Ícone de um desastroso pontificado

logo.pope.moroccoPor Christopher A. Ferrara

Eis o logótipo da próxima viagem inútil do Papa a Marrocos: a lua crescente, simbolizando a religião inventada por Maomé, envolve quase por completo uma cruz distorcida. Como este Papa promove obsessivamente a migração em massa de homens muçulmanos para as capitais da Europa Ocidental, incluindo até mesmo Roma, a imagem sugere que o corpo de fiéis cristãos, supostamente representados pela Cruz, não tem agora quase nenhuma possibilidade de escapar àquilo que o Papa Pio XI, numa época mais sã, chamou “a escuridão do Islão”, numa oração que os Católicos Romanos tradicionais ainda hoje recitam na tradicional Festa de Cristo Rei. Como essa oração do Ato de Consagração da Raça Humana ao Sagrado Coração de Jesus declara: “Sede o Rei de todos os que ainda estão envolvidos pela escuridão da idolatria ou do Islamismo e não deixeis de os atrair a todos para a Luz e Reino de Deus.”

Este logótipo absurdo e ofensivo tem camadas mais profundas de significado maligno. Como explica o Zenit, um obediente órgão de comunicação da linha partidária do Vaticano, a “cruz e um crescente […] representam o diálogo inter-religioso entre cristãos e muçulmanos”. Porém, o que é retratado não é um dia-logo, do grego dialogesthai, que significa uma conversa entre duas ou mais partes, mas sim dia – “através de” ou “entre” – uma distância que as separa, uma distância que nenhum diálogo entre a religião fundada por Deus e outra fundada por Maomé jamais eliminará. O que vemos então é uma das partes do “diálogo”, o Islão, cercando visualmente a outra: ou seja, o catolicismo, representado por uma cruz distorcida que, por sua vez, representa uma Igreja distorcida no meio da pior crise da sua história.

Mas há mais. Citando novamente o Zenit, o logótipo ostenta “as cores dos dois países: verde e vermelho de Marrocos, amarelo e branco (o fundo) do Vaticano”. Note-se que o verde de Marrocos é representado no traço horizontal da Cruz, enquanto que o vermelho de Marrocos é visto na lua crescente que a circunda quase por completo, formando um cerco em torno da Cruz.

No total, 99% dos marroquinos são muçulmanos, enquanto os poucos cristãos existentes naquele país são quase todos estrangeiros. Além disso, em Marrocos “é um crime possuir uma Bíblia cristã escrita em língua árabe, parte de uma lei mais ampla que proíbe proselitismo de muçulmanos para qualquer outra crença”, enquanto a Constituição Marroquina estabelece que o Islão é a única religião do Estado de Marrocos. Não há “diálogo” entre Cristianismo e Islão em Marrocos, apenas um monólogo que favorece o Islão com a força da lei. Se a colocação das cores no logótipo significa alguma coisa, então só pode ser o cerco do Cristianismo pelo Islão, até ao ponto de se tornar um elemento de uma cruz distorcida que representa a sujeição de Cristo a Maomé.

Finalmente, citando novamente o Zenit, o logótipo declara que o Papa Francisco é o “Servo da Esperança” – mais um contributo para a nuvem de slogans vazios que têm assolado a Igreja desde o Concílio Vaticano II, e tão significativo como “Servo do Otimismo” ou “Servo da Alegria”. Qual é exatamente a “esperança” que Francisco serve? Não fazemos a menor ideia. Sabemos bem, no entanto, qual é a esperança que Francisco não serve. A esperança expressa pela Mãe de Deus em Fátima: “Por fim, o Meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre consagrar-Me-á a Rússia, que se converterá, e será concedido ao mundo um tempo de paz.”

E por paz, Nossa Senhora queria dizer a coisa mais distante do programa que Francisco segue nesta fase final da crise pós-conciliar da Igreja. Citando Pio XI numa monumental encíclica que acabou enterrada e esquecida sob uma montanha tóxica de ruinosas novidades pós-conciliares: “Os homens devem procurar a paz de Cristo no Reino de Cristo”, cujo império “se estende não só sobre os povos católicos e sobre aqueles que, tendo recebido o batismo, pertencem por direito à Igreja, ainda que o erro os tenha extraviado ou o cisma os separe da caridade, mas também compreende a todos quantos não participam da fé cristã, de sorte que sob a potestade de Jesus se encontra todo o género humano”.

Só quando essa verdade da revelação tiver sido redescoberta e novamente proclamada pelo elemento humano desobediente da Igreja, sobretudo o homem que detém o cargo de Romano Pontífice, é que esta crise acabará finalmente.

A edição original deste texto foi publicada pelo Fatima Center a 10 de janeiro de 2019. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do texto acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. A presente edição destina-se exclusivamente à sua divulgação, sempre que possível deve ser lido na sua edição original.

Basto 01/2019

4 pensamentos sobre “Ícone de um desastroso pontificado

  1. “Pax Christi in Regnum Christi”.

    É uma verdade inconveniente porque põe em causa o fundamento da ordem liberal e da ideologia na qual todos fomos doutrinados. E por isso é escondida e censurada até por aquele(s) que tem por missão proclamá-la

    Outra verdade de que todos fogem como o diabo da cruz: “Extra Ecclesia Nula Salus”.

  2. Quem me dera poder acreditar, que a mensagem do Papa Francisco, neste contexto, fosse somente de Paz!
    Quando o vejo, segundo notícias, a mudar a Bênção do fim de ano, evitando invocar a SANTÍSSIMA TRINDADE e buscar uma Bênção usada no Antigo Testamento… quando todos nos interrogamos com a sua resistência em não se ajoelhar perante o Santíssimo Sacramento… quando, mesmo sabendo da desgraça que pode ser para a Europa Cristã, a invasão do Islão, ele teima em apoiar toda essa iniciativa… traindo em todas estas atitudes a “ALMA DA SUA IGREJA”, que mais precisamos para concluir, que o que disse no princípio do seu pontificado, era verdadeiro?- “O MEU DEUS NÃO É CATÓLICO!”- Mesmo, querendo alguém justificá-lo, corrigindo-o de que com certeza, queria dizer que Deus não estava só nos Católicos, hoje, começa a ser difícil acreditar, que as suas palavras fossem inocentes!… ELE QUER MESMO SER O PAPA DO GLOBALISMO, conceito que sempre apoiou!
    E, agora, tirem as vossas conclusões! Agradando ” a gregos e a troianos”, lá vai fazendo complô com todos… menos, respeitando as REGRAS para que foi ESCOLHIDO: SER O REPRESENTANTE MÁXIMO DE JESUS CRISTO NA TERRA E MORRER PELA SUA IGREJA!
    Com a agravante, de estar, constantemente, a ACUSAR os VERDADEIROS CATÓLICOS, para justificar a sua deslealdade!
    Assim, a ida a Marrocos poderia ser, apenas, uma atitude de FRATERNIDADE, se dela se pudesse retirar algo de positivo para o mundo ameaçado, a toda a hora, pela guerra. Porém, como Deus não ABENÇOA decisões dúbias, no meu entender, é mais uma PERDA DE TEMPO!

  3. Em 1936, pouco antes de partir para uma viagem aos Estados Unidos, o Secretário de Estado do Papa Pio XI – Cardeal Eugénio Pacelli (futuro Papa Pio XII) – disse ao Conde Enrico Pietro Galleazzi:

    “Suponha, meu caro amigo, que o comunismo seja apenas o mais visível dos órgãos de subversão contra a Igreja e contra a tradição da revelação divina, então nós vamos assistir à invasão de tudo o que é espiritual, a filosofia, a ciência, o direito, o ensino, as artes, a imprensa a literatura, o teatro e a religião.

    Estou obcecado pelas confidências da Virgem à pequena Lúcia de Fátima. Essa obstinação de Nossa Senhora, diante do perigo que ameaça a Igreja, é um aviso divino contra o suicídio que representaria a alteração da fé, na sua liturgia, sua teologia e sua alma. (…)

    Ouço em redor de mim os inovadores que querem desmantelar a Capela Sagrada, destruir a chama universal da Igreja, rejeitar os seus ornamentos, DAR-LHE REMORSO DO SEU PASSADO HISTÓRICO. Pois bem, meu caro amigo, estou convicto que a Igreja de Pedro deve assumir o seu passado ou então ela cavará a sua sepultura.

    Dia virá em que o mundo civilizado renegará o seu Deus, em que a Igreja duvidará como Pedro duvidou. Ela será tentada a crer que o homem se tornou Deus, que o seu Filho é apenas um símbolo, uma filosofia como tantas outras, e nas igrejas os cristãos procurarão em vão a lâmpada vermelha em que Deus os espera”.

    Atentem para a frase que deixei em maiúsculo!

  4. O ex frei Leonardo Boff é um ente humano ainda ambulante, porém, esquerdista até ao âmago, um relativista, imerecedor de credibilidade alguma, que detestava o papa Bento XVI, a seu favor, não obstante, existe quando se refere esclarecendo e incensando a seus cúmplices ideologistas!
    Aliás, nesse item creio nele, como se referiu e se mantém no propósito, desde amizade anterior e, quando da eleição do papa Francisco, por sinal já denunciada por certos cardeais e prelados como teria sido forjada, mesmo quando se pronuncia a favor de quem denominar tratar-se desse “ser um dos nossos” – afinal, os diversos pontos coincidentes pró esquerdas e de sintonias com procedimentos e ações serem bastante relevantes e anti católicas, de ambas partes!
    O papa Francisco chegou ao ápice de nem mais se suspeitar de que lado está, pois se antes os bombeiros do Vaticano tentavam apagar incendios frente aos católicos melhor informados e assumidos, pois relatavam tratar-se-ia de mal interpretá-lo ou similares, nem mais hoje em dia atuam, de tão todos esses desacreditados, doravante retraídos – apenas receitam a bula dele, leiam e sigam a doutrina dele!
    Porém, cabe a cada um por bem discernir se convém ou não seguir a nova igreja, a que acolhe a todos sem praticamente exigencia alguma, como a da imprescindível conversão para a rígida doutrina da Igreja, que seja anti relativismo e assim, os tradicionais naquela serão vetados! Tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas eu não me deixarei dominar por coisa alguma. 1 Cor 6 12.
    “Erguem-se, juntos, os reis da terra, e os príncipes se unem para conspirar contra o Senhor e contra seu Cristo. Quebremos seu jugo, disseram eles, e sacudamos para longe de nós as suas cadeias! Aquele, porém, que mora nos céus, se ri, o Senhor os reduz ao ridículo. Dirigindo-se a eles em cólera, ele os aterra com o seu furor: Sal 2 4-5.

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