Papa Francisco, o problema

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Por Kenneth J. Wolfe

Na edição impressa de hoje do USA Today, aqui disponível online, está um triste comentário de Melinda Henneberger, uma ex-correspondente do Vaticano para o New York Times, onde ela confessa a sua apostasia.

Henneberger, que é conhecida por ser de centro-esquerda (dissidente, por exemplo, da Humanae Vitae, mas simpatizante, até certo ponto, de causas pró-vida) pelos seus muitos anos de escrita, atribuiu a responsabilidade pela sua decisão de apostatar a “esses homens” e aos “homens que administram a igreja”, evitando atribuir qualquer responsabilidade ao homem que dirige a Igreja.

Quem dirige a Igreja? Quem é o Sumo Pontífice? Quem impediu, esta semana, a Conferência dos Bispos Católicos dos EUA de avançar com um plano para tratar a sério a crise dos abusos sexuais? Até mesmo Tom Reese SJ (considerado demasiado liberal para a revista America) considerou o desenvolvimento desta semana um “desastre” que resultará em “terríveis prejuízos para a imagem do Papa”.

O Papa Francisco é o líder. O Papa Francisco toma as decisões. Não basta responsabilizar “o Vaticano” ou, como o atual dissidente dos média John Gehring fez esta semana, misturar Francisco numa amálgama maior: “O Vaticano, incluindo o Papa Francisco, também não fez o suficiente.”

Um edifício, ou uma cidade-estado independente, ou uma burocracia sem rosto não são os responsáveis. O Papa Francisco é o responsável. É ele quem toma as decisões. É ele quem deve enfrentar as consequências de uma decisão como dizer aos bispos dos EUA que eles não devem tratar de medidas relativas ao abuso de menores.

Está na hora de parar de encobrir o Papa Francisco. Ele é o problema.

A edição original deste texto foi publicada no Rorate Caeli no dia 16 de novembro de 2018. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do texto acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. A presente edição destina-se exclusivamente à sua divulgação, sempre que possível deve ser lido na sua edição original.

Basto 11/2018

5 thoughts on “Papa Francisco, o problema

  1. Neste momento dramático, eu diria que, apenas e só a VERDADE conseguira resolver os graves problemas que afectam tão directamente a Fé dos crentes. Como ensinava Jesus: “A Verdade vos libertará…” Porém “adiando para depois”, vai-se protelando…
    É muito triste ver que muitos abandonam a Igreja. É pena que o façam culpando quem quer que seja. Talvez a fé não era convicta e ancorada na Oração e na meditação?! De qualquer forma, para quem tem algum sentido crítico, se torna difícil nos identificarmos com este tipo de “igreja”… Por mim falo muitas vezes que tenho “medo” de duas coisas como dizia o Santo Padre Pio: ofender a Deus e perder a Fé.

    Por aqui, também, se conclui, que muitos não ficaram cegos e que, portanto, apontam e denunciam os erros graves dos responsáveis que comandam a Igreja. Que tipo de contas estes “Pastores” prestarão, pelas ovelhas perdidas e tresmalhadas?!

    • “A Igreja, portanto, deve entender a EVANGELIZAÇÃO dirigida aos judeus, que acreditam no único Deus, de uma maneira diferente daquela dirigida àqueles que pertencem a outras religiões ou têm outras visões do mundo.” Será isto uma questão de rigor semântico? Sempre associei a palavra “missão” à evangelização!

  2. De acordo com a minha ignorância teológica, penso ter entendido o que o Papa Bento XVI quer dizer….
    Como Israel foi o Povo escolhido por Deus Pai e preparado ao longo dos séculos pelos profetas, para receber o Messias, é lógico, que conhece as Escrituras desde sempre, adora o Deus Único: o Deus de Abraão, que é o Mesmo que nós Cristãos (gentios) adoramos. Sendo assim, o seu grande e único erro é não ter aceitado Jesus Cristo!
    A Palavra já A conhecem, apenas, não A aperfeiçoaram com o Mandamento Novo, o Mandamento do Amor, porque não reconhecem Autoridade a Jesus, para A modificar, uma vez que O rejeitam, como Filho de Deus!. Pararam no tempo, continuando à espera do seu Libertador Terreno e Guerreiro, que lhes dará a Supremacia sobre todos os Povos!
    Daí, a confusão: se conhecem as Escrituras, não precisam que Lhas ensinem… Mas como o Evangelho (Escrituras) é a Palavra, Jesus Cristo, precisam ser elucidados acerca d/Ele, para que sejam Convertidos e O Reconheçam como O Enviado, O Messias de Israel! Ora penso, que a Missão é a mesma:CONVERSÃO, seja ela através do diálogo, do testemunho, ou outra estratégia qualquer!
    Gosto muito e admiro muito o nosso querido Bento XVI, mas às vezes, a Simplicidade é tudo!…
    Talvez o Basto tenha razão, quando afirma ser tudo uma questão de semântica…
    Gostaria de ter sido clara, mas o tema é muito confuso!

  3. A propósito de Bento XVI e, de acordo com um dos temas anteriores sobre Liturgia, vejam como a Reforma não estava prevista, inicialmente, na agenda do CVII. São palavras de um “perito” do referido Concílio.
    Além disso a Constituição que o aplica nem sequer é dogmática. O “problema” foi a morte de João XXIII, pelo que presumo.

    https://www.vaticannews.va/pt/vaticano/news/2018-11/concilio-vaticano-ii-reforma-liturgica-sacrosanctum-concilium.html

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