O Erro Crasso de D. Jorge Ortiga

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Por João Silveira

O Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, revelou publicamente, à TSF, que os “primeiros recasados vão poder comungar após processo de discernimento“.

Este processo de discernimento, cujas directivas se encontram na carta pastoral “Construir a casa sobre a rocha”, visa descobrir (?) se um casal “recasado” está ou não em condições de comungar. Para tal, o dito casal é acompanhado por um grupo de padres jesuítas, um casal de leigos e um psicólogo.

1. Não se percebe como é que algum processo de discernimento tem a capacidade de descobrir que alguém que vive em estado objectivo de pecado (Cân. 915) pode continuar a viver dessa forma sem estar em pecado. Parece que tudo acontece por artes mágicas.

2. Distribuir a Sagrada Comunhão a uma pessoa que não está em condições de a receber -porque a sua vida apresenta uma contradição grave com os ensinamentos morais de Cristo  e da Igreja – não lhe vai fazer bem nenhum, só lhe vai fazer mal, como explicou São Paulo em 1Cor 11, 27-29. Isto é verdade para qualquer pessoa que tenha cometido um pecado mortal e não se tenha arrependido e confessado desse pecado a um sacerdote, com propósito de não o tornar a cometer.

3. Aquelas duas pessoas vivem como se estivessem casadas, com tudo o que isso implica, mas não estão casadas. Diz o Catecismo da Igreja Católica, no §2390: «O acto sexual deve ter lugar exclusivamente no matrimónio; fora dele constitui sempre um pecado grave e exclui da comunhão sacramental». Com que autoridade pode D. Jorge Ortiga desrespeitar o Catecismo da Igreja Católica?

4. Na Igreja não existe o estado de “recasado”. Aquelas duas pessoas não só não estão casadas entre si como estão ambas (ou pelo menos uma delas) casadas sacramentalmente com outras pessoas, daí que não se possam casar novamente enquanto o seu cônjuge estiver vivo. Foi a própria pessoa que prometeu fidelidade até que a morte os separasse. Isto aconteceu de livre vontade, caso contrário o consentimento não seria válido. A partir daquele momento foi contraído um vínculo que não pode ser dissolvido, nem por vontade dos cônjuges nem por vontade de D. Jorge Ortiga. Ver um Bispo, Sucessor dos Apóstolos, a apoiar publicamente o adultério – um pecado tão grave que São Tomás disse que não se poderia cometer nem que fosse para salvar o mundo inteiro – é sinal que a Igreja está numa crise gravíssima.

5. Este processo está completamente errado e é contra os ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo. Mas, mais que não fosse por prudência (humana), deveria ser feito com a maior discrição possível. Vir para os meios de comunicação social fazer um anúncio destes é causar um grave escândalo nos fiéis.

O que se está a passar é grave demais para passar incólume. Membros da hierarquia da Igreja estão a fomentar as comunhões sacrílegas, a enganar as almas (fazendo com que julguem estar em estado de graça enquanto vivem em pecado objectivo), a destruir a Instituição do Matrimónio e a fazer pouco da Lei da Igreja e do Catecismo. Tudo isto em nome duma suposta misericórdia que vai contra as próprias palavras de Jesus Cristo (Mc 10, 1-12), como se fossemos mais misericordiosos do que Ele.

Este texto foi originalmente publicado no blogue Senza Pagare a 28 de setembro de 2018.

Nota da edição: o artigo acima é da inteira responsabilidade do seu autor, a presente edição visa apenas a sua divulgação.

Basto 9/2018

Arcebispo de Braga anuncia os primeiros casos de recasamento aprovados em processos de “discernimento”

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Jules-Arsène Garnier (1876)

Em declarações à TSF, D. Jorge Ortiga anunciou que dois casos de recasamento que se submeteram às provas de “acompanhamento e discernimento” da Arquidiocese de Braga já estão em condições de aceder à Sagrada Comunhão.

Equipa de discernimento da Arquidiocese de Braga:

  • Um grupo de padres jesuítas
  • Um casal de leigos
  • Um psicólogo

(de acordo com a informação apresentada pela TSF)

Sem revelar pormenores particulares relativos aos casos de recasamento em questão, o arcebispo explica que o processo de “discernimento” passa por avaliar a estabilidade da nova relação iniciada pelo divorciado e “o seu compromisso na fé”.

É um processo de longa caminhada para poder fazer um discernimento e ver até que ponto aquela nova relação, após uma outra que não tinha corrido bem, está orientada para uma vida estável, com a exigência cristã e com o seu compromisso de fé.

(D. Jorge Ortiga; in TSF, 26/09/2018)

Estes deverão ser os dois primeiros casos de recasamento pastoralmente aprovados pela Igreja em toda a história de Portugal, todavia, de acordo com a informação prestada pelo arcebispo à referida estação de rádio, não deverão ser os únicos.

Basto 9/2018

Papa Francisco escreve ao Patriarca de Lisboa

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O Papa Francisco enviou uma carta ao Patriarca de Lisboa de agradecimento e encorajamento em relação à aplicação do polémico capítulo VIII da Exortação Apostólica Amoris laetitia.

carta

Amado Irmão Cardeal
D. Manuel José Macário do Nascimento Clemente
Patriarca de Lisboa

 

Venho agradecer-lhe o envio, por ocasião da Quaresma passada, da Nota que dirigiu aos sacerdotes do Patriarcado sobre a aplicação do capítulo VIII da Exortação Apostólica Amoris laetitia.

Esta sua aprofundada reflexão  encheu-me de alegria, porque reconheci nela o esforço do pastor e pai que, consciente do seu dever de acompanhar os fiéis, quis fazê-lo começando pelos seus presbíteros para poderem cumprir da melhor forma o ministério.

As situações da vida conjugal constituem, hoje, um dos campos onde tal acompanhamento é mais necessário e delicado. Por isso mesmo, quis chamar o Colégio Episcopal a um itinerário sinodal prolongado, que propiciasse – apesar das dificuldades inevitáveis – a maturação de orientações compartilhadas em benefício de todo o povo de Deus.

Assim, ao exprimir-lhe a minha gratidão, aproveito o ensejo para encorajar o Irmão Cardeal e seus colaboradores no ministério pastoral – in primis os sacerdotes – a prosseguirem, com sabedoria e paciência, no compromisso de acompanhar, discernir e integrar a fragilidade, que de variadas formas se manifesta nos cônjuges e nos seus vínculos. Um compromisso que, se por um lado requer de nós, pastores, não pouco esforço, por outro regenera-nos e santifica-nos, pois tudo é animado pela graça do Espírito Santo, que o Senhor Ressuscitado concedeu aos apóstolos para a remissão dos pecados e o solícito tratamento de todas as feridas.

Na alegria de partilhar consigo, amado Irmão, esta doce e exigente missão, asseguro a lembrança da sua pessoa na minha oração e, pedindo-lhe que reze por mim também, de coração o abençoo juntamente com o presbitério e toda a comunidade diocesana do Patriarcado de Lisboa. 

 

Vaticano, 26 de junho de 2018

Franciscus

 

(in sítio oficial do Patriarcado de Lisboa, 26/06/2018)

Esta carta causa alguma estranheza, tanta como a sua publicação na página oficial do Patriarcado de Lisboa, uma vez que parece um documento pessoal…

Nesta altura já ninguém tem dúvidas relativamente ao que o Santo Padre entende por “acompanhar, discernir e integrar a fragilidade”. Resta saber como D. Manuel Clemente irá interpretar este encorajamento do Bispo de Roma, tendo em conta que o Patriarca de Lisboa, apesar de tudo, tem constituído a maior força visível de atrito no episcopado português relativamente à novíssima pastoral de abertura da Sagrada Comunhão aos divorciados “recasados”.

Basto 7/2018

A “Alegria do Amor” em Viseu

Como tínhamos aqui avançado anteriormente, o agora administrador apostólico da diocese de Viseu, D. Ilídio Leandro, acaba de publicar um “documento pastoral” que porá em prática os novos ensinamentos do Papa Francisco sobre o matrimónio e a família na sua diocese. O referido documento intitula-se “Acompanhar, discernir, integrar” e deverá contemplar a possibilidade de os divorciados “recasados” acederem aos sacramentos nos termos previstos pela controversa exortação Amoris Laetitia.

“Se a sua situação na comunidade cristã e a sua relação com todos os que foram importantes no seu primeiro casamento não mantém feridas por sarar”, então o caminho para a paz está a ser realizado com sucesso, lembrou D. Ilídio, como pressuposto para a possibilidade de uma integração tranquila na comunidade cristã, vivendo a plenitude dos sacramentos.

(in Página oficial da Diocese de Viseu, 28/06/2018)

Presume-se que seja um documento que irá ao encontro daqueles queparafraseando o Pe. Armando Esteves, Vigário Geral da Diocese de Viseu – foram levados a assumir um segundo matrimónio”.

Basto 7/2018

Dia histórico para Portugal: bispo de Leiria-Fátima é formalmente criado cardeal

A história faz-se de personagens, factos e processos devidamente documentados, portanto aqui ficam alguns recortes das publicações da época para facilitar o trabalho dos historiadores do presente.

 

2015

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Recortes de “Notícias” da diocese de Leiria-Fátima, 28/04/2015.

 

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Recortes do jornal “Sol” do dia 31 de julho de 2015 (a controversa exortação Amoris Laetitia seria publicada apenas a 8 abril do ano seguinte)

 

2016

notícias ecclesia
Recortes da agência Ecclesia, 12/04/2016.

 

notícias leiria-fátima
Recortes de “Notícias” da diocese de Leiria-Fátima, 29/09/2016.

 

2018

bispos do centro
Pré anúncio da operação misericordista conjunta dos bispos da Região Centro; in Expresso, 03/03/2018.

 

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Recortes do manual de instruções de D. António Marto para a abertura da Sagrada Comunhão a “fiéis divorciados a viver em nova união”; in sítio oficial da diocese de Leiria-Fátima.

Observamos os factos, as conclusões ficarão para os historiadores.

Basto 6/2018

Diocese de Leiria-Fátima abre Sagrada Comunhão aos adúlteros

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Como se esperava, chegou agora a vez de D. António Marto publicar o seu documento que lança a prática de Amoris Laetitia* na diocese de Leiria-Fátima nos termos desejados pelo Papa Francisco. Os adúlteros poderão agora aceder à Sagrada Comunhão também na diocese portuguesa onde a Mãe de Deus veio dizer-nos que “os pecados que levam mais almas para o Inferno são os da carne” e que “muitos matrimónios não são bons, não agradam a Nosso Senhor e não são de Deus”.

O método de “discernimento” proposto pelo futuro cardeal D. António Marto foi assumidamente inspirado na heresia bracarense, mas apresenta algumas nuances trágico-cómicas dignas de nota, particularmente no que se refere ao exercício experimental pelo qual deverá passar a pessoa adultera e que deverá produzir resultados ao fim de 15 dias!

A diocese propõe que o adúltero viva uma semana de acordo com o ensinamento constante da Igreja, sendo convidado a “não aceder aos sacramentos”, porém, a partir do oitavo dia, deverá “fazer o oposto” durante toda a semana para experimentar também a nova solução de misericórdia do Papa Francisco.

Numa fase posterior (3ª semana?), o adúltero terá de elaborar “uma lista de ‘prós’ e ‘contras’ de aceder aos sacramentos” (onde, eventualmente, ponderará determinados pormenores como o destino eterno da sua alma, entre outros aspetos)… Depois de observado esse procedimento, o adúltero estará então em condições de tomar uma decisão “racional”.

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Síntese dos “passos” necessários para os adúlteros poderem ter “acesso aos sacramentos” na diocese de Leiria-Fátima; baseado em “Guia Prático para o Percurso de Discernimento Acompanhado” da Diocese de Leiria-Fátima, junho de 2018.

À semelhança do que prevê o método discernimental da diocese de Portalegre-Castelo Branco, para além das conclusões “sim” e “não”, disponibilizar-se-á ainda uma terceira via destinada a quem reconhecer que a sua relação adúltera ainda não atingiu suficiente maturidade espiritual.

No que diz respeito ao acesso aos sacramentos, propõem-se os dois passos seguintes:

1. Fazer um exercício de conclusão do discernimento, como se segue: durante uma semana, rezar e viver como se a decisão fosse não aceder aos sacramentos, tomar consciência do que se vai sentindo, dos sentimentos espirituais, do que há de paz ou inquietação; na semana seguinte, fazer o oposto… rezar e viver como se a decisão fosse aceder aos sacramentos, tomando nota dos movimentos espirituais sentidos. Assim, vai-se percebendo por onde Deus chama, o que dá mais paz, o que aproxima mais d’Ele, da vida cristã e dos outros.

2. Para confirmar, através de um processo racional e a partir de tudo o que se leu, rezou, partilhou e ouviu, faça-se uma lista, em duas colunas, de ‘prós’ e ‘contras’ de aceder aos sacramentos. Noutro tempo, faça-se o mesmo processo com a possibilidade de não aceder aos sacramentos. Depois de “selecionados” os ‘prós’ e os ‘contras’ de uma e de outra possibilidades, ver o que se revela mais evidente. Como afirmado no início, pode ser: 1) aceder aos sacramentos; 2) não aceder aos sacramentos; 3) para já não, há passos ainda a dar na nossa vida e o discernimento deve continuar.

(Guia Prático para o Percurso de Discernimento Acompanhado; in Página Oficial da Diocese de Leiria-Fátima, junho de 2018.)

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Cartaz do musical “O Dia em que o Sol Bailou” encomendado pelo Santuário de Fátima para a celebração Centenário das Aparições; in página oficial do Santuário de Fátima.

* Voltamos aqui a repetir de forma clara para todos aqueles que ainda não puderam ou não quiseram compreender: A prática de Amoris Laetita, no sentido pretendido do conceito, consiste em obter/dar absolvição sacramental e receber/dar a Sagrada Comunhão apesar do adultério.

Que diriam os pastorinhos de todas estas modas loucas que chegaram a Fátima?

Basto 6/2018

Prática de Amoris Laetitia será implementada na diocese de Portalegre-Castelo Branco

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Sem surpreender, o bispo D. António Dias escreveu uma carta pastoral que lançará a prática de Amoris Laetitia na diocese de Portalegre-Castelo Branco. De acordo com a Rádio Renascença, através deste documento, D. António dá algumas orientações para ajudar os divorciados a viver em nova união…

O bispo da Diocese de Portalegre–Castelo Branco escreveu uma carta pastoral com o título “A Bem da Família”, na qual oferece algumas “orientações positivas” de ajuda aos divorciados a viver em nova união.

(in Renascença, 07/06/2018)

O método de “discernimento” proposto por D. António Dias, o qual poderá abrir a Sagrada Comunhão a um adúltero, se este assim o entender, passará por cinco fases, conforme se explica no jornal Reconquista. Chegando à fase 4, o adúltero deverá tomar uma decisão que pode ser “sim, não ou para já não” e na fase 5 será confirmado nessa decisão.

E assim, a nova misericórdia do Papa Francisco invade agora a Beira Baixa e o Alto Alentejo, encontrando menor resistência do que os espanhóis durante a Guerra das Laranjas…

Basto 6/2018

Bispo de Leiria-Fátima será criado cardeal no próximo mês

O Santo Padre anunciou o nome de D. António Marto, atual bispo de Leiria-Fátima, entre os 14 novos cardeais da Igreja Católica que serão criados no próximo consistório do dia 29 de junho.

É um ato de confiança pessoal do Papa. Pois eu creio que é um ato de confiança pessoal do Papa na minha humilde pessoa.

(D. António Marto, in Ecclesia, 20/05/2018)

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Já estive em duas audiências com o Santo Padre, o Santo Padre conhece bem o que eu penso e sabe que tem em mim um apoiante de toda esta reforma que ele está a fazer na Igreja… Uma reforma por uma Igreja mais evangélica, uma Igreja mais próxima, uma Igreja mais misericordiosa e ele nisso pode contar comigo.

(D. António Marto, in Ecclesia, 20/05/2018)

Talvez D. António Marto entenda que Igreja não era suficientemente misericordiosa antes do Papa Francisco… E quando falamos da misericórdia do Papa Francisco, o tema da abertura da Sagrada Comunhão a adúlteros é incontornável, uma vez que, até agora, essa é incontestavelmente a grande marca do seu “misericordioso” pontificado.

“Conversão”, “misericórdia” e “casamentos que não são de Deus” são temas centrais na mensagem de Fátima, portanto é natural que o bispo de Fátima se interesse por eles, ainda para mais quando, por coincidência, até possui o mesmo apelido de dois dos videntes das aparições.

Muitos matrimónios não são bons, não agradam a Nosso Senhor e não são de Deus.

(Santa Jacinta Marto, palavras proferidas durante a fase terminal da sua vida, no Orfanato de Nª Sª dos Milagres, em Lisboa)

 

À boa maneira de Francisco, também D. António Marto defende a necessidade de conversão… dos pastores!

Um método…

O método proposto na exortação pontifícia [Amoris Laetitia] requer uma conversão dos pastores e das comunidades para admitirem a diversidade de situações.

(D. António Marto, discurso de abertura da “Escola Razões da Esperança” a 27 de setembro de 2016; in Diocese de Leiria-Fátima, 28/09/2016)

Um desafio…

O Papa deixa o desafio de uma «conversão pastoral» que se traduza numa «maneira nova de ser pastores por parte de padres e bispos».

(D. António Marto ao jornal Presente Leiria-Fátima; in Ecclesia, 12/04/2016)

Um golpe de génio…

O Papa Francisco, de modo genial, introduziu uma mudança da disciplina sem pôr em causa a doutrina sobre o matrimónio e a família.

(D. António Marto ao jornal Presente Leiria-Fátima in Ecclesia, 12/04/2016)

Em 2015, um ano antes da publicação da controversa exortação apostólica Amoris Laetitia, foi D. António Marto que, segundo o jornal Sol, liderou o grupo de bispos da Região Centro que pretendia abrir a Sagrada Comunhão aos adúlteros nos termos propostos pelo herético cardeal D. Walter Kasper e elogiados pelo próprio Papa Francisco.

Chegou o momento do reconhecimento pelo seu apoio, conforme o próprio bispo de Leiria-Fátima admitiu.

Basto 5/2018

Diocese de Viseu abrirá a Sagrada Comunhão a adúlteros já neste Verão

henriqueviii.jpgA “Alegria do Amor” chegou a Viseu. Sem qualquer surpresa, a Ecclesia acaba de informar que o bispo de Viseu anunciara a publicação, para o dia 1 de julho próximo, do tão desejado documento que regulamenta a abertura da Sagrada Comunhão a pessoas que vivem em adultério, respondendo assim ao desejo do Papa Francisco. De acordo com a agência noticiosa da Conferência Episcopal Portuguesa, D. Ilídio Leandro pede que “não se tenha uma atitude legalista” perante as (inovadoras) “propostas” do Santo Padre.

“O capítulo 8 (da Exortação Apostólica Amoris Laetitia) abriu às situações irregulares [*] a possibilidade dessas pessoas poderem reencontrar-se na Igreja mesmo em comunhão sacramental, no abeirar-se da reconciliação e na Eucaristia.”

(D. Ilídio Leandro in Ecclesia, 15/05/2018)

* Nota nossa: o termo “irregular” é um neologismo linguístico que corresponde, em termos objetivos, à tradicional noção católica de adultério na sua forma continuada.

Esta nova pastoral pode conduzir à erradicação do adultério (enquanto tal) em toda a região.

E lá se vai completando o mapa deste nosso triste fado

Basto 5/2018