Frases que nos fazem pensar: D. Blase Cupich

cupich “Tudo isto [novidades introduzidas pela Amoris Laetitia] representa uma mudança de paradigma holisticamente enraizada na Escritura, na tradição e na experiência humana.”

(D. Blase Joseph Cupich, Arcebispo de Chicago (EUA) e Cardeal-presbítero de São Bartolomeu na Ilha Tiberina)

Contexto da frase:

A Revolução da Misericórdia do Papa Francisco: Amoris Laetitia como um novo Paradigma do Catolicismo(tradução livre do título original em inglês), discurso proferido na Universidade de Cambridge, no Reino Unido, no dia 9 de  fevereiro de 2018, in St. Edmund CollegeUniversity of Cambridge, 23/02/2018.

Basto 2/2018

Bispos brasileiros concelebram com sacerdotisas protestantes

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Celebração da Missa em Mampituba, Brasil, dia 13 de fevereiro de 2018 – Fonte: Fratres in Unum

Como documenta a página católica Fratres in Unum, sete bispos brasileiros concelebraram a Santa Missa com duas sacerdotisas protestantes, no passado dia 13 de fevereiro. A celebração, presidida pelo bispo local D. Jaime Kohl, teve lugar em Mampituba, diocese de Osório, no estado do Rio Grande do Sul, durante a 41ª Romaria da Terra.

As mulheres em causa são as “reverendas” Carment Etel e Lúcia dal Pont, duas sacerdotisas da pró-aborto Igreja Episcopal Anglicana do Brasil.

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Carment Etel                                    Lúcia dal Pont

Conforme mostram as imagens, ambas as senhoras, paramentadas de alva e estola, participaram ativamente na concelebração da Missa, inclusive durante o momento da Consagração (a partir do minuto 50:20, no vídeo abaixo).

É difícil negar a forte deriva política deste evento “religioso”, onde a doutrina da Igreja se confunde com o protesto político de quem reclama direitos fundiários sobre as terras de cultivo e com a militância feminista.

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Página facebook da Diocese Anglicana do Paraná, 14/02/2018 (imagem editada)

 

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Cartaz da 41ª Romaria da Terra, sítio oficial da diocese de Osório, 08/10/2017

 

Basto 2/2018

Hóstias consagradas encontradas intactas em Itália 16 meses depois do terramoto

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Sacrário e hóstias da igreja de Arquata del Tronto, in Avvenire, 21/02/2018

De acordo com o diário Avvenire, dos bispos italianos, o sacrário da igreja paroquial de Arquata del Tronto esteve guardado desde o sismo que abalou o centro da Itália em 2016, juntamente como outros objetos removidos dos escombros. Quando, recentemente, retornou à diocese, constatou-se que continha um cibório fechado, dentro do qual se encontravam 40 hóstias sem o menor sinal de deterioração.

Algum clero local viu nesta descoberta um sinal “milagroso” de Deus.

Basto 2/2018

Momento de adoração eucarística no retiro quaresmal do Papa Francisco

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Capela da Casa Divino Mestre, Ariccia, Quaresma de 2018, in Vatican News, 21/02/2018

À semelhança dos anos anteriores, a Casa Divino Mestre, nas Colinas Albanas, nos arredores de Roma, foi o local escolhido para o retiro espiritual quaresmal do Santo Padre e da Cúria Romana, a decorrer entre os dias 18 e 23 de fevereiro. A orientação dos exercícios espirituais deste ano ficou a cargo do “ultra-misericordioso” português Pe. Tolentino Mendonça.

Basto 2/2018

Bispo de Aveiro aprova a prática de Amoris Laetitia na sua diocese

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Agora também na diocese de Aveiro, o adultério deixa de ser um impedimento para a Sagrada Comunhão. O bispo D. António Moiteiro acaba de publicar as orientações locais para aplicação do capítulo VIII da controversa exortação apostólica Amoris Laetitia, acompanhadas de uma carta pastoral firmada com a data de 26 de novembro de 2017.

Entre outros avanços radicais, os pastores da diocese de Aveiro passarão a valorizar a “estabilidade conjugal da nova união” adúltera…

12. A estabilidade conjugal da nova união e o bem dos filhos também estão entre os critérios que orientam o discernimento pessoal e pastoral relativamente à admissão à reconciliação e à comunhão eucarística.

(in sítio oficial da diocese de Aveiro, 26/11/2017)

As orientações da diocese de Aveiro para a admissão de adúlteros à Sagrada Comunhão são assumidamente inspiradas noutros documentos não menos radicais e exóticos como o “dos bispos da região pastoral de Buenos Aires, aprovado pelo Papa, bem como o dos bispos de Malta e da Alemanha”. Enquadram-se, portanto, dentro da nova ideia de misericórdia introduzida pelo Papa Francisco, que prescinde do arrependimento e mudança de vida.

A conclusão a tirar é simples: as diretivas consagradas no capítulo VIII da Exortação Apostólica Amoris laetitia e que integram o processo de discernimento pessoal e pastoral dos católicos divorciados e constituídos em nova união com vista a serem admitidos aos sacramentos da Penitência e da Eucaristia e, porventura a outras atividades eclesiais, é um aprofundamento e não inovação que vem proporcionar uma maior dimensão equitativa à Disciplina Canónica.

Resta aguardar que o processo pessoal e pastoral proposto na Exortação Apostólica seja bem compreendido, assimilado e aprofundado para, na sua aplicação, não se desvirtuar por um rigorismo que o prive de ser resposta da misericórdia divina à fragilidade humana pecadora, ou por um laxismo que entorpeça e vulgarize o ser carácter de ser verdadeira caminhada de conversão da culpa para a reconciliação com a Igreja, Sacramento de Salvação.

(in sítio oficial da diocese de Aveiro, 26/11/2017)

Após alguma resistência inicial, parece que todos os bispos portugueses, uns atrás dos outros, decidiram revogar os ensinamentos de São João Paulo II e de Bento XVI, assim como de dois milénios de tradição cristã em relação ao Matrimónio, para fazerem a vontade ao Papa Francisco.

Já o dissemos aqui por diversas vezes, mas nunca será demais voltar a dizê-lo porque, no meio de tanto lirismo e deslumbramento, ainda há quem não consiga ou não queira entender o que hoje está verdadeiramente em causa em relação a este assunto. A prática de Amoris Laetita, no sentido pretendido do conceito, consiste em obter/dar absolvição sacramental e receber/dar a Sagrada Comunhão apesar do adultério. Esta prática, chamada “pastoral”, apesar de ser incansavelmente defendida pelo Papa Francisco desde o início do seu sinistro pontificado, está em profunda contradição com a verdade cristã sobre os sacramentos da Reconciliação e do Matrimónio, ao mesmo tempo que leva à prática de sacrilégios contra a Sagrada Eucaristia.

Basto 2/2018

Vladimir Putin, o grande defensor do cristianismo… e do comunismo!

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À esquerda, soldados russos veneram ícone de Vladimir Putin. À direita, o ícone de Josef Stalin é utilizado por um sacerdote da Igreja Ortodoxa Russa para benzer bombardeiros estratégicos. Fonte: Euromaiden Press, 16/08/2016.

Entrevistado para um documentário sobre o mosteiro de Valaam, produzido e apresentado por Andrey Kondrashov e transmitido no passado mês de janeiro pelo canal Rossiya 1, o presidente russo Vladimir Putin fala das semelhanças entre o comunismo e o cristianismo.

Basto 2/2018

Papa Francisco está “em lista de espera” para ser elevado aos altares

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Eu vi e gostei muito. Há dois bispos de Roma [recentes] já santos [João XXIII e João Paulo II]. Paulo VI será santo este ano. Um com a causa da beatificação em curso, João Paulo I, a sua causa está aberta. E Bento e eu, em lista de espera: rezem por nós!

(Papa Francisco, in Encontro com os Párocos de Roma, 15/02/2018 – tradução livre)

Basto 2/2018

Diocese austríaca oferece bênçãos a “casais” homossexuais no São Valentim

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A diocese de Linz, na Áustria, oferece bênçãos a “casais” homossexuais na celebração de São Valentim. O convite foi feito através de um artigo publicado no jornal diocesano Kirchen Zeitung, fazendo referência explícita aos ensinamentos da controversa exortação Amoris Laetitia.

São Valentim é conhecido como o santo da amizade e do amor. Em muitas paróquias e instituições eclesiais, é já tradição dar a bênção aos casais durante o tempo do seu dia de festa. As pessoas em relações homossexuais são bem-vindas às cerimónias de bênção nas [igrejas de] Wels-St. Franziskus e Ursulinenkirche.

in Kirchen Zeitung, 09/02/2018 – tradução livre

O autor do artigo, Paul Stütz, explica que a bênção dos casais “oferece uma ocasião para expressar amor”. No final do texto, existe ainda uma ligação para um outro artigo relativo à entrevista com o cardeal D. Reinhard Marx, na qual o presidente da Conferência Episcopal Alemã e assessor próximo do Papa Francisco defende que sejam dadas bênçãos “litúrgicas” às uniões homossexuais.

 

Basto 2/2018

Frases que nos fazem pensar: José Manuel Fernandes

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“Já estivemos mais longe do dia em que praticar a doutrina da Igreja tenha de ser feito quase às escondidas.”

(José Manuel Fernandes, jornalista e cronista)

Contexto da frase:

“Um dia vai ser proibido ser católico” in Observador, 15/02/2018.

Basto 2/2018

Relógio do Juízo Final: dois minutos para a meia-noite

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No dia 25 de janeiro deste ano, os diretores do Boletim dos Cientistas Atómicos da Universidade de Chicago (EUA) adiantaram o seu famoso Relógio do Juízo Final para um registo semelhante ao do auge da Guerra Fria, ou seja, dois minutos para a meia-noite.

BBC News via Twitter, 25/01/2018

O Relógio do Juízo Final é um contador simbólico, regulado desde 1947 pelos diretores da referida publicação da Universidade de Chicago, onde se assinala o risco de um cataclismo planetário provocado por armas nucleares. O relógio tem vindo a ser adiantado e atrasado pelos seus responsáveis, em função da avaliação que fazem dos acontecimentos geopolíticos internacionais. Os minutos que nos separam da meia-noite representam o maior ou menor risco de uma guerra nuclear.

A recente alteração no relógio prende-se essencialmente com o clima de ameaças que se instalou entre a Coreia do Norte e os EUA.

Basto 2/2018

Frases que nos fazem pensar: D. Marcelo Sánchez Sorondo

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“Neste momento, os que melhor realizam a doutrina social da Igreja são os chineses.”

(D. Marcelo Sánchez Sorondo, Chanceler da Pontifícia Academia das Ciências)

Contexto da frase:

“Chinos, quienes mejor realizan la doctrina social de la Iglesia” in Vatican Insider (edição em espanhol), 02/02/2018.

Basto 2/2018

O Patriarca de Lisboa e as hienas

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Se há coisa de que ninguém pode acusar D. Manuel Clemente é de não ser diplomático, de não procurar consensos. Mas até onde pode ir a diplomacia? Será realmente possível conciliar o constante e infalível ensinamento da Igreja com esta nova “misericórdia” do Papa Francisco que prescinde de arrependimento e mudança de vida?

Há dias, D. Manuel Clemente surpreendeu toda a gente quando disse ao mundo que aplicaria, “com certeza, as indicações que os bispos de Buenos Aires elaboraram e que o Papa autenticou”, e que permitem, à luz do novo ensinamento da Amoris Laetitia, a abertura da Sagrada Comunhão a pessoas em situação de adultério prolongado. As suas palavras surgiram pouco tempo depois de, o mesmo Patriarca, ter afirmado que estaria disposto “a caminhar com o Papa nesse sentido mas, claro está, dentro da nossa tradição evangélica e daquilo que Jesus Cristo diz tão, tão, tão taxativamente acerca do matrimónio”.

Poucos dias depois, o Patriarcado de Lisboa publicava as suas próprias orientações, no entanto, a primeira coisa que propõe no processo de integração dos divorciados “recasados” que pretendem aceder aos sacramentos é “um compromisso em viver em continência [sexual]”. Um caminho à luz do magistério da Igreja, conforme tinha sido proposto pelos Papas São João Paulo II e Bento XVI. Um enorme balde de água fria em cima dos partidários da nova “misericórdia”, que pensavam que o cardeal português tinha anunciado a aprovação “pastoral” do adultério, à semelhança do que tem acontecido em outras partes do mundo católico.

As reações foram muitas e duras, principalmente da parte do clero português mais radical, sempre preocupado em agradar ao mundo. Entre outras:

“D. Manuel é bispo de Lisboa e as suas orientações não são para a Igreja em Portugal nem vinculam as outras dioceses.”

(Pe. Mário Tavares de Oliveira, assistente diocesano do departamento da pastoral da Família de Évora, in Público, 09/02/2018)

 

“Provavelmente essa proposta é um bocadinho irreal […].”

(Manuel Queirós da Costa, do secretariado diocesano da pastoral da família de Vila Real, in Público, 09/02/2018)

 

“Pessoalmente nunca proporia uma coisa dessas a alguém que vive em casal.”

(Cónego Miguel Abreu, in Público, 09/02/2018)

 

“Não competirá ao confessor nem ao guia espiritual, e creio que muito menos aos bispos, imiscuir-se nessa questão.”

(Pe. Lino Maia, presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, in Público, 09/02/2018)

 

“Não tenho o direito de proibir nada a ninguém. Tenho é de ajudar a refletir”

(Pe. Feytor Pinto, in Visão, 08/02/2018)

 

“[O documento é] exagerado e inoportuno.”

(Pe. Vítor Melícias, in Visão, 08/02/2018)

 

“É um ato da teologia das palavras cruzadas. Um delírio.”

(Frei Bento Domingues, in Expresso, 11/02/2018)

Na Ilha da Madeira, não chegaram a chamar “cubano” ao Patriarca de Lisboa, é verdade, mas um pouco mais piedade e de perseverança não ficaria mal ao sr. Pe. Rodrigues.

Para o teólogo Pe. Anselmo Borges, em oposição às orientações de D. Manuel Clemente, o caminho de integração deve passar pela prática sexual, apesar do adultério, “porque, se estão [re]casados, não é propriamente para viverem como irmãos”.

Tal como Nossa Senhora previra em Fátima, em 1917, muitos dos mais altos representantes da Igreja Católica pregam agora doutrinas verdadeiramente diabólicas com as quais hão de conduzir muitas almas à perdição. A Igreja Portuguesa não é exceção.

À reação do clero português mais radical e amigo do mundo, junta-se, como era de esperar, a hostilidade do próprio mundo, insatisfeito por não conseguir ainda mandar completamente na Igreja. E lá no seu azedume natural, os líderes de opinião perguntam-se, ainda que de forma inconsciente, para quando é que a Igreja de Cristo se submeterá completamente aos preceitos morais da Nova Ordem Mundial? Uma moralidade onde nada é intrinsecamente mau e quase tudo é permitido, à exceção de urinar no portão do vizinho e lançar carbono para a atmosfera.

A notícia da publicação das orientações do Patriarcado de Lisboa abre os telejornais e faz capa na imprensa. Mas que horror! Como é que ainda há bispos e padres tão atrasados em Portugal? Que gente tão fundamentalista, rigorista e anacrónica! Mas como é que alguém ainda acredita na verdadeira doutrina de Cristo e não permite a sua adaptação à época, à moda da estação e aos desejos pessoais?

É por isso que, entre tantos outros inteligentes, João Miguel Tavares tem agora pesadelos surrealistas, sinal de que ainda consegue dormir. David Dinis preocupa-se em demasia com os pecados, não dos adúlteros, mas do próprio Patriarca. Vítor Rainho teme o impacte que o caminho de continência sexual dos adúlteros possa vir a ter nas taxas de natalidade. E Joaquim Jorge, “perplexo“, arranjou mais um tema para pensar lá no clube. Mas há mais, muito mais!

Vivemos na verdade tempos absolutamente extraordinários e fascinantes. Isto, partindo de uma perspetiva meramente empírica…

Basto 2/2018