A verdadeira essência das coisas…

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“Um pássaro não voa por ter asas. Ele tem asas porque voa. Um homem não é masculino por ter um pénis e testículos, nem uma mulher é feminina por ter uma vagina, um útero, estrogénio ou o que quer que seja. Eles têm tudo isso – quando o tem – porque ela é feminina e ele é masculino. Mesmo se falta alguma dessas coisas neles, ainda assim eles são masculinos e femininos.”

(“Pe. Gerald”, personagem do caso de exorcismo “O Virgem e o Ajeita-Moça”; in Reféns do Demónio, Malachi Martin, Ecclesiae, 2016, pág. 216)

Isto numa época em que a ilusão engana os próprios ilusionistas.

Basto 02/2019

16 thoughts on “A verdadeira essência das coisas…

  1. Genial mesmo, o Pe. Malachi Martin!!! Ao tratar do tema da possessão demoníaca, ele conseguiu tratar de vários outros assuntos diferentes, como a questão da sexualidade humana.

    Se não me engano, na época em que ele escreveu esse livro, na década de 1970, ainda não havia sido cunhado o termo gênero para se referir à identidade sexual das pessoas nem havia a ideologia de gênero. Portanto ele se adiantou em várias décadas aos problemas que estamos enfrentando no início deste século XXI em relação a sexualidade. Problema que parece que se desdobrará ainda mais.

  2. Acho esse livro “Reféns do Demônio” “fantástico”!!! Não só por tratar de uma maneira interessante e profunda o tema da possessão demoníaca, fenômeno que tem se tornado mais comum nos tempos em que vivemos, mas também por tratar de vários outros assuntos diferentes no mesmo livro. Por exemplo, as transformações sociais da década de 1960 e 1970. Cito um trecho do referido livro:

    “No mundo deles [Richard e seus irmãos] não se tinha notícia dos desenvolvimentos sociais que iriam marcar os anos 1960 e 1970. A televisão em todos os lares era ainda apenas um projeto. A liberação feminina não havia nascido. Modas posteriores como unissex e bissexualidade ainda não haviam surgido. A homossexualidade ainda estava dentro do armário. A permissividade sexual e a total dissolução da família enquanto unidade eram coisa ignorada. O jovem ainda não havia sido tomado pelas paixões radicais de 20 anos mais tarde. Não se havia começado a viver aquele arriscado corte em que a criança passa rapidamente para a vida adulta, sem viver qualquer infância e juventude no sentido tradicional dessas palavras. Os rapazinhos ainda era rapazinhos, e as garotinhas, apenas garotinhas. Ninguém até então manifestara qualquer dúvida a isso.”

    Reféns do Demônio, Cinco Casos de Possessão e de Exorcismo, Malachi Martin, Ecclesiae, p. 226.

  3. Peço imensa desculpa, mas estou baralhada. Não conheço os livros em questão, e não sei se interpretei a mensagem ao contrário, pois, estou farta de ouvir os apologistas da ideologia de género afirmar, de que não existe masculino, nem feminino, só porque os órgãos genitais, assim , o determinam: somos, apenas, pessoas! Logo, podemos “amar” quem quiser, independentemente, da orientação sexual….
    Assim, deixamos de poder “criticar” a homossexualidade!

    ESCLAREÇAM-ME, POR FAVOR!

    • O livro do Pe. Malachi Martin “Reféns do Demónio” narra pormenorizadamente cinco casos reais de possessão demoníaca (com identidades e lugares fictícios). Cada um dos casos relaciona-se com domínios diferentes da tentação demoníaca na liberdade humana, permitindo perceber até onde o diabo pretende in extremis conduzir as pessoas. Neste caso concreto relata-se a possessão demoníaca de alguém afetado pelos demónios que põem em causa a identidade sexual das pessoas e as leis da natureza no domínio da sexualidade e ainda os ataques demoníacos a quem se dedica à virtude da castidade (como é o caso do “Pe. Gerald”, acima citado).

      As pessoas que sofrem distúrbios relacionados com a identidade sexual, quando enveredam pelo opção de “mudar de sexo”, acabam com distúrbios ainda maiores. Apesar das aparências físicas, bem ou mal conseguidas, depois de todas as mutilações a que se sujeitam, cortando aqui ou colando acolá, um homem nunca deixará de ser um homem e uma mulher nunca deixará de ser uma mulher.

      No diálogo reproduzido no livro, o “Pe. Gerald” esclarece algumas dúvidas do Pe. Malachi Martin (narrador participante) a respeito desta questão, assegurando-o que a identidade sexual é intrínseca à personalidade, é imutável e é algo essencialmente do espírito, apesar de se manifestar no físico.

  4. Maria Martins, não sei se entendi a sua dúvida, mas não quis dizer que o Pe. Malachi Martin propôs de forma antecipada no tempo a ideologia de gênero; pelo contrário, ele a combateu, por assim dizer, antes mesmo que ela fosse cunhada.

    A genialidade do Pe. Martin consiste, nesse livro, por exemplo, em abordar um problema, que, na época em que ele escreveu esse livro, não era tão claro como nos dias de hoje, nos quais que existe a ideologia de gênero, a qual nega o sentido natural da sexualidade. A respeito disso, o Basto explicou de maneira excelente!

  5. Hoje de manhã tinha colocado aqui um curto comentário em que explicava a razão pela qual tinha publicado aqui este parágrafo do livro na quinta-feira à noite: uma conversa com alguém sobre um caso de um ex-homem local. Entretanto, quando estava a queimar mato, aproveitando os últimos dias da licença, lembrei-me de uma possibilidade bastante remota de estar a pôr em causa a privacidade de uma pessoa. Então liguei para casa e expliquei à minha pequerrucha como eliminar esse comentário e ela fê-lo na perfeição.

      • As crianças de hoje dominam a tecnologia melhor do que os pais. E na verdade, só cheguei casa há pouco mais de meia hora. Como se diz aqui em Portugal, estou todo partido. Foi um dia em cheio, a cortar, a serrar e a queimar. Quando regressei a casa já era noite. Doem-me os músculos todos, tenho os braços todos picados e arranhados e aquilo ainda arde lá em baixo.

      • Verdade! Quanto a esse contato com a natureza, com as plantas, com a terra, isso faz muito bem à saúde, apesar de deixar o corpo dolorido. Acredito que um dos motivos de o homem moderno adoecer tanto seja a perda do contato com a natureza e os animais. A vida nas cidades, principalmente nas cidades grandes, e até mesmo nas cidades de médio porte, é marcada pelo estresse, poluição de vários tipos, inclusive poluição sonora. Não há corpo e mente que aguente. A propósito, acho que o Pe. Martin falou numa das páginas de Reféns do Demônio sobre essa harmonia benéfica que o homem (o ser humano) experimenta ao estar em contanto com a natureza ao tratar da infância de Richard/Rita. Foi na parte do livro em que o personagem passa férias na fazenda de um tio.

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