Frases que nos fazem pensar: D. Manuel Linda

bispo.do.porto.jpg “Sei que há alguns casais recasados, que já tinham vivido em matrimónio canónico e que depois refizeram a sua vida e estão noutro casamento já não canónico, que por motivos de fé e da sua convicção interior e de consciência, de facto vivem em abstinência sexual. Mas temos de nos perguntar: isso é mesmo família? Estou convencido de que não é bem família.”

(D. Manuel Linda, Bispo do Porto)

Contexto da frase:

Entrevista concedida ao jornalista João Francisco Gomes a 15 de março de 2018, dia em que foi nomeado bispo do Porto (durante a qual se confessou fã do Papa Francisco “a 200%”); in Observador, 17 de março de 2018.

Basto 3/2018

16 thoughts on “Frases que nos fazem pensar: D. Manuel Linda

  1. Basto 18 de Março de 2018 / 10:44

    Perguntas que ficaram por fazer durante a entrevista a D. Manuel Linda:
    Na sua opinião, a Sagrada Família será/seria mesmo uma família? Será sua Eminência “fã” da doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo? Qual é a “percentagem”?

    • Maria Maria 18 de Março de 2018 / 11:44

      Sabe, caro Basto?! É muito mais cômodo ficar 200%, no “partido” do Papa Francisco do que denunciar o que vai contra o Evangelho, até porque deste lado “vamos perdendo pontos”! Esta eu nunca tinha pensado!!! Formidável!!!! Merece “aplausos”!
      E, quanto à família? A sua reflexão, sobre a família de Nazaré será, a única resposta possível, sim!
      Apenas surge um problema: existem Universidades “Católicas” que põem, em dúvida o Evangelho da Infância de Jesus?!
      Este Bispo é, ainda bastante “novo”! Pode ser que, se alguém fizer uma “boa proposta” do Evangelho e, quem sabe até “rezar todo o dia muitos Padre-Nossos e muitas Ave-Marias”, que se venha a converter! Cada vez entendo melhor o insistente pedido de Nossa Senhora da Oração do Rosário!
      Chega a ser desesperador imaginar que , afinal há muito mais joio que trigo!
      Talvez, no lugar dele, fizesse o mesmo?!
      Graças a Deus que estou “deste lado”! Assim torna-se mais fácil a “denúncia”! Não temo pela “carreira eclesiástica”!

  2. Geraldo 18 de Março de 2018 / 20:44

    Poder-se-ia entender nesse caso de questionar ou reprovar a convivencia entre os separados que, se a abstinencia num casal torna-o não uma familia, estar em eventual prática adúltera acaso a conformaria numa legítima familia?
    Pelo jeito que se comportaria, foi um dos escolhidos pelo papa Francisco por estar a seu lado e já teriam aparecido as amostras de afinidades.

    • Maria Maria 19 de Março de 2018 / 12:18

      Bom dia Caro Basto
      Existe um livro em espanhol que valeria a pena alguém traduzir…

      Encontra-se em formato PDF, na Net:
      catolicosalerta.com.ar
      Título: Complot contra la Iglesia
      Autor: Maurice Pinay
      Não sei se já conhecem?! Para mim é novo

  3. Romão 19 de Março de 2018 / 12:22

    Estou mesmo chocado com estas declarações do novo bispo do Porto! Ofendeu todos os fiéis que por amor a Deus vivem em abstinência sexual! Mas se ele está convencido de que um casal que vive em abstinência sexual não é bem família então eu também estou convencido que ele não é bem um bispo. E eu confesso que sou 0% fã do Papa Francisco!

  4. francisco 23 de Março de 2018 / 10:50

    «arejamento», «teologia do mundo», «cristãos anónimos»:
    http://www.vozportucalense.pt/2018/03/21/sociedade-espera-de-nos-fidelidade-ao-estilo-e-aos-gestos-do-senhor/

    Já tinhamos visto o seu estilo e “simplicidade”:
    http://senzapagare.blogspot.pt/2017/11/milagre-bispo-portugues-fala-sobre.html

    É simples humanismo cristão. Por um lado pode ser bom, pode ser que mais gente acorde para ver que o que lhes dão não é a Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica, é apenas humanismo cristão, é obra dos Homens.

    É a sedução de reduzir Deus apenas a um Amor tão genérico que na prática se coloca o Homem a adorar o próprio Homem.

  5. francisco 11 de Julho de 2018 / 10:56

    Alguém sabe o que significa aqui no plano pastoral da diocese do Porto, ponto 2 página 4, a tarefa que era de pregar a conversão porque é que em liguagem de hoje se diz evangelizadora?

    Click to access 3733_Plano_Pastoral_2018_2019_web.pdf

    É que no plano o exemplo que é dado é do profeta Jonas precisamente o que Jesus refere como comparação em Mt 12 por não acreditarem em Jesus.
    “No dia do juízo, os habitantes de Nínive hão-de levantar-se contra esta geração para a condenar, porque fizeram penitência quando ouviram a pregação de Jonas. Ora, aqui está quem é maior do que Jonas!” (Mt 12, 41).

    Se a nossa tarefa “evangelizadora” não pregar a conversão e não houver conversão o que será desta geração?

    • Basto 11 de Julho de 2018 / 10:38

      É a evolução semântica…

      • francisco 12 de Julho de 2018 / 9:06

        Pois é, resta saber se evolui ou regride…

        Tem ainda a indicação:
        “As nossas rotinas, o nosso formalismo, as nossas ideias pré-concebidas, o nosso autoritarismo, a recusa de sairmos da nossa zona de conforto, o finca-pé de apenas repetirmos o que sempre se fez, tudo isto não exprimirá um fixismo de uma mentalidade que não aceita que se façam “novas todas as coisas” (Ap 21, 5)”

        Penso que o “Eu renovo todas as coisas” do (Ap 21, 5) não se refere a termos novidades em vez de fixismo mas refere-se antes à renovação pela Graça, do qual o baptismo é o melhor exemplo. Em Jesus é tudo renovado e renascido para a Vida.

        Baptizamos de forma fixa e igual desde há 2000 anos não é por isso que não deixa de acontecer esse “fazer novas todas as coisas”.

      • francisco 8 de Novembro de 2018 / 11:16

        O Bispo D.Manuel Linda volta a insistir com a ideia:

        “não é essa a perspetiva de um Deus que nos garante: “Eis que faço novas todas as coisas” (Ap 21, 5). E se Deus quer novidade, quem somos nós para nos opormos?”
        http://www.diocese-porto.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=3828:o-futuro-e-nosso&catid=153:textos-e-apresentacoes&Itemid=242

        Já no plano pastoral tinha aparecido esta ideia de que o «fazer novas todas as coisas» se refere a querer novidades em vez de se referir à Graça que nos renova.

    • Basto 7 de Março de 2019 / 18:49

      D. Manuel Linda é demasiado previsível.

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