Bragança: “A tristeza e a rigidez do adultério no matrimónio e na família”

Chegou a vez da diocese do Nordeste Transmontano fazer a vontade ao Papa Francisco na aprovação pastoral dos relacionamentos amorosos extra-conjugais, nos termos do controverso documento papal Amoris Laetitia.

2.3. Há que evitar dar a entender que se trata de uma “autorização administrativa” geral para aceder aos sacramentos. De facto, trata-se de um discernimento pessoal, no foro interno, acompanhado por um pastor com encontros regulares, que ajuda a distinguir adequadamente cada caso singular à luz do ensinamento da Igreja.

(In «A Alegria e a fragilidade do Amor no Matrimónio e na Família», de D. José Manuel Garcia Cordeiro, Mogadouro, 1 de dezembro de 2018)

No que concerne à claridade dos ensinamentos de Francisco, o bispo de Bragança-Miranda parece estar quase de acordo com os cardeais dos dubia

d.jose.cordeiro“Francisco não cai no esquema demasiado simples da classificação entre regular e irregular.”

 

(D. José Cordeiro, in Ecclesia, 01/12/2018)

De facto, a linguagem de Francisco é ambígua na distinção entre o que é “regular e irregular”, ao contrário do que acontecia com os papas anteriores e com o próprio Cristo. O novo “esquema demasiado” complicado e confuso inaugurado por Francisco é, contudo, amplamente apreciado pelo mundo, particularmente por quem deseja continuar nas trevas e ser confirmado no pecado.

Ironicamente, este documento de D. José Cordeiro, que permite a abertura da Sagrada Comunhão a pessoas obstinadas num pecado grave, foi lançado em simultâneo com outra nota pastoral, «Mendigos da Luz de Cristo», que marca o início do novo ano litúrgico diocesano dedicado ao Sacramento da Confirmação.

Basto 12/2018

10 thoughts on “Bragança: “A tristeza e a rigidez do adultério no matrimónio e na família”

  1. Mas, não era isto que todos esperávamos?
    Aos poucos,” vão levando a água ao seu moinho”…Conseguem SUPERAR JESUS EM MISERICÓRDIA!
    Nem Ele foi tão condescendente! Pelo contrário, rematou a conversa sem nenhuma margem para dúvidas: ..”.no Princípio não era assim”..”.e não separe o Homem o que Deus uniu”…”qualquer homem que repudie sua mulher e case com outra comete adultério ou qualquer mulher repudiada que case com outro comete adultério….”
    A hipocrisia desta nova doutrina é tanta, que mais valia assumirem de vez, que o divórcio foi aprovado pela Igreja Católica!

    • Uma característica que me parece comum a todas estas notas pastorais criadas para despenalizar o adultério é uma espécie processo “de discernimento” algo moroso e burocrático (nuns sítios mais do noutros) até a “irregularidade” do adúltero ser completamente aceite… Penso que é para dar a impressão de ser uma coisa séria e integrada no ensinamento católico.

      Talvez daqui a alguns meses o Santo Padre, cheio de “misericórdia”, para acabar com o “sofrimento” destas pessoas, ordene a simplificação e agilização destes processos, como o fez nos casos de verificação da nulidade matrimonial.

  2. A incoerência e a hipocrisia passam, precisamente, por esse falso discernimento, porque, se fosse Verdadeiro e com a Luz do Espírito Santo, facilmente, reconheceriam que estão errados; e, se não pudessem, por qualquer motivo voltar atrás, teriam a HUMILDADE suficiente, para aceitar a Vontade de Deus, expressa na Sua Palavra que é JESUS CRISTO….E, pelo menos, não comungavam, conscientes do seu pecado. Confiariam, então, na Misericórdia de Deus, até ao fim, como já tinha explicado S. João Paulo II
    Depois, para quê o “tal discernimento” se optam por fazer o que lhes apetece? Ainda não ouvi falar de nenhum que tenha reconhecido que está em pecado e isso já diz muito! Se o fazem à revelia, ainda, pior! Boicotam a Luz do Espírito Santo, cometendo um dos pecados que não têm perdão: CONTRA O ESPÍRITO SANTO!
    Depois disto tudo, acho que estes senhores construíram, mesmo, a casa sobre areias movediças… e, ao primeiro impacto, aqui, se vêem os resultados!
    Doravante, ainda vamos precisar de levar tampões para a missa, para não ouvirmos as barbaridades modernistas que, constantemente, nos tentam impingir!

    • Observação pertinente, de facto deve ser difícil encontrar um caso de “discernimento” que tenha levado ao arrependimento… É que a lógica da nova “misericórdia” de Francisco vai exatamente no sentido contrário.

  3. Li há dias um comentário muito bem concebido, noutro Blog: Só conheço um “deus” que aceita o pecado até ao fim, (sem mudança e arrependimento) o DEMÓNIO!

  4. Quanto ao nosso País, tudo parece estar perdido, não fosse a frase de Nossa senhora: “Por fim o Meu Imaculado Coração Triunfará”.
    Desta forma, no momento que triunfar nós teremos a certeza que é por força de Deus e não por virtude humana.
    Nunca nada me fez sofrer tanto como estas “Pastorais”, no Nosso País.

    No Ano do Centenário, o Santuário de Fátima determinou que a Imagem Peregrina visitaria o País de Norte, a Sul, (não sei se se recordam). Foi, então que uma Congregação Religiosa, por iniciativa própria fez todo o percurso, com Nossa senhora, anunciando, em todos os Arciprestados, a Mensagem de Fátima.

    Numa determinada Diocese coube-me, a mim, acompanhar, instalar, contactar os responsáveis, Párocos ou Arciprestes e apresentar as Irmãs.
    Pois bem, em alguns locais, ninguém imagina as dificuldades que houve para que elas fossem aceites?!! O argumento era sempre o mesmo. “Já temos o programa completo”.
    Pura e simplesmente ninguém estava interessado que se falasse na Mensagem de Fátima. Porque no “tal programa completo”, não se viu ninguém a mencionar a Mensagem de Fátima. Isto é ridículo, no contexto da peregrinação e do momento que se comemorava…
    Penso até que uma Diocese não as recebeu?! Confesso que, no momento não entendi esta atitude geral…Mas agora percebo que, a Mensagem é incómoda, para a maioria…

    Quero fazer uma ressalva, (para ser justa), alguns dos Sacerdotes contactados, nos abriram as portas, deram-nos as refeições e ofereceram cama para dormir, caso necessário.

  5. Tudo isso se resume, mais uma vez, à hipocrisia e arrogância dos nossos superiores! A maioria não acredita em Fátima e, muito menos, na Sua Mensagem… Lembro-me muito bem, dos Artigos contestatários, em alguns jornais Católicos, antes de S. João Paulo II se identificar com o Bispo vestido de branco; era escandaloso! Não tinham sequer pudor, em denegrir o Sim da Igreja, que as considerava Verdadeiras, nem pôr em causa, os milhões de Crentes, de todo o mundo!
    Agora, vão engolindo, mas apenas, porque parece mal…. e, então, inventam teorias filosóficas, para explicar aquilo que os seus espíritos turvados, pela vaidade e pela falta de humildade, não conseguem entender: “Obrigado, Pai, porque Revelaste estas coisas aos pequeninos e as negaste aos sábios!”- Palavras de Jesus.
    Segundo Santa Teresa de Ávila, GRANDE DOUTORA DA IGREJA, mas que, segundo os parâmetros actuais, deve estar desactualizada, quanto mais INUNDADOS pelo Espírito Santo de Deus, mais HUMILDES nos tornamos e mais consciência temos da nossa miséria e o quanto somos lixo, sentindo uma necessidade imensa de CONVERSÃO! Confiantes na Sua Infinita Misericórdia, porque senão morreríamos de terror, reconhecemos como somos limitados e o quanto O ofendemos a cada instante. Daí, a repulsa natural, duma Alma, num patamar de Santidade Superior… porque, com facilidade apreende, o quão “horrível” é este mundo e os seus devaneios, e o quanto ofendem Deus, porque se afastou d/Ele, ao mesmo tempo, que nos destroem!
    Porém, agora, ninguém tem pecados! Fátima é aterradora!…Castra as pessoas, traumatiza-as!…
    A Palavra de Deus -Jesus Vivo- está “demodé”…

    Meditando nisto, olhemos para toda a PODRIDÃO à nossa volta e com que leviandade é encarada!
    SERÁ QUE TÊM O ESPÍRITO SANTO?!
    Dá para pensar….

  6. “Francisco não cai no esquema…”. Porque é que todos os elogios a Francisco I dão ares de condenação a todos os anteriores Papas? E porque é a Igreja se Francisco I é tantas coisas “boas”, que ao que parece as outras não foram? A resposta está já na pergunta. A Igreja de Francisco I é de facto diferente das outras, dos outros Papas, dos outros tempos. Ponderemos se também nós queremos rejeitar e condenar a Igreja do passado para acolher esta que de facto é nova, e que contradiz tanto que se ensinou no passado. Infelizmente levo muitas questões ao meu julgamento pessoal, mas esta de me deixar ir no conto do vigário não levo, graças a Deus.

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