Igreja dessacralizada em Tomar

bons.sonsO blogue Senza Pagare deu-nos a conhecer, esta semana, um ato grave de dessacralização da Igreja de São Sebastião na localidade de Cem Soldos, no concelho de Tomar, diocese de Santarém. O vídeo publicado mostra cenas de um concerto de rock dentro da igreja paroquial da aldeia, alegadamente gravadas durante a segunda semana de agosto, no âmbito do festival “Bons Sons“.

A estrela do vídeo “Woodstock na Igreja de São Sebastião em Soldos” é o Homem em Catarse e o seu álbum chama-se “Viagem Interior”…

Uma breve passagem pela página facebook do “Bons Sons”, um festival que teve já várias edições anteriores, permite constatar que a Igreja de São Sebastião tem servido de auditório para diversos eventos estranhíssimos ao culto católico. O presbitério passa a palco, o altar-mor serve de cenário e o resto do templo é onde o povo se encontra para curtir… O sacrário está fechado e dá para ver uma lâmpada vermelha acesa!

 

Basto 8/2018

Frases que nos fazem pensar: Pe. James Martin SJ

m.james.martin.metallica“É surpreendente que a maioria dos católicos LGBT se sintam como leprosos na Igreja? […] Eles foram tratados como leprosos pela Igreja. Nunca subestimem a dor que as pessoas LGBT experimentaram – não apenas nas mãos da igreja, mas da sociedade em geral.”

(Pe. James Martin SJ, autor, articulista na revista dos jesuítas America, ativista LGBT e – recentemente nomeado pelo Papa Francisco – Consultor da Secretaria da Comunicação da Santa Sé)

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Contexto da frase:

Discurso proferido pelo sacerdote jesuíta americano em Dublin, no dia 23 de agosto, no Encontro Mundial das Famílias 2018, sob o título “How parishes can welcome L.G.B.T. Catholics”; in America, 28/08/2018 – tradução livre.

Basto 8/2018

Athanasius Schneider: Não há razões para duvidar das revelações do Arcebispo Viganò sobre o Papa

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Por John-Henry Westen

27 de agosto, 2018 (LifeSiteNews) – O bispo D. Athanasius Schneider, de Astana, Cazaquistão, um dos bispos que mais fala abertamente sobre a crise de fé que vive a Igreja Católica com Papa Francisco, escreveu um documento em resposta ao testemunho do arcebispo D. Carlo Maria Viganò.

Schneider afirma que “não há motivo razoável e plausível para duvidar da veracidade do conteúdo do documento do arcebispo Carlo Maria Viganò”.

O arcebispo D. Carlo Viganò, que foi núncio apostólico em Washington DC de 2011 a 2016, na semana passada expôs detalhadamente numa carta de 11 páginas que o Papa Francisco encobriu os abusos do ex-cardeal McCarrick.

Schneider reconhece que é extremamente grave e raro que um bispo acuse publicamente um papa reinante, mas ressalta que “o arcebispo Viganò confirmou a sua declaração por meio de um juramento sacro invocando o nome de Deus.”.

O documento de D. Athanasius Schneider é abaixo publicado na íntegra.

***

Reflexão sobre o “Testemunho” do Arcebispo Carlo Maria Viganò, de 22 de agosto de 2018

É um facto raro e extremamente grave, na história da Igreja, que um bispo acuse pública e especificamente o Papa reinante. Num documento recentemente publicado (de 22 de Agosto de 2018), o Arcebispo Carlo Maria Viganò testemunha que, desde há cinco anos, o Papa Francisco tem conhecimento de dois factos: que o Cardeal Theodor McCarrick cometeu violações sexuais contra seminaristas e contra subordinados seus, e que havia sanções que o Papa Bento XVI lhe tinha imposto. Ademais, D. Viganò confirmou a sua declaração por meio de um juramento sacro invocando o nome de Deus. Não há, portanto, motivo razoável e plausível para duvidar da veracidade do conteúdo do documento do Arcebispo Carlo Maria Viganò.

Católicos por todo o mundo, simples fiéis, os “pequenos”, estão profundamente chocados e escandalizados com os graves casos recentemente divulgados, nos quais autoridades da Igreja encobriram e protegeram clérigos que cometeram abusos sexuais contra menores e contra seus próprios subordinados. Tal situação histórica, que a Igreja vive em nossos dias, requer absoluta transparência em todos os níveis da hierarquia da Igreja e, em primeiro lugar, evidentemente, do próprio Papa.

É completamente insuficiente e nada convincente que as autoridades da Igreja continuem a formular apelos genéricos de tolerância zero em casos de abusos sexuais por parte de clérigos e pelo fim do encobrimento desses casos. Igualmente insuficientes são os apelos estereotipados de perdão em nome das autoridades da Igreja. Esses apelos à tolerância zero e pedidos de perdão só se tornarão credíveis se as autoridades da Cúria Romana lançarem as cartas à mesa, dando o nome e sobrenome de todos aqueles na Cúria Romana – independentemente da sua posição e título – que encobriram os casos de abusos sexuais de menores e de subordinados.

A partir do documento de D. Carlo Viganò pode retirar-se as seguintes conclusões:

  1. Que a Santa Sé e o próprio Papa começarão a expurgar da Cúria Romana e do episcopado, sem compromissos,  os grupos e redes homossexuais.
  2. Que o Papa proclamará de maneira inequívoca a doutrina Divina sobre o caráter gravemente pecaminoso dos atos homossexuais.
  3. Que serão publicadas normas peremptórias e detalhadas que impedirão a ordenação de homens com tendência homossexual.
  4. Que o Papa restaurará a pureza e a inequivocidade de toda a doutrina Católica no ensinamento e na pregação.
  5. Que será restaurada na Igreja, pelo ensinamento pontifício e episcopal e por normas práticas, a sempre válida ascese Cristã: os exercícios do jejum, da penitência corporal, da abnegação.
  6. Que serão restaurados na Igreja o espírito e a praxe de reparação e expiação pelos pecados cometidos.
  7. Que haverá na Igreja um processo seletivo, garantido seguramente, de candidatos ao episcopado, que sejam comprovadamente homens de Deus; e que seria melhor deixar as dioceses vários anos sem um bispo do que nomear um candidato que não fosse um verdadeiro homem de Deus na oração, na doutrina e na vida moral.
  8. Que se iniciará na Igreja um movimento, especialmente entre cardeais, bispos e padres, de renúncia a qualquer compromisso e namorico com o mundo.

Não causaria surpresa se a oligarquia dos meios de comunicação social dominantes a nível internacional, que promove a homossexualidade e a depravação moral, começasse a denegrir a pessoa do Arcebispo Viganò e deixasse o núcleo do assunto do seu documento cair no esquecimento.

No meio da difusão da heresia de Lutero e da profunda crise moral de uma parte considerável do clero e especialmente da Cúria Romana, o Papa Adriano VI escreveu as seguintes surpreendentes e francas palavras, dirigidas à Dieta Imperial de Nuremberg, em 1522: “Sabemos que, por algum tempo, muitas abominações, abusos em assuntos eclesiais e violações de direitos ocorreram na Santa Sé; e que tudo foi corrompido para pior. A corrupção passou da cabeça para os membros, do Papa para os prelados: todos nós nos desviamos; não houve um que agisse bem, não, nem um”.

Firmeza e transparência em constatar e confessar os males na vida da Igreja ajudarão a iniciar um eficiente processo de purificação e renovação espiritual e moral. Antes de condenar os outros, todo o detentor de cargo eclesiástico na Igreja, independentemente da posição e título, deve questionar-se, na presença de Deus, se ele próprio encobriu de alguma forma abusos sexuais. Descobrindo-se culpado, deveria confessá-lo publicamente, pois a Palavra de Deus o admoesta: “Não te envergonhes de reconhecer a tua culpa” (Ecl. 4:26). Pois, como São Pedro, o primeiro Papa, escreveu: “chegou o tempo do juízo, a começar pela Casa (Igreja) de Deus” (1 Pedro 4:17).

† Athanasius Schneider, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Santa Maria em Astana

A edição original deste texto foi publicada pelo LifeSiteNews a 27 de agosto de 2018. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do texto acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

Basto 8/2018

“Ódio é não dizer que o sexo gay conduz ao Inferno”

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Foi desta forma que o leigo John-Henry Westen, cofundador e editor-chefe do Life Site News, respondeu ao ativista LGBT Pe. James Martin SJ. A afirmação foi proferida no encontro “Uma Conferência de Famílias Católicas“, um evento paralelo realizado em Dublin em protesto contra a anunciada agenda gay presente no Encontro Mundial das Famílias 2018.

O esforço popular para “desconvidar” o homossexualista jesuíta do Encontro Mundial das Famílias 2018 não foi suficiente, portanto, James Martin foi uma das principais figuras de cartaz com direito ao púlpito a partir do qual fez a sua conhecida propaganda gay. Entre os seus chavões ideológicos mais utilizados, Martin costuma acusar a Igreja de “ódio” para com as pessoas LGBT por lhes dizer que a prática homossexual é um pecado grave.

Os novíssimos ensinamentos morais do Pe. Martin – apreciados pelo Santo Padre – são no sentido de impor à Igreja uma nova pastoral que passe pela aceitação das práticas sodomitas através de uma espécie de homossexualismo pastoral.

Basto 8/2018

São Paulo censurado em Dublin, na Missa do Encontro Mundial das Famílias 2018

Como reparou a Infovaticana, na missa do passado domingo, presidida pelo Santo Padre em Dublin, uma parte da 2ª Leitura, proferida em espanhol, ficou por ler.

Para o 21º Domingo do Tempo Comum – Ano B, a Igreja recomenda uma leitura da Epístola de São Paulo aos Efésios (Ef 5, 21-32). No entanto, ao contrário do que aconteceu nas celebrações litúrgicas das nossas paróquias, na missa de domingo do Encontro Mundial de Famílias 2018, foi cuidadosamente omitida a parte da Sagrada Escritura em que o apóstolo aconselha a mulheres a serem submissas aos seus maridos.

LEITURA II – Ef 5,21-32

Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Efésios

Irmãos:
Sede submissos uns aos outros no temor de Cristo.
As mulheres submetam-se aos maridos como ao Senhor,
porque o marido é a cabeça da mulher,
como Cristo é a cabeça da Igreja, seu Corpo,
do qual é o Salvador.
Ora, como a Igreja se submete a Cristo,
assim também as mulheres
se devem submeter em tudo aos maridos.
Maridos, amai as vossas mulheres,
como Cristo amou a Igreja e Se entregou por ela.
Ele quis santificá-la,
purificando-a no batismo da água pela palavra da vida,
para a apresentar a Si mesmo como Igreja cheia de glória,
sem mancha nem ruga, nem coisa alguma semelhante,
mas santa e imaculada.
Assim devem os maridos amar as suas mulheres,
como os seus corpos.
Quem ama a sua mulher ama-se a si mesmo.
Ninguém, de facto, odiou jamais o seu corpo,
antes o alimenta e lhe presta cuidados,
como Cristo à Igreja;
porque nós somos membros do seu Corpo.
Por isso, o homem deixará pai e mãe,
para se unir à sua mulher,
e serão dois numa só carne.
É grande este mistério,
digo-o em relação a Cristo e à Igreja.

(In Dehonianos, 16/08/2018 – o rasurado corresponde ao que foi omitido)

Basto 8/2018

Arcebispo italiano acusa Francisco de encobrir casos de pedofilia e pede-lhe que renuncie

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Numa carta explosiva, o arcebispo D. Carlo Maria Viganò, ex-núncio apostólico nos EUA, acusa o Papa Francisco de ter encoberto os casos de pedofilia que envolviam o cardeal americano D. Theodore McCarrick e, portanto, pede-lhe que resigne. McCarrick perdera há poucos dias o título cardinalício por causa das escandalosas acusações de que tem sido alvo nos EUA.

A carta chegou à comunicação social durante a visita do Santo Padre à Irlanda para participar no Encontro Mundial das Famílias 2018, em Dublin, onde o abuso de menores por parte de elementos do clero católico foi um dos temas mais sonantes. Durante a visita, Francisco invocou o “perdão do Senhor”, falou de “sofrimento”, “vergonha” e criticou o “fracasso das autoridades eclesiásticas” em lidar adequadamente com estes “crimes desprezíveis”.

A carta foi publicada em italiano pelo vaticanista Edward Pentin (o Life Site News disponibilizou entretanto a tradução em inglês).

Viganò afirma que o Santo Padre tinha conhecimento, pelo menos desde há cinco anos, de que o cardeal McCarrick “era um predador em série”. Segundo ele, muita gente dentro do Vaticano sabia perfeitamente das razões pelas quais Bento XVI tinha imposto sanções sobre McCarrick, nomeadamente em alguns dos círculos mais próximos de Francisco e normalmente associados ao lobby gay eclesiástico.

No que diz respeito à Cúria Romana, por enquanto vou parar por aqui, mesmo que os nomes de outros prelados no Vaticano sejam bem conhecidos, mesmo alguns muito próximos do Papa Francisco, como o Cardeal Francesco Coccopalmerio e o Arcebispo Vincenzo Paglia, que pertencem à corrente homossexual que favorece a subversão da doutrina católica sobre a homossexualidade… Os cardeais Edwin Frederick O’Brien e Renato Raffaele Martino também pertencem à mesma corrente, embora com uma ideologia diferente. Outros que pertencem a esta corrente residem até mesmo na Domus Sanctae Marthae.

(D. Carlo Maria Viganò, 22/08/2018 – tradução livre)

O arcebispo dá a entender que a preocupação do Papa era meramente o jogo político…

Comecei a conversa, perguntando ao Papa o que queria ele dizer com as palavras que me dirigira quando o cumprimentei na sexta-feira anterior. E o Papa, num tom muito diferente, amistoso, quase afetuoso, disse-me: “Sim, os Bispos nos Estados Unidos não devem ser ideologizados, não devem ser de direita como o Arcebispo de Filadélfia (o Papa não me referiu o nome do arcebispo), devem ser pastores; e não devem ser de esquerda – e acrescentou, levantando ambos os braços – e quando eu digo de esquerda quero dizer homossexuais.” Claro, a lógica da correlação entre ser de esquerda e ser homossexual escapou-me, mas eu não acrescentei mais nada.

Imediatamente depois, o Papa perguntou-me de um modo enganoso: “Como é o Cardeal McCarrick?” Respondi-lhe com toda a franqueza e, diria mesmo, com grande ingenuidade: “Santo Padre, não sei se conhece o Cardeal McCarrick, mas, se perguntar à Congregação para os Bispos, existe um pesado dossiê sobre ele. Ele corrompeu gerações de seminaristas e sacerdotes e o Papa Bento XVI ordenou que ele se retirasse para uma vida de oração e penitência.” O Papa não fez o menor comentário sobre aquelas gravíssimas palavras e não demonstrou qualquer expressão de surpresa no rosto, como se já soubesse do assunto há algum tempo, e mudou imediatamente de assunto. Mas então, qual era o propósito do Papa em fazer-me esta pergunta: “Como é o cardeal McCarrick?” Ele queria obviamente saber se eu era ou não um aliado de McCarrick.

(D. Carlo Maria Viganò, 22/08/2018 – tradução livre)

O arcebispo lança, deste modo, uma acusação formal grave sobre o Papa Francisco e convida-o a renunciar ao Papado.

Quero relembrar esta infalível verdade da santidade da Igreja a muitas pessoas que foram tão profundamente escandalizadas pelo comportamento abominável e sacrílego do ex-arcebispo de Washington, Theodore McCarrick; pela grave, desconcertante e pecaminosa conduta do Papa Francisco e pela conspiração do silêncio de tantos pastores, e que são tentados a abandonar a Igreja, desfigurada por tantas ignomínias. No Angelus de domingo, 12 de agosto de 2018, o  Papa Francisco disse estas palavras: “Todos são culpados pelo bem que poderiam ter feito e não fizeram… Se não nos opomos ao mal, nós o alimentamos tacitamente. Temos de intervir onde o mal se está a espalhar; porque o mal espalha-se onde faltam cristãos ousados ​​que se opõem ao mal com o bem”. Se isto é corretamente considerado uma séria responsabilidade moral para todo crente, muito mais grave é para o supremo pastor da Igreja, que, no caso de McCarrick, não apenas não se opôs ao mal como também se envolveu pessoalmente ao fazer o mal com alguém que ele sabia ser profundamente corrupto. Seguiu o conselho de alguém que ele sabia bem que era um pervertido, multiplicando assim exponencialmente, com sua autoridade suprema, o mal feito por McCarrick. E quantos outros pastores maléficos continua Francisco que continua a manter na destruição ativa da Igreja!

Francisco está a abdicar do mandato que Cristo deu a Pedro para confirmar os irmãos. De facto, através da sua ação, ele dividiu-os, conduziu-os ao erro e encorajou os lobos a continuarem a afastar as ovelhas do rebanho de Cristo.

Neste momento extremamente dramático para a Igreja universal, deve reconhecer os seus erros e, seguindo o princípio proclamado de tolerância zero, o Papa Francisco deve ser o primeiro a dar um bom exemplo aos cardeais e bispos que encobriram os abusos de McCarrick e demitir-se juntamente com todos eles.

(D. Carlo Maria Viganò, 22/08/2018 – tradução livre)

Abordado sobre o assunto no voo de regresso da Irlanda, nas suas habituais entrevistas a bordo do avião papal, Francisco escusou-se a comentar o assunto.

O momento pelo qual atravessa a Santa Igreja de Cristo é de facto muito grave e só não vê quem não quer mesmo ver!

Basto 8/2018

75 personalidades católicas apelam publicamente aos cardeais para que defendam o ensinamento da Igreja no que concerne à pena de morte

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In First Things, 15/08/2018.

No dia 15 deste mês, um conjunto de 75 personalidades católicas, que inclui essencialmente académicos e membros do clero, lançaram “Um Apelo aos Cardeais da Igreja Católica” na publicação americana First Things para pedir que seja reposto o tradicional ensinamento da Igreja Católica a respeito da pena de morte.

Embora nenhum católico seja obrigado a apoiar o uso da pena de morte na prática (e nem todos os abaixo-assinados apoiam o seu uso), ensinar que a pena capital é sempre e intrinsecamente má contradiria a Sagrada Escritura.

(In First Things, 15/08/2018 – tradução livre)

De acordo com os signatários, “contradizer a Escritura e a tradição neste ponto lançaria dúvidas sobre a credibilidade do magistério em geral”, portanto apelam aos cardeais da Igreja Católica para que aconselhem o Santo Padre a “ensinar a palavra de Deus não adulterada” e a eliminar a recente alteração do catecismo nesta matéria de modo a evitar o escândalo.

O subscritores do apelo apoiam-se no Cânon 212 do Código do Direito Canónico e no ensinamento de São Tomás de Aquino para justificar a necessidade de correção dos pastores nesta matéria. Os cristãos têm o direito e o dever de corrigir publicamente os seus superiores hierárquicos quando está em causa a salvaguarda da integridade da fé e dos costumes, do mesmo modo que São Paulo um dia repreendeu São Pedro (Gl 2, 11).

Basto 8/2018

Bispo argentino nega a comunhão de joelhos aos fiéis

Aconteceu há dias durante a celebração da missa na Paróquia de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, na diocese argentina de Santa Rosa, em La Pampa. O bispo local, D. Raúl Martín, instigou os fiéis a evitar a comunhão de joelhos e, adotando uma postura “legalista”, lembrou que, como administrador pastoral da diocese, tem poder para proibir tal procedimento que, segundo ele, é uma atitude ideológica…

De acordo com a informação apresentada no Adelante La Fe, os fiéis que frequentam a igreja em questão nunca abdicaram do hábito de comungar de joelhos, ao contrário aconteceu, nas últimas décadas, na maioria das igrejas católicas.

Basto 08/2018

Papa Francisco continua a fazer declarações falsas sobre a Amoris Laetitia

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Por En.news

O Papa Francisco espalhou a falsidade de que a Amoris Laetitia, que aceita o divórcio e o recasamento, está “em continuidade (sem rupturas)” com o magistério católico.

Essa falsa afirmação está contida numa carta que escreveu no dia 1 de agosto de 2017 ao teólogo britânico Stephen Walford, agora publicada como prefácio do seu novo livro sobre Amoris Laetitia.

Francisco alega que “toda a Igreja” esteve envolvida na Amoris Laetitia. Mas a verdade foi o contrário. As partes heréticas do documento não obtiveram uma  maioria qualificada no Sínodo da Família, nem em 2014, nem em 2015, e encontraram uma forte oposição no clero e nos leigos católicos.

Alegando que a Amoris Laetitia “segue a clássica doutrina de São Tomás de Aquino”, Francisco repete uma declaração errada que já tinha feito em setembro de 2017.

Conceituados académicos provaram já que a Amoris Laetitia faz citações erradas e abusivas de São Tomás de Aquino.

Um exemplo é o número 301, onde Francisco insinua que São Tomás apoia a ideia de que as pessoas pudessem tornar-se santos ainda que continuando a agir de forma contrária a algumas virtudes.

São Tomás porém refere-se a pessoas que se arrependem dos pecados do passado e seguem no cumprimento da lei moral ainda que com alguma dificuldade.

A edição original deste texto foi publicada em Gloria.tv News a 21 de agosto de 2018. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do texto acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

Basto 8/2018

Satanistas expõem estátua de Baphomet em frente ao Capitólio do Arkansas

No passado dia 16 de agosto, um grupo de satanistas expôs uma estátua da divindade satânica Baphomet em frente ao Capitólio do Arkansas, na cidade de Little Rock, nos EUA, como ação de protesto contra a presença local de um monumento alusivo aos 10 Mandamentos da Lei de Deus. Isto acabou por originar algumas reações espontâneas de contestação por parte da população local.

A pretexto da liberdade religiosa estabelecida na Constituição dos EUA, os ativistas satânicos exigiram a implantação definitiva da estátua do demónio em frente da sede estadual do poder político.

Basto 8/2018

Emanuel Jaques, o pequeno mártir português no Canadá

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No verão de 1977, a cidade de Toronto, no Canadá, ficou chocada com o crime hediondo que vitimou Emanuel Jaques, filho de pais açorianos. O menino foi raptado, violado, torturado e assassinado por um grupo de adultos homossexuais (quatro acusados).

Emanuel Jaques, de 12 anos, era filho de pais pobres e costumava engraxar sapatos na baixa de Toronto, juntamente com o seu irmão Luciano Jaques, de 13, para angariar mais algum dinheiro para a família. No dia 28 de julho de 1977 , um dos criminosos convenceu o miúdo a ir consigo a um apartamento para realizar um trabalho de deslocação de material fotográfico, prometendo pagar-lhe 35 dólares por hora. Emanuel obteve autorização do seu irmão Luciano Jaques e, desde esse momento, desapareceu.

O seu corpo foi encontrado a 1 de agosto de 1977, embrulhado num saco de plástico, sobre o telhado de um edifício da Yongue Street, uma rua da baixa de Toronto que, à época, era procurada pelas suas salas de cinema pornográfico, prostituição e afins. Os resultados da autópsia revelaram que a criança foi vítima de uma “longa e violenta agressão sexual”.

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Cerca de 4000 pessoas presentes no funeral do pequeno Emanuel Jaques, em Toronto, no dia 4 de agosto de 1977; in CBC News, 22/06/2017 (foto: Alex Kalnins/Canadian Press).

A brutalidade do crime gerou, naquela altura, uma grande onda de contestação no Canadá, principalmente entre a comunidade portuguesa.

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Comunidade portuguesa manifesta-se nas ruas de Toronto (recorte do The Globe and Mail de 9 de agosto de 1977); in Torontoist, 11/06/2016.

Este é um caso relativamente desconhecido, mesmo em Portugal, talvez por não envolver membros do clero…

Basto 8/2018