Despenalização da eutanásia chumbada no Parlamento por uma margem mínima

Num processo atípico de decisão política, em que o líder do maior partido “de Direita” se posicionou ao lado dos que defendem a legalização da eutanásia e o Partido Comunista Português foi determinante na defesa da vida, tendo por isso recebido elogios da Igreja, a despenalização da eutanásia acabou chumbada por apenas cinco votos.

O PAN, partido dos animais e da natureza, votou mais uma vez a favor de uma lei contra a natureza (nas suas dimensões mais básicas). Ninguém ficaria no entanto surpreendido se o mesmo partido, ainda esta semana, apresentasse um diploma na Assembleia da República com o objetivo de criminalizar a confeção e o consumo de arroz de cabidela para defender a dignidade das galinhas.

O Partido Ecologista Os Verdes voltou a rebelar-se contra as leis da natureza e promete voltar à carga até conseguir impor a sua verdade.

Que tempo absurdo!

Basto 5/2018

Portugal orgulhosamente gay, de Faro a Bragança

Agora até em Bragança, mesmo debaixo das varandas das avós… A reportagem da SIC Notícias pode ser vista aqui.

Basto 5/2018

“Dança litúrgica” na Renânia do Norte-Vestfália

Para além dos ministros celebrantes e acólitos, imediatamente após o momento da consagração, entra também o lorpa.

Cidade de Münster, Renânia do Norte-Vestfália, Alemanha, no dia 13 de maio de 2018.

Fonte: One Peter Five, 22/05/2018.

A coreografia acima realizou-se na presença de vários importantes sacerdotes e bispos alemães, entre os quais o cardeal D. Reinhard Marx, Presidente da Conferência Episcopal Alemã e um dos homens mais influentes na Igreja Católica atual.

Basto 05/2018

Bispo de Leiria-Fátima será criado cardeal no próximo mês

O Santo Padre anunciou o nome de D. António Marto, atual bispo de Leiria-Fátima, entre os 14 novos cardeais da Igreja Católica que serão criados no próximo consistório do dia 29 de junho.

É um ato de confiança pessoal do Papa. Pois eu creio que é um ato de confiança pessoal do Papa na minha humilde pessoa.

(D. António Marto, in Ecclesia, 20/05/2018)

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Já estive em duas audiências com o Santo Padre, o Santo Padre conhece bem o que eu penso e sabe que tem em mim um apoiante de toda esta reforma que ele está a fazer na Igreja… Uma reforma por uma Igreja mais evangélica, uma Igreja mais próxima, uma Igreja mais misericordiosa e ele nisso pode contar comigo.

(D. António Marto, in Ecclesia, 20/05/2018)

Talvez D. António Marto entenda que Igreja não era suficientemente misericordiosa antes do Papa Francisco… E quando falamos da misericórdia do Papa Francisco, o tema da abertura da Sagrada Comunhão a adúlteros é incontornável, uma vez que, até agora, essa é incontestavelmente a grande marca do seu “misericordioso” pontificado.

“Conversão”, “misericórdia” e “casamentos que não são de Deus” são temas centrais na mensagem de Fátima, portanto é natural que o bispo de Fátima se interesse por eles, ainda para mais quando, por coincidência, até possui o mesmo apelido de dois dos videntes das aparições.

Muitos matrimónios não são bons, não agradam a Nosso Senhor e não são de Deus.

(Santa Jacinta Marto, palavras proferidas durante a fase terminal da sua vida, no Orfanato de Nª Sª dos Milagres, em Lisboa)

 

À boa maneira de Francisco, também D. António Marto defende a necessidade de conversão… dos pastores!

Um método…

O método proposto na exortação pontifícia [Amoris Laetitia] requer uma conversão dos pastores e das comunidades para admitirem a diversidade de situações.

(D. António Marto, discurso de abertura da “Escola Razões da Esperança” a 27 de setembro de 2016; in Diocese de Leiria-Fátima, 28/09/2016)

Um desafio…

O Papa deixa o desafio de uma «conversão pastoral» que se traduza numa «maneira nova de ser pastores por parte de padres e bispos».

(D. António Marto ao jornal Presente Leiria-Fátima; in Ecclesia, 12/04/2016)

Um golpe de génio…

O Papa Francisco, de modo genial, introduziu uma mudança da disciplina sem pôr em causa a doutrina sobre o matrimónio e a família.

(D. António Marto ao jornal Presente Leiria-Fátima in Ecclesia, 12/04/2016)

Em 2015, um ano antes da publicação da controversa exortação apostólica Amoris Laetitia, foi D. António Marto que, segundo o jornal Sol, liderou o grupo de bispos da Região Centro que pretendia abrir a Sagrada Comunhão aos adúlteros nos termos propostos pelo herético cardeal D. Walter Kasper e elogiados pelo próprio Papa Francisco.

Chegou o momento do reconhecimento pelo seu apoio, conforme o próprio bispo de Leiria-Fátima admitiu.

Basto 5/2018

Gay praticante afirma que o Santo Padre o confirmou no homossexualismo

Juan Carlos Cruz é uma das alegadas ex-vítimas de abusos sexuais por parte de elementos do clero chileno, mais concretamente no âmbito do caso Karadigma. Após alguns desentendimentos públicos com a Santa Sé, Cruz foi convidado pelo Papa para passar alguns dias no Vaticano.

Depois de ter sido recebido pelo Santo Padre, Juan Carlos Cruz afirmou em entrevista ao El País que Francisco pediu-lhe perdão pelos abusos sexuais sofridos e confirmou-o na sua condição de “gay“.

P. Conversou [com o Papa] sobre sua homossexualidade e como sofreu mais por isso?

R. Sim, falamos. Ele tinha sido praticamente informado que eu era uma pessoa má. Alí eu expliquei-lhe que não sou a reencarnação de San Luís Gonzaga, mas não sou uma pessoa má, tento não magoar ninguém. Ele disse-me “Juan Carlos, que tu sejas gay não importa. Deus fez-te assim e ama-te assim e a mim não me importa. O Papa ama-te assim, tens de ser feliz com quem és.

(in El País, 19/05/2018 – tradução livre)

Na verdade, ser “gay” é muito mais do que simplesmente possuir tendências homossexuais. A condição de gay pressupõe militância ideológica e determinados comportamentos sociais completamente contrários à vontade de Deus.

Essas declarações, a confirmarem-se, representariam uma evolução da posição do Santo Padre em relação à militância gay.

Basto 5/2018

Bispo Schneider: Eis como permanecemos fiéis a Pedro quando Pedro parece trair Cristo

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Por Claire Chretien

ROMA, Itália, 17 de maio, 2018 (LifeSiteNews) – “A Igreja é maior do que o Papa” e o Papa tem os mesmos deveres de qualquer católico: renunciar a Satanás e professar a fé católica, afirmou hoje o bispo D. Athanasius Schneider no Fórum da Vida 2018, em Roma. Os leigos devem ajudar, não atacar, o Papa se ele não fizer isso de forma clara.

“Como membros da Igreja militante, desejamos defender os ensinamentos morais e teológicos da Igreja de todos os que os atacam”, começava assim uma questão submetida ao bispo, que ele leu e respondeu. “No entanto, esses ataques [agora] parecem vir do topo. Como um bispo me dissera uma vez: «Como nos mantemos fiéis a Pedro quando Pedro não é fiel a Cristo?» Então, como nos comportamos como membros da Igreja militante, tendo em conta a atual situação em Roma?

“Em primeiro lugar, gostaria de dizer que temos sempre de manter a visão sobrenatural”, disse Schneider, o bispo auxiliar de Astana, no Cazaquistão, e um dos maiores defensores mundiais da ortodoxia católica. “A Igreja é sobrenatural. Não é uma instituição humana. E depois, em segundo lugar, temos de estar conscientes de que somos um só corpo. Nós somos o corpo místico, um corpo”.

“Até mesmo o Papa é um membro da Igreja. Não é o fundador da Igreja. Ele é apenas vigário – representante – e a verdadeira cabeça da Igreja é Cristo ”, explicou. O Papa é um “sinal visível” como chefe da Igreja, mas também é um dos seus membros.

“A Igreja é maior que o Papa. O papa não está acima da Igreja; o Papa está dentro da Igreja ”, explicou Schneider. “E o Papa tem os mesmos deveres de um simples católico… Ele fez os mesmos votos batismais quando foi batizado para renunciar a Satanás, para professar a fé católica. Então, ele tem de cumprir [esses deveres]”.

“E quando parece, em alguns momentos históricos, não apenas nos nossos tempos, que o sucessor de Pedro não estava a cumprir a sua tarefa de forma clara” ou estava mesmo a “fracassar”, então, “toda a Igreja tem de vir ajudá-lo, afirmou Schneider.

Em vez de terem uma “atitude de antagonismo” em relação ao Papa, os fiéis devem ajudá-lo e encorajá-lo, através de “petições reverentes”, a cumprir o seu dever de fortalecê-los na verdade da fé católica. Os fiéis devem também oferecer orações e sacrifícios, afirmou o bispo.

“Não devemos ter uma atitude de antagonismo contra o Papa, mesmo quando ele não está a cumprir corretamente ou de maneira perfeita o seu principal dever, que é fortalecer os fiéis e os bispos na fé”, disse Schneider. “Este é o seu dever principal. Então temos de vir para ajudá-lo a expressar [a fé], com petições reverentes, porque somos uma família.”

As famílias não são ditaduras, continuou o bispo, onde as pessoas são forçadas a permanecer em silêncio para não serem punidas pelo “chefe”.

“Não estamos numa ditadura na Igreja”, disse ele. “Nos somos uma família. Nós somos o corpo místico de Cristo”. Assim, com “respeito reverente”, os católicos deveriam pedir: “por favor, Santo Padre, fortaleça-nos”.

A edição original deste texto foi publicada pelo LifeSiteNews a 17 de maio de 2018. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do artigo acima é da inteira responsabilidade da sua autora, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

Basto 5/2018

Mensagem do dia: “rezar pelos rígidos”

Na semana passada, a “Mensagem do Dia [do Papa Francisco]”, uma iniciativa promovida pelo Pe. Eduardo Dougherty (sacerdote americano naturalizado brasileiro), recuperou as reflexões do Santo Padre a respeito da “rigidez” no cumprimento dos Mandamentos e pediu orações pelos “rígidos”, esses “maus”, “hipócritas” e “doentes”, que são “fanáticos” e, simultaneamente, “rigoristas”, mas também “teimosos de alma”, “covardes” e “prisioneiros das ideias”, autênticos “escravos da Lei” [de Deus].

E vós sereis odiados por todos, por causa do meu nome. Mas aquele que se mantiver firme até ao fim será salvo. (Mt 10, 22)

Rígidos, firmes… E agora, que devemos fazer? Vamos rezar pelas intenções que nos pede o apostolado do Pe. Eduardo Dougherty ou, pelo contrário, fazer por merecer as suas orações? Que tempos complicados!

Basto 5/2018

Diocese de Viseu abrirá a Sagrada Comunhão a adúlteros já neste Verão

henriqueviii.jpgA “Alegria do Amor” chegou a Viseu. Sem qualquer surpresa, a Ecclesia acaba de informar que o bispo de Viseu anunciara a publicação, para o dia 1 de julho próximo, do tão desejado documento que regulamenta a abertura da Sagrada Comunhão a pessoas que vivem em adultério, respondendo assim ao desejo do Papa Francisco. De acordo com a agência noticiosa da Conferência Episcopal Portuguesa, D. Ilídio Leandro pede que “não se tenha uma atitude legalista” perante as (inovadoras) “propostas” do Santo Padre.

“O capítulo 8 (da Exortação Apostólica Amoris Laetitia) abriu às situações irregulares [*] a possibilidade dessas pessoas poderem reencontrar-se na Igreja mesmo em comunhão sacramental, no abeirar-se da reconciliação e na Eucaristia.”

(D. Ilídio Leandro in Ecclesia, 15/05/2018)

* Nota nossa: o termo “irregular” é um neologismo linguístico que corresponde, em termos objetivos, à tradicional noção católica de adultério na sua forma continuada.

Esta nova pastoral pode conduzir à erradicação do adultério (enquanto tal) em toda a região.

E lá se vai completando o mapa deste nosso triste fado

Basto 5/2018