Uma ressurreição totalmente política. Mensagem de Páscoa de Francisco aos “movimentos populares”.

movimentos populares

Por Sandro Magister

Na noite de 12 de abril, domingo de Páscoa, os principais meios de comunicação católicos divulgaram a carta enviada pelo papa Francisco, nesse mesmo dia, aos “movimentos populares” do mundo inteiro, os mesmos que ele tinha convocado e com os quais reunira pela primeira vez, em Roma, em 2014, depois em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, em 2015, e novamente em Roma, em 2016.

Os “movimentos populares”, como eles próprios se definem, representam a massa de “excluídos dos benefícios da globalização”. São “vendedores ambulantes, coletores de lixo, carrosséis, pequenos agricultores”, em suma, todos os descartados por quem detém o poder. No entanto, para Jorge Mario Bergoglio, eles são a vanguarda da nova humanidade, são os “verdadeiros ‘poetas sociais’ que, dos subúrbios esquecidos, criam soluções dignas para os problemas mais ardentes dos excluídos”.

É para esta multidão que Francisco recomendou repetidamente um futuro feito de terra, lar, trabalho para todos. Graças a um processo de ascensão ao poder que “transcende os procedimentos lógicos da democracia formal” e que na última carta chega a reivindicar “uma forma de remuneração básica universal”.

Nesta carta, a visão política completa de Bergoglio brilha a uma escala planetária, já analisada em profundidade, há alguns meses, nesta outra página do Settimo Cielo:

> Um papa com o “mito” do povo

Aqui está o texto completo da carta agora tornada pública. Uma estranha mensagem de Páscoa de um papa, por uma ressurreição completamente e apenas política.

*

Aos irmãos e irmãs dos movimentos e organizações populares.

Queridos amigos,

Lembro-me com frequência dos nossos encontros: dois no Vaticano e um em Santa Cruz de la Sierra e confesso que essa “memória” me faz bem, me aproxima de vós, me faz repensar em tantos diálogos durante esses encontros e em tantas esperanças que ali nasceram e cresceram e muitas delas se tornaram realidade. Agora, no meio desta pandemia, eu lembro-me de vós de uma maneira especial e quero estar perto de vós.

Nestes dias de tanta angústia e dificuldade, muitos referiram-se à pandemia que sofremos com metáforas bélicas. Se a luta contra o COVID-19 é uma guerra, vocês são um verdadeiro exército invisível que luta nas trincheiras mais perigosas. Um exército sem outra arma senão a solidariedade, a esperança e o sentido da comunidade que reverdecem nos dias de hoje em que ninguém se salva sozinho. Vocês são para mim, como lhes disse nas nossas reuniões, verdadeiros poetas sociais, que desde as periferias esquecidas criam soluções dignas para os problemas mais prementes dos excluídos.

Eu sei que muitas vezes vocês não são reconhecidos adequadamente porque, para este sistema, são verdadeiramente invisíveis. As soluções do mercado não chegam às periferias e a presença protetora do Estado é escassa. Nem vocês têm os recursos para realizar as funções próprias do Estado. Vocês são vistos com suspeição por superarem a mera filantropia por meio da organização comunitária ou por reivindicarem seus direitos, em vez de ficarem resignados à espera de ver se alguma migalha cai daqueles que detêm o poder económico. Muitas vezes mastigam raiva e impotência quando veem as desigualdades que persistem mesmo quando terminam todas as desculpas para sustentar privilégios. No entanto, vocês não se encerram na denúncia: arregaçam as mangas e continuam a trabalhar para suas famílias, seus bairros, para o bem comum. Essa vossa atitude ajuda-me, questiona-me e ensina-me muito.

Penso nas pessoas, especialmente mulheres, que multiplicam o pão nos refeitórios comunitários, cozinhando com duas cebolas e um pacote de arroz um delicioso guisado para centenas de crianças, penso nos doentes, penso nos idosos. Elas nunca aparecem nos média convencionais. Tampouco os camponeses e os pequenos agricultores, que continuam a trabalhar para produzir alimentos saudáveis, sem destruir a natureza, sem monopolizá-los ou especular com a necessidade do povo. Quero que saibam que nosso Pai Celestial olha para vocês, valoriza-vos, reconhece e fortalece na sua escolha. Quão difícil é ficar em casa para quem mora numa pequena casa precária ou para quem de facto não tem teto. Quão difícil é para os migrantes, as pessoas privadas de liberdade ou para aqueles que realizam um processo de cura para as dependências. Vocês estão lá, colocando o vosso corpo ao lado deles, para tornar as coisas menos difíceis, menos dolorosas. Congratulo-vos e agradeço-vos do fundo do meu coração. Espero que os governos entendam que os paradigmas tecnocráticos (sejam centrados no estado, sejam centrados no mercado) não são suficientes para enfrentar esta crise e nem os outros problemas importantes da humanidade. Agora, mais do que nunca, são as pessoas, as comunidades, os povos que devem estar no centro, unidos para curar, cuidar, compartilhar.

Eu sei que vocês foram excluídos dos benefícios da globalização. Não desfrutam daqueles prazeres superficiais que anestesiam tantas consciências. Apesar disso, vocês sempre sofrem os danos dessa globalização. Os males que afligem a todos, a vocês atingem duplamente. Muitos de vocês vivem o dia a dia sem nenhum tipo de garantias legais que vos protejam. Os vendedores ambulantes, os coletores de lixo, os feirantes, os pequenos agricultores, os pedreiros, as costureiras, os que realizam diferentes tarefas de cuidado. Vocês, trabalhadores informais, independentes ou da economia popular, não têm um salário estável para resistir a este momento … e as quarentenas são insuportáveis para vós. Talvez seja a hora de pensar num salário universal que reconheça e dignifique as tarefas nobres e insubstituíveis que vocês realizam; capaz de garantir e tornar realidade esse slogan tão humano e cristão: nenhum trabalhador sem direitos.

Também gostaria de convidá-los a pensar no “depois”, porque esta tempestade vai acabar e as suas sérias consequências já estão a ser sentidas. Vocês não são uns improvisados, têm a cultura, a metodologia, mas principalmente a sabedoria que é amassada com o fermento de sentir a dor do outro como sua. Quero que pensemos no projeto de desenvolvimento humano integral que ansiamos, focado no protagonismo dos Povos em toda a sua diversidade e no acesso universal aos três T que vocês defendem: terra e comida, teto e trabalho. Espero que esse momento de perigo nos tire do piloto automático, sacuda as nossas consciências adormecidas e permita uma conversão humanística e ecológica que termine com a idolatria do dinheiro e coloque a dignidade e a vida no centro. A nossa civilização, tão competitiva e individualista, com as suas taxas frenéticas de produção e consumo, os seus luxos excessivos e lucros desmedidos para poucos, precisa de mudar, de se repensar, de se regenerar. Vocês são construtores indispensáveis dessa mudança urgente; além disso, vocês possuem uma voz autorizada para testemunhar que isso é possível. Vocês conhecem crises e privações … que com modéstia, dignidade, compromisso, esforço e solidariedade, conseguem transformar numa promessa de vida para vossas famílias e comunidades.

Mantenham vossa luta e cuidem-se como irmãos. Oro por vocês, oro com vocês e quero pedir ao nosso Deus Pai que vos abençoe, vos encha com o Seu amor e vos defenda ao longo do caminho, dando-vos a força que nos mantém vivos e não desaponta: a esperança. Por favor, orem por mim que eu também preciso.

Fraternalmente,

Cidade do Vaticano, 12 de abril de 2020,

Domingo de Páscoa.

A edição original deste texto foi publicada no blogue Settimo Cielo a 14 de abril de 2020.
Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do artigo acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original. A presente edição destina-se exclusivamente à sua divulgação.

Basto 04/2020

11 thoughts on “Uma ressurreição totalmente política. Mensagem de Páscoa de Francisco aos “movimentos populares”.

  1. maria martins 15 de Abril de 2020 / 7:36

    Mas como todo este discurso é REDUTOR, na dimensão para que foi Instituída a Igreja!
    Como, mais uma vez, o Papa Francisco se esquece da finalidade para que foi “Escolhido:”
    — A DEUS O QUE É DE DEUS E A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR—
    Teima em negar a CONVERSÃO, pregando uma doutrina sem Convicções, sem Referências, pois, tudo se relativiza, e, depois, apela à JUSTIÇA!
    Como pode o Homem ser Justo, se não tiver Deus no coração? Mas o Deus de Jesus Cristo: O DEUS VERDADEIRO!
    Jesus denunciava as desigualdades, as injustiças, sem nunca apelar à violência ou à desordem, mas também, APONTAVA O CAMINHO e apresentava a SOLUÇÃO!
    Ele, Jesus, incita-nos à CONVERSÃO DO CORAÇÃO, baseada na Sua Palavra e no Seu Exemplo que, naturalmente, depois, produzirá os VERDADEIROS FRUTOS, sendo o maior, O AMOR AO PRÓXIMO, com todas as consequências que, daí, advêm!

    E esse apelo “descarado” à GLOBALIZAÇÃO, já só não vê, quem não quiser ver!

  2. Maria Ribeiro 15 de Abril de 2020 / 16:48

    O Sandro Magister e o Basto já fizeram uma apreciação, na qual referem “Totalmente político” e, com essa expressão ficou quase tudo dito.

    Acrescento apenas que se trata de pura “Teologia do povo” que é a vertente argentina da “Teologia da Libertação”, ou seja, Comunismo, em um discurso vazio que nada tem a ver com Páscoa e a alegria da Ressurreição.
    Nem sequer faz a mínima alusão a Jesus Cristo e muito menos a Sua Santa Mãe! Mas porquê?!
    Se fosse na Escola, levava “Uma dúzia de bolos” Por ter fugido ao tema da Composição! Gravíssimo.

    Novamente um apelo à CONVERSÃO HUMANÍSTICA e ECOLÓGICA. Mas a “quem? Pachammama? A tal grávida que gerou o coronavirus?! e Menciona o “Pai Celestial”, mas qual? será o tal “Arquiteto do Universo? Ou o “Nosso” Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo?! O Deus de Abraão, Isac e Jacob?! Não sei? Deixo-lhe o benefício da dúvida?!

    “Um exército sem outra arma senão a solidariedade, a esperança e o sentido da comunidade que reverdecem nos dias de hoje em que NINGUÉM SE SALVA SOZINHO”
    Isso é verdade! Mas está a referir-se à salvação das almas ou à luta contra a virose?! Ou luta política?!

    Como refere a “”idolatria do dinheiro””, será que vamos trabalhar só por um prato de sopa?!

    Reparem bem, “Talvez seja a hora de pensar num SALÁRIO UNIVERSAL”
    O que será que significa isto?! Utopia do igualitarismo?! Ou ódio aos ricos?! Faz-me lembrar o pós-25 de Abril e aqueles discursos miserabilistas, época em que toda a gente tinha que vestir calças de ganga com receio de ser rotulado de fascista.

    Como isto tresanda a Marxismo. Para não dizer ateísmo…e outra expressão bem mais pesada. É caso para ficarmos assustados, não fosse a confiança nas Palavras de Jesus.
    Será que ainda se converte?! A Deus nada é impossível! Rezemos…

  3. Marcelino Pachuczki 15 de Abril de 2020 / 19:50

    Tudo o que o papa Francisco faz me soa familiar, eu cresci ouvindo o tipo de discurso dele, nos anos 80 a teologia da libertação já estava em tudo, dos papeluchos da missa as revistas de grupos de reflexão, tudo apontando para ideologia comunista. Padres como ele são muito comuns no Brasil!

  4. maria martins 16 de Abril de 2020 / 8:42

    E depois de tanta CONFUSÃO, onde cada um explora pequenos excertos da VERDADE, somente REFORÇO o meu AMOR à Palavra de Deus, ao EVANGELHO!
    Realmente, é Nela que está contido tudo o que precisamos para transformar o mundo, através da IMITAÇÃO do Seu Mestre! O resto, para mim, é RETÓRICA!
    Vejamos, então, o que Jesus, MAIS UMA VEZ, nos diz, em “O Evangelho como me foi revelado”:
    “Eu vos digo que, se fossem escritas todas as Minhas acções, todas as Minhas lições particulares, as Minhas PENITÊNCIAS e ORAÇÕES para Salvar uma alma, seriam necessárias todas as salas de uma das vossas maiores bibliotecas. E também, em verdade vos digo, QUE SERIA MUITO MAIS ÚTIL, PARA VÓS, JOGAR NO FOGO TANTA CIÊNCIA INÚTIL, POEIRENTA, VENENOSA, a fim de dar lugar aos Meus Livros, uma vez que sabeis TÃO POUCO SOBRE MIM e, por isso, adorais tanto, aquela Imprensa SEMPRE SUJA de sensualidade ou heresia!”

    E agora, um à parte: várias vezes, Jesus aplica a palavra “sensualidade”, não apenas, no sentido, em que estamos habituados a usá-la — sexual–. Ele usa a noção de sensualidade, para tudo que se refere à nossa humanidade excessiva, a necessidades materiais desordenadas, carnais, egoístas; a todo o mundo sensorial, que reduz o papel ou a primazia do ESPÍRITO.
    Daí, eu pensar, que a IGREJA ACTUAL perdeu realmente o Norte, pois Se esqueceu de que o Seu papel é COLOCAR DEUS (ESPÍRITO) ACIMA DE TUDO, Salvar almas, e ACREDITAR em que o resto Lhe será dado por acréscimo! (Palavra de Jesus)
    Tudo vem do coração, não é isso que Jesus nos Ensina?
    Então, em vez de PROMOVER ainda mais a confusão, a divisão, deveria PRATICAR mais o AMOR e, IMITANDO JESUS, trabalhar mais a MUDANÇA INTERIOR, a CONVERSÃO, mas com ATITUDES reais, sem politiquices ou discursos bacocos, desprovidos de Referências Sagradas.

  5. Geraldo 16 de Abril de 2020 / 14:57

    O MAGNO E DESTEMIDO SANTO ATANASIO DO SÉCULO XXI – DOA A QUEM DOER!!
    O bispo auxiliar de Santa Maria em Astana, no Cazaquistão, D Athanasius Schneider disse acreditar que a maioria dos bispos católicos reagiu “precipitadamente e movidos pelo pânico ao proibir todas as missas públicas”. “A decisão de fechar as igrejas é ainda mais incompreensível” – (embora do papa atendente aos apelos da Maçonaria-NOM, caso do papa Francisco, seja pública e notoria – sem constrangimento algum de sua parte,, visando ainda mais o desagregamento social pior que já está)!
    “Enquanto os supermercados estiverem abertos e acessíveis, e as pessoas tiverem acesso ao transporte público, não se vê razão plausível para proibir as pessoas de assistir à Santa Missa em uma igreja”, disse Dom Schneider. “Pode-se garantir nas igrejas as mesmas e melhores medidas de proteção higiênica”, (inclusive mais celebrações com entrada de menor quantidade de pessoas e em mais atos litúrgicos da S Missa).
    (A maioria dos nossos bispos é omissa, mais de 60 pertencentes à TL-PO(padres operarios) e os outros sincretistas e apostáticos dentro de nossa igreja, às voltas com a adeusa pachamamma e endemoninhados semelhantes)
    Ele disse que a conduta da Igreja em face da epidemia de coronavírus revelou uma “perda de visão sobrenatural”, particularmente entre os membros da hierarquia – alguns dos quais, apesar da vigilância para combater o COVID-19, “permitiram tranquilamente que o vírus venenoso dos ensinamentos e práticas heréticos se espalhasse entre o seu rebanho”, observou.
    (Isso foi estrategia da NOM-Vindice e Nubius e tem obtido grande sucesso, provas são que as esquerdas estão silentes, caladiiiiinhas)…
    (): entre parênteses são observações pessoais

  6. Geraldo 16 de Abril de 2020 / 16:06

    TRANSCRIÇÃO DE Bispo Schneider: O Papa não é o “dono” das verdades católicas, o qual continua nos embates como santo Atanasio anti arianista; agora, na figurante, sendo o anti ideologista da ONU-MAÇONARIA-NOM!!
    Amoris Laetitia , Atanasius Schneider , Católico , Dubia , Josef Seifert , Papa Francis
    19 de setembro de 2017 ( LifeSiteNews ).
    Em uma entrevista com o Dr. Maike Hickson para OnePeterFive , Schneider defendeu o professor Josef Seifert por ter levantado questões críticas sobre o controverso documento papal.
    Professor Josef Seifert fez um acto urgente e muito meritoso ao formular publicamente e respeitosamente questões críticas acerca de certas afirmações evidentemente ambíguas no documento papal Amoris Laetitia, visto que estas afirmações estão a causar uma anarquia moral e disciplinar na vida da Igreja, uma anarquia que está à vista de todos e que ninguém que use a razão e tenha verdadeira fé e honestidade pode negar.
    O teólogo foi recentemente demitido do cargo de sua universidade pelo arcebispo de Granada por fazer isso.
    “A medida punitiva contra o professor Seifert … não é apenas injusta”, disse Schneider, “representa uma fuga da verdade, uma recusa de um debate objetivo e de um diálogo, ao mesmo tempo em que a cultura do diálogo é proclamada como uma grande prioridade na vida da Igreja de nossos dias “.
    A própria base da unidade da Igreja, disse Schneider, é a verdade – a verdade do Evangelho. Infelizmente, hoje quem se atreve a falar a verdade “é classificado como um inimigo da unidade” – como aconteceu com São Paulo.
    Aqueles que têm medo de enfraquecer a unidade da Igreja criticando os ensinamentos do Papa Francis devem lembrar que o Papa é servo da Igreja, disse Schneider. “Ele é o primeiro que tem que obedecer de forma exemplar a todas as verdades do Mistério imutável e constante, porque ele é apenas um administrador e não um dono das verdades católicas …” O Papa deve “se ligar constantemente e Igreja a obediência à palavra de Deus “, acrescentou.
    Schneider disse também que quando um papa tolera erros e abusos generalizados, os bispos não devem se comportar como os “funcionários servos” do papa.
    O bispo Schneider concorda com Seifert que Amoris Laetitia contém uma “bomba atômica moral”. A sugestão do documento de que um casal adúltero pode ser moralmente obrigada a manter relações sexuais – pecar ao não pecar – poderia acabar com absolutos morais. Dom Schneider recomenda que outros leiam o artigo controverso de Seifert: “A lógica pura ameaça destruir toda a doutrina moral da Igreja Católica?”
    O contraste entre a obsessão das últimas décadas com a liberdade do pensamento teológico com a atual repressão aos teólogos ortodoxos como Seifert lembra Schneider de sua infância da era comunista. No entanto, seus pensamentos mais freqüentemente retornaram à controvérsia ariana de 325-381 325, quando mesmo um papa se uniu aos ensinamentos heréticos.
    Encontrando paralelismos entre a crise de Arian e os nossos tempos, Schneider citou a descrição de São Basílio, a grande descrição do antigo tumulto: “Apenas uma ofensa é punida vigorosamente – uma observação precisa das tradições dos nossos paises. Por isso, os piedosos são expulsos de seus países e são transportados para desertos. As pessoas religiosas ficam em silêncio, mas toda língua blasfêmica é solta “(Ep. 243).
    Schneider elogiou os quatro cardeais que emitiram a dubia em relação a Amoris Laetitia e expressaram sua esperança de que mais cardeais falem. Ele também tinha uma mensagem para todos os outros católicos: “Quando sacerdotes e leigos permanecem fiéis à prática imutável e constante de toda a Igreja, estão em comunhão com todos os papas, bispos ortodoxos e os santos dos 2.000 anos , estando em comunhão especial com São João Batista, São Tomás Mais, São João Fisher e com os inumeráveis cônjuges abandonados que permaneceram fiéis aos votos matrimoniais, aceitando uma vida de continência para não ofender a Deus “.
    Schneider, 56, é um bispo auxiliar da Arquidiocese de Astana, no Cazaquistão. Ele tornou-se famoso entre os católicos pela defesa da família , da ortodoxia e do culto tradicional .https://onepeterfive.com/bishop-schneider-prof-seifert-cardinal-caffarra-duty-resist/
    Bishop Schneider on Prof. Seifert, Cardinal Caffarra, and …
    onepeterfive.com
    Editor’s Note: the following is an interview with Bishop Athanasius Schneider, conducted by OnePeterFive’s Dr. Maike Hickson. Bishop Schneider is Auxiliary Bishop in the Archdiocese of Astana, Kazakhstan. Bishop Athanasius Schneider (BAS): Professor Josef Seifert has made an urgent and a very …
    !

  7. Geraldo 19 de Abril de 2020 / 12:28

    QUE SÃO MOVIMENTOS SOCIAIS-OU MILICIAS COMUNISTAS TANTO FAZ! SÃO MESTRES EM EUFEMISMOS GERAIS E NA DISTORÇÃO DE TERMOS!
    Disfarce de comunistas com nomes adocicados, visando enganar o povo!
    Os movimentos sociais são ações coletivistas mantidas por grupos organizados da sociedade comunista que visam lutar por alguma causa social marxista. Em geral, o grito levantado pelos movimentos sociais representa a voz de pessoas excluídas do processo marxista, que buscam ocupar os espaços de direito na sociedade – nunca se ocupando de “deveres”.
    Os pseudos movimentos sociais são de extrema importância para a formação de uma sociedade comunista ao possibilitar a inserção de cada vez mais pessoas na sociedade de direitos – das lutas de classes, nunca dos deveres desses revolucionarios
    . Os primeiros sedizentes movimentos sociais visavam resolver os problemas de classes sociais e políticos, como a ampliação do direito ao voto. Hoje, os movimentos sociais baseiam-se, em grande parte, nas pautas identitárias que representam categorias como gênero, raça e orientação sexual, criando e recriando as disputas fratricidas e o caos geral – nisso esses caóticos são ímpares mestres!

  8. maria martins 19 de Abril de 2020 / 12:57

    Geraldo, as injustiças e as desigualdades sociais são uma realidade, e temos que aceitar que Jesus nunca as “abençoou”. E por pregar, precisamente, uma FRATERNIDADE SOCIAL, pois somos todos filhos do Mesmo Pai que está nos Céus, é que Ele foi considerado um “agitador”, para a Época, e suscitou tantos ódios!
    Jesus colocou-Se sempre, ao lado dos mais pobres, indigentes, sofredores e, até, Se Identificou com eles: “Tudo o que fizeres ao mais pequenino, é a Mim que o fazes.”
    Mas, também nos Ensina, que “os FINS não justificam os MEIOS!”
    Daí, a Missão da Igreja NUNCA poder ser Política, guerreira, violenta, ao ponto de, directa ou indirectamente, incitar à desordem, mas sim, dever ser alicerçada numa Vivência, num Testemunho ESPIRITUAL, que TRANSFORMA, que promove e leva o Amor ao Próximo, a Justiça Social, a Partilha… a BOA NOTÍCIA, que é o Evangelho, a todos os Povos. E, confiando cegamente em Deus Pai, através de Jesus Cristo, ACREDITA, que Ele completará a OBRA, através da Sua Providência, SUPRINDO todas as lacunas humanas! Lentamente, conseguir que cada um veja no outro um irmão, começando, Ela mesma– Igreja– por dar o Exemplo.
    Como já aqui frisei, Jesus DESEJA a CONVERSÃO dos corações, porque é nele, que se fabrica tudo o que é bom, ou tudo o que é mau!
    Se a IGREJA conseguisse CUMPRIR a Missão para que foi Instituída, estávamos já, num Paraíso na Terra: O tal Reino de Deus, onde todos viveríamos como irmãos, tendo Deus como Pai e Jesus como Irmão e nosso Mediador, sem nada nos faltar e, muito menos, alguém seria capaz de explorar ou marginalizar fosse lá quem fosse.

  9. Maria Ribeiro 19 de Abril de 2020 / 19:55

    Convém perceber que os chamados “movimentos e organizações populares” são formados por pessoas pró-gay, pró-aborto e esquerdistas ateus anti-família. Os tais “poetas sociais”. O “Mal” vem sempre encoberto com capa de “bem”, não é verdade?! Penso que foi o que o Geraldo quis dizer??!!

    • Geraldo 21 de Abril de 2020 / 15:49

      SIM, SIM E SIM!
      Os “movimentos de esquerdas são outros fronts dos maçônicos-comunistas, sobrevivendo de fraudes e trapaças gerais por meio de vãs promessas e pela distorção eufemística de termos, visando a enganar os incautos!
      Porém, v e eu temo-los desmascarado o quanto possível, inclusive o serviçal e capacho deles – quem diria, hem? – o papa Francisco, o qual nem de longe mais disfarça-se de católico romano mas fiel discípulo de G Soros e camarilha dos demoníacos global-novooordomundialistas!
      Não assume sua nova e relativista seita-igreja porque, passando-se por papa dos católicos, embora só engane ignorantes na fé e papistas, facilita a subversão!

  10. maria martins 19 de Abril de 2020 / 22:48

    A minha intervenção diz respeito à CONVERSÃO INTEGRAL de todo o ser humano.
    A verdadeira miséria passa também, por aí, para não dizer, que é esse o principal motivo de TODA A NOSSA DESGRAÇA!
    Sem Deus como REFERÊNCIA e, aqui, o EXIGIDO é a FIDELIDADE COMPLETA à Sua Doutrina, o Homem vive relativizando tudo, perdendo o Rumo: não sabendo de onde veio, nem para onde vai; somente conta o imediato e o que dele puder usufruir.
    Assim, teremos uma Sociedade egocêntrica, sem Valores, reduzida ao prazer e ao lucro, sem qualquer respeito pelo outro… Há que viver o presente, porque do amanhã ninguém sabe o que virá! Tudo se analisa superficialmente.
    Age-se por emoção, e enquanto ela ainda existir! Mas depois da convulsão, tudo volta ao mesmo, e cada um continua a pensar só em si! E isto, só quando mexer AINDA uma resteazinha da “Tal Luz” que é Deus! Porque, quanto maior for o Seu distanciamento, e se Dele não nos alimentarmos, mais BESTAS ficaremos, tornando-nos capazes de TUDO!!
    Não é isso que está a acontecer?!

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