Despenalização da eutanásia chumbada no Parlamento por uma margem mínima

Num processo atípico de decisão política, em que o líder do maior partido “de Direita” se posicionou ao lado dos que defendem a legalização da eutanásia e o Partido Comunista Português foi determinante na defesa da vida, tendo por isso recebido elogios da Igreja, a despenalização da eutanásia acabou chumbada por apenas cinco votos.

O PAN, partido dos animais e da natureza, votou mais uma vez a favor de uma lei contra a natureza (nas suas dimensões mais básicas). Ninguém ficaria no entanto surpreendido se o mesmo partido, ainda esta semana, apresentasse um diploma na Assembleia da República com o objetivo de criminalizar a confeção e o consumo de arroz de cabidela para defender a dignidade das galinhas.

O Partido Ecologista Os Verdes voltou a rebelar-se contra as leis da natureza e promete voltar à carga até conseguir impor a sua verdade.

Que tempo absurdo!

Basto 5/2018

11 thoughts on “Despenalização da eutanásia chumbada no Parlamento por uma margem mínima

  1. maria martins 31 de Maio de 2018 / 0:10

    Tudo está por um fio… Quem sabe se não é um aviso?!
    Quando foi o primeiro referendo para o aborto, também ganhou o “NÃO” por apenas um só voto, e de um deputado socialista que, por sinal, foi muito criticado, na altura, pelo nosso poeta e democrata… Manuel Alegre, ao ponto de o confrontar em plena Assembleia, pela sua decisão. Impávido e sereno, esse deputado de quem, por acaso, não me recordo o nome, simplesmente o calou com uns versos que ele próprio (Manuel Alegre) declamava, e que passo a citar: …”há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não!…”
    Apesar de ter sido “sol de pouca dura”, foi marcada uma posição que, no meu entender, foi uma Bênção do Céu, pelas vigílias de oração feitas na altura. Hoje, a situação repete-se!!
    Rezemos para que mereçamos a PROTECÇÃO DIVINA mais uma vez, mas agora, DEFINITIVA, já que “eles” vão voltar à carga!

    • Basto 31 de Maio de 2018 / 9:39

      É verdade e temos de admitir que se vê uma maior convicção do lado dos que são a favor. Grande parte dos que se opuseram argumentavam apenas que este não era ainda o momento, o país ainda não estava preparado, etc… Em breve estará preparado para tal, como aconteceu precisamente com o aborto, que hoje é visto em Portugal (até no seio de famílias católicas) como um mal menor ou até um bem.
      É a revolução cultural a funcionar e as massas recebem-na sem qualquer tipo de resistência. Há uma certa genialidade em todo este processo…

    • Basto 2 de Junho de 2018 / 21:21

      Caro Francisco, há uma tese que diz que o cardeal Giuseppe Siri terá obtido, num determinado conclave, o número de votos suficiente ser Papa, mas acabara por recusar, alegando questões de ordem familiar… O que é que leva a conceituada revista Visão a escrever um artigo destes? Se calhar, amanhã, numa rubrica de ciência, dedicarão duas ou três páginas à segunda perna direita de um tal caranguejo que aparece ocasionalmente nas Ilhas Berlengas, em noites de lua cheia, de 10 em 10 anos… Sinceramente, não sei o que dizer sobre isso, mas não deixo de ficar espantado por ver um texto desses na revista Visão.

  2. maria martins 31 de Maio de 2018 / 11:32

    Mas, permitam-me um desabafo: que esclarecimento tem feito a Igreja, no que se refere ao sofrimento terminal e desesperado, daqueles que buscam, na eutanásia, a solução?
    Nunca ouvi falar das possíveis consequências duma “pena” agravada depois da morte, pois, mesmo sendo Misericórdia Infinita, Deus, Único Senhor da vida, não nos permite em circunstância alguma, que atentemos contra ela. Será que o crime compensa?! Não estaremos a complicar o tempo de expiação (purgatório), acabando por prolongar o tão REJEITADO sofrimento? E, pelo que sabemos das experiências de alguns místicos, é bem maior do que qualquer sofrimento humano! O Próprio Jesus o afirma a Santa Faustina, pedindo-lhe que tudo ofereça pelas almas do Purgatório, pois, o seu sofrimento pode ser comparado ao do Inferno, apesar de Lhe serem muito queridas, e se encontrarem a caminho do Céu! (será que também já não existe Purgatório?)
    Acho que, esclarecer as pessoas sobre a Verdadeira Doutrina, pode ajudar muita gente a tentar aceitar o SOFRIMENTO REDENTOR e assim, não enveredar por falsas decisões.
    Com o decorrer dos tempos, a IGREJA intelectualizou-Se bastante e depreciou muitas VERDADES que, com muita lógica e simplicidade, nos ajudavam a obedecer à Vontade de Deus.
    Hoje, é só facilitismo! Apregoam uma doutrina oca que não CONVERTE ninguém,e nos conduz ao abismo.

  3. Marcelino Pachuczki (@MarKPachuz) 31 de Maio de 2018 / 15:44

    Aqui no Brasil temos medo de nossos parlamentares e da Suprema Corte. Em 2003 foi realizado um referendo sobre desarmamento civil. O NÂO ganhou, a maioria dos cidadãos não queriam o desarmamento, mas o governo Lula não respeitou o referendo e restringiu a posse de armas. Resultado: Agora os criminosos continuam com suas armas e a violência nas grandes cidades faz mais mortes do que em países em guerra. O crime organizado a muito tempo pagou o estudo de crianças para se formarem advogados, promotores e juízes. E agora estes trabalham para o crime que o formou. Tenho medo se fizerem um referendo como na Irlanda, não será respeitado e uma derrota como a da eutanásia em Portugal seria facilmente transformada em vitória pela esquerda. No Brasil, em se tratando de política dois mais dois pode ser quanto você quiser!

    • Basto 31 de Maio de 2018 / 16:04

      Em relação ao aborto, em Portugal realizaram-se dois referendos, um em 1998 e outro em 2007. No primeiro venceu o não e no segundo venceu o sim.
      https://pt.wikipedia.org/wiki/Aborto_em_Portugal
      Talvez acabassem por realizar um terceiro, se o resultado do segundo continuasse a não ser o pretendido… Vivemos em “democracia”, temos de aceitar a verdade deles.

      • Marcelino Pachuczki (@MarKPachuz) 31 de Maio de 2018 / 21:21

        A democracia moderna é invenção maçônica, os frutos podres da revolução francesa. Foram estes desgraçados que despedaçaram os impérios coloniais na América Latina e transformaram estes novos países em um ninho de caudilhos. Foram eles que destruíram as monarquias católicas, inclusive o Estado Pontifício. O comunismo apenas de apropriou do “liberte, igualite, fraternite”, ou seja, liberdade sem responsabilidade, igualdade sem merecimentos e fraternidade sem solidariedade. Não é a civilização cristã que esta a beira do abismo, é a civilização laica da revolução francesa. Da cristandade tudo o que resta é a mensagem de Fátima!

  4. mfm021077 31 de Maio de 2018 / 19:20

    A mim me chamaram de egoísta ,por estar contra a Eutanásia . Devemos dar a liberdade as pessoas de dicidirem a sua vida ,em este caso a morte,dizem eles.Este religiosos de uma “treta”.

  5. Miguel 1 de Junho de 2018 / 10:57

    Até posso compreender a dificuldade e a provação que será necessária para enfrentar fases terminais de uma doença. A questão coloca-se e é necessária muita fé para não sucumbir. E também há o contrário: às vezes parece tudo tão inevitável, mas há quem resista e lute até ao último momento pela vida. A mim choca-me particularmente o eufemismo com que o assunto é tratado: não é a liberalização da morte, é antes a “despenalização da morte medicamente assistida”. Assim até soa melhor! E isso não compreendo.
    Foi mais ou menos a mesma tática usada aquando da liberalização (e banalização) do aborto. Não lhe chamaram isso, antes a “despenalização pela Interrupção Voluntária da Gravidez”. Isto é deveras preverso e repugnante. Estamos a falar de milhares de mortes de fetos, tudo às claras e, pasme-se, com dinheiro público, também do meu! Que tristeza! Que vergonha.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s