Presente de Natal do bispo Schneider: uma lista de “o que fazer” para salvar a fé

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Por John-Henry Westen

22 de dezembro, 2017 (LifeSiteNews) – O bispo do Cazaquistão D. Athanasius Schneider é um pensador muito prático, assim como um grande teólogo, um poliglota e um dos prelados mais corajosos da Igreja Católica. No ano passado, ele ofereceu 12 passos para sobrevivência da família católica numa terra de lixo herético. Agora, numa nova entrevista, ele oferece uma lista de “o que fazer” para os tempos em que vivemos hoje.

Na entrevista, à Polonia Christiana, da Polónia, o bispo Schneider faz uma fascinante comparação dos tempos da heresia ariana com a atual crise da Igreja.

“Durante a grande crise ariana do séc. IV, os defensores da Divindade do Filho de Deus foram rotulados como “intransigentes” e também como “tradicionalistas”, afirmou. “Santo Atanásio foi até excomungado pelo Papa Liberius, tendo o Pontífice justificado isso com o argumento de que Atanásio não estava em comunhão com os bispos orientais, os quais eram, na sua maioria, hereges ou semi-hereges”.

E agora, sem mais demoras:

A lista de tarefas do bispo Schneider para salvar hoje a fé

1. Temos de encorajar os católicos comuns a serem fiéis ao Catecismo que aprenderam, a serem fiéis às palavras claras de Cristo no Evangelho, para serem fiéis à fé que receberam de seus pais e antepassados.

2. Temos de organizar círculos de estudo e conferências sobre o ensino constante da Igreja em relação à questão do casamento e da castidade, convidando especialmente os jovens e os casados.

3. Temos que mostrar a beleza de uma vida em castidade, a beleza do casamento e da família cristã, o grande valor da cruz e do sacrifício nas nossas vidas.

4. Temos de apresentar cada vez mais os exemplos dos santos e de pessoas exemplares que demonstraram que, apesar de terem sofrido as mesmas tentações da carne e a mesma hostilidade e escárnio do mundo pagão, levaram, ainda assim, com a graça de Cristo, uma vida feliz em castidade, num casamento cristão e em família.

5. Temos de fundar e promover grupos de jovens de coração puro, grupos de famílias, grupos de casais católicos que se comprometam com a fidelidade dos seus votos matrimoniais.

6. Temos de organizar grupos para ajudar as famílias mortal e materialmente quebradas e as mães solteiras; grupos para assistir com oração e bons conselhos os casais separados;  grupos e pessoas para ajudar os “divorciados recasados” a iniciar um processo sério de conversão, isto é, reconhecendo com humildade a sua situação pecaminosa e abandonando, com a graça de Deus, os pecados que violam o mandamento de Deus e a santidade do sacramento do matrimónio.

7. Temos de criar grupos para ajudar cuidadosamente as pessoas com tendências homossexuais a entrar no caminho da conversão cristã, o caminho feliz e belo de uma vida casta, oferecendo-lhes eventualmente, de forma discreta, uma cura psicológica.

8. Temos de mostrar e pregar aos nossos contemporâneos do mundo neopagão a Boa Nova libertadora ensinada por Cristo, que os mandamentos de Deus – mesmo o sexto mandamento é sábio – são belos: “A lei do Senhor é perfeita, reconforta o espírito; as ordens do Senhor são firmes, dão sabedoria ao homem simples. Os mandamentos do Senhor são retos, alegram o coração; os preceitos do Senhor são claros, iluminam os olhos (Sl 19, [18]: 7-8).”

9. Cardeais, bispos, sacerdotes, famílias católicas e jovens católicos têm de dizer a si mesmos: recuso conformar-me com o espírito neopagão deste mundo, mesmo quando esse espírito é propagado por alguns bispos e cardeais; não aceito que façam uso falacioso e perverso da misericórdia, que é santa e divina, e do “novo Pentecostes”; recuso lançar incenso diante da estátua do ídolo da ideologia do género, do ídolo dos segundos casamentos e do concubinato, mesmo que o meu bispo o faça, eu não o farei; com a graça de Deus, eu prefiro sofrer do que trair toda a verdade de Cristo sobre a sexualidade humana e o casamento.

A entrevista completa com o bispo Schneider encontra-se aqui [em inglês].

A edição original deste texto foi publicada pelo LifeSiteNews a 22 de dezembro de 2017. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do artigo acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

Basto 12/2017

Quando regressa dezembro na Argentina

À semelhança dos dois anos anteriores, o rabino Marcelo Polakoff e o bispo D. Pedro Javier Torres, ambos da Argentina, publicaram mais um videoclipe de “Feliz Natal/Chanucá”.

Esta simbiose “ecuménica” de sentimentos cristãos e talmúdicos é muito estranha, particularmente nesta época do ano em que celebramos o nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo. É que, na verdade, ela junta a alegria dos que receberam o Messias do Deus de Israel, nascido da Virgem Maria em Belém da Judeia, com a alegria daqueles, precisamente, que O rejeitaram e continuam a rejeitar.

Rezemos pela conversão dos judeus que ainda não creem e pelos católicos que já deixaram de crer.

Basto 12/2017

Ainda o controverso Presépio do Vaticano

O Presépio do Vaticano tem sido fortemente criticado, entre outras razões, pela excessiva nudez ali patente, mas a figura principal continuava ainda por descobrir até à chegada do Natal. A sua revelação, no entanto, não veio acalmar a polémica, antes pelo contrário. O Menino Jesus apareceu mais “despidinho” do que é costume, desprovido dos “panos” referidos no Evangelho.

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Imagem do Menino Jesus no Presépio do Vaticano de 2017.

E, quando eles ali se encontravam, completaram-se os dias de ela dar à luz e teve o seu filho primogénito, que envolveu em panos e recostou numa manjedoura, por não haver lugar para eles na hospedaria. (Lc 2, 6-7)

«Isto vos servirá de sinal: encontrareis um menino envolto em panos e deitado numa manjedoura.» (Lc 2, 12)

Continua a dar que falar… O jornal britânico The Guardian listou o Presépio do Vaticano entre “os piores presépios de 2017” e o portal de notícias gay Pink News faz paródia com a escandalização dos fiéis.

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in Pink News, 22/12/2017

A juntar a tudo isto, o Presépio do Vaticano foi ainda alvo de um ataque, no dia 25 de dezembro, protagonizado por uma das possessas da organização feminista Femen.

Basto 12/2017

Arquidiocese de Bombaim elogia o Santo Padre por “abrir a Comunhão” aos adúlteros

A Arquidiocese de Bombaim, na Índia, completamente imune a qualquer tipo de dubia, publicou um cartaz em que elogia o Papa Francisco por ter aberto a Sagrada Comunhão a católicos praticantes de adultério.

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O cartaz faz parte de um conjunto de quatro publicados pela arquidiocese indiana no facebook para felicitar o Santo Padre pelo seu aniversário (que completou 81 anos no dia 17 de dezembro) e para lhe agradecer “por ser uma inspiração e um instrumento do trabalho de Deus”.

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in página da Arquidiocese de Bombaim no facebook, 16/12/2017

O atual arcebispo de Bombaim, o cardeal D. Oswald Gracias, é um dos nove elementos do Conselho de Cardeais (o chamado “G9”, grupo permanente de cardeais criado pelo Papa Francisco para o aconselhar no governo da Igreja). As posições brandas e neomisericordiosas de D. Oswald Gracias em relação ao homossexualismo são bastante apreciadas pelos ativistas LGBT do mundo inteiro e, particular, pelo jesuíta radical pró-gay que é agora consultor do Vaticano, o Pe. James Martin.

Basto 12/2017

Presépio “sexualmente sugestivo” do Vaticano tem preocupantes ligações aos ativistas LGBT da Itália

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Por Diane Montagna

ROMA, 20 de dezembro, 2017 (LifeSiteNews) —A cena do presépio do Vaticano com um homem nu, um cadáver e nenhuma ovelha ou boi é oferta artística de uma abadia que é o foco das atenções dos ativistas LGBT italianos, como se constatou.

Investigações realizadas pelo LifeSiteNews revelaram que a Abadia de Montevergine, que doou o inovador “Presépio da Misericórdia”, abriga a imagem mariana que foi adotada como padroeira pelos ativistas LGBT italianos. O santuário da abadia é o destino anual de uma espécie de peregrinação sagrada e profana “ancestral do orgulho gay” que, segundo um ativista LGBT, nos últimos anos ganhou a “participação política ativa da comunidade LGBT”.

Um funcionário do governo do Vaticano disse ao LifeSiteNews que a abadia de Montevergine propôs inicialmente a ideia original para o “Presépio da Misericórdia”. O Vaticano discutiu e desenvolveu um projeto mais detalhado com a abadia, apresentando os planos finais ao Secretário de Estado e ao Papa Francisco para aprovação, a qual fora devidamente concedida.

“A presença da cena do Presépio do Vaticano é para nós uma razão para estarmos ainda mais felizes este ano”, afirmou Antonello Sannini, presidente do grupo de ativistas homossexuais Arcigay de Nápoles, ao LifeSiteNews, na terça-feira. “Para a comunidade homossexual e transexual em Nápoles, é um importante símbolo de inclusão e integração”.

Fúria em relação ao Presépio

A fúria sobre o Presépio Natalício explodiu no Twitter, na semana passada, quando as fotos de uma figura masculina quase completamente nua, representando a obra de misericórdia corporal “vestir os nus”, correram as redes sociais, originando controvérsia e duras críticas.

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Presépio do Vaticano: homem nu representando a obra de misericórdia corporal “vestir os nus”.

Os espectadores lamentaram a “localização proeminente e a pose lânguida” da figura, de acordo com o [portal de notícias] Breitbart, que informou que a pose da figura “levou muitos, nas redes sociais, a sugerir que existe um tom vagamente homoerótico na cena”.

O Facebook, acrescentando à fúria, rejeitou a foto, alegando a sua política contra imagens “sexualmente sugestivas ou provocativas”.

Um observador referiu, realtivamente ao pobre homem que precisa de roupas: “Eu trabalhei com um treinador pessoal. Esse tipo tem passado duas horas por dia, seis dias por semana no ginásio .”

“Esta horrível exposição, um atentado sacrílego, altamente enganoso e malévolo, que tenta transformar, na Praça de São Pedro, a santa inocência da manjedoura numa ferramenta de lobby do movimento dos direitos homossexuais, é apenas o último ato diabólico, mas é sintomático deste pontificado”, disse ao LifeSiteNews uma fonte próxima do Vaticano.

Entretanto, Antonio Cantone, o artista napolitano que criou o presépio, pareceu sugerir que pretendia que fosse provocativo.

“Não é um presépio efeminado; é particular e faz-nos pensar”, disse ele. “Não deixa ninguém indiferente; existem provocações”.

Entra um ícone mariano

O Presépio de Natal deste ano apresenta também uma reprodução do belo e antigo ícone de Nossa Senhora de Montevergine. O ícone original, alojado numa capela do santuário da montanha, mede [cerca de] 4 metros de altura por dois de largura, ilustrando a Santíssima Virgem sentada num trono com o divino Menino Jesus sentado no colo.

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Reprodução do ícone de Nossa Senhora de Montevergine colocada no lado esquerdo do Presépio do Vaticano.

A imagem mariana é escura, portanto o ícone é muitas vezes referido como uma das “Virgens Negras”. Entre a população local italiana, a sua aparência escura fez com que acreditassem que ela fazia parte da classe dos servos e então tornou-se carinhosamente conhecida pelos fiéis como a “Mamma Schiavano” ou “Mãe Escrava”.

Todos os anos, Nossa Senhora de Montevergine é homenageada por duas peregrinações ao seu santuário da montanha: uma a 2 de fevereiro, na festa da Purificação da Santíssima Virgem Maria, ou Candelária; e a outra a 12 de setembro, na festa do Santíssimo Nome de Maria, que é precedida por uma celebração de três dias.

Na noite anterior à festa, os peregrinos ficam alojados em Ospedaletto d’Alpinolo, a vila mais próxima da abadia, antes de fazerem a “sagliuta” ou “juta” (do italiano “salire“, que quer dizer subir) a pé ao santuário de Nossa Senhora de Montevergine no início da manhã seguinte. A celebração de três dias mistura o sagrado e o profano, incluindo danças e músicas acompanhadas por grandes pandeiros.

A “juta dei femminielli”

Nossa Senhora de Montevergine tem um significado particular para os homossexuais e transgéneros de Itália. Nossa Senhora de Montevergine salvou dois homossexuais da morte no inverno de 1256. O casal havia sido espancado, conduzido de noite pela cidade e levado para a montanha onde foram atados a uma árvore e abandonados para morrerem ao frio ou serem comidos por lobos. De acordo com a lenda, Nossa Senhora de Montevergine teve pena deles e libertou-os “miraculosamente”. Em 2017, o La Repubblica chamou-lhe “o milagre progressivo de uma Senhora amiga dos gays“.

Mais frequentemente, ela é conhecida como a mãe “que concede tudo e perdoa tudo”.

A “juta dei femminielli” (subida dos femminielli) é, portanto, realizada anualmente no dia da Candelária, para recordar a lenda através da música e da dança. Femminielli é um termo usado, na cultura napolitana tradicional, para referir uma população de homossexuais masculinos com expressão marcadamente feminina.

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O anjo do Presépio do Vaticano deste ano.

A comunidade LGBT olha para Nossa Senhora de Montevergine também porque ela se senta no antigo templo onde a deusa pagã Cibele foi adorada. Num artigo de 2014, intitulado “a procissão dos femminielli“, o La Repubblica observou que os sacerdotes eunucos de Cibele castravam-se ritualmente “para oferecer o seu sexo como um presente à sua deusa, para renascerem com uma nova identidade”.

Antonello Sannino, presidente da Arcigay de Nápoles, explicou ao LifeSiteNews que a “juta dei femminielli” envolve uma “mistura de sagrado e profano”. Ao admitir a sua própria distância em relação à Igreja, Sannino disse que “existe uma forte devoção popular entre os crentes”, mas para outros representa uma consagração pessoal a uma divindade não-cristã.

A peregrinação anual da Candelária é uma espécie de “orgulho gay ancestral”, explicou ele, e tem sido uma “maneira de acolher na cultura da cidade [de Nápoles] a figura do femminiello, que é perturbadora numa sociedade binária de “masculino-feminino”.

Montevergine politizada

Em 2002, a peregrinação chegou aos jornais quando o então abade de Montevergine, Tarcisio Nazzaro, expressou o seu descontentamento com a presença dos “femminielli” napolitanos.

De acordo com o La Repubblica, Nazzaro disse-lhes durante a Santa Missa, : “As vossas orações não são orações, mas um clamor com o qual Nossa Senhora não fica satisfeita e, portanto, não são bem-vindas. Vocês são como os comerciantes que encheram o templo até que Jesus os expulsou.” Alegadamente, ele terá confiado mais tarde ao Sacristão: “Eu não tenho nada contra ninguém, não quis ofender ninguém e muito menos esses fiéis. Mas o que é demais é demais. Precisamos de um pouco de respeito pelo lugar sagrado e a dignidade do santuário tem de ser preservada”.

O Catecismo da Igreja Católica afirma nos parágrafos 2358 e 2359 que, embora as inclinações homossexuais sejam “objetivamente desordenadas”, os homens e mulheres que sofrem essa provação “devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza” e “todo o sinal de discriminação injusta para com eles deve ser evitado”, mas, como todos os cristãos, eles são “chamados à castidade” e à perfeição cristã.

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Um corpo a ser empurrado para o local de sepultamento, no Presépio do Vaticano deste ano, representando a obra de misericórdia corporal “enterrar os mortos”.

Sannino não repreendeu o abade, mas achou que a presença na abadia, em 2002, de Vladimir Luxuria, o primeiro deputado transexual em Itália, precipitou a controvérsia. “Em 2002 foi muito político”, disse ele.

Esse incidente galvanizou o movimento LGBT, afirmou Ottavia Voza, presidente da Arcigay de Salerno, ao LifeSiteNews. Outro incidente menor ocorreu em 2010, mas a “participação ativa e política da comunidade LGBT” começou após a controvérsia de 2002.

Um novo abade e uma nova abordagem

Em setembro de 2014, sob o pontificado de Francisco, foi eleito um novo abade de Montevergine, Dom Riccardo Luca Guariglia. No início desse ano, Luxuria escreveu uma carta ao Papa Francisco, em nome da comunidade LGBT, e apresentou-a publicamente no Santuário de Montevergine, na peregrinação da Candelária. Ninguém sabe porém se essa carta obteve resposta. Uma tradução em inglês pode ser lida aqui.

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O homem nu domina a cena a partir deste ângulo.

Em 2017, os líderes da comunidade LGBT conheceram o abade Guariglia. Voza disse que as relações são agora “excelentes” e que, este ano, “tiveram a oportunidade de dialogar com o abade”. Voza contou ao LifeSiteNews que Vladimir Luxuria estava lá e que o abade “parou para falar connosco”. Não foi uma reunião privada mas, “em essência, ele deu-nos sua bênção”, continuou Voza, acrescentando que o incidente de 2002 “foi completamente superado”.

“Ele recebeu-nos”, disse Voza, “e entendeu a importância da presença da comunidade”.

As questões intensificaram-se politicamente também em 2017, quando ativistas LGBT inauguraram em Ospedaletto d’Alpinolo a primeira casa de banho “sem género” de Itália, durante a peregrinação de 2 de fevereiro, e autoridades civis locais ofereceram cidadania honorária a um par de homossexuais “casados”. Em conjunto com os ativistas LGBT, as autoridades civis também inauguraram uma placa, na entrada da cidade, onde se lê “Ospedaletto d’Alpinolo é contra a homotransfobia e a violência de género”.

Na cerimónia, Vladimir Luxuria declarou que a pequena cidade de Ospedaletto d’Alpinolo deveria servir de modelo para o resto da Itália.

O abade Guariglia foi entrevistado sobre a “juta dei femminielli” em 2017, tendo dito: “São Bento diz-nos que os convidados têm de ser recebidos como o próprio Cristo” e a abadia tem “esta peculiaridade, a de acolher todos os tipos de peregrinos que chegam ao santuário, em primeiro lugar, para prestar homenagem ou confiar-se à Mãe de Deus e depois, também, para celebrar os sacramentos”.

Regresso ao neopaganismo

Sannino acolheu a cena do Presépio do Vaticano dizendo que acredita que é um “símbolo importante da inclusão e integração”, no entanto, se isso significa uma maior abertura da Igreja, isso depende do “quão conscientes” estavam os funcionários do Vaticano relativamente à ligação aos ativistas LGBT na tomada de decisão. Sannino acrestentou: “Esperamos que a Igreja desenvolva finalmente um verdadeiro sentido de abertura no seguimento das palavras do Papa”, referindo-se ao comentário de Francisco “Quem sou eu para julgar?”. “A Igreja é extremamente lenta nas suas transformações”, acredita ele, estando bastante confiante que “isso também acontecerá”.

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Menino Jesus, coberto até ao Natal, cercado por aquilo que parecem ser querubins.

As pessoas em Roma, no entanto, questionam-se como será a resposta do Papa Francisco. Como em anos anteriores, espera-se que o Papa Francisco passe algum tempo em frente do Presépio, a orar em silêncio, no dia 31 de dezembro, depois das Vésperas e do canto da oração Te Deum de ação de graças na Basílica de São Pedro. A preocupação é se a imagem da sua oração silenciosa, em frente do ícone de Montevergine e do homem nu, posicionados em ambos os lados do Presépio, providenciará um sinal ou será usada para empurrar a agenda política de alguns elementos da comunidade LGBT.

Oficialmente, o Vaticano não tem feito comentários sobre o assunto, portanto não é claro o grau de consciência de quem tomou as decisões, no que concerne às ligações do Presépio à abadia de Montevergine, assim como as suas relações com os ativistas LGBT italianos. O LifeSiteNews contactou o porta-voz do Vaticano, Greg Burke, mas este recusou responder.

O italiano Roberto de Mattei, historiador da Igreja, da Fundação Lepanto, vê isto como a última tentativa de “paganizar a Itália e a Europa” através de meios indiretos, naquilo a que chama “neopaganização suave”.

Isto envolve a escolha de lugares do culto cristão “para devolvê-los às suas origens pagãs”, explicou De Mattei, enviando o cristianismo de volta à era das catacumbas, onde foi perseguido pelos pagãos. O movimento LGBT não é apenas político ou cultural, mas também um “movimento religioso” de características pagãs, acrescentou. “Isso não nos deve surpreender porque o sexo estava também no centro de muitos cultos pagãos”, disse De Mattei. “Isto, portanto, anuncia uma nova perseguição neopagã daqueles que permanecem fiéis ao catolicismo”.

De Mattei observou que no próximo ano completam-se 50 anos da revolução cultural ou sexual de 1968 e acredita que esta está a ser agora “transformada numa revolução religiosa”, onde o sexo, estando ainda no centro, está agora a ser “transformado numa divindade destinada a substituir o cristianismo”.

A edição original deste texto foi publicada pelo LifeSiteNews a 20 de dezembro de 2017. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do artigo acima é da inteira responsabilidade dos seus autores, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

Basto 12/2017

Vaticano contrata empresa que promove ativismo gay

A Accenture, uma empresa de consultadoria que opera na área das tecnologias da informação, foi a escolhida pelo Vaticano para renovar a imagem das comunicações do Vaticano, tendo recebido a tarefa de “simplificar e unificar as comunicações” do Vaticano num novo canal, o Vatican News.

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Novo portal Vatican News concebido pela Accenture.

A Accenture é uma empresa que promove ativamente a cultura gay, fazendo disso uma das suas imagens de marca. Por exemplo, participa no programa LGBT Ally (Aliado LGBT), organiza eventos como o “Mês do Orgulho [LGBT, que quer dizer lésbico, gay, bissexual e transexual]” e a sua página a internet está cheia de marketing à base de terminologia gay e muitos arcos-íris.

A empresa contratada pelo Vaticano foi eleita em 2016 como o “melhor local de trabalho da Irlanda para a comunidade gay” e, em 2017, uma das nomeadas pelo Pink News (portal de notícias gay) para a categoria “Business Equality “(que distingue as empresas “que tenham feito contribuições positivas às causas LGBT+”).

Basto 12/2017

Exclusivo Church Militant: Autor de “O Papa Ditador” falou

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Pela equipa do Church Militant

O recém-lançado livro O Papa Ditador chamou a atenção internacional pelas suas afirmações sobre o atual pontificado e algumas informações dizem que o Vaticano está ansioso por apanhar o autor, que é conhecido como Marcantonio Colonna (um aristocrata italiano do séc. XVI que serviu como almirante da frota papal na Batalha de Lepanto). O Church Militant conversou com o autor por e-mail para discutir as suas expectativas relativas à publicação do livro e os seus pensamentos sobre o atual regime.

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Church Militant: Porque escreveu o livro e o que espera dos católicos com essa informação sobre o Papa Francisco?

Marcantonio Colonna: O meu objetivo com a publicação do livro foi mostrar a imensa lacuna existente entre a atual imagem do Papa Francisco nos média e a realidade. O que os católicos podem fazer com a informação poderá variar: na melhor das hipóteses, pode encorajar os líderes da Igreja (e sei que muitos cardeais e outras figuras importantes leram o livro e captaram a sua mensagem) a confrontarem o Papa Francisco e a detê-lo na atual direção do seu governo. Se isso for impossível, espero que pelo menos sirva de lição para os cardeais no próximo conclave, para não cometerem o mesmo erro de eleger um cardeal pouco conhecido que se revela muito diferente do que se pensava ser.

Church Militant: Fontes internas disseram ao Church Militant que a atmosfera no Vaticano sob o Papa Francisco é “como a Coreia do Norte” – significando que reina o medo, especialmente entre os clérigos mais ortodoxos. Nós também lemos comentários de vários prelados de que muitos telefones/computadores têm sido grampeados. Isso é verdade? E em caso afirmativo, pode explicar?

Marcantonio Colonna: A espionagem no Vaticano é exatamente como diz e eu apresento detalhes no meu livro. Clérigos e leigos que trabalham lá acham que os seus escritórios, automóveis e até casas particulares são seguidos e os seus telefones escutados. Todos aqueles com quem falamos no Vaticano, um pouco por todo o lado, dizem que a atmosfera é de um medo profundo, um estado de coisas completamente diferente de qualquer outra de que há memória.

Church Militant: Como obtém tais informações internas sobre o Papa e como pode público saber que essa informação é confiável?

Marcantonio Colonna: Vivo em Roma há mais de quatro anos e tenho falado com muitos sacerdotes e leigos que trabalham no Vaticano. Relativamente a algumas das informações mais sensíveis é impossível divulgar as fontes, mas uma grande parte do conteúdo do meu livro foi já publicado por jornalistas como Sandro Magister ou Philip Lawler, que conhecem bem o Vaticano. O seu testemunho foi amplamente ignorado pelos média convencionais, pelo que um dos objetivos do meu livro é dar-lhes mais impacto, reunindo tudo num só lugar.

Church Militant: O Papa Francisco tem feito comentários públicos contraditórios em relação ao “lobby gay”. Por um lado, reconhece sua existência; por outro, parece tolerar e, em alguns casos, promover o clero pró-gay. O Papa Bento XVI reconheceu que enfrentou e tentou demover o lobby gay no Vaticano. Acha que Papa Francisco está, de algum modo, a lutar contra essa rede homossexual?

Marcantonio Colonna: A tentativa de Bento XVI de limpar o lobby homossexual do Vaticano (e do clero em geral) foi de facto completamente subvertida pelo atual Papa. Ele deu continuidade à estratégia pela qual era bem conhecido enquanto Arcebispo de Buenos Aires, que consiste em servir-se deliberadamente de subordinados moralmente fracos por causa do poder que isso lhe garante sobre eles. Os prelados de caráter escandaloso foram não apenas promovidos pelo Papa Francisco como também obtiveram uma plataforma para promover o seu programa de mudança do ensinamento da Igreja a respeito da moral sexual, como tentaram fazê-lo, e com considerável sucesso, nos dois Sínodos da Família.

Church Militant: Roma parece determinada a descobrir sua identidade. O que acha que acontecerá consigo se Roma descobrir quem é?

Marcantonio Colonna: Se o Vaticano descobrir quem eu sou e optar por divulgar a minha identidade, o principal efeito provavelmente será dar-me nova publicidade. O que mais me preocupa é o possível afastamento de pessoas que o Vaticano possa achar que me estão associadas, porque castigar a menor dissidência é a marca do atual pontificado e a máquina de propaganda é implacável em denegrir a reputação daqueles que são identificados como estando “do outro lado”.

Church Militant: Quais são os seus pensamentos a respeito do decreto papal [que declara a interpretação dos bispos de Buenos Aires como “autêntico magistério”]? Acha que esta é a maneira do Papa Francisco responder aos “dubia”?

Marcantonio Colonna: No meu livro, evitei tomar partido em relação à doutrina e, no que diz respeito à Amoris Laetitia, preocupei-me principalmente em mostrar o quão indireto e ambíguo é o modo do Papa Francisco ensinar a Igreja. O decreto que menciona é um bom exemplo. Porque é que a interpretação autorizada de um documento como a Amoris Laetitia tem de ser transmitida através de uma carta aos bispos argentinos? Se o Papa Francisco tem um novo ensinamento para dar à Igreja, se ele procura, como afirma, trazer o verdadeiro espírito de Cristo para derrotar uma tradição de legalismo clerical, porque é que ele não o proclama com ousadia e clareza como os grandes mestres da doutrina cristã sempre o fizeram? Sob o pontificado atual, passámos de um regime de ensinamento através do dogma claro para insinuar através de manobras políticas.

Church Militant: Há mais alguma coisa que gostaria de dizer?

Marcantonio Colonna: Eu gostaria apenas de fazer uma observação em relação a reações de alguns jornalistas ao meu livro. Alguns deles parece terem ficado tão surpreendidos por uma história desconhecida que supõem que o meu propósito, ao escrever isso, seria mostrar uma visão particular e pessoal sobre o Papa Francisco. Na verdade, quase tudo o que eu digo no livro é citado, quer de coisas que já foram publicadas ou de fontes privadas. O meu objetivo era deixar os factos em aberto, esperando que o meu livro encoraje o avanço no trabalho investigativo sobre o Papa Francisco e seu pontificado. Ainda ontem, o Papa proferiu um discurso aos jornalistas em que (concebivelmente inspirado por alguns desenvolvimentos das últimas semanas) ele apelou a uma informação mais “completa e precisa” na profissão jornalística. Esse é um desejo relativamente ao qual estou feliz por estar absolutamente do lado do Papa.

A edição original deste texto foi publicada pelo Church Militant a 17 de dezembro de 2017. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do artigo acima é da inteira responsabilidade dos seus autores, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

Basto 12/2017

Padre católico, durante a missa, assume-se gay e recebe aplauso de pé

Fr. Gregory Greiten

Chama-se Gregory Greiten e é um sacerdote católico romano. Durante a celebração da missa na igreja de Santa Bernadete, em Milwaukee, EUA, confessou publicamente a sua condição gay, obtendo, dos seus paroquianos, uma ovação de pé. Posteriormente, escreveu um texto para o National Catholic Reporter onde explica a sua posição.

“Eu sou o Greg, sou um padre católico romano. E sim, sou gay.”

[…]

“Ao escolher reforçar o silêncio, a instituição da Igreja finge que os padres homossexuais e religiosos não existem. Por isso, não há modelos autênticos de padres celibatários, gay, equilibrados e saudáveis que sirvam de exemplo para os que, jovens e velhos, lutam para entender a sua orientação sexual.”

[…]

Prometo ser o meu autêntico eu gay. Vou abraçar a pessoa que sou criada por Deus. Na minha vida eclesiástica, eu também ajudarei quem, seja gay ou heterossexual, bissexual ou transgénero, a ser si próprio – para estar totalmente vivo à nossa imagem e semelhança de Deus.”

(in Sábado, 20/12/2017)

Prometeu continuar a viver o celibato e recebeu o apoio do seu arcebispo.

Para o Pe. Gregory Greiten, se um padre é ou não gay “não faz qualquer diferença”. Agora sente-se “liberto”, afirmando que “não há nada de errado em ser gay” espera que a sua história inspire outros casos.

O consultor do Vaticano e ativista Pe. James Martin SJ não demorou a comentar, na sua popular conta twitter, este forte contributo para a causa gay.

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Twitter do  Pe. James Martin SJ no dia 18/12/2017

Basto 12/2017

A nova imagem da comunicação vaticana

O Vaticano renova a imagem da sua máquina de comunicação sob um lema que responde às tendências atuais: A unidade das diferenças.

O grande responsável pelas comunicações do Vaticano é Greg Burke, um ex-jornalista americano da Fox e membro do Opus Dei. É por muitos considerado como o guru da relações públicas da Santa Sé, o cérebro que gere a imagem papal nos média, o génio que ajudou o Papa a ser tão popular.

Burke iniciou funções no Vaticano em junho de 2012 como consultor para as comunicações da Secretaria de Estado. Em fevereiro de 2016 foi nomeado vice-diretor de Sala de Imprensa da Santa Sé para, logo em julho do mesmo ano, ser promovido a diretor do mesmo gabinete.

Basto 12/2017

Presidente ucraniano foi ao Santuário de Fátima rezar pela paz

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Petro Poroshenko e a sua esposa Maryna Poroshenko no Santuário de Fátima no dia 18 de dezembro de 2017 in Página Oficial da Presidência Ucraniana, 18/12/2018

Enquanto alguns conservadores, desiludidos com os excessos da era moderna ocidental, continuam a acreditar nas fábulas do bem-aventurado Vladimir Putin, à espera que o “grande monarca” eslavo venha salvá-los da podridão civilizacional, o presidente ucraniano, à margem da sua visita oficial a Portugal, deslocou-se discretamente a Fátima para rezar pela paz no seu país. Veio acompanhado pela esposa e por vários elementos do seu governo.

Petro Peroshenko deixou uma mensagem forte no livro de honra do Santuário:

Estou profundamente impressionado com a mensagem de Fátima, em particular sobre o aviso de uma ameaça para a humanidade por parte da Rússia, a qual, caso não se arrependa, espalhará os seus erros pelo mundo, provocando guerras e o perecimento massivo de povosescreveu o Chefe de Estado da Ucrânia lembrando que o seu país “tem sentido na própria pele a veracidade dessas profecias”.

(in Santuário de Fátima, 18/12/2017)

Para o Ocidente, em geral, as profecias de Fátima são um assunto arrumado, pertencem ao passado, a Rússia já se converteu (embora ninguém saiba dizer exatamente a quê), mas a Ucrânia continua a recordar-nos que essas profecias são hoje mais atuais do que nunca e que o pior poderá ainda estar por vir.

A península ucraniana da Crimeia está sob ocupação estrangeira desde fevereiro de 2014, ao mesmo tempo que algumas regiões do leste da Ucrânia continuam longe de alcançar a normalidade devido às interferências russas.

A presente visita de um dirigente ucraniano a Fátima não foi um ato isolado. Em junho de 2008, o Santuário recebeu o ex-presidente Victor Yushchenko e, alguns meses depois, o deputado Petro Yushchenko (irmão do presidente), acompanhado pelo Embaixador da Ucrânia em Portugal, Rostyslav Tronenko. Ainda no ano de 2008, recebeu uma nova delegação de dirigentes ucranianos.

Basto 12/2017