Ainda a JMJ do Panamá: hino oficial interpretado pelo Pe. Jason Gouveia

O Pe. Jason Gouveia, o precursor da nova pastoral Brassika, também gravou uma versão do hino oficial da Jornada Mundial da Juventude 2019. Trata-se de uma interpretação em ritmo raeggaton, produzida com o apoio do Dj Roony Moura, para fazer abanar o capacete em qualquer discoteca mais ou menos católica.

O clero português quer mostrar que está preparado para receber a JMJ de 2022.

Basto 03/2019

8 thoughts on “Ainda a JMJ do Panamá: hino oficial interpretado pelo Pe. Jason Gouveia

  1. maria martins 10 de Março de 2019 / 22:54

    Talvez neste campo, ainda não tenha atingido a maturidade suficiente e, por isso, confesso, que não desgostei do Hino. Sou fã de qualquer tipo de música, desde que me seja agradável ao ouvido, pois, a minha formação musical não passou do que há de mais básico! Muitas vezes, a letra é que é obscena e estraga tudo, o que não acontece aqui… Sou produto duma geração em que houve uma grande mudança na música e, com certeza, fiquei afectada….
    Também acredito que, sendo jovens a entoá-lo e num ambiente de festa, Deus aprove , se cantado com respeito. Sempre é bem melhor do que a canção do Toy!…

  2. Maria Ribeiro 11 de Março de 2019 / 11:48

    Este trecho musical assemelha-se bastante a um kizomba que é uma cadência angolana bastante ritmada, muito sensual, eu diria até demasiado “apelativa”…NÃO, à intimidade com Deus (o que seria expectável)…

    Pois bem, o problema principal aqui é que o tema do Mistério da Incarnação (o Ângelus) é algo extremamente Sagrado para ser colocado desta forma, muito menos por um Sacerdote. Quanto à melodia não tem nada de belo, no meu entender. A Oração do Ângelus toca profundamente num dos principais Mistérios da nossa Fé. Mesmo que a música fosse interessante, não é de modo nenhum adequada, tal como tantas outras que ouvimos, por aí, nas nossas igrejas…

    É mais uma tentativa de “modernismo” que, aparentemente poderia cativar os jovens…Porém não os leva ao aprofundamento e à espiritualidade. Enfim, mais uma “pimbalhada”. Desculpem, mas é a minha opinião. Não gosto nem me auxilia no recolhimento e intimidade que a oração exige. Pelo contrário provoca-me irritação.

  3. maria martins 11 de Março de 2019 / 14:35

    Porquê sensual?
    Claro que Deus encontra-Se no Silêncio, mas depois de uma grande Caminhada… Até lá, com respeito e porque não, com alegria e ritmo, possamos chegar a Ele?
    Ainda há oito dias atrás, a Palavra versava este contexto: aquilo constatamos, nem sempre corresponde ao que parece. Deus avalia o coração e não as aparências; daí, não podermos julgar, superficialmente.
    Segundo a minha perspectiva, nada há de mal, neste hino, mas cada um pensa como quiser. Agora, a maneira como foi coreografado o Mistério da Encarnação, na visita do Papa , aí sim, acho que foi quase um insulto.
    Mas esta polémica sempre existiu. Não faltam hinos alegres, antigos, como por exemplo, o “Queremos Deus”, que as bandas tocavam nos compassos Pascais, nas aldeias, e dos quais toda a gente gostava, e marchava atrás com muitos, por sinal, bem alegres!
    E porque me lembrei, agora disso? Porque o meu avô materno, homem muito rigoroso e de uma Fé inquebrantável, proibia qualquer música profana, em casa. Ora, um tio meu, mais malandro, quando queria ouvir o disco da banda sonora do filme “A PONTE DO RIO KWAI”, dizia-lhe que era o “QUEREMOS DEUS” em francês… e o meu avô já não se zangava!

    • Maria Ribeiro 11 de Março de 2019 / 16:44

      Maria eu disse que o Kizomba é um ritmo sensual, quanto baste…
      Embora o Basto tenha explicado muito bem que “se trata de uma interpretação em ritmo raeggaton, produzida com o apoio do Dj Roony Moura, para fazer abanar o capacete em qualquer discoteca mais ou menos católica.”
      Só isto já é mais que suficiente. Valha-me Deus.
      Quanto a mim o raeggaton ainda consegue ser pior. É só procurar no Youtube, ver e comprovar. Depois digam-me se é adequado ao poema?!
      Já agora clica naquela expressão em azul colocada no post, em cima, “nova pastoral Brassika” do Padre, em questão. Fiquei de boca aberta…ainda não a fechei… Trata-se de um Padre português… Dói…imenso ver o “programa” ou objectivos. Impressionante…

    • Basto 11 de Março de 2019 / 19:47

      A minha opinião vale o que vale, muito pouco, mas ainda assim deixo-a aqui.

      Eu olho para isto como um todo, em vez de me focar muito neste ou naquele estilo musical. Isto porque, dependendo da sensibilidade de cada um, há pessoas que não veem nada de mal em cantar músicas “cristãs” ao ritmo kyzomba, como há outros que preferem os ritmos eletrónicos, o rock ou a metal. E, neste particular, as JMJ costumam produzir versões adaptadas a todos os gostos, ou se calhar “carismas”(?)… Pessoalmente, vejo tudo isto como uma espécie de onda em crescimento, que dura há quase 60 anos, que pretende fazer do Catolicismo uma coisa fixe, “cool”, com ritmos quentes, padres bacanos, freiras à maneira, muita festança, pouco sacrifício e pouca devoção, etc. E os frutos estão à vista, os seminários e conventos fecham, diminui efetivamente a prática católica, há uma apostasia inconsciente generalizada que alastra visceralmente por todo o mundo católico, etc.

      A questão que se coloca é para que serve este tipo de música ou dança católica? Dentro da Igreja jamais terá lugar – digo eu, mas confesso que já me pareceu mais improvável! Será que vai substituir as músicas profanas nas discotecas? Não me parece, até porque são alternativas ridículas, vistas como algo piroso por quem está habituado às letras profanas! Consegue imaginar, aí em Braga, a juventude a abanar o capacete no Sardinha Biba ao som dos discos do Pe. Jason Gouveia? Eu não, apesar de nunca lá ter estado. Nos ginásios onde as senhoras vão emagrecer e os homens ganhar músculos também não me parece muito provável e oxalá que não.

      Eu penso que a religião está no extremo oposto a este tipo de manifestações culturais geracionais que obedecem a modas passageiras. Para onde é que isto caminha? Será necessário convidar os jovens irem dançar o terço nesta ou naquela festa com alternativa à falta de interesse pela devoção do rosário? Penso que não é por aí que a coisa irá…

  4. maria martins 11 de Março de 2019 / 20:41

    A explicação está muito bem concebida, mas, para mim, tudo pode passar por uma estratégia que o Próprio Deus, se encarregará de limar. ..
    Quando era pequena, a minha mãe contava-nos uma história que já ouvi da boca de alguns padres. Em poucas palavras vou expô-la pois, somente, a mensagem interessa.
    Um certo menino pagão tinha ouvido falar de Jesus e ficou muito apaixonado pelo Seu Amor. Como não sabia rezar e era muito folião, todas as vezes que passava, numa igreja, entrava para visitá-Lo, oferecendo-Lhe o que melhor sabia fazer: dançar!
    O padre, que estava por perto, começou a vigiá-lo e, depois de várias vezes o ver a dançar, interpelou-o e perguntou-lhe porque fazia aquilo, num lugar Sagrado, ao qual ele se limitou a responder: como não sei rezar, dou a Jesus aquilo que melhor sei fazer, dançar!
    Segundo a história, acabou sendo um grande Santo:São Pascoal Bailão!
    Se existe ou não, não sei: Apenas consegui entender a mensagem…
    Percebo a apreensão por toda a bandalheira a que temos vindo a assistir, mas temos que relativizar um pouco as coisas. Eu, pessoalmente, gosto de ritmo, desde que não haja exagero nem faltas de respeito.
    Se não tivesse ouvido o Padre Zezinho na minha Juventude, e assimilado as suas letras, eu, nunca, teria sido despertada, pelos Cânticos litúrgicos, que na altura se entoavam. A partir dele, outras influências se seguiram, porque a sensibilização já tinha sido feita.! Para pessoas simples e de cultura popular, não se pode fazer Roma num só dia!…

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