Santo Padre volta a condenar o proselitismo religioso

Numa mensagem de vídeo dirigida aos participantes na 47ª Semana da Vida Consagrada, que decorre em Madrid entre os dias 5 e 8 de abril, o Papa Francisco pede ao clero espanhol para não fazer proselitismo.

[…] E, claro, o pano de fundo é “faltam vocações”. E nós podemos ficar nesse lamento; estar lá com aquela música de fundo de chorar as glórias do passado quando o Senhor nos diz: “Olha em frente e vê o que tens de fazer”. Mas não faças proselitismo, por favor. Encontra maneiras de abrir caminhos para o Senhor falar, para que o Senhor possa chamar. Não faças campanha eleitoral ou campanhas do tipo comercial porque o chamamento de Deus não entra nas diretrizes do marketing. É outra coisa. […]

(Tradução livre)

Como observa o conhecido jornalista Edward Pentin, talvez o Santo Padre não esteja ao corrente de algumas campanhas lançadas pelo Vaticano.

E, já agora, a empresa de marketing La Machi trabalha para quem?

Basto 4/2018

One thought on “Santo Padre volta a condenar o proselitismo religioso

  1. Marcelino Pachuczki (@MarKPachuz) 8 de Abril de 2018 / 1:40

    Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;
    Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.

    Mateus 28:19,20

    Que loucura, por causa da famigerada “liberdade religiosa” do CVII (Dignitates Humanae) a Igreja não pode converter os não católicos ao mesmo tempo que tolera todas as falsas religiões.

    Porque existem países declaradamente muçulmanos, mas não há mais nenhum país que se declare católico em suas constituições?
    Pois bem, havia sim até há algumas décadas.
    O que aconteceu?
    A resposta vamos encontrar na década de 1960, no famoso e malfadado concílio Vaticano II.
    Entre as malfadadas reformas que ainda estão sendo aplicadas e que continuam a demolir a Igreja católica, esta a liberdade religiosa, que foi defendida com unhas e dentes por diversos clérigos progressistas, entre eles o arcebispo de Cracóvia Karol Wojtyla, futuro Papa João Paulo II.
    O que vem a ser essa liberdade religiosa?
    Em poucas palavras, a igreja decidiu que a consciência de cada pessoa seria capaz de encontrar a Deus, que até mesmo o ateísmo é uma forma de buscar Deus. Abandonaram as missões, a Igreja não mais buscou converter os não católicos. Havia missões em reservas indígenas, e para convencer os padres conciliares, uma das palavras talismãs foi “colonialismo”, entre outras. A Igreja católica se afastou, em seu lugar entraram as igrejas evangélica, e hoje em dia, grande parte dos povos indígenas seguem essas denominações religiosas, algumas que lhes infundem verdadeiro ódio pelos católicos. Pior foi o comunismo, que assumiu o lugar da Igreja em diversos países da América Latina e África, após o fim das missões. Fim das missões eu digo, com a finalidade de levar o evangelho a esses povos. Existem missões ainda, mas hoje são apenas obras assistenciais como hospitais e escolas.
    Na época do concílio, a liberdade religiosa era inaceitável, porque muitos países eram ainda católicos em suas constituições. Porque mudaram?
    Porque o próprio Vaticano pediu o fim das concordatas, e assim abriu caminho para os comunistas e ateus que fazem a festa até hoje. Vejamos:
    1973: após um assédio de dois anos, a Colômbia atende o pedido do Vaticano e torna-se um país ateu.
    1974: o cantão de Valais, na Suíça faz o mesmo, a pedido da Igreja.
    1975: fim da concordata com Portugal.
    1976: fim da concordata com a Espanha.
    1980 : fim da concordata com o Peru.
    1984 : a vez da Itália, a concordata de Latrão é modificada.
    Isso tudo faz parte da história, não é julgamento. Assim a igreja do concílio se fez neutra, não mais condenaria nada, nem mesmo os erros do marxismo e da maçonaria.
    “Quem se declara neutro entre a verdade e o erro, na realidade se coloca a favor de todos os erros contra a única verdade. Tal a posição do laicismo em face da Igreja verdadeira”
    Quando hoje vemos aqueles velhos cardeais choramingando sobre o secularismo da sociedade, poucas pessoas talvez saibam que a culpa disso é deles mesmos. Ao pedir que os estados católicos retirassem Jesus Cristo de suas constituições, abriram caminho para a Nova Ordem Mundial, o comunismo e o islã.
    “Em vez de prevenir os católicos para o Castigo anunciado por Nossa Senhora em Fátima, o Concílio Vaticano II propôs estabelecer boas relações entre a Igreja e o mundo moderno”
    A mensagem de Fátima, está dito: “A palavra-chave desta parte do ‘segredo’ é o tríplice grito: ‘Penitência, Penitência, Penitência!’ Volta-nos ao pensamento o início do Evangelho: ‘Paenitemini et credite evangelio’ (Mc 1,15). Perceber os sinais do tempo significa compreender a urgência da penitência, da conversão, da fé. Tal é a resposta justa a uma época histórica caracterizada por grandes perigos, que serão delineados nas sucessivas imagens. […] O anjo com a espada de fogo à esquerda da Mãe de Deus lembra imagens análogas do Apocalipse: ele representa a ameaça do juízo que pende sobre o mundo. A possibilidade que este acabe reduzido a cinzas num mar de chamas, hoje já não aparece de forma alguma como pura fantasia: o próprio homem preparou, com suas invenções, a espada de fogo” (A Mensagem de Fátima, p. 39).
    A conclusão é clara: o mundo de nossos dias — o mundo moderno — está posto diante da seguinte alternativa:
    a) ou ele se converte, e tal conversão implica abandonar os falsos princípios sobre os quais está constituído, e assim deixar de ser laico ateu…, “moderno”;
    b) ou não se converte, e será reduzido a ruínas pelo fogo.
    Na segunda hipótese, sobre suas ruínas se levantará uma civilização nova, que São Luís Maria Grignion de Montfort nomeava como o Reino de Maria (Tratado da verdadeira devoção, n° 217) — em perfeita consonância com a Mensagem de Fátima: “Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará” (2° Segredo).
    Fonte : Pedro, tú me amas? De Daniel Leroux.

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