Patriarca de Lisboa aprova critérios dos bispos de Buenos Aires

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D. Manuel Clemente confirmou hoje à Agência Ecclesia que aplicará os critérios dos bispos de Buenos Aires na interpretação do polémico capítulo VIII da Amoris Laetitia, uma vez que foram aprovados pelo Papa Francisco. Os referidos critérios possibilitam a abertura da Sagrada Comunhão a pessoas que vivem em adultério.

Nós aplicaremos, com certeza, as indicações que os bispos de Buenos Aires elaboraram e que o Papa autenticou”.

(D. Manuel Clemente, in Ecclesia, 19/01/2018)

EXCLUSIVO: Missa solene na Argentina para dar a comunhão a casais adúlterosin Adelante La Fé, 13/06/2017

Recorde-se que a pré-aprovação “pastoral” do “recasamento” em Portugal só não aconteceu em 2015 porque um conjunto de bispos, liderados precisamente pelo Patriarca de Lisboa, se opôs firmemente à abertura da Sagrada Comunhão a pessoas que vivem em adultério. Bispos que ainda acreditavam “naquilo que Jesus Cristo diz tão taxativamente acerca do matrimónio”.

Recordemos o Cardeal Patriarca em 2016:

Agora porém prevalece aquilo que Francisco e Walter Kasper “tão taxativamente” desejam para os “recasados”.

Basto 1/2018

8 thoughts on “Patriarca de Lisboa aprova critérios dos bispos de Buenos Aires

  1. Muiiiiiito estranho! Os bispos que lideraram o não! De repente, “romperam barreiras”, e decidem dar o dito pelo não dito!
    Esqueceram que existem 3 fontes de Revelação: 1-Sagrada Escritura
    2-Tradição
    3-Magistério da Igreja
    Os protestantes são adeptos da solascriptura, sem Tradição e, muito menos, Magistério. Resultou na proliferação de centenas de milhar de seitas espalhadas, por toda a parte!
    O que acontecerá com a Igreja Católica Romana que, se desligou de dois pilares que são, a Palavra e a Tradição…ficando apenas com o tal, “magistério autêntico” de Buenos Aires??? Esquecem que o Catecismo é, depois da Bíblia, o documento mais autêntico da Igreja?! Em que ficamos?!
    Esquizofrenia total! Incoerência, pessoal de quem “virou a casaca”, conforme as “conveniências”! Eu subscrevo aquela ideia de formar, MESMO, uma confraria de reparação, urgente, ao Santíssimo Sacramento. Sugiro, ainda que nos esforcemos pela nossa maior santificação e que dobremos os joelhos, em oração constante pelo clero!
    Não podemos esquecer que, onde abundou o pecado superabundou graça!!! Como disse o Papa BentoXVI: “carreguemos a Cruz que, no final, Jesus Cristo vence”

  2. “Nós aplicaremos, com certeza, as indicações que os bispos de Buenos Aires elaboraram e que o Papa autenticou”. E se Francisco aprovasse o aborto, a homosexualidade e a eutanásia então o Cardeal-Patriarca tambem aplicaria isso na sua diocese?

  3. Na * “Carta aberta de um arcebispo sobre a crise na Igreja”, da qual tenho usado varias partes em comentarios, constantemente, quase todos os bispos pareceriam agir com pouco empenho; estariam temerosos, acuados, sem forças para resistirem às pressões dos globalistas e a alguns dentro do Vaticano que simulariam serem politicamente corretos?
    **”Em nossos dias, a voz da maioria dos bispos se assemelha ao silêncio dos cordeiros diante de lobos furiosos, os fiéis são abandonados como ovelhas sem defesa. Cristo foi reconhecido pelos homens como alguém que falava e agia em uníssono, que tinha poder e é este poder que Ele concedeu a Seus apóstolos. No mundo de hoje, os bispos precisam se libertar de todos os laços mundanos e – depois de terem feito penitência – converterem-se novamente a Cristo, para que fortalecidos pelo Espírito Santo possam anunciar Cristo como o único Salvador. Em última análise, deve-se prestar contas a Deus por tudo o que foi feito e por tudo o que não foi feito”.
    *** “Na minha opinião, a voz fraca de muitos bispos é uma conseqüência do fato de que, no processo de nomeação de novos bispos, os candidatos não são suficientemente examinados quanto à sua indiscutível firmeza e destemor na defesa da fé, e também no que diz respeito à sua fidelidade às tradições seculares da Igreja ou sua piedade pessoal. Na questão da nomeação de novos bispos e até cardeais, está se tornando cada vez mais evidente que, muitas vezes, a preferência é dada para aqueles que compartilham de uma ideologia em particular ou para alguns grupos que são estranhos à Igreja mas que tenham recomendado a nomeação de um determinado candidato em particular.” – acrescento: o que não é de se duvidar!
    Imaginemos a essas horas onde fica o clero, o povo então na pior, bombardeado por todos os lados pela subversão midiática…
    * ** *** D Jan Pawel Lenga – em sintonia com D Athanasius Schneider e D Tomasz Peta, de Astana, Cazaquistão.

  4. Relembro a intervenção do Bispo Auxiliar de Lisboa D. Joaquim Mendes na procissão do Corpo de Deus de 2017:
    “E aquele que não toma a sua cruz e não me segue, também não é digno de mim.”

    “A Eucaristia é o Sacramento de Deus que não nos deixa sozinhos no caminho, mas se coloca ao nosso lado para nos ajudar a enfrentar a peregrinação da nossa existência, para nos indicar a direção. Não é suficiente ir em frente, é preciso saber por onde se vai!”, alertou o Bispo Auxiliar de Lisboa D. Joaquim Mendes
    http://www.vozdaverdade.org/mobile/link1.php?id=6512

    relembro Pe. Duarte da Cunha de Lisboa:
    “É importante não mudar nada da doutrina, mas acompanhar muito, estar perto, arranjar soluções para que as pessoas não sejam discriminadas”

    “O acesso à comunhão e à confissão implica reconhecer que a pessoa que vive maritalmente está casada com a bênção de Deus, e como para os batizados estar casado com a bênção de Deus significa o sacramento, como é que posso dizer, quando há um vínculo de um primeiro sacramento, que há um vínculo com outra pessoa, e que aqui não há uma situação de adultério?”

    Aqui:
    https://familiacrista.paulus.pt/amoris-laetitia-e-um-documento-orientador-de-um-estilo-pastoral

    relembro D. Nuno Brás, Bispo Auxiliar de Lisboa:
    «A proposta é a de que a pastoral familiar não pode consistir num conjunto de mínimos tolerados e aceites imediatamente por todos, para que todos estejam facilmente satisfeitos.»
    Neste novo livro:
    https://www.aletheia.pt/products/acompanhar-discernir-e-integrar-guia-para-uma-pastoral-familiar-a-partir-da-exortacao-amoris-laetitia#

    Esta atitude do senhor Cardeal Patriárca em certa maneira vai contra o ponto 3 da amoris laetitia que indica que “nem todas as discussões doutrinais, morais ou pastorais devem ser resolvidas através de intervenções magisteriais”, “em cada país ou região, é possível buscar soluções mais inculturadas, atentas às tradições e aos desafios locais.”, seguindo o documento não existe apenas uma forma de aplicar, mas afinal há só uma.

  5. Mahatmat Gandi pactuou com a esposa abstinência sexual quando já tinham os filhos pretendidos. Passaram a dormir em quartos separados por respeito à privacidade. O hedonismo tem preço alto. O prazer da carne é causa de ansiedade e sofrimento. Quanto mais alimento você der à carne, mais fome ela tem. Deus é espírito, o espírito é que dá vida. Felizes dos que conseguem espiritualizar a carne e o sangue. A castidade não é uma cultura de estufa, antes das disciplinas uma das maiores, que maior firmeza confere ao casto. Felizes daqueles iluminados que a qualquer altura que estejam na estrada que leva a Jesus, ainda que não virgens… tornam-se castos.

  6. Tendo lido sobre os conselhos de D.Manuel Clemente aos católicos recasados, muitos perguntarão neste momento porque é que o mesmo não se aconselhou aos padres e bispos pedófilos que abusaram sexualmente de milhares de crianças vitimas dos celibatários que a Igreja formou? Não basta o Papa pedir desculpa e o Vaticano indemnizar suas vítimas, pois isso não apaga o ‘pecado’ de fornicação praticado pelos clérigos com meninos e meninas dentro da própria Religião. Isso sim, deveria merecer por parte da Igreja maior preocupação…

    Doutro modo, penso que a Igreja Católica Romana devia rever a questão do Celibato que foi imposto pelo Concílio de Elvira no ano 306 d.C. com fins religiosos de entrega total a Deus, mas nem todos os sacerdotes conseguem lidar com sua “abstinência sexual” a vida inteira e acabam tendo comportamentos desviantes contrários ás doutrinas da fé que abraçaram.

    Foi por isso que S. Paulo (o grande Apóstolo de Cristo) aconselhou numa de suas cartas a Timóteo que “os bispos e diáconos devem ser casados, maridos excelentes, irrepreensíveis, bons chefes de família, pais de filhos, honestos e sinceros, para servir a própria Igreja”…

    E mais aconselha que “não devem ser dados ao vinho, não espancandores, não cobiçosos, não contenciosos, etc. e que governem bem a sua própria casa, em sujeição, com toda a modéstia”… (Ler 1ª Epistola sobre os DEVERES DOS BISPOS E DIÁCONOS)

    Portanto, não sei donde vem a ideia do Celibato que criou tantos comportamentos contraditórios que desvirtuam os reais e verdadeiros ensinamentos de Cristo.

    Talvez esteja na hora da Igreja refletir bem sobre esta questão e não cair em contradição. Tanto mais que o Papa Francisco já desafiou as dioceses mais conservadoras a porem de parte “a fria moralidade burocrática e a serem misericordiosas com quem se divorciou ou vive uma união fora do casamento”…. O Papa, escreveu isto em Abril 2016 na sua pastoral Amoris Laetitia que abriu de novo a porta aos recasados da Igreja Católica. Será que D. Manuel Clemente fez das suas palavras outra interpretação?

    Pausa para reflexão!
    Rui M. Palmela

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