Papa Francisco: proselitismo é a “lógica do marketing”

O Santo Padre exorta-nos a evitar o “proselitismo” no anúncio de Cristo porque isso, diz o Papa, “é a lógica do marketing”, é “propaganda”. Proselitismo, porém, no sentido bíblico do termo, significa conversão, os prosélitos eram os recém-convertidos.

Ainda assim, o Santo Padre mantém o contrato com a empresa de marketing La Machi, responsável pela produção de vídeos de propaganda panreligiosa alternativa à doutrina católica.

Basto 12/2018

8 thoughts on “Papa Francisco: proselitismo é a “lógica do marketing”

  1. Algo que me chama a atenção nesses vídeos é a reação das pessoas que estão próximas. Muitas parecem engolir seco. Na época de Bento XVI, eu estava afastado da Igreja, mas às vezes ouvia o Santo Padre (nesse caso o título cai bem) e me impressionava com a profundidade de suas palavras. Parecia que algumas delas eram direcionadas para mim e para questionamentos que eu tinha, além de afáveis e carinhosas. O atual papa quando fala, na melhor das situações suas palavras são indiferentes, quando não escandalosas. Até o senso de humor dele muitas vezes é desrespeitoso, e dá a impressão que ele se gaba muito disso. Eu não sei aí na Europa, mas para nós latino-americanos, o comportamento do clero tem algumas idiossincrasias, como querer parecer muito engraçado e zombar dos e gestos piedosos. Isso aqui demonstra “amadurecimento” psicológico e é considerado características de pessoas bem resolvidas Claro que há exceções. No entanto, a teologia da libertação aqui confundiu, ou melhor deformou o conceito de humildade para o de mesquinharia. É bom lembrar também, que o atual papa fez questão da presença de um cardeal brasileiro, D. Claudio Hummes, quando de sua apresentação ao mundo, após sua eleição. Inclusive esse cardeal foi a inspiração para a escolha do nome Francisco adotado por ele. É esse cardeal, também, um dos organizadores do sínodo da Amazônia que acontecerá em 2019 que pretende ordenar homens casados.

    • Estou convencido de que nesta era de globalização as diferenças entre a Europa e o resto do mundo são cada vez menores. Por aqui também vemos sacerdotes que se esforçam por ser engraçados para tentar cativar os fiéis. O sentido de humor em si não é algo errado, é um dom que algumas pessoas têm e sabem utilizá-lo. Por exemplo, o Pe. Alfonso Gálvez utiliza muitas vezes a ironia nas suas homilias, mas de uma forma sábia, humilde e respeitosa.
      http://www.alfonsogalvez.com/es/
      No entanto, há aqueles que não o fazem de forma respeitosa ou a utilizam para escarnecer daquilo que não gostam na Igreja e desejam mudar.
      Ou ainda aqueles que não se apercebem que, por mais que se esforcem, não têm graça nenhuma e acabam por fazer figuras ridículas que prejudicam o seu ministério e dessacralizam a Liturgia. Há 3 ou 4 semanas assisti a algo semelhante durante uma missa dominical. Um sacerdote com alguma idade e com a sua mobilidade condicionada, durante a homilia chamou para junto de si, no altar, uma senhora e uma criança. Uma vez junto de si (com a senhora visivelmente incomodada), o padre transformou a homilia numa espécie de tentativa de “stand up comedy”, sem piada absolutamente nenhuma, e onde falou de si e de tudo o que lhe veio à cabeça menos do evangelho…

      No caso do Papa Francisco, o seu sentido de humor chega a ser blasfemo, como já tenho aqui mostrado.

  2. Até certo ponto, o Papa Francisco, desta vez, parece-me ter um pouco de razão…. segundo a minha opinião.
    Anunciar Jesus Cristo, não deve passar, apenas, pela Pregação onde se apresenta , somente, a Sua Personagem, mas, essencialmente, pelo Testemunho, sem dúvida, o mais importante. Contudo, sempre com um único objectivo: CONVERSÃO a Esse Jesus, ÚNICO SALVADOR, tendo-O como Exemplo a imitar e sem nunca mudar a Sua Doutrina.
    Ainda, ontem, uma das leituras da missa referia isso. São Paulo diz mesmo : ….”como podem seguir Jesus, se não O conhecem?” Sendo assim, há que pregá-Lo, testemunhá-Lo, ensiná-Lo…. enfim, fazer de tudo, para que O aceitem e se Convertam, até ao martírio, se preciso for! Claro, que o tempo da “inquisição”, das “guerras santas”, já passou!…Em liberdade, cada um faz a sua escolha.
    É muito difícil, entender o Papa Francisco, fora do seu contexto geral Se não soubéssemos, a doutrina que ele defende, relativamente, a certas verdades, até, nos podia confundir.
    E é com estas palavras doces, que ele consegue desviar a maioria do perigo que escondem as suas filosofias….

      • Acertou, mesmo, Basto! Tal e qual, o Papa, com todo o respeito que nos merece, pelo lugar que ocupa, “dá uma no cravo outra na ferradura”. Peço a Deus que me perdoe e a vós também, irmãos, por estas palavras. Contudo a incoerência nas homilias e entrevistas do Pontífice, são demasiado evidentes que só um cego, surdo e mudo não consegue atingir. O pior é considerar o eventual “veneno” para as almas, porque fazer proselitismo não é forçar ninguém, logicamente. Mas isso não exclui a nossa tentativa, sempre de trazer para Cristo todas as almas de toda a Humanidade. Um dia no Juízo Final, Deus nos perguntará, talvez: “quantos dos teus irmãos salvaste?”.
        Ninguém se salva sozinho.

  3. São os frutos podres do Concílio Vaticano II, desde então a igreja abandonou as missões de conversão, alegando que as outras religiões também conduzem a Deus.
    Os missionários de hoje não são mais como os de outrora, quando iam evangelizar, agora se fala em ‘diálogo”, assim os missionários de hoje são meros assistentes sociais, tudo em nome da “liberdade religiosa”e do “ecumenismo”.
    Muitos padres se recusam a aceitar conversões, eu mesmo presenciei isso ao ver um jovem pedindo ao padre para se tornar católico e o padre o mandou de volta a igreja protestante.
    Scott Hahn, o teólogo americano também recebeu um “não”, do primeiro padre com quem foi conversar.
    Nos EUA, talvez por essas razões, muitos protestantes ao buscarem a igreja católica e serem barrados pelos padres modernistas, acabam indo para as fraternidades tradicionais e para as igrejas católicas orientais, que ainda não estão tão envenenadas pelo modernismo pós-conciliar.

    Click to access anexo-11-01-2015-livro_derradeiro_combate_demonio_padre_paul_kramer.pdf

  4. Se os últimos cinco anos do pontificado do Papa Francisco podem ser considerados um desastre, como podemos nos negar o direito de chamar o processo de auto-demolição da Igreja, que hoje atingiu suas conseqüências finais, um desastre também? Chegou a hora da verdade. E a verdade que claramente salta diante de nossos olhos é o fracasso de um projeto pastoral que não só pertence ao Papa Francisco, mas também ao Vaticano II. Esse Concílio anunciou uma grande reforma pastoral para purificar a Igreja e, em vez disso, resultou em uma corrupção de fé e moral sem precedentes, uma vez que atingiu o ponto de não só entronizar a homossexualidade entre as mais altas hierarquias eclesiásticas, mas também permitir que ele seja publicamente defendido e teorizado.

    http://religionlavozlibre.blogspot.com/2018/12/el-tiempo-para-la-verdad-ha-llegad-de.html

  5. Relativamente ao sentido de humor, também o aprecio, desde que seja inofensivo, oportuno, espontâneo, inteligente, ao ponto de não ferir ninguém. Agora, a vulgaridade, brejeirice… humor “negro”, a ironia que humilha, roçando o sarcasmo, abomino! E muito mais, se se tratar de coisas Sagrada. Fui educada a ouvir a minha mãe dizer: “Graças a Deus, muitas, mas com Deus, nenhumas!”
    Já não sei se li, se ouvi numa Pregação, que a ironia não vem de Deus; Deus é: SIM, SIM; NÃO NÃO!
    Porém, reconheço, que se torna cada vez mais impossível, ignorar tanta “mediocridade”, sem acabar por fazer alguns juízos de valor. Que Deus me perdoe… às vezes já nem me conheço!

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