível da responsabilidade da Santa Sé”, cuja obrigação de rever as traduções antes de aprová-las continua intacta.

Doze dias depois, o “Commentaire” do cardeal apareceu em várias páginas da internet, levando à conclusão – dada função do autor do “Commentaire” – que em Roma a congregação para o culto divino atuaria de acordo com as suas diretrizes.

Isto irritou muito o Papa Francisco que, no dia 15 de outubro, assinou uma carta muito dura para desmentir o Cardeal Sarah.

Uma carta na qual o Papa atribui às conferências episcopais nacionais a liberdade e a autoridade para decidir sobre as próprias traduções, sob a única condição da “confirmatio” final da congregação do Vaticano.

E em qualquer caso – escreve o Papa – sem nenhum “espírito de «imposição» sobre as conferências episcopais de uma determinada tradução feita pelo dicastério” romano, também para “textos litúrgicos” significativos como as “fórmulas sacramentais, o Credo, o Pater noster.”

A conclusão da carta do Papa ao cardeal é venenosa:

Observando que a nota “Commentaire” foi publicada por alguns sites da internet e erroneamente atribuída à sua pessoa, eu peço gentilmente que o senhor providencie para que esta minha resposta seja divulgada nos mesmos sites, além de enviar a mesma a todas as Conferências Episcopais, aos membros e consultores do Dicastério.

Há um abismo entre esta carta de Francisco e as calorosas palavras de estima expressadas por escrito ao cardeal Sarah, há alguns meses, pelo “Papa emérito” Bento XVI. Que dizia que tinha a certeza de que com Sarah “a liturgia está em boas mãos” e, portanto, “devemos estar gratos ao Papa Francisco por ter nomeado um mestre espiritual à frente da Congregação que é responsável pela celebração da liturgia na Igreja”.

Escusado será dizer que o objeto do choque entre Francisco e Cardeal Sarah não é marginal, mas toca os alicerces da vida da Igreja, de acordo com a máxima antiga: “Lex orandi, lex credendi”.

Porque o “processo” que Francisco quer pôr em andamento é precisamente o de mudar – através de uma descentralização que devolve as traduções e as adaptações litúrgicas às Igrejas nacionais – toda a estrutura da Igreja Católica, transformando-a numa federação de Igrejas nacionais dotadas de extensa autonomia,”incluindo alguma autêntica autoridade doutrinal”.

Estas últimas palavras são da Evangelii gaudium, o texto programático do pontificado de Francisco.

Essas palavras eram enigmáticas quando foram publicadas em 2013. Hoje não são tanto.

A edição original deste texto foi publicada no Settimo Cielo a 26 de outubro de 2017. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do artigo acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

Basto 10/2017

Haverá maior blasfémia em Portugal?

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Da vasta lista de hospitais públicos do nosso país que executam abortos a pedido da mulher, uma grande parte tem nomes de santos, de Maria e até do próprio Deus.

  • Hospital da Senhora da Oliveira (Guimarães)
  • Hospital São Marcos (Braga)
  • Hospital de São Pedro (Vila Real)
  • Hospital do Médio Ave, que é o de Santo Tirso (Santo Tirso)
  • Hospital de Santo António (Porto)
  • Hospital de São João (Porto)
  • Hospital Padre Américo (Penafiel)
  • Hospital de São Sebastião (Santa Maria da Feira)
  • Hospital de São Miguel (Oliveira de Azeméis)
  • Hospital de São Teotónio (Viseu)
  • Hospital de Santo André (Leiria)
  • Hospital de Nossa Senhora do Rosário (Barreiro)
  • Hospital de Santa Maria (Lisboa)
  • Hospital de São Bernardo (Setúbal)
  • Hospital do Divino Espírito Santo (Ponta Delgada)
  • Centro Hospitalar do Médio Tejo, que inclui o Hospital de Nossa Senhora da Graça (Tomar) e o Hospital Rainha Santa Isabel (Torres Novas)

A lei do aborto foi aprovada e concretizada em Portugal por agentes políticos eleitos e reeleitos livremente pelo povo desta nação consagrada à Mãe de Deus. Os elevados custos desta política contra a vida humana, que já leva mais de uma década de infame existência, têm sido financiados com impostos de todos os portugueses. Os mesmos portugueses que, durante a mesma década, ouviram todos os discursos da “tanga”, do “apertar o cinto”, do deficit, da austeridade e da troika.

A responsabilidade é todos, incluindo os indiferentes, os que se calam e os que deviam falar mais.

Basto 10/2017

Bento XVI: os recasados estão no coração da Igreja

Recuperemos aqui este belo momento de Bento XVI, em Milão (Itália), durante o VII Encontro Mundial das Famílias, em 2012:

Será que esta doutrina bimilenar passou de moda? Mas desde quando é que a Verdade de Cristo se submete ao espírito da época?

Realçamos:

Considero grande tarefa duma paróquia, duma comunidade católica, fazer todo o possível para que elas sintam que são amadas, acolhidas, que não estão «fora», apesar de não poderem receber a absolvição nem a Comunhão: devem ver que mesmo assim vivem plenamente na Igreja. Mesmo se não é possível a absolvição na Confissão, não deixa talvez de ser muito importante um contacto permanente com um sacerdote, com um director espiritual, para que possam ver que são acompanhadas, guiadas. Além disso, é muito importante também que sintam que a Eucaristia é verdadeira e participam nela se realmente entram em comunhão com o Corpo de Cristo. Mesmo sem a recepção «corporal» do Sacramento, podemos estar, espiritualmente, unidos a Cristo no seu Corpo. É importante fazer compreender isto.

(Bento XVI, 22/06/2012, in Vatican.va)

Apenas alguns meses depois:

Isto foi apenas o prelúdio. O resto da história já todos conhecemos porque estamos a vivê-la em tempo real. Uma história verdadeiramente inacreditável, principalmente pelo cenário de silêncio cúmplice em que tem vindo a desenrolar-se.

Basto 10/2017

Cá vamos nós outra vez: Atualização sobre o falso sínodo III

Por Christopher A. Ferrara

À medida que o Sínodo de 2018 da “Juventude, Fé e Discernimento Vocacional” se aproxima, todos os sinais indicam outro desastre iminente para a Igreja. Na sua “Carta aos Jovens” ligada ao Sínodo, o Papa Francisco declara: “Também a Igreja deseja colocar-se à escuta da vossa voz, da vossa sensibilidade, da vossa fé; até das vossas dúvidas e das vossas críticas. Fazei ouvir o vosso grito, deixai-o ressoar nas comunidades e fazei-o chegar aos pastores.”

Precisamente o que a Igreja precisa no meio da tempestade que o Papa Francisco já desencadeou: um fórum no qual os “jovens” levantam as suas dúvidas e críticas sobre a Fé e a Igreja escuta atentamente os inteiros disparates das suas queixas. O contexto perfeito para o próximo “desenvolvimento revolucionário” – ou seja, a total reversão – do ensinamento católico, provavelmente na área da moral sexual, incluindo a coabitação e a “orientação sexual”. Isso estaria em linha com os falsos Sínodos I e II, que foram meros veículos para o lançamento da Amoris Laetitia, que fraturou a bimilenar disciplina eucarística da Igreja que protege a indissolubilidade do casamento e a santidade do Santíssimo Sacramento.

Outro sinal de desastre iminente é o “Fórum da Juventude” recentemente realizado no Canadá (que será transmitido na televisão em 22 de outubro), onde o Papa Francisco interveio à distância. Os presidentes não eram outros senão estes dois –

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– O padre Thomas Rosica e o bispo Kevin Farrell, ambos “simpatizantes pro-gay” defensores de uma emergente “Igreja Gay, incluindo “paróquias gay” e “sacerdotes gay“.

Na sua mensagem dirigida ao fórum, o Papa Francisco pediu aos “jovens” de todo o Canadá para que sejam “tecedores de relacionamentos marcados pela confiança, pela partilha, pela abertura até aos confins do mundo. Não levantem paredes de divisão: não levantem paredes de divisão! Construam pontes, como esta extraordinária que estão a atravessar em espírito e que liga as margens de dois oceanos. Vós estais a experimentar um momento de intensa preparação para o próximo Sínodo – o Sínodo dos Bispos – que vos diz respeito de um modo particular, assim como envolve toda a comunidade cristã.”

Abertura! Sem paredes de divisão! Construir pontes! Como a “ponte” que o Padre James Martin SJ propõe construir para a “comunidade LGBT”, talvez? Não houve referência, é claro, à castidade entre os “jovens” não casados ​​ou à fidelidade aos ensinamentos da Igreja sobre casamento, procriação e moral sexual em geral. Houve, no entanto, uma referência a “um momento de intensa preparação para o próximo Sínodo”, o que implica o mesmo tipo de semi-gnóstico pseudo-misticismo que acompanhou os dois primeiros falsos sínodos em direção a um resultado predeterminado, que passou por uma inspiração pelo “Espírito” e uma aparência de “surpresas de Deus”.

O que quer que seja que os manipuladores do próximo falso sínodo tenham em mente – a mesma equipa que manipulou os dois primeiros -, podemos ter certeza disto: não será bom para a Igreja, mas será antes a próxima fase da “batalha final” sobre o casamento e a família, a respeito da qual Irmã Lúcia advertiu o falecido Cardeal Caffarra à luz do Terceiro Segredo de Fátima.

Lembrem-se, no entanto, de que há esperança nesses desenvolvimentos, pois eles indicam que nos aproximamos do ponto em que uma inversão dramática terá de ocorrer, mesmo que seja acompanhada por graves consequências para um mundo em rebelião contra o Cristo Rei e a Lei do Evangelho.

A edição original deste texto foi publicada pelo Fatima Center a 20 de outubro de 2017. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do texto acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

Basto 10/2017

O gangue do sínodo prepara outro assalto à Igreja – Falso sínodo III: perguntemos aos jovens o que Jesus quer!

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Página do questionário preparatório do Sínodo de 2018 “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional” (disponível online até dia 30 de novembro de 2017)

 

Por Christopher A. Ferrara

Nunca houve dúvidas, é claro, de que o próximo falso sínodo, intitulado “Jovens, fé e discernimento vocacional”, será outro ataque ao ensinamento moral católico. O falso sínodo de 2018 seguirá a linha do último show pomposo que dissimulou, num palco cuidadosamente manuseado, uma intenção preconcebida de acomodar o divórcio e o “recasamento” na Igreja, derrubando, na prática, a bimilenar proibição da Igreja da Sagrada Comunhão a adúlteros públicos que vivem em “segundos casamentos”.

O falso sínodo de 2018 será liderado pelo cardeal Lorenzo (“o ladrão de livros”) Baldisseri, cuja rude manipulação dos procedimentos do “Sínodo sobre a Família” (incluindo a confiscação do “Livro dos Cinco Cardeais” que defende o ensino tradicional da Igreja sobre o casamento) desencadeou uma rebelião aberta liderada pelo cardeal Pell. (Apesar de tudo, no final, o Papa Francisco obteve o resultado que queria desde o início, publicando Amoris Laetitia.)

Apenas duas frases do documento preparatório para o falso sínodo de 2018 são suficientes para nos avisar de que a Igreja está à beira de outro assalto:

Assim como outrora Samuel (cf. 1 Sm 3, 1-21) e Jeremias (cf. Jr 1, 4-10), existem jovens que sabem vislumbrar aqueles sinais do nosso tempo, apontados pelo Espírito. Ouvindo as suas aspirações, podemos entrever o mundo de amanhã que vem ao nosso encontro e os caminhos que a Igreja é chamada a percorrer. (Introdução) “

Sim, é verdade, Baldisseri e o gangue vão “ouvir os jovens” a instruir os mais velhos sobre o que a Igreja deveria fazer. Pelo menos essa é a história da capa. Na verdade, porém, eles vão pretender “ouvir os jovens” enquanto se preparam para executar o plano que, sem dúvida, já puseram em ação para a próximo comprometimento do ensinamento católico. Certamente, eles não ouvirão os jovens que se reúnem nas tradicionais missas latinas e procuram a fé autêntica dos seus pais. Esses jovens, diz Francisco, são “rígidos” e têm algum tipo de transtorno emocional pelo qual se deve “cavar, cavar” para entender o que esses jovens rígidos estão a “esconder”.

O falso sínodo de 2018 está a utilizar o anterior modus operandi de um tendencioso “questionário preparatório” online, respondido por um qualquer Tom, Dick ou Harry que queira entrar. Esta falsa pesquisa está a ser usada para nos informar que “os jovens” querem mudanças, grandes mudanças, na Igreja. Como informa a página espanhola Religión Digital:

“Muitos dos jovens fiéis ainda veem a Igreja como um «lugar de proibições». Essa é uma das conclusões de uma primeira amostra das respostas ao questionário preparatório para o Sínodo dos Bispos de 2018 sobre «os jovens, a fé e o discernimento vocacional», de acordo com seu secretário geral, o cardeal Lorenzo Baldisseri”.

Baldisseri é citado da seguinte forma: “Precisamos de olhar para os jovens não só para nos ajudarem a entender como proclamar o Evangelho, mas também para entender melhor o que Jesus quer para a sua Igreja, o que Ele espera, o que deve ser extirpado [removido] para tal missão”.

Então, de acordo com Ladrão de Livros, os “jovens” anónimos (sabemos realmente quantos anos têm?) que preencheram um inquérito online, não gostam de todas essas “proibições” na Igreja e estão a dizer-nos o que Jesus quer que seja feito – especialmente do que “Ele” quer que a Igreja se livre.

Cá vamos outra vez, enquanto a apostasia na Igreja atinge o máximo num confronto final com o diabo sobre o casamento e a família, tal como a Irmã Lúcia advertira ao falecido Cardeal Caffarra, à luz do Terceiro Segredo de Fátima.

No entanto, há esperança neste desenvolvimento: neste exato momento da história da Igreja, o diabo está a superar, provocando assim uma crescente reação entre os fiéis que veem a fraude sinodal em curso pelo que ela é. Mas a Virgem, como lembrou a Irmã Lúcia, já esmagou a cabeça da serpente. Todos os acontecimentos estão a alinhar-se para o final Triunfo do Imaculado Coração que se seguirá à Consagração da Rússia, embora isso possa ter que vir no meio de acontecimentos muito dramáticos para a Igreja e para toda a humanidade.

A edição original deste texto foi publicada pelo Fatima Center a 23 de setembro de 2017. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do texto acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original. A imagem foi adicionada na presente edição, não fazendo parte da publicação original.

Basto 10/2017

Bispos da Irlanda querem famílias LGBT no Encontro Mundial das Famílias de 2018

Bispos da Irlanda querem a participação de casais homossexuais no IX Encontro Mundial das Famílias que decorrerá em Dublin em 2018. A Irlanda, tradicional bastião do catolicismo, foi o primeiro país do mundo a aprovar o “casamento gay” por voto popular, através da vitória esmagadora do “sim” no referendo de 2015.

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in The Irish Independent, 13/10/2017

 

“Estamos a viver em tempos de mudança e a família também está a mudar.”

“Tivemos o referendo sobre o casamento homossexual e muitas pessoas votaram nesse referendo e todos são igualmente bem-vindos para participar nesta celebração da família.

“A minha esperança para o evento do próximo ano é que seja para todas as famílias, para a família tradicional, pais solteiros, pessoas em segundas relações, pessoas divorciadas recasadas, pessoas de grande fé e sem fé, pessoas de outras religiões, pessoas que concordam com a Igreja e aqueles que discordam.”

(Bispo D. Brendan Leahy, de Limerick, in The Irish Independent, 13/10/2017)

No mesmo sentido, publicaram já um pequeno manual de 58 páginas com seis sessões de reflexão sobre a Amoris Laetitia para ser utilizado ao nível paroquial. Numa das suas páginas, que aparece ilustrada com uma foto promotora do lesbianismo, o referido documento refere-se aos ensinamentos do Papa Francisco para apoiar as uniões homossexuais.

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“Amoris – Let’s talk Family! Let’s be Family!” (Em português: “Amoris – Vamos Falar Família! Vamos ser Família!”), página 24, in Amoris.ie

Esta abertura radical dos bispos da Irlanda à nova misericórdia, que chocou até alguns anglicanos, foi de imediato acolhida pela comunidade gay.

Basto 10/2017

POSTERIORIS CCCLI: o paradoxo do latim na Igreja Católica

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O latim, língua oficial da Igreja Católica, é um símbolo da unidade universal da Igreja a partir de Roma, a cidade eterna, caput mundi, que quer dizer “capital da Terra” (e não apenas da Igreja). A Santa Sé escolhida por Deus. A sede do poder temporal e espiritual do Reino de Cristo neste mundo.

O latim é uma língua clássica e erudita, cuja utilização confere solenidade, grandeza e importância aos atos e documentos em que é empregada.

Embora bastante conhecido e sistematicamente estudado em todas as épocas, o latim deixou de ser aprendido de forma nativa como idioma materno, tendo desaparecido do uso vernacular quotidiano das pessoas. É por isso mesmo que é considerado uma língua morta, cuja evolução estacionou há várias centenas de anos atrás.

O latim, por não estar sujeito à evolução natural ou à variação geográfica dos termos e das expressões característica dos idiomas vivos, possui uma elevada precisão semântica. Esta particularidade filológica e linguística fez do latim, durante muitos séculos, um símbolo e uma custódia da integridade e da imutabilidade dos ensinamentos cristãos na Igreja Católica.

Os documentos magisteriais emanados da Santa Sé são redigidos em latim por forma a afirmar com exatidão e com solenidade os ensinamentos da Igreja em todos os lugares e preservar a sua clareza ao longo do tempo.

O magistério da Igreja é infalível quando afirma, de forma sincrónica e diacrónica, um determinado ensinamento de Fé ou de moral (costumes). Neste sentido, o latim é um instrumento ou um veículo que garante a clareza e a precisão dos ensinamentos da Igreja válidos para todos os lugares na mesma época e para todas as épocas.

A nova era do latim

Seguindo os procedimentos habituais da Igreja, a controversa exortação apostólica Amoris Laetitia do Papa Francisco foi já traduzida para latim e publicada nos “Atos da Sé Apostólica” (boletim oficial da Santa Sé). Este procedimento, porém, cria um paradoxo inusitado e perigosíssimo para todo o edifício moral cristão edificado ao longo de dois mil anos, principalmente porque mina um dos principais pilares do Templo de Deus, o do matrimónio e da família cristã.

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Acta Apostolicae Sedis in sítio oficial do Vaticano

O ambíguo e polémico capítulo VIII da Amoris Laetitia – na interpretação que o Papa Francisco pretende que lhe seja dadae, em particular, a sua nota de rodapé nº 351 contradizem diretamente o ensinamento moral do tradicional magistério da Igreja. Desta forma, a função do latim, neste caso, não será a de consolidar o infalível magistério da Igreja, mas, pelo contrário, relativizá-lo, abrindo uma brecha no edifício bimilenar, cujas consequências estão já à vista de todos e são de natureza apocalítica.

De facto, se um pecado tão grave quanto o adultério passa a poder, à revelia da doutrina, obter aprovação pastoral, em função da vontade ou da consciência do pecador, que outros pecados não poderão ser também agora, por analogia, relativizados e acolhidos pela nova misericórdia que prescinde do arrependimento?

Texto da nota de rodapé 351 em latim:

351. Quibusdam in casibus esse etiam potest subsidium Sacramentorum. Quapropter, «sacerdotibus memoramus confessionale esse non debere aulam tormenti, sed locum Dominicae misericordiae» (Adhort. Ap. Evangelii gaudium [24 Novembris 2013], 44:AAS 105 [2013], 1038). Dicimus pariter Eucharistiam «non esse praemium perfectorum, sed debilium munificum remedium et alimoniam» (ibid., 47: 1039).

(in Amoris Laetitia em latim, Acta Apostolicae Sedis, sítio oficial do Vaticano)

Tradução oficial para português:

[351] Em certos casos, poderia haver também a ajuda dos sacramentos. Por isso, «aos sacerdotes, lembro que o confessionário não deve ser uma câmara de tortura, mas o lugar da misericórdia do Senhor» [Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium (24 de Novembro de 2013), 44: AAS 105 (2013), 1038]. E de igual modo assinalo que a Eucaristia «não é um prémio para os perfeitos, mas um remédio generoso e um alimento para os fracos» [ Ibid., 47: o. c., 1039].

(in Amoris Laetitia em português, sítio oficial do Vaticano)

As interpretações anti-doutrinais e, portanto, cismáticas desta nota de rodapé contradizem incisivamente todo o ensinamento da Igreja a respeito do matrimónio até ao pontificado de Francisco, em particular naquilo que fora reafirmado e clarificado nas exortações apostólicas Familiaris Consortio de São João Paulo II e Sacramentum Caritatis de Bento XVI, também elas registadas em latim, vários anos antes da Amoris Laeitia.

Na Igreja não há lugar a verdades subjetivas ou a relativismo moral. Das duas uma: as orientações pastorais de Francisco I alinham-se com os ensinamentos de São João Paulo II, de Bento de XVI e de toda a tradição católica ou, então, estão erradas e portanto não devem ser seguidas. Pelo contrário, devem ser corrigidas.

Nesta época que é de “desorientação diabólica” mas simultaneamente de misericórdia, Deus dá aos seus ministros e leigos, pelo menos por mais algum tempo, a liberdade de resistir à tentação fácil do “poderia” introduzido pela perigosíssima nota de rodapé nº 351 da exortação apostólica Amoris Laetitia. Talvez o verbo não tenha surgido no modo condicional por mero acaso do destino.

Basto 10/2017

Réplica do Milagre do Sol na Nigéria?

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Benin, Nigéria, a 13 de outubro de 2017

A Conferência Episcopal da Nigéria informou, na sua página do facebook, que o Milagre do Sol repetiu-se na cidade de Benin, no dia 13 de outubro de 2017, precisamente 100 anos depois do acontecimento de Fátima. Este fenómeno terá ocorrido no dia em que os bispos nigerianos reconsagraram a nação ao Imaculado Coração de Maria, numa cerimónia que teve lugar em Benin.

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Benin, Nigéria, a 13 de outubro de 2017

Em Portugal, dois dias depois do centenário do grande milagre de Fátima, foi possível olhar o Sol sem recurso a qualquer tipo de filtro ou proteção ocular, mas desta vez por causa da imensa nuvem de fumo que cobre um país completamente a arder.

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Vista do Sol a olho nu em Portugal, na tarde do dia 15 de outubro de 2017.

O número de mortes provocadas pelos incêndios em Portugal, neste ano de 2017, é já superior a uma centena. Por coincidência, os acontecimentos mais dramáticos têm acorrido na Região Centro, muitos dos quais bem perto de Fátima, onde se celebra em clima de festa o centenário das aparições.

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“Adamastor”, a foto do incêndio florestal em Viera de Leiria, tirada no dia 15 de outubro às 15 horas, que acabou por tornar-se viral na internet. A foto é da autoria do bombeiro local Hélio Madeiras que a publicou na sua página do facebook .

Basto 10/2017