Regresso de “La Voz del Desierto” preparados para a missão

la voz del desierto

Consideram-se um “grupo de música católica da diocese de Alcalá de Henares (Espanha)” composto por três sacerdotes e quatro leigos locais que apostaram numa “evangelização” diferente…

Através das nossas canções queremos evangelizar, ou seja, anunciar Jesus Cristo a todos.

(in página oficial de La Voz del Desierto – tradução livre)

A banda espanhola de “rock católico” La Voz del Desierto regressa com um novo disco e um videoclipe gravado nos EUA, preparando-se agora para uma digressão no Continente Americano.

Será isto a “nova evangelização”? Serão estes os novos missionários da Igreja Católica?

Basto 7/2018

39 thoughts on “Regresso de “La Voz del Desierto” preparados para a missão

    • Pessoalmente não aprecio o rock “cristão”! Aliás, nenhum rock! Foi sempre para mim uma espécie de “sinal vermelho” que me alertou e me questionou sobre a (i)legitimidade do Renovamento Carismático…No fundo, embora gostasse de algumas partes, as músicas me colocavam na dúvida?! Não conseguia filtrar o efeito das coreografias, o ruído, as baterias que não me convidam à meditação. Me refiro, sobretudo ao rock no Santo Sacrifício da Missa! Imaginem Jesus a expirar no Calvário e, junto um barulho deste calibre. A própria natureza das coisas não combina! Pode o poema ser muito lindo…mas o ritmo não, de jeito nenhum. Assim como não combina com a função do Sacerdote. Temos cada vez mais urgência de escutar o silêncio como refere o Cardeal Sarah.
      Já temos ruído demais à nossa volta….

      • Espero que tenha percebido que publiquei isto com ironia…

        A Igreja não tem noção do ridículo em que caiu ao submeter-se a todas estas novas formas de “nova pastoral”. Não é a Igreja quem deve procurar a linguagem do ruído, da irreverência, das modas mundanas para ir ao encontro da juventude, a juventude é que necessita de procurar o silêncio, a reverência, o silêncio e o sagrado para encontrar Deus.

        Tudo isto é ridículo. E não é só o facto de se recorrer a este estilo musical como instrumento de evangelização, é tudo o resto, o modo como os padres se vestem, as coreografias…

        Como é que alguém fora da Igreja Católica (os ortodoxos, por exemplo) pode hoje sentir-se motivado a converter-se ao catolicismo?

      • Esse comentário podia ser meu. Há algumas semanas tive de interromper o meu pequeno “cross pós-jantar” para ir falar com uma vizinha e depois a conversa estendeu-se por uma ou duas horas com ela e com o marido. Penso que estarão ambos ligados ao movimento de Renovação Carismática, mas não tenho a certeza.

        Apesar de me sentir muito pior católico do que ela, disse-lhe que me parece inaceitável estar perante o Santíssimo Sacramento exposto com a guitarra ao peito a cantar canções dançáveis, embalando para um lado e para o outro. E usei precisamente esse argumento que a Maria refere: seria apropriado fazer isso no Calvário enquanto Cristo agonizava e vertia sangue pendurado na Cruz e Maria chorava prostrada no chão? Seria apropriado pegar numa guitarra e dançar em torno de Jesus enquanto Ele chorava e transpirava sangue no Jardim da Oliveiras, ou na Última Ceia, ou no caminho do Calvário? Ela e o marido concordaram comigo… Depois acabei por lhe dizer que também tenho sérias reservas relativamente àquelas rezas ininteligíveis que eles fazem durante os momentos de adoração eucarística, algo tipo “a-nho-i-nha-u-nha-u”…

  1. Sim Basto! Compreendi a sua ironia e desaprovação. Apenas expliquei que o rock cristão já existe há muito tempo e que não ajuda em nada, pelo contrário…Como diz é ridículo…

    • Para as pessoas da minha geração é difícil deixar de gostar da música rock, crescemos no meio do barulho da época, mas é evidente que o rock é uma das armas do mundo. Se Igreja tentar lutar contra o mundo com as armas do mundo provavelmente sairá derrotada, o mundo domina-as melhor!

    • A “Música Sacra”, de acordo com uma Encíclica, (creio que de Pio XII), aponta 3 características da mesma. Ela deve ser “Santa, (que a define como tal, “sacra”), “com arte” e “universal” (sem a tal inculturação)”.

      Este documento, foi, retomado por João Paulo II, precisamente para os que diziam que “tudo o que fora lei anterior ao CVII, estava desactualizado”. Portanto o assunto da Música Sacra está no Catecismo e está na Palavra de Deus. Porque, Inicialmente o que se cantava eram hinos, salmos e cânticos da Sagrada Escritura e da Sagrada Tradição.

      Perante esta pequena abordagem gostaria de dizer o seguinte:

      A Igreja navega, desorientada, em pleno “alto mar”, então, em todas as minhas intervenções, é apenas e só minha intenção, “alertar”, (com o pouco que conheço) e denunciar tudo aquilo que está errado ou que pode levar a outros erros ainda maiores.

      Digo com grande pesar que nós, os mais “tradicionais”, (devo frisar, não “tradicionalistas”) estamos desorganizados e sujeitos a absorver o “erro”. Se não permanecermos unidos, “agarrados”, até, à Tradição, aos Livros Sagrados e aos Mestres Verdadeiros Santos, naufragamos.

      Já vimos que os “outros” estão bem organizados, há imenso tempo. Tudo foi bem planeado, para destruir a Fé dos católicos e dividi-los. O pior, é que, conseguem mesmo fazê-lo, porque nós católicos somos, por vezes imaturos…

      Voltando à Música Sacra, vemos que, actualmente, se canta qualquer composição que, não é preciso perceber muito para reflectir e ver, instintivamente que não tem nenhuma das três características. Não é Santa. Tem tudo menos ARTE e não é universal, por causa da “paranóia ” da inculturação.

      Como sabemos a música tem vindo a sofrer mutações, ao longo dos séculos. A música em si mesma, (sem querer entrar muito em termos técnicos), é composta por 1 – melodia, 2 – harmonia e 3 – ritmo, por esta ordem de importância. O que se verifica hoje é que se inverteram os termos, dando-se mais ênfase ao ritmo. Então, mal inicia a música, as pessoas, sem dar conta, começam imediatamente, a “gingar” o corpo. Isto é tudo menos Oração. Abrem-se precedentes, não se controla mais e, a Missa passa a ser, não um culto mas um acontecimento social. É a velha teoria da “pasta de dentes que saindo do tubo, não entra nunca mais”.

      Ora, o que hoje se nota, ainda é que quase tudo o que é profano entra na Igreja e, pior nas celebrações da Missa que é o cerne da Vida da Igreja. As pessoas não fazem por mal, mas o certo é que, “isto faz mal”. A santa Missa Católica está muito semelhante ao culto protestante, porque a ideia era, de facto, essa. Então, mesmo que não possamos evitar estas contradições, pelo menos apontemos, como errado, dando alternativas, vez e voz aos nossos compositores que abundam, felizmente….

      O que diz o tal documento? Que a música Sacra, sem ser exactamente, o gregoriano, se deve aproximar, o mais possível do gregoriano. “Cantai com arte e com alma…”, foi sempre o lema do falecido fundador do coral do Sameiro, Braga.

      E veio- me à memória um apontamento de Mons Marco Frisina que isto, sim, é efectivamente Oração e tenho pena que não se cante, depois da Comunhão: “Anima Christi”

      • Grande compositor, também gosto particularmente desse “Anima Christi”, é lindíssimo.

        Maria, é difícil não concordar com o que diz…

  2. A Igreja Católica tem um reportório riquíssimo, por que razão tem de ir à procura da sonoridade comercial?

    Há poucas semanas celebrou-se na minha igreja paroquial a festa do Pai Nosso para as crianças do 2º ano da catequese. O cântico do Pai Nosso escolhido especialmente para aquele dia foi uma versão adaptada da música “The Sound ou Silence” (O Som do Silêncio) de Paul Simon. Achei a escolha disparatada e tive a oportunidade de explicar porquê a um dos elementos do grupo coral. Nem de propósito, o cântico do Pai Nosso voltou a ser o mesmo, no domingo passado, na celebração da Profissão de Fé!

    Estamos a falar de uma das músicas mais conhecidas de sempre e que regressou recentemente aos “tops” na versão de “Disturbed”. Para qualquer pessoa que ouve rádio e tem conhecimentos mínimos de inglês, será difícil abstrair-se da letra original para cantar qualquer outra versão, independentemente de ser mais ou menos religiosa…
    “E o povo curvou-se e rezou ao deus de néon que eles fizeram.”

    Esta música tem uma letra bastante subterrânea, diria até mesmo satânica, mas tem um significado muito profundo, muito aplicável à época em que vivemos. Uma época em que reina a escuridão espiritual, a substituição do Deus revelado por um deus inventado e a apostasia do silêncio.

    • Basto, no meu caso nas festas da catequese o problema não era de música, era o resto:
      Na festa da Esperança, do 5º ano, toda a festa se resumiu a uma esperança para a nossa vida aqui, para a comunidade e para o mundo, não houve nada que falasse às crianças sobre o Céu, a eternidade. Pareciamos pagãos que apenas acreditam em algo mas não sabem bem o quê.
      Na festa da Vida, do 8º ano, aconteceu o mesmo, a única referência à vida foi sobre a vida na terra, uma vida plena e realizada, onde nem se referiu ao menos o viver na graça de Deus, muito menos se referiu a vida do mundo que há-de vir quando o Senhor restaurar o Seu Reino, do Céu e do que fazer para o alcançar.
      Na festa da Profissão de Fé, aconteceu o mesmo, o sacerdote indicava que as crianças estavam ali para agradecer aos pais pelo baptismo pelo qual os pais pretendem que as crianças tenham um grande amigo que é Jesus. Tirando o texto oficial da profissão de Fé durante a festa não houve nenhuma referência a Deus, à Fé, à Verdade, conversão e compromisso. Em relação a Deus ficou-se por Jesus e este apenas como um bom amigo, ao menos indicando que é um verdadeiro amigo porque também é exigente, sabe dizer não. Tudo na festa era pagão, palmas, louvores e agradecimentos aos pais, catequistas, padre, para Deus e sobre Deus nada. Nem se concluiu a oração após a comunhão depois de comungarmos, colocando-se antes dela os tais paganismos de adoração comunitária.
      Festa das bem-aventuranças, do 7º ano, novamente tudo se resume a um mundo melhor, nenhuma referência da relação entre as bem-aventuranças e o cumprir a vontade de Deus, o sentido do dever, de praticar o Bem e fazer o que é correcto, não, pratica-se porque queremos um mundo melhor.
      Festa do envio, apenas uma ideia genérica sobre levar o amor de Deus ao mundo, que é tão genérico e sem base de Fé nenhuma que traduz-se por uma fraternidade entre os Homens. Nenhuma referência sobre a transmissão da Fé, vocações, sobre a diferença entre o mundo e Jesus.

      É tudo humanismo, é natural que a música só importe na medida em que nos faça “sentir”, o quê não sei!

      • Francisco e Basto, uma vez que os dois referiram as palmas, assim aproveito e respondo aos dois, com este pequeno vídeo de, pouco mais de 7 mn. Vários entendidos dão uma resposta interessante. A mais eloquente vem no finalzinho…Penso que vale a pena?!

  3. Sou suspeita a dar uma opinião nesta matéria; sempre gostei de qualquer tipo de música desde que seja boa. A música eleva-me e ajuda-me à concentração, se for a gosto.
    Relativamente à canção “The Sound of Silence” foi das minhas preferidas de sempre… Ainda tenho o disco em vinil, do Paul Simon. Contudo, hoje, com maior sensibilidade para as COISAS DE DEUS, reconheço ser um pouco desajustada; até me fez lembrar a freira americana que ganhou o” The Voice”, com a canção da Madonna “Like a virgin”… Esta sim, acho-a despropositada!
    A outra, como tem muita melodia, dêmos-lhe o benefício da dúvida. Acreditemos que seja uma das situações em que “Deus pode escrever direito por linhas tortas…”

  4. ” O Senhor disse a Elias: «Sai e permanece sobre o monte, na presença do Senhor: eis que o Senhor vai passar». Nesse momento passou diante dele um vento impetuoso e violento que fendia as montanhas e que quebrava os rochedos; mas o Senhor não estava naquele vento. Depois do vento, a terra tremeu; mas o Senhor não estava no tremor de terra…depois ouviu-se o murmúrio de uma leve brisa. Elias, ouvindo isto, cobriu o rosto, saiu e pôs-se à entrada da caverna”. Era o Senhor que passava
    .
    De acordo coma famosa frase atribuída a São Francisco de Sales, O BEM NÃO FAZ BARULHO E O BARULHO NÃO FAZ BEM,

  5. Estou plenamente de acordo, mas como a melodia original do “Simon and Garfunkel” é suave e lindíssima, espero que, mais uma vez, consigamos sublimar o que é mau e o revertamos para o Bem.
    A nossa Igreja já conseguiu fazer isso, noutras circunstâncias: não transformámos as festas pagãs em Festas de Culto Sagrado, ao longo da História da Igreja?
    Como já disse, neste campo, sou suspeita. Espero que Deus me perdoe se estou a pensar mal.

  6. A MÚSICA ALUCINANTE É UM DOS MEIOS MAIS RÁPIDOS DE DESTRUIR A SOCIEDADE” – Stálin.
    Os comunistas-maçonaria são os grandes promotores, tanto de eventos pansexualistas acompanhados de intensas orgias, assim como musicais dos reconhecidos satanistas Iron Maiden e das Lady Gagas da vida e de diversos roqueiros e funkers similares, propagandistas do multiforme satanismo e de como alienar a juventude o mais rápido possível em suas orgias musicalistas!
    Os sons estridentes usados dentro de varias celebrações que seriam instigados por infiltrados dentro da Igreja ou mal formados – caso porcaria acima, detestáveis, dissipantes das mentes do sagrado que exige silencio para o emotivismo religioso – remetem as pessoas para a dispersão e nunca para interiorização da fé, a qual passam para ritualismos externos sentimentalistas, como nas seitas pentecostalistas protestantes, nessas em especial, caso da diabólica IURD com os berreiros de seus “pastores”, que cursariam de como hipnotizar e/ou promoverem lavagem cerebral coletivamente, sendo um dos recursos, os ruídos intensos às horas da “veementes pregações” com todos em absoluto silencio, fazendo parte do esquema!
    O papa Bento XVI irrecomendava e muito o rock, assim como o sentimentalismo que se explora nos RCCs, as músicas alienantes e as de cunho relativista!
    Com a tentativa de protestantização da Igreja católica – Lutero, testemunho do Evangelho et alii – abrem-se alas para conjuntos auês dificultantes de interiorização e vivencia de uma fé mais interior, aquelas infestando certas nossas liturgias, tendo-se impressão de estar em concertos de rock; melhor, poderíamos chamá-los de “disjuntos”!…

  7. A rebelião contra Deus através da música não se manifesta apenas nos estilos mais agressivos como o hard rock, o punk, o grunge ou heavy metal, mas aparece também em registos bastante melodiosos, como acontece neste tema de Simon & Garfunkel. Em alguns casos isso é muito evidente, mas noutros nem tanto. A ambiguidade de algumas letras esconde mensagens ocultas ou dissimuladas transportadas em melodias suaves.

    Apesar de não concordar que possam ser transformadas em cantos litúrgicos, não digo que não devam de todo ser ouvidas, não sei… Talvez algumas delas, como acontece neste “The Sound of Silence”, sejam um bom ponto de partida para a reflexão, para ajudar a perceber o que está acontecer no mundo!

    Uma outra música muito melodiosa que também é frequentemente transportada para o campo religioso é o “Allelujah” de Leonard Cohen. A letra original é ambiguamente blasfema.

    • Como já foi referido, aqui, e bem, a Igreja Católica tem cânticos lindíssimos, imensas melodias elaboradas, com poemas eloquentes, cuja finalidade nos transporta à maior Glória de Deus e ao Seu Amor. Gritos de histeria nunca são oportunos, em nenhuma circunstância, mesmo na Proclamação ao Evangelho. É necessário, também que sejam seleccionados os Cânticos e respectivas letras, de acordo com a Liturgia daquele dia, o que muitas vezes, em grupos, menos preparados, não existem
      Por outro lado, pessoalmente, no momento da Comunhão prefiro o absoluto Silêncio…de contrário não consigo me concentrar, e conversar com o “Hóspede”, Supremo. Mas talvez o problema seja meu, simplesmente…

      • Também prefiro o absoluto silêncio no momento da Comunhão mas infelizmente raramente o propocionam. Por aqui acontece muitas vezes até antes de se fazer a oração após a comunhão se introduzirem outros assuntos e actividades. Depois lá aparece a oração após a comunhão a agradecer a Deus, parecendo até que vem não se sabe bem de onde nem porquê, parece que nos interrope nas nossas actividades.

        Não se ajuda nem se ensina as pessoas a estarem com o Senhor, a conversar e a agradecer, tudo se resume a convívio comunitário. “vós procurais-me, não por terdes visto sinais miraculosos, mas porque comestes dos pães e vos saciastes”

  8. Estou tramada! Hoje, não acerto uma… Também o Leonard Choen?! Nunca me deu para traduzir as letras, mas se assim é… valha-me Deus!
    Na verdade, agora que as fui traduzir, são deveras provocadoras…
    Mas, música é música, e estas melodias são lindíssimas! Só é pena que estejam mal aproveitadas…
    Não sou muito apreciadora de Cânticos Litúrgicos tradicionais; talvez porque já sou da era pós Vaticano II, fã do Pe. Zezinho, e cuja enorme colectânea de discos possuo. As suas letras são variadíssimas, com belas mensagens que me ajudaram a sedimentar a minha Fé, durante a minha Juventude e a dos meus irmãos.
    Quantas vezes ia buscar apoio e Força aos discos dele, para prosseguir!
    Assim, acredito que tudo depende da maneira como abrimos o nosso coração a Deus. Ele conhece-nos melhor que nós próprios. Logo, se a predisposição for boa, ele encarregar-se-à de nos colocar no lugar certo.
    E com isto tudo, o melhor é começar a estar mais atenta ao que pode passar-nos despercebido. Realmente, o demónio não perde uma! Nunca entendi muito bem a Expressão que diz que: ELE É TENDEIRO, mas acho que se aplica bem aqui!

    • Algumas pessoas tendem a diabolizar tudo que apareceu depois do CVii e isso, a meu ver, está errado. Por exemplo, neste tema da música litúrgica – mesmo admitindo que sou um nabo na matéria – há tantos grupos corais que cantam semanalmente, a duas e três vozes, os cânticos compostos pelo Pe. António Cartageno ou pelo cónego Carlos da Silva. Alguns desses cânticos são absolutamente sublimes que até causam arrepios quando são bem interpretados.

    • Maria Martins: V sabia que no lá Brasil o famoso padre Zezinho foi ferrenho defensor do partido comunista chamado PT, fiz-lhe até varias duras críticas em seu FACEBOOK pelos procedimentos de ele se deixar subverter aos mafiosos da maçonaria – ou ser um deles – por ser péssimo exemplo de se ajuntar aos asseclas de Satã e ainda correr serio risco ainda de estar automaticamente excomungado – ainda mais um religioso – e às minhas interpelações nunca mas respondia?
      No entanto, possuidor de certas música melodiosas, até interessantes, sim, embora possuísse dupla face: a “católica” e a martelo e foice, o que nos afasta dele e fá-lo-ia suspeito de infiltrado, cativando as mentes dos incautos…

    • Podia ser pior Maria! Imagine o caso do tema “Stairway to Heaven” (Escadaria para o Céu) dos Led Zeppelin. A música corrida ao contrário (play reverse) parece que reproduzir outra letra…

      Assustador!

  9. Nunca tive conhecimento disso. Limitava-me e limito-me a escutar as suas canções e a interiorizar as suas mensagens, onde nunca encontrei nada de suspeito; pelo contrário, está sempre do lado da Verdadeira Doutrina e da Justiça. Se prega como o Frei Tomás que manda fazer o que diz, mas não o que faz, é pena!
    Pelo menos, ajuda-nos a escutar a Verdade. Sem querer menosprezar o que me diz e defender seja lá o que for, às vezes, quando alguém se coloca do lado dos mais débeis e injustiçados é logo rotulado de Comunista; não sei se é esse o caso. Na Igreja não devia haver Esquerda nem Direita, mas, somente, gente Santa, Justa e Fraterna. É esse o Legado de Jesus Cristo; o Homem é que O subverte, para Seu próprio benefício e, infelizmente, Sua desgraça pelas confusões e lutas fratricidas que promove.

  10. Existe, na minha Paróquia um grupo coral a 4 vozes, dirigido por um jesuíta, já com 84 anos, sobrinho do Padre Manuel Faria, grande compositor (o tio). A senhora que toca órgão e auxilia o Sr. Padre é Prof de música. Todos os cânticos são devidamente seleccionados, de acordo com a celebração, (nas celebrações, em que podem estar presentes).

    Fui habituada a valorizar a música Litúrgica, no seu contexto. Há tempos litúrgicos muito fortes, como, por exemplo, a Quaresma que, a meu ver é o que tem cânticos mais profundos com melodias bem apropriadas.

    É preciso considerar que a Liturgia é um ramo pertencente às Ciências Eclesiásticas. Portanto não se trata de qualquer festinha popular ou de qualquer cerimónia que tem um protocolo, a cumprir.

    A Liturgia é, por excelência a Celebração dos Sacramentos, cujas prescrições são bem definidas, com todo um Rito que é composto por orações, leituras, cânticos, paramentos, gestos, símbolos… É o culto a Deus que não pode ser descorado, “feito às três pancadas”.

    Muitas vezes, o Ministério da Música, entrega-se a um “jovenzinho”, ou não, sem desmérito nenhum, no caso. Mas a verdade é que quase sempre essas pessoas tocam e cantam porque gostam e, até percebem de música…mas de Liturgia, infelizmente não.

    Para executar esta tarefa temos, realmente muitos compositores de referência, normalmente Sacerdotes dotados.

    A Santa Missa é o “Altar do Sacrifício do Calvário”, oferecido por Cristo, pelo Sacerdote e pelos fiéis, ao Pai. É importante demais para ser cantado de qualquer jeito, como se fosse numa discoteca.
    O fundo musical do órgão é perfeitamente suficiente, não necessitamos de gaitas de foles, nem baterias tribais, muito menos coreografias sensuais ou palmas.

    A maior parte das Missas se transforma num autêntico espectáculo. Valha-me Deus. Por isso é que tantas pessoas dizem e sentem que a Missa “é uma seca”, ninguém lhes explica o real valor.

  11. Com todo o respeito, continuo a defender que não é o tipo de música que valoriza um Acto Sagrado, neste caso, a Missa.
    Uma Eucaristia é composta por várias partes e nem todas Se resumem ao SACRIFÍCIO. Também há momentos de Aclamação, Louvor, Agradecimento, Partilha, Festa… O que é importante, no meu entender, é que estejamos UNIDOS ao SENHOR e não dispersarmos a nossa atenção do ESSENCIAL.
    Podemos perfeitamente estar concentrados e ser fiéis a cada momento da Missa, sem ser obrigatório entoar apenas e só, cânticos tradicionais, com músicas consideradas ERUDITAS!
    Os gostos são variáveis; o que vale é a maneira como elevamos o nosso coração a Deus e a pureza com que o fazemos.
    Agora, se me disserem que deve haver mais cuidado em adaptar as mensagens das músicas escolhidas, às diferente partes da Missa, aí, já concordo. Mas isso, não implica que cada um não possa escolher o tipo de música que mais lhe toca, desde que haja o mínimo de melodia e respeito pelo Sagrado.
    O motivo que faz com que a MISSA seja considerada uma seca é muito mais profundo; ninguém pode AMAR aquilo que não CONHECE! E eu falo por mim; até isso acontecer, apenas cumpria o ritual… Mas, foram precisamente as missas mais alegres, sem desvirtuar a ESSÊNCIA, que me seduziram, aliadas a uma CONVERSÃO INTERIOR MAIS PROFUNDA! E ERA BEM JOVEM, POR SINAL.

  12. Desculpa, maria. Mas a Santa Missa não é “ao gosto do freguês”. Há normas específicas, conforme os tempos Litúrgicos, como referi. Em um grande número de vezes canta-se “qualquer coisa” para dar “alegria” exterior.
    Até se utiliza o cântico que não faz alusão ao “tempo Litúrgico”. O Sacerdote jesuíta, a que me referi e que orienta o coral, ao qual pertenci, tem um doutoramento, em Liturgia e foi docente, nessa área. Portanto é “erudito”, mesmo. Mas, como agora é tudo à balda mesmo, tanto faz.

  13. Ocorreu-me a ideia de deixar, aqui esta instrução por me parecer importante

    Estes links são aulas de Liturgia do Padre Paulo Ricardo.
    São apenas 4, mas o Sacerdote refere que nem 30 seriam suficientes.

    Ele também esclarece algo muito importante que é outro aspecto, onde, lamentavelmente, nós católicos revelamos que estudamos pouco sobre a nossa Fé.
    Ele diz que “A Instrução Geral do Missal Romano” é para cumprir. É para fazer o que está nas linhas vermelhas e dizer o que está nas linhas pretas.

    Quem tiver interesse de conhecer e a virtude da paciência, oiça estas aulas sobre Liturgia. Quando termina a última aula sentimos pena…ávidos do saber…Bom espero que não nos julguem como sendo “rigoristas”.

  14. Acho que frisei bem que as letras das músicas devem estar de acordo com o momento litúrgico! Nunca disse que era à vontade do freguês!
    As leis, neste caso, são do Homem… Por mais que me queiram convencer, não me convencem. Não se trata de Doutrina e, por isso, a lei pode evoluir e respeitar humildemente o gosto dos outros.
    Quem me pode garantir que Deus, apenas goste dos Cânticos Eruditos?! Onde está escrito?
    Sou contra a “bandalheira” a vulgaridade, a profanação; contudo, aprovo a SIMPLICIDADE e continuo a defender cânticos mais simples e actuais para quem gostar.
    Deus perscruta o coração e está com aqueles que O louvam em Verdade. Os ritmos são acidentes de percurso…

  15. Relativamente ao Movimento de Renovação Carismática, confesso que a 1ª vez que assisti pela televisão, numa missa da Canção Nova, até me confundi com a IURD. Mas logo reconheci que era uma Celebração Católica pelos paramentos e pelo decorrer da Eucaristia. E acrescento: interiormente, cheguei a comparar o Pe. Edmilson a um “possível” charlatão! Porém, fiz uma acto de humildade perante Deus, e pedi-Lhe do fundo do coração, que me desse uma Palavra sobre o que se estava a passar. Abri a Bíblia, tal como a minha mãe me ensinara, em momentos de dúvida, e a resposta foi: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho! Os Sinais que vos dou serão: imporeis as mãos aos doentes e eles serão curados, libertá-los-eis dos espíritos, falareis novas Línguas…” Marc. 16 . NÃO SÃO ESTES OS SINAIS DO REINO?
    Ora, era precisamente o que o Pe. estava a fazer, e a pregar na sua Homilia de Cura e Libertação! Aceitei a Luz e, imediatamente, me tornei espectadora assídua dessa Missa e da C.N. . Fiz-me sócia benfeitora e CONFESSO: até hoje, tenho recebido GRAÇAS e verdadeiros MILAGRES para mim e para os outros, e muitas Bênçãos, através das Suas Celebrações. Quando vieram para Fátima recebi o Cartão de Benfeitora e qual não foi o meu espanto: A PALAVRA que nele está escrito é A Mesma que me tinha saído, quando busquei a VERDADE! E mais, sei que são diferentes de pessoa para pessoa! Ninguém sabia o que eu tinha feito…
    Conto isto, apenas, para mostrar que eu também estava cheia de pudores e complexos; muito agarrada ao tradicional…
    Vale o que vale, e não pretendo convencer ninguém! Somente desejo reforçar a ideia de que: O ESPÍRITO SANTO SOPRA ONDE ELE QUER!
    Continuo a afirmar que Deus perscruta o coração daqueles que O buscam de VERDADE !
    Já li em alguns diários de Santos, com quem Jesus desabafa, que muitos O Louvam somente com a boca e outros são meros papagaios!…
    E, uma coisa é certa: Não será ESSA FÉ CARISMÁTICA, CHEIA DE VIGOR E EMOÇÃO, QUE JESUS PRETENDE, QUANDO AFIRMA QUE A FÉ IRÁ DESAPARECER DA FACE DA TERRA?!

    • Atenção Maria, não foi minha intenção julgar o movimento de Renovação Carismática. Tenho visto muita fé em pessoas associadas a esse movimento. Referi-me objetivamente a duas coisas (e não ao movimento em si que é legítimo): 1) Adoração eucarística embalada ao ritmo das guitarradas; 2) Rezas em murmúrios ininteligíveis. E mesmo em relação a essas duas coisas que referi, não me sinto capaz de refutá-las mas apenas de olhá-las com bastante estranheza, como para tantas outras inovações recentes. Isto é algo novo na Igreja Católica e que, se não estou em erro, foi importado do protestantismo pentecostal.

      Nunca interpretei o dom de “falar novas línguas” como a capacidade de produzir murmúrios ininteligíveis, mas admito que possa estar enganado. Nunca imaginei os apóstolos, por exemplo, emitindo esses sons nas suas missões evangelizadoras porque sempre interpretei esse dom como a capacidade de falar línguas inteligíveis (para além da materna). Ou então, como acontecia frequentemente com o Santo Pe. Pio de Pietrelcina, pessoas de línguas nativas diferentes poderem dialogar fluentemente entre si como se estivessem a usar o mesmo idioma.

      O grande catequista John Vennari trava aqui um pequeno mas interessante diálogo com o Pe Gruner sobre o assunto.

  16. Concordo consigo.Quando referi “…falareis novas línguas…” também não me referia à oração em línguas, Dom que não consigo entender, mas que respeito, sem me adaptar a Ele.
    Como para mim, tudo era novidade, fui aceitando com humildade e, certo é, que tenho sido muito Agraciada. Nestes vinte anos, posso afirmar que recebi verdadeiros milagres de Cura e Libertação Espiritual, para amigas que tinham andado em Novas Eras e espiritismo, aliadas a grandes Conversões.
    Por temperamento e educação, também optaria pela descrição, mas as coisas revelaram-se doutra forma!
    Quem sabe se, tendo em conta os frutos, Deus não nos esteja a dizer que, mesmo imperfeitos, os protestantes, também O buscam de Verdade?! O que não justifica que baixemos a fasquia e reneguemos a Nossa Igreja. Às vezes, pode ser esse o caminho para quem vá mais devagar. Há inúmeros testemunhos de protestantes que, depois de convertidos, Deus os trouxe para o Catolicismo, acabando por ser muito mais coerente do que nós..
    Acredito que tal como diz Pascal:… “DEUS REVELA-SE AOS QUE O PROCURAM E ESCONDE-SE AOS QUE O TENTAM…”

  17. Depois de Jesus ter dito aos Seus Apóstolos que, pelos frutos, conheceriam os falsos profetas, continuou:
    «Nem todo o que Me diz, Senhor, Senhor, entrará no Reino dos dos Céus, mas sim aquele que faz a vontade de Meu Pai que está nos Céus. Muitos Me dirão aquele dia: Senhor, Senhor, não foi em Teu nome que profetizámos, em Teu nome que expulsámos demónios e em Teu nome que fizemos muitos milagres? E, então, dir-lhes-ei: Nunca vos conheci; afastai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade» (Mt. 7, 20-23).
    Palavras misteriosas de Nosso Senhor que fazem pensar.
    Quem serão estes que, apesar de profetizarem, expulsarem demónios e fazerem muitos outros milagres, serão excluídos do Reino dos Céus?

  18. Basto, obrigado.
    Pela homilia, que ouvi na íntegra, fiquei a saber que o Padre Alfonso Galvez é um sacerdote segundo o Coração de Cristo; um enamorado de Jesus, nosso Redentor, e por isso um enamorado das almas por cuja salvação tem gasto a sua vida. Não o conhecia, mas vou estar atento à sua voz, guia seguro neste nosso tempo de apostasia geral.
    Pela sua humildade, amor à Igreja, devoção terna à Santíssima Virgem e zelo pela glória de Deus e pela salvação das almas, é seguramente um verdadeiro profeta.

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