A imagem da “dimensão erótica do amor” em Florianópolis

A era da informação global tem destas coisas, sendo bastante provável que o clero local nem imagine que isto possa ter acontecido… Numa publicação do ano passado, a Arquidiocese de Florianópolis, do estado de Santa Catarina, Brasil, escolheu uma foto sugestiva para ilustrar um dos novíssimos ensinamentos da exortação apostólica Amoris Laetitia, porém essa imagem estava já associada a uma marca comercial.

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in Arquidiocese de Florianópolis, 01/08/2017

A marca em causa refere-se a um produto destinado a melhorar a performance sexual.

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FOREDI Gel, 13/08/2016

Este é um caso que tem mais de insólito do que de surpreendente, dada a conjuntura atual.

Basto 6/2018

A ‘Alegria do Amor’ em Belo Horizonte

A arquidiocese de Belo Horizonte apresentou, a 8 de dezembro, na Solenidade da Imaculada Conceição de Maria, o seu novo “Projeto de Evangelização: Proclamar a Palavra” que deverá orientar a pastoral diocesana a partir de 2017. Os seus elementos mais  polémicos são baseados na controversa exortação apostólica Amoris Laetitia.

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Elementos mais controversos que ganharam dimensão mediática internacional desde a sua divulgação no site italiano UNA VOX:

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PEPP, p.18 – Arquidiocese de Belo Horizonte

 

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PEPP, p.19 – Arquidiocese de Belo Horizonte

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Outros aspetos anteriormente destacados neste blogue:

É preciso continuar avançando, rompendo com o clichê do “sempre foi assim”, tomando e incentivando iniciativas de fronteiras, no esforço de anunciar a Jesus Cristo, no cotidiano da vida das pessoas, de nossas comunidades, da sociedade como um todo, pelo viés do diálogo com a cultura, com o serviço social, com a educação, com a política e com a arte.

(Pe. Aureo de Freitas, in “Introdução” do P. E. Proclamar a Palavra)

Esse novo paradigma pastoral e evangelizador, antes de tudo, deve ser desenhado sobre os pilares da eclesiologia resgatada pelo Concílio Vaticano II. O Concílio elaborou a compreensão da Igreja como Povo de Deus, que dialoga com a sociedade moderna, é servidora da humanidade, especialmente dos mais pobres, distanciando-se do eclesiocentrismo medieval, do clericalismo e da romanização do catolicismo tridentino, assumindo, assim, uma eclesiologia de comunhão.

(in “II. Eclesiologia de Comunhão por meio da colegialidade”, P. E. Proclamar a Palavra)

Resposta da Arquidiocese de Belo Horizonte:

A Arquidiocese de Belo Horizonte esclarece que as informações publicadas na reportagem não condizem com as orientações do Projeto de Evangelização Proclamar a Palavra. Os trechos destacados estão descontextualizados, interpretados de modo a não traduzir o que realmente estabelece o Projeto de Evangelização.

Em comunhão com a Igreja, a Arquidiocese de Belo Horizonte partilha a convicção de que o Matrimônio é a união entre homem e mulher, a exemplo da Sagrada Família de Nazaré. Ao mesmo tempo, conforme orienta o Papa Francisco, busca acolher e acompanhar, sem exclusões e julgamentos, dando testemunho da misericórdia de Deus, que a todos alcança.
Nesse sentido, a Arquidiocese de Belo Horizonte lamenta não ter sido procurada pelos responsáveis pela elaboração dessa reportagem para os devidos esclarecimentos.

Coloca-se à disposição para apresentar, de modo devidamente contextualizado, o Projeto de Evangelização Proclamar a Palavra, fruto de atenta escuta das muitas comunidades de fé, em sintonia com os desafios do mundo contemporâneo.

Alguns artigos de dom Walmor que contestam a chamada ideologia de gênero:

Educação em pauta
http://www.arquidiocesebh.org.br/site/artigoArcebispo.php?id_artigoArcebispo=10884

Família, tocha acesa
http://www.arquidiocesebh.org.br/site/artigoArcebispo.php?id_artigoArcebispo=11773

Princípios e ideologias
http://www.arquidiocesebh.org.br/site/artigoArcebispo.php?id_artigoArcebispo=10834

Dom Walmor, durante apresentação do Projeto de Evangelização Proclamar a Palavra, destaca a vocação de homem e mulher na família:
http://www.arquidiocesebh.org.br/site/noticias.php?id_noticia=14227

(Arquidiocese de Belo Horizonte, recebido a 12/12/2016)

Nosso comentário:

Se sr. Arcebispo D. Walmor condena as ideologias de género isso só pode ser uma excelente informação pela qual agradecemos.

Relativamente aos “trechos destacados”, eles foram aqui apresentados precisamente no contexto em que se inseriam, nomeadamente nas respetivas frases e com uma ligação para o documento integral, de modo a possibilitar uma contextualização mais alargada. Na presente edição deste artigo foram ainda eliminados os curtos comentários que poderiam, de algum modo, influenciar a interpretação dessas mesmas frases.

Obrigado pela atenção e esperemos que continuem a rezar pela configuração tradicional da família e que as “diferentes identidades sexuais” não tenham passado de um mero equívoco literário que pode facilmente ser corrigido, desde que exista vontade. É que este tipo de linguagem, agora em moda, é altamente prejudicial à salvação das almas, nomeadamente daquelas pessoas que se encontram em maior risco, uma vez que passam a acreditar que determinadas situações graves – às quais o catecismo católico chama de “atos intrinsecamente desordenados” – são, afinal, virtudes ou meros detalhes sem importância… Não somos nós que devemos julgá-los, tais atos já foram julgados e condenados pelo próprio Deus.

Os pastores da Igreja tem a obrigação de mostrar a misericórdia de Deus, mas a verdadeira. A verdadeira misericórdia de Deus só existe com nosso arrependimento e propósito de mudança de vida.

 

Nota da edição: este artigo foi modificado em 12/12/2016 depois da receção de um comentário com a alegada assinatura da diocese de Belo Horizonte.

 

Basto 12/2016