Papa Francisco: um “bom ateu” vai para o Céu

Isto aconteceu em Roma, no último domingo, 15 de abril, durante a visita papal à paróquia de São Paulo da Cruz, quando uma criança foi conduzida até ao Santo Padre.

O pai do menino está no Céu se acreditou em Deus, tendo abandonado portanto a sua condição de não-crente, de ateu, nem que fosse no último fôlego da sua vida terrena. Essa é a esperança à qual a criança deve agarrar-se e é nesse sentido que deve rezar ao longo de toda a sua vida. Para que, no grande mistério que é a Divina Providência, o seu pai tenha alcançado essa graça.

Quem acreditar e for batizado será salvo; mas, quem não acreditar será condenado. (Mc 16, 16)

Este episódio, conforme foi apresentado, irá naturalmente relançar o tema estéril da santidade dos “bons ateus” e alimentar o modernista sofisma da salvação de não-crentes.

Basto 4/2018

6 thoughts on “Papa Francisco: um “bom ateu” vai para o Céu

  1. Marcelino Pachuczki (@MarKPachuz) 17 de Abril de 2018 / 13:14

    Em um dia ele proclama as verdades, no outro as nega. Quem ainda pode duvidar que estamos na apostasia prevista por Nossa Senhora de Fátima?

  2. francisco 19 de Abril de 2018 / 11:53

    É esta a crença já em muitos lados, humanismo cristão. O que é preciso é ser “boa pessoa”, a religião é algo espiritual.
    Nas questões começam por colocar crentes e não crentes como filhos de Deus, relativizando o baptismo e o que Cristo nos veio trazer:
    http://w2.vatican.va/content/francesco/it/homilies/2018/documents/papa-francesco_20180415_omelia-visitapastorale-sanpaolodellacroce.html

    Aqui tem uma questão importante a ter em conta:
    https://akacatholic.com/video-vatican-orchestrated-child-abuse/
    https://akacatholic.com/and-the-academy-award-for-best-film-editing-goes-to/

    Interessante também é o que se encontra num artigo do diário de notícias onde vem a indicação sobre o “inferno não existe” do Papa na entrevista a Scalfari:
    https://www.dn.pt/mundo/interior/o-inferno-nao-existe-nem-a-entrevista-em-que-o-papa-o-disse-9224001.html
    Para indicar que o Papa João Paulo II também já tinha dito algo parecido colocam uma ligação para um site critico do Vaticano II:
    http://www.igrejacatolica.org/joao-paulo-ii-inferno-nao-existe/#ftn4
    Foi lapso ou querem-nos dizer alguma coisa?

    É triste, é uma aparente salvação humana de amor e paz esquecendo o verdadeiro amor e salvação.
    Aqui temos a confirmação do que já vem existindo nas homilias e celebrações.

    • Basto 20 de Abril de 2018 / 16:34

      Repare no título deste vídeo publicado durante esta semana pela edição em espanhol do Vatican News: “Papa: «La globalización es buena si pone al centro al ser humano»:

      A globalização seria certamente melhor se colocasse Deus no centro… E o ser humano só teria a beneficiar com isso!

      • francisco 20 de Abril de 2018 / 17:59

        É bem verdade!

        Bem avisou o Papa João XXIII no discurso de abertura do Concilio:
        “Fim principal do Concílio: defesa e difusão da doutrina
        6. Por esta razão, a Igreja não assistiu indiferente ao admirável progresso das descobertas do gênero humano, e não lhes negou o justo apreço, mas, seguindo estes progressos, não deixa de avisar os homens para que, bem acima das coisas sensíveis, elevem os olhares para Deus, fonte de toda a sabedoria e beleza; e eles, aos quais foi dito: « Submetei a terra e dominai-a » (Gn 1, 28), não esqueçam o mandamento gravíssimo: « Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele servirás » (Mt 4, 10; Lc 4, 8), para que não suceda que a fascinação efêmera das coisas visíveis impeça o verdadeiro progresso.”
        http://w2.vatican.va/content/john-xxiii/pt/speeches/1962/documents/hf_j-xxiii_spe_19621011_opening-council.html

        Está agora tudo à vista, e esta visão é bastante sedutora. Para a pessoa comum isto é normal, não acreditar e esperar ir para o Céu, sendo a religião apenas algo espiritual que pode ser bom para a pessoa.
        É uma sedução tal que nem se dá conta da contradição, do irracional que é.
        Esperemos que estejam na ignorância invencivel pois também quase não se anúncia a Verdade da salvação.

        Um exemplo mesmo de sacerdotes é se perguntarmos como podemos amar mais a Deus apenas nos indicam para amar o próximo. Sim isso é fundamental fazer parte, mas existem tantas mais coisas que fazem parte de amar mais a Deus, e não nos dizem nem ensinam.
        Passam anos e nas homilias não escutamos nada de Deus, do reino de Deus no Céu, da Graça, do pecado, dos fins últimos do Homem, dos mandamentos…resume-se tudo à comunidade como se fosse o clube dos amigos de Jesus.

  3. mfm021077 20 de Abril de 2018 / 9:24

    Estas são algumas das conclusões brilhantes que Francisco chega:
    1. Aqueles que não são batizados também são filhos de Deus. Afirmação que contradiz o Catecismo
    2. O Batismo não é nada especial para o Francisco, assim esmagando toda a teologia da habitação da Trindade em uma alma na Graça, porque este Sacramento nos torna mais (mas não só por esse caminho) filhos de Deus, portanto, é apenas mais um grau na escala e dispensável.
    3-Os idólatras também são filhos de Deus
    4-Veja a última resposta: um pai faz algo objetivamente bom (batizar seus filhos), mas imediatamente borra esta realidade porque o pai que era ateu (e morreu ateu), de acordo com Bergoglio, está seguramente no céu.
    Em outras palavras: se você não for batizado, você também pode chegar ao céu, portanto, por que batizar, por que entrar na Igreja, por que se esforçar para seguir os Preceitos Divinos se é suficiente ser bom, ou ser, um ateu, ou um idólatra, para salvar-se?.
    Mas a Palavra revelada não diz: “Sem fé é impossível agradar a Deus” (Hebreus 11:6) ou ” Quem Nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, por não crer no nome do Filho Unigênito de Deus.”, (João 3:18) ou “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por Mim.”(João 14:6)

  4. francisco 20 de Abril de 2018 / 11:27

    Em Braga vão em toda a linha do humanismo, veja-se a entrevista ao jesuita Diego Fares e o padre Jorge Vilaça com a santidade e virtudes humanas:

    Click to access IV_2018_04_19_net.pdf

    “A Igreja é o povo de Deus! O sacerdócio é um carisma, um ministério. O povo de Deus somos todos, pelo menos segundo a concepção do Concílio Vaticano II.”, que perversão! A Lumen Gentium e outros documentos, para além dos dos Papas, referem claramente que a Igreja é o Corpo Mistico de Cristo.

    A nós leigos querem-nos tornar sacerdotes, profetas e reis ao mesmo tempo que reduzem Cristo ao um rei dos corações.

    É a soberba que deu origem ao iluminismo e ao renascimento, fonte do marxismo, não suporta autoridade, hierarquia nem responsabilidade. O culminar é o amor livre na promoção da paz e fraternidade.
    É a soberba que que não suporta um Deus que nos ama e nos quer salvar tendo nós para isso de nos converter e seguir o caminho que nos indicou, por isso pretendem reduzir a que Deus veio-nos dizer que nos ama e que sejamos felizes.

    Quem quiser compreender melhor a sedução que nos querem dar podem ler os seguintes 10 artigos (Em que o Vaticano II mudou a Igreja).
    Tem de se ter é atenção que a conclusão destes artigos é de não ser necessária a Igreja nem Cristo, leia-se por isso com Fé firme para se conhecer a grande sedução:
    http://www.amerindiaenlared.org/blogs/contenidoBlog/865/teologia-y-profecia/0/

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