#Regresso à velha tradição bolchevique_121

Invasores russos restauram estátua de Vladimir Lenin e içam bandeira soviética sobre o principal edifício administrativo de Henichesk, na região de Kherson, Ucrânia, a tempo do aniversário de nascimento da besta comunista, que se celebra a 22 de abril.

Fonte: ukrinform.ua

Intolerância religiosa comunista em Espanha

O Município de Aguilar de la Fontera, em Espanha, liderado por Carmen Flores, da extrema esquerda comunista andaluza, mandou derrubar a cruz existente à porta do convento local das Carmelitas Descalças. A Cruz dos Caídos, como era denominada, havia sido erigida, em 1939, em memória das vítimas da Guerra Civil Espanhola. Apesar de ter perdido a sua placa evocativa há várias décadas, a cruz era ainda vista pelos comunistas contemporâneos como um símbolo franquista.

A Associação Espanhola de Advogados Cristãos já recorreu às autoridades judiciais para denunciar este ato de cristofobia e atentado contra o património local.

Basto 02/2021

Nova pastoral em Lisboa: deputado da extrema esquerda convidado a pregar a sua doutrina na Igreja do Campo Grande

A Igreja Paroquial do Campo Grande, em Lisboa, abriu as portas a José Manuel Pureza para – sentado numa poltrona, de costas para o altar-mor e para o sacrário – expressar as suas ideias radicais a quem o quis ouvir.

O evento decorreu no passado dia 16 de maio e foi amplamente promovido pela Rádio Renascença – Emissora Católica Portuguesa, um órgão de comunicação social que pertence ao Patriarcado de Lisboa e à Conferência Episcopal Portuguesa.

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Alguns cartazes associados ao Bloco de Esquerda.

José Manuel Pureza diz que é católico, mas está obviamente enganado

Jesus é um tipo que se dá com prostitutas, com cobradores de impostos que representam o colonialismo romano, que tem um gesto de amor para com um centurião, que faz isto e que nisto cria alicerces para uma mensagem não de lei, mas de amor.

(José Manuel Pureza, in Rádio Renascença, 16/05/2019)

Basto 05/2019

Francisco agradece apoio do ex-frade marxista Leonardo Boff

Leonardo Boff, o ex-sacerdote brasileiro, ativista de Esquerda e ideólogo da chamada “teologia da libertação”, anteriormente condenado pela Congregação para a Doutrina da Fé por causa das suas posições heréticas e reacionárias, escreveu ao Santo Padre para lhe manifestar o seu apoio contra os “membros conservadores do governo Trump, articulados com grupos conservadores e até reacionários da Igreja Católica estadounidense, liderados pelo Card. Viganó”. Em resposta, o Santo Padre enviou-lhe também uma carta, agradecendo-lhe pessoalmente esse apoio.

Dr. Leonardo Boff

Querido hermano,

Gracias por tu carta enviada tràmite el P. Fabiàn.
Me alegrò recibirla y te agradezco la generosidad de tus comentarios.

Recuerdo nuestro primer encuentro, en San Miguel, en una reuniòn de la CLAR, allà por los anios 72-75. Y luego te seguì leyendo algunas de tus obras.

Por estos dìas estaràs cumpliendo 80 años. Te hago llegar mis mejores augurios.

Y, por favor, no te olvides de rezar por mì. Lo hago por vos y tu Senora [1].
Que Jesùs te bendiga y la Virgen Santa te cuide.

Fraternalmente.

Francisco

(Carta do Papa Francisco a Leonardo Boff; in leonardoBOFF.com, 17/12/2018)

[1] Referência à “teóloga” e ativista de Esquerda Márcia Monteiro da Silva Miranda.

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Márcia Miranda e Leonardo Boff junto da ex-presidente do Brasil Dilma Rousseff.

A “sua senhora”, de acordo com a Folha de São Paulo, é uma mulher casada e mãe de seis filhos com quem Boff, quando era ainda frade franciscano, manteve uma secreta relação amorosa ao longo de 12 anos. Após a dispensa dos votos e o abandono do convento, o ex-sacerdote assumiu publicamente a sua ligação amorosa com Márcia Miranda, definindo-a como “uma relação pós-moderna”, em que a senhora visita o seu apartamento “pelo menos duas noites por semana […] e alguns fins-de-semana”, nos restantes dias, Boff “vive como num mosteiro”.

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Genézio Darci Boff (mais conhecido como Leonardo Boff) in Religión Digital, 17/03/2013.

Leonardo Boff, um dos maiores representantes da teologia da libertação, após décadas de censura durante os pontificados de João Paulo II e Bento XVI, sente-se agora reabilitado pelo Papa Francisco, a quem considera “um dos nossos”.

Basto 12/2018

Na Nicarágua celebrou-se uma missa em honra do ditador comunista Fidel Castro

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Altar improvisado para a imagem do déspota comunista latino-americano; in Viva Nicaragua, 26/11/2018.

Foi na Igreja de Nossa Senhora das Mercedes, em Manágua, que se juntaram “fiéis” e diplomatas à Juventude Sandinista para a celebração de uma missa em honra de Fidel Castro, o falecido líder revolucionário marxista e chefe máximo do regime comunista cubano.

Basto 12/2018

Página ‘Vatican News’ promove organização de freiras feministas radicais

No início deste mês de novembro, a página Vatican News deu um destaque ao “Nuns on the Bus”  (“Freiras de Autocarro”), um movimento político de esquerda formado por freiras que promovem o feminismo radical nos EUA em ações propaganda ambulante.

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Página Vatican News, 08/11/2018.

O tema do artigo publicado na página informativa do Vaticano foi a satisfação das freiras militantes deste grupo feminista radical pelos resultados das recentes eleições intermédias nos EUA. A Irmã Simone Campbell, líder do movimento, confessou-se muito “entusiasmada” pelo facto de o número de mulheres na Câmara de Representantes ser agora superior a uma centena e por, pela pela primeira vez, o Congresso poder contar com duas nativas americanas e duas muçulmanas.

As ações de propaganda destas freiras foram criticadas pelo Vaticano durante o reinado de Bento XVI por manifestarem “sérios problemas doutrinais” e tratarem “temas feministas radicais incompatíveis com a fé católica”.

Basto 11/2018

Francisco comove-se ao anunciar presença de bispo comunista chinês no Sínodo dos Jovens e recebe aplausos dos presentes

Um dos dois bispos da “China Continental” convidados pelo Santo Padre a participar na 15ª Assembleia do Sínodo dos Bispos, que decorre até 28 de outubro, é o camarada D. Giuseppe Guo Jincai, cuja ilegitimidade episcopal foi recentemente revogada pelo Papa Francisco.

Sua eminência D. Guo Jincai é vice-presidente da Associação Católica Patriótica Chinesa (organismo criado pelo regime comunista chinês para controlar o catolicismo local), membro do 4º Comité Chinês para a Religião e Paz e ainda deputado no 13º Congresso Nacional do Povo da República Popular da China.

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Imagem da abertura do 13º Congresso Nacional do Povo, em março de 2018; à direita, o cartaz do camarada D. Giuseppe Guo Jincai “ordenado bispo católico” pelo regime comunista chinês.

Guo Jincai foi ilegitimamente ordenado bispo pela ditadura marxista chinesa, em novembro de 2010, para diocese de Chengde, na província de Beijing, sem o necessário mandato apostólico, portanto, à revelia de qualquer autorização papal. Na altura, a Santa Sé denunciou categoricamente esta pretensa ordenação episcopal, que foi qualificada pelo – ainda hoje vivo e em Roma – Santo Padre Bento XVI como uma “uma dolorosa ferida à comunhão eclesiástica e uma grave violação da disciplina católica“.

Basto 10/2018

Papa Francisco reconhece oito bispos designados pelo Partido Comunista Chinês

O Vaticano celebrou um acordo histórico com o regime comunista chinês relativo à nomeação de bispos para a China, anunciou hoje o boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé.

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In Sala de Imprensa da Santa Sé, 22/09/2018.

O acordo é provisório e não são conhecidos ainda os pormenores, no entanto, o Vaticano anunciou que o Papa Francisco reconheceu oito bispos designados pelo Partido Comunista Chinês. Os bispos em questão são Suas Eminências, os camaradas:

  • D. Giuseppe Guo Jincai
  • D. Giuseppe Huang Bingzhang
  • D. Paolo Lei Shiyin
  • D. Giuseppe Liu Xinhong
  • D. Giuseppe Ma Yinglin
  • D. Giuseppe Yue Fusheng
  • D. Vincenzo Zhan Silu
  • D. Antonio Tu Shihua

Em relação ao último da lista, trata-se de um reconhecimento póstumo, uma vez que faleceu no ano passado.

Basto 9/2018

O moralismo e a hipocrisia da “esquerda caviar” portuguesa

Isto não é só em Espanha… Desde o Primeiro Ministro António Costa ao vereador Ricardo Robles, não faltam exemplos da nova “Esquerda” em Portugal que sirvam de inspiração para a música de intervenção.

A paz, o pão, habitação, saúde, educação

Basto 7/2018

Vladimir Putin, o grande defensor do cristianismo… e do comunismo!

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À esquerda, soldados russos veneram ícone de Vladimir Putin. À direita, o ícone de Josef Stalin é utilizado por um sacerdote da Igreja Ortodoxa Russa para benzer bombardeiros estratégicos. Fonte: Euromaiden Press, 16/08/2016.

Entrevistado para um documentário sobre o mosteiro de Valaam, produzido e apresentado por Andrey Kondrashov e transmitido no passado mês de janeiro pelo canal Rossiya 1, o presidente russo Vladimir Putin fala das semelhanças entre o comunismo e o cristianismo.

Basto 2/2018

Vaticano ordena o afastamento de dois bispos legítimos na China para dar lugar a membros do regime comunista

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De acordo com a publicação Asia News, dois bispos da Igreja Católica clandestina da China, a única legítima e reconhecida pela Santa Sé, receberam ordens do Vaticano para se afastarem e cederem o lugar a dois supostos “bispos” da Associação Católica Patriótica Chinesa (organismo do regime comunista chinês).

O bispo D. Peter Zhuang, de Shantou, com 88 anos de idade, terá recebido uma carta datada de 26 de outubro pedindo-lhe que se retirasse para dar lugar a Huang Bingzhang, apoiado pelo governo chinês. Huang havia sido excomungado em 2011, durante o pontificado de Bento XVI, depois de ter sido consagrado “bispo” sem o necessário mandato papal, uma infração que resulta em excomunhão automática. Segundo o Catholic Herald, Huang “é também membro do Congresso Nacional do Povo, o parlamento chinês”, ou seja, um político comunista.

Ao outro bispo católico, D. Joseph Guo Xijin, de Mindong, foi-lhe dito, de acordo com o Catholic Herald, para “aceitar a subordinação ao bispo coadjutor apoiado pelo governo Vincent Zhan Silu”, na verdade, o Vaticano exigiu a um bispo católico legítimo que se subordine a um agente do regime comunista chinês.

Basto 1/2018

Vladimir Putin compara o culto da múmia do ditador comunista Lenin à veneração das relíquias dos santos cristãos

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Vladimir Putin recebe a comunhão das mãos de um sacerdote da Igreja Ortodoxa Russa no Mosteiro de Valaam; in Youtube, 11/07/2016

Vladimir Putin, falando para um documentário sobre o Mosteiro de Valaam, produzido para o canal de televisão Rossiya 1, voltou a comparar a ideologia comunista à doutrina cristã, apontando semelhanças entre as duas forças antagónicas não só ao nível das crenças, mas também nas formas de culto. Segundo Vladimir Putin, os comunistas não inventaram a sua própria ideologia, mas adaptaram a ortodoxia cristã às suas necessidades.

“[O corpo de] Lenin foi colocado dentro do Mausoléu. Como é isso diferente de qualquer relíquia dos santos para os cristãos ortodoxos ou cristãos em geral? Têm-me dito: «Não, não existe tal tradição no mundo cristão». Como não? E então [o Monte] Atos? Vão lá e vejam. Há lá relíquias de santos. E aqui também, há as relíquias sagradas de [São] Sérgio e [São] Herman. Por outras palavras, as autoridades de então não sonharam nada de novo. Elas apenas adaptaram aquilo que a humanidade inventou há muito tempo à sua própria ideologia.”

(Vladimir Putin in Interfax, 15/01/2018 – tradução livre)

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Cadáver mumificado do revolucionário e ditador sanguinário Vladimir Lenin em exposição no mausoléu da Praça Vermelha, em Moscovo.

Tal como em 2015, Putin voltou a defender que o “Código Moral do Construtor do Comunismo“, o “catecismo” da propaganda comunista soviética da década de 1960, é semelhante à Sagrada Escritura.

“Havia aqueles anos de ateísmo militante em que os sacerdotes foram erradicados, as igrejas destruídas, mas, ao mesmo tempo, uma nova religião estava a ser criada. A ideologia comunista é muito semelhante ao cristianismo, na verdade: liberdade, igualdade, fraternidade, justiça – tudo está presente na Sagrada Escritura, está tudo ali. E o Código [Moral] do Construtor do Comunismo? Isso é elevação, é apenas um excerto ancestral da Bíblia, nada de novo foi inventado”.

(Vladimir Putin in Interfax, 15/01/2018 – tradução livre)

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Postais alusivos aos 12 “mandamentos” do Código Moral do Construtor do Comunismo difundidos pela propaganda do regime soviético.

Depois destes sinais que continuam a vir da Rússia, e tendo em conta a centralidade desta nação nas profecias de Fátima, voltamos a perguntar: mas, afinal, a Rússia converteu-se a quê?

Basto 1/2018

Rússia. Porque estava Nossa Senhora de Fátima tão preocupada com a Rússia?

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Por John-Henry Westen

4 de maio, 2017 (LifeSiteNews) – Como tenho pesquisado sobre Fátima por causa vários compromissos para discursar durante este ano, fui repetidamente confrontado com a insistência de Nossa Senhora na consagração de Rússia. A qual, depois feita, tal como a prática dos Cinco Primeiros Sábados de reparação, Nossa Senhora prometeu que a Rússia converter-se-ia e um período de paz seria dado ao mundo. Se não, advertiu a Rainha do Céu, a Rússia “espalhará seus erros por todo o mundo, causando guerras e perseguições à Igreja”. Ela acrescentou: “Os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas.”

“Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará”, disse ela. “O Santo Padre consagrar-me-á a Rússia, que se converterá, e será concedido ao mundo um algum tempo de paz.”

É claro que São João Paulo II confiou o mundo ao Imaculado Coração de Maria em 1984, mas ainda continuamos à espera desse período de paz. Temos visto mais guerra, massacres, mártires e abortos no último meio século do que nunca anteriormente. Assustadoramente, não vimos ainda a aniquilação de várias nações. Mas o que tem tudo isso a ver com a Rússia?

A Rússia, na mente da maioria das pessoas, é a geradora do comunismo, pensado principalmente como um sistema económico que compete com o capitalismo. No entanto, quando realmente compreendemos o comunismo, a propagação dos erros da Rússia torna-se reconhecível.

O livro “O Comunista Nu” é o compêndio mais conciso e direto que traça os objetivos e a ideologia comunista. Foi escrito por W. Cleon Skousen, um ex-agente do FBI que recorreu a muitas fontes originais e à melhor inteligência do FBI durante a sua investigação sobre a infiltração comunista nos Estados Unidos. O livro está referido no Congressional Record [publicação oficial das atas do Congresso dos EUA] e o presidente Ronald Reagan comentou-o dizendo: “Ninguém é mais qualificado para discutir a ameaça do comunismo a esta nação.”

Uma seleção dos objetivos do comunismo elencados por Skousen servem para ilustrar a sua disseminação por todas as nações, especialmente no Ocidente:

• Eliminar todas as leis que regulam a obscenidade, apelidando-as de “censura” e uma violação da liberdade de expressão e de imprensa.

• Quebrar padrões culturais de moralidade, promovendo pornografia e obscenidade em livros, revistas, cinema, rádio e televisão.

• Apresentar a homossexualidade, a degeneração e a promiscuidade como “normal, natural, saudável.”

• Infiltrar-se nas igrejas e substituir a religião revelada pela religião “social”.

• Desacreditar a Bíblia e enfatizar a necessidade de maturidade intelectual que não precisa de uma “muleta religiosa”.

• Eliminar a oração ou qualquer forma de expressão religiosa nas escolas, com o fundamento de que viola o princípio da “separação entre igreja e do Estado”.

• Desacreditar a família como uma instituição. Incentivar a promiscuidade, a masturbação e o divórcio fácil.

• Enfatizar a necessidade de afastamento das crianças da influência negativa dos pais. Atribuir “preconceitos, bloqueios mentais e atrasos das crianças à influência supressiva dos pais”.

Além do comunismo, entretanto, outros dos erros da Rússia espalharam-se por todo o mundo, nomeadamente o aborto. O aborto foi pela primeira vez legalizado precisamente na Rússia em 1920. Até hoje, a Rússia mantém a mais alta taxa de aborto per capita de todo o mundo. Numa população de 143 milhões, há 1,2 milhões de abortos por ano.

Não há dúvida de que as predições e promessas de Maria se tornarão verdadeiras. Nossa Senhora de Fátima previu a II Guerra Mundial e até indicou um sinal de aviso que a precederia. Alertou sobre a praga maciça de impureza que infestou o planeta. Deu instruções aos fiéis que devem ser cumpridas de modo a poderem ver o Triunfo do Seu Coração Imaculado e será fiel também a essas profecias.

Então, como durante este mês honramos as nossas próprias mães, vamos examinar novamente os pedidos de Nossa Senhora e colocá-los em prática. Ela pediu oração, particularmente o Santo Rosário e a devoção do Escapulário Castanho. Pediu reparação pelos pecados e ultrajes cometidos contra a Graça de Deus e pelas blasfémias contra os Sagrados Corações de Jesus e Maria, especialmente através da prática dos Cinco Primeiros Sábados. E, finalmente, pediu a consagração ao Imaculado Coração de Maria, consagração individual e também a da Rússia, neste caso publicamente pelo Papa e por todos os bispos do mundo.

Quase todos esses assuntos estão ao nosso alcance pessoal. Não há melhor momento do que este ano, especialmente durante o tempo da Ressurreição, o tempo pascal, para implementar essas práticas nas nossas vidas. Vamos pegar na arma do rosário, o cordão umbilical que nos liga à Nossa Mãe Celestial. Façamos a devoção dos Primeiros Cinco Sábados, ensinando-a também aos nossos filhos. Consagremo-nos ao Imaculado Coração de Maria como ensinou São Luís de Montfort e São João Paulo, “indispensável a quem quer oferecer-se sem reservas a Cristo e à obra da redenção”.

A edição original deste texto foi publicada pelo LifeSiteNews a 4 de maio de 2017. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do artigo acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

Basto 5/2017

O dia em que o presidente dos EUA falou de Fátima e dos pastorinhos no Parlamento Português

Durante a sua visita de estado a Portugal, no dia 9 de maio de 1985, Ronald Reagan discursou na Assembleia da República Portuguesa. Para espanto de todos os presentes, o presidente americano falou de Fé, de Fátima, dos pastorinhos e do Papa João Paulo II.

A visita do chefe de estado americano à Assembleia da República Portuguesa foi boicotada pelos grupos parlamentares da extrema esquerda, os deputados do PCP abandonaram a sala e os da UEDS não compareceram.

Isto também é algo que os portugueses podem ensinar ao mundo. Porque a grandeza da vossa nação, como a de qualquer nação, reside no vosso povo. Pode ser vista no seu dia-a-dia, nas suas comunidades e vilas, e sobretudo nas igrejas simples que pontuam a vossa terra e que dão testemunho de uma fé que justifica todas as reivindicações de dignidade e liberdade dos homens.

(Ronald Reagan, 09/05/1985 in Rádio Renascença)

Recomenda-se a leitura do artigo da Rádio Renascença sobre o tema.

Basto 5/2017

Che GuePapa: a estrela do Carnaval de Viareggio

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in Carnaval de Viareggio 2017 – Ale Dpl

Este ano, o famoso desfile de Carnaval de Viareggio, na Itália, caricaturou o Santo Padre como um líder revolucionário de Esquerda. O seu andor alegórico denominava-se Che GuePapa e ostentava uma imagem de um simpático Papa, sorridente, com o punho esquerdo erguido e cerrado. A “foice e martelo” comunistas encimavam a sua férula, em vez de um crucifixo, e o solidéu papal foi substituído por uma boina semelhante à do mítico guerreiro marxista Che Guevara.

Em torno da imagem do Pontífice Romano, no mesmo andor, foram colocados quatro anjinhos, cujas cabeças representavam antigos líderes históricos marxistas, nomeadamente, Mao Tse Tung, Fidel Castro, Vladimir Lenin e o próprio Karl Marx.

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in Carnaval de Viareggio 2017 – Ale Dpl

Apesar de se tratar de uma mera paródia de Carnaval, onde as grandes figuras públicas são sempre satirizadas, acaba por ser um motivo de reflexão para os cristãos. Que tipo de mensagens tem recebido a opinião pública do atual bispo de Roma para o caricaturar desta maneira?

O Che GuePapa acaba por representar a imagem do Papa Francisco conforme ela é percebida por uma grande parte da opinião pública. É uma caricatura amistosa que, sem deixar de ser completamente anti-católica, realça a aprazibilidade do líder católico que lhe tem valido uma grande empatia popular. Não representa um guerreiro hostil e violento, como foram os grandes líderes revolucionários marxistas, mas antes um líder comunista benevolente e sorridente.

Esta imagem socialmente construída e politizada do Santo Padre não surpreende e até converge com algumas opiniões jornalísticas de referência mundial.

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in The Wall Street Journal, 22/12/2016

Relativamente à edição do The Wall Street Journal de dezembro do ano passado, a página católica Sensus Fidei publicou, na altura, uma excelente análise crítica que vale a pena ler.

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in Carnaval de Viareggio 2015 – Piero Ambrosini

Os pontífices anteriores eram socialmente hostilizados nas caricaturas pela sua resistência às tendências mundanas. Agora as caricaturas são amistosas para com o Papa, mas colocam-no como promotor dessas mesmas tendências anti-católicas. Existe aqui um exagero satírico, é evidente, mas onde é que ele se fundamenta?

Tudo isto é um sinal de que o discurso papal mudou consideravelmente, na forma e no conteúdo, relativamente aos pontífices anteriores e os resultados estão à vista, não só nos desfiles de Carnaval, mas um pouco por todo o lado.

Talvez esteja na altura de o Santo Padre começar a ensinar a doutrina católica da forma como ela é verdadeiramente, simples e clara. Para isso terá de começar a esclarecer urgentemente – não apenas cinco mas – todos os “dúbia” que cria diariamente na opinião pública. Entre estes, o atual Papa, à semelhança dos anteriores, deve condenar vigorosamente o comunismo e todas as ideologias de esquerda que lhe estão associadas. O comunismo não é compatível com o ensinamento cristão.

Basto 3/2017

Marxismo e destruição da família

À primeira vista, parece que uma coisa não tem nada a ver com a outra, mas será que não tem mesmo?

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Boris Vladimirski, 1949 (Rosas para Estaline)

 

Marx e Engels tinham a sua própria doutrina sobre a família.

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A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado

 

… se não, [a Rússia] espalhará os seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja.

(Nª Sª de Fátima aos pastorinhos em 1917)

 

Nota da edição: o vídeo acima é da responsabilidade do sr. Pe. Paulo Ricardo e está disponível no seu canal do Youtube.

 

Basto 11/2016

Como pensam os comunistas?

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Pérez Esquivel, 1992 (Via Crucis Latinoamericano)

Eis o que diz o Santo Padre:

“São os comunistas que pensam como os cristãos. Cristo falou de uma sociedade em que os pobres, os débeis e os excluídos é que decidem. Não os demagogos, os Barrabás, mas o povo, os pobres, tenham fé em Deus ou não, mas são eles que temos de ajudar a obter a igualdade e a liberdade.”

“[Espero portanto que os movimentos cívicos entrem na política] Não na politiquice, nas lutas de poder, no egoísmo, na demagogia, no dinheiro, mas na alta política, criativa e de grandes visões.”

“E para isso é necessário derrubar muros e construir pontes que permitam diminuir as desigualdades e dar mais liberdade de direitos.”

(Papa Francisco ao jornal italiano La Repubblica, in Expresso, 11/11/2016)

Basto 11/2016

Quando os comunistas gostam de crucifixos

Primeiro foi anunciada a “conversão” dos irmãos Castro ao cristianismo, pouco tempo depois, Evo Morales revelava a sua estima pelo “crucifixo”, finalmente chegou a vez do presidente venezuelano Nicolás Maduro mostrar também alguma fé. A verdade é que o camarada Ernesto já não anda por aí, porque se andasse, tocado por tanta devoção, ainda acabava no convento…

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O líder marxista-leninista venezuelano revelou, em Roma, perante as câmaras de televisão, que transporta consigo, desde há quatro meses,  a “cruz do bom pastor”. Foi-lhe oferecida por uma rapaz da ilha venezuelana de Margarita, sendo uma réplica da cruz peitoral do Papa Francisco.

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Nicolás Maduro em Roma, 24/10/2016 – VTV Noticias

 

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Nicolás Maduro em Roma, 24/10/2016 – VTV Noticias

Esta cruz peculiar, que entretanto se popularizou e, em homenagem ao Santo Padre, passou a ser ostentada por muitos outros membros da hierarquia eclesiástica, é da autoria do escultor genovês Antonio Vedele (1930-1997).

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Existem por aí muitas versões da chamada “cruz do bom pastor”, mas nem todas obedecem ao grafismo original de Vedele. Os exemplares certificados apresentam os membros superiores do “pastor” cruzados para segurar uma ovelha que transporta aos ombros. Sobre ele desce uma “pomba”.

Há também quem diga que existe ali um segundo pássaro escondido… Outros perguntam: para onde está virada a cara do “pastor”? Mas a resposta dependerá sempre da perspetiva de cada um!

 

Basto 10/2016

Roma negoceia novos bispos com a República Popular da China

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Periodista Digital em 21/10/2016

 

A informação partiu da agência de notícias Reuters que adiantou um provável compromisso antes do final de 2016. Em causa estão dois novos bispos propostos pela China que, segundo as fontes da Reuters, serão aprovados pela Santa Sé.

Ou seja, se a notícia for verdadeira, a ordenação dos novos bispos será resultado de uma negociação entre o Partido Comunista Chinês e o Vaticano, em que o primeiro propõe os nomes e o segundo aprova. Que pensará Deus desta alegada negociata?

Uma possível e “desejada união entre as igrejas” só pode ter lugar através da conversão. Os elementos da Igreja Católica ilegítima – a denominada Associação Patriótica Católica Chinesa, instituída pelo Partido Comunista local – devem converter-se à única Igreja Católica verdadeira que, na China, vive essencialmente na clandestinidade devido à opressão do regime.

Basto 10/2016

Regresso rápido da Rússia ao passado soviético – datas-chave sob Vladimir Putin

Военный парад на Красной площади 7 ноября 1990 года
Parada militar na Praça Vermelha, em Moscovo, na celebração do aniversário da Revolução Comunista de Outubro, 07/11/1990 (Imagem: TASS)

Por Paul Globe

A recuperação de muitos aspetos da vida soviética levada a cabo por Vladimir Putin não é apenas óbvia mas cada vez mais rápida, como é claramente demonstrado no jornal “Perfil”, quando publicou uma tabela cronológica com algumas, mas longe de serem todas, das suas mais importantes decisões que restauraram símbolos soviéticos.

  • 25 de julho de 2000 – Restauração do hino soviético como hino nacional.
  • 4 de julho de 2003 – As estrelas vermelhas regressam aos estandartes das Forças Armadas Russas.
  • 19 de junho de 2007 – As bandeiras vermelhas de com a foice e o martelo são restabelecidas para presenças nas paradas históricas.
  • 9 de maio de 2008 – Paradas militares com tanques e artilharia pesada regressam à Praça Vermelha.
  • 25 de janeiro de 2012 – As estrelas vermelhas são novamente colocadas nos aviões militares.
  • 31 de janeiro de 2013 – A cidade de Volgogrado passa a chamar-se novamente “Stalinegrado” durante os feriados.
  • 29 de janeiro de 2013 – A condecoração “Herói do Trabalho” é restabelecida.
  • 24 de março de 2014 – A Organização Pronto para o Trabalho e para a Defesa (“GTO”) é restaurada.
  • 14 de maio de 2014 – O Centro Panrusso de Exposições recupera o seu antigo nome da era soviética (VDNKh)
  • 4 de junho de 2014 – São reintroduzidos os uniformes escolares.
  • 29 de outubro de 2015 – É criado o Movimento de Estudantes Russos como uma versão atualizada do Movimento dos Pioneiros de Vladimir Lenin.

19 мая - День пионерии, 1981 год
Marcha de um ramo local do Movimento dos Pioneiros de Vladimir Lenin numa das escolas de Moscovo (Imagem: TASS)

A edição original deste texto foi publicada pela Euromaiden Press no dia 14/11/2015. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do artigo acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

Basto 9/2016

Regresso do KGB?

O jornal russo Kommersant prevê a ressurreição do KGB antes da eleição presidencial de 2018. As reformas previstas na área da segurança e inteligência da Federação Russa levarão, a curto prazo, à criação de um novo “Ministério da Segurança do Estado” a partir das bases do atual FSB (Serviço Federal de Segurança) que acumulará novas e importantes funções.

A criação do novo superministério atribuirá à agência de segurança uma posição de poder equivalente à que possuía durante a União Soviética, quando era conhecida como KGB.

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O que era o KGB e porque era tão temido?

Uma recente investigação britânica à morte suspeita do ex-agente do KGB, Alexander Litvinenko, concluiu que o presidente russo Vladimir Putin parece ter autorizado o seu assassinato. Estas acusações podem não ser muito claras, mas o silenciamento da oposição não era rejeitado pela ex-agência de segurança soviética.

Então, o que era exatamente o KGB e porque era tão temido no seu tempo? Bem, o KGB ou o Komitet Gosudarstvennoy Bezopasnosti era a agência de segurança e inteligência estrangeira da União Soviética. Operou entre 1954 e 1991. Quando a União Soviética colapsou, foi substituída pelo FSK e depois pelo FSB, na nova Federação Russa; ambas desempenharam funções de segurança similares às do KGB.

Durante a sua existência, ao contrário das agências de segurança de outros países, o KGB era efetivamente uma estrutura de governação independente, com pouca fiscalização dos líderes russos. A organização desempenhou uma combinação de funções, incluindo recolha de informações, segurança fronteiriça e ações de propaganda. Contudo, a mais controversa, foi ter funcionado como polícia secreta russa e unidade de vigilância doméstica.

Mais de meio milhão de pessoas trabalhavam para o KGB, com milhares de espiões internacionais. Era, nessa altura, a maior instituição dessa natureza. Por todo o mundo, o KGB recolhia informações recorrendo a “espiões residentes legais espiões” que eram cidadãos soviéticos com permanência autorizada noutros países porque trabalhavam em embaixadas ou noutros espaços internacionais. Podiam alegar imunidade diplomática quando eram apanhados. A Rússia dispunha também de espiões ilegais sem imunidade, e embora isso fosse mais arriscado, eles podiam integrar-se mais facilmente e sem suspeição imediata.

Domesticamente, o KGB era temido como a polícia secreta do país. Procuravam aqueles que eram suspeitos de ser anti-comunistas ou anti-governo, vasculhando frequentemente as suas casas  e prendendo os dissidentes.

Estabeleceu departamentos individuais para controlar a atividade religiosa, nacionalismo subversivo, influência estrangeira, média não autorizada, e especificamente os judeus. O KGB atuou mesmo contra os próprios chefes de estado que ameaçaram a estabilidade da ideologia soviética. Em 1964, agentes e ex-agentes do KGB organizaram aquilo que foi considerado um pacífico golpe de estado que substituiu Nikita Krushchev por Leonid Brezhnev. No entanto, a tentativa posterior de golpe do KGB não foi bem sucedida. Em 1991, quando o presidente russo Mikhail Gorbachev começou a implementar reformas, foi preso pelo KGB, que temia a perda de poder. Apesar de o golpe ter falhado ao fim de dois dias, foi apontado como um grande contributo para a rápida desestabilização da União Soviética e o seu colapso no mesmo ano.

O KGB foi durante muito tempo uma organização temida e grande fonte de tensão para os Estado Unidos durante a Guerra Fria. Apesar de ter sido dissolvida juntamente com a União Soviética, o atual presidente Vladimir Putin foi, ele próprio, um agente do KGB entre 1975 e 1991. Talvez por isso, muitos questionam se a influência e os métodos do KGB desapareceram mesmo do governo russo, sendo esta uma questão controversa na esfera política.

A morte de  Alexander Litvinenko foi certamente suspeita.

Para ver o cronograma do seu alegado envenenamento, visualize o nosso vídeo de cima. Para uma leitura mais aprofundada dos problemas da Rússia com a corrupção, veja o vídeo de baixo. Obrigado por verem Test Tube News, não se esqueçam de pressionar “like” e subscrever para novos vídeos todos os dias.

(Jules Suzdaltsev in Test Tube News)

Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do texto acima transcrito é da inteira responsabilidade do seu autor ou locutor, salvo algum eventual erro de tradução.

Esta notícia surge mesmo no centenário da Revolução Russa, ou no centenário das aparições de Fátima, depende da perspetiva…

Basto 9/2016

O Cardeal Parolin vende para Pequim

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Por Christopher A. Ferrara

Já há muito tempo que a figura do Secretário de Estado do Vaticano, elevada a uma proeminência sem precedentes através das reformas pós-Vaticano II conduzidas pelo Cardeal Villot, tem colocado em perigo a integridade da Fé, a fim de servir as regras mundanas da diplomacia do Vaticano. Assim aconteceu com a Mensagem de Fátima e o Terceiro Segredo em particular, que ninguém menos que o Secretário de Estado do Vaticano (Cardeal Sodano e seu sucessor Cardeal Bertone) reduziu a uma genérica prescrição para oração e penitência, amputando a Consagração da Rússia e reduzindo o segredo a uma mera descrição de eventos do séc. XX.

E assim acontece com o destino dos católicos da Igreja clandestina na China, que recusam aliar-se à “Associação Patriótica Católica (APC),” a pseudoigreja criada pelo regime vermelho chinês na década de 1950 em Pequim, como a Igreja Católica “oficial”, a fim de impor o controlo governamental sobre a seleção e consagração de bispos chineses, iniciando, deste modo, uma hierarquia chinesa descaradamente cismática.

Agora ouvimos o atual Secretário de Estado do Vaticano, o Cardeal Pietro Parolin, afirmar que não existe realmente diferença entre os bispos clandestinos e fiéis que recusam aderir à cismática APC, sofrendo por causa disso uma perseguição implacável, e os militantes da APC, clérigos e leigos, que obedecem a homens e não a Deus pois professam um culto religioso condicionado às diretrizes de um regime comunista ateu que obriga as mulheres a abortar seus próprios filhos.

Como o Cardeal Parolin declarou numa recente entrevista ao Avvenire, o jornal da conferência episcopal italiana: “A alegação de que existem duas Igrejas diferentes na China não corresponde à realidade histórica, nem vida de fé dos católicos chineses. Existem, de facto, duas comunidades, ambas ansiosas por viverem em plena comunhão com o Sucessor de Pedro. Cada uma delas acarreta a bagagem histórica de momentos de grande testemunho e sofrimento, que nos dizem algo sobre a complexidade e as contradições que existem dentro deste vasto país.”

Lixo, absolutamente, e, ao mesmo tempo, uma traição total à Igreja Católica Chinesa Clandestina. Em primeiro lugar, os fiéis católicos que se recusam a submeter à APC não estão “ansiosos por viver em plena comunhão com o Sucessor de Pedro”, pelo contrário, estão em plena comunhão com ele, como sempre estiveram desde o momento em que recusaram submeter-se a Pequim, obedecendo a Deus e não a homens.

Em segundo lugar, a APC não é “uma comunidade… ansiosa para viver em plena comunhão com o Sucessor de Pedro”, mas antes uma criação maléfica dos ditadores comunistas que feriu o Corpo Místico de Cristo com uma hedionda invenção humana que pretende ser a “Igreja oficial “.

Em terceiro lugar, não há qualquer equivalência moral entre a Igreja subterrânea em união com Roma e a maléfica e cismática APC. Sugerir que estas “duas comunidades” deve ser “reconciliados, abraçando-se mutuamente, é algo de monstruoso…” Os fiéis católicos perseguidos na China jamais poderão “abraçar” uma organização que jura fidelidade a uma ditadura comunista.

A situação na China só tem uma solução: a APC tem ser abolida e todos os católicos chineses devem ser autorizados a professar a religião abertamente, em união com Roma e sem interferência governamental.

Mas agora os rumores abundam, e Sandro Magister confirma que Roma está prestes a concordar em permitir que o regime comunista chinês em Pequim selecione bispos para a aprovação do Vaticano – um grotesco regresso ao mal do Cesaropapismo, segundo a qual, o soberano civil é o chefe da Igreja no seu território e pode designar bispos. Mas, infinitamente pior, neste caso, é que o soberano civil não seria um rei católico mas antes um ditador comunista.

A cada dia que passa, a crise da Igreja, que perdura há meio século, acelera em direção ao que só pode ser uma conclusão calamitosa. O Terceiro Segredo de Fátima desenrola-se diante dos nossos olhos, enquanto os guias cegos da hierarquia superior da Igreja se encaminham rapidamente para caírem numa vala. Não podemos segui-los. Podemos apenas rezar pela intervenção final do Céu e o fim desta crise com o triunfo do Imaculado Coração de Maria – seguindo, finalmente, a Consagração da Rússia que, como se pode ver, continua no centro de acontecimentos mundiais potencialmente explosivos.

A edição original deste texto foi publicada pelo Fatima Center no dia 29 de agosto de 2016. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do artigo acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

 

Basto 8/2016

Negócio da China

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Bandeira da República Popular da China

O jornal South China Morning Post, de Hong Kong, noticiou esta semana que Pequim e a Santa Sé terão chegado a um acordo inicial sobre a questão da ordenação de bispos. O jornal cita o Cardeal John Tong Hon, bispo de Hong Kong, para explicar em que consiste esse acordo.

A Sé Apostólica tem o direito de escolher, a partir da lista recomendada, os candidatos que considera como mais adequados e o direito de rejeitar os candidatos recomendados por uma conferência de bispos da China e pelos bispos das províncias sob a sua administração.


(in SCMP, 05/08/2016)

Isto não dá para entender ainda muito bem o que se passa, mas parece um verdadeiro negócio da China. Se não estivermos enganados na nossa interpretação – mas oxalá que sim – o Vaticano está disposto a aceitar escolher os bispos a partir de um catálogo de candidatos propostos ou aprovados pela ditadura marxista chinesa? Esta questão da ordenação dos bispos foi sempre um dos principais pontos de desentendimento entre a República Popular da China e a Santa Sé.

A República Popular da China é um dos países onde a Igreja Católica é mais perseguida em todo o mundo. Exceptuam-se desta provação apenas as regiões administrativas de Macau e Hong-Kong, antigas colónias portuguesa e britânica respetivamente, cuja atual autonomia foi negociada antes da devolução da sua soberania à China. No restante território chinês, a Igreja Católica Romana vive na clandestinidade, os seus crentes são fortemente perseguidos pelo regime tirano comunista.

Para além da verdadeira Igreja, a clandestina, a existe também a igreja católica oficial. Esta encontra-se sob o controlo governamental da Associação Patriótica Católica Chinesa. Esta associação é um organismo do regime não reconhecido pela Santa Sé, pelo menos até agora.

O alerta face à notícia em epígrafe foi levantado pelo Cardeal Joseph Zen Ze-kiu, bispo emérito de Hong Kong.

Permitir oficialmente [o governo chinês] gerir a igreja? Isso significaria rendição.

A relação fica estabelecida, e depois? Quando o Papa visitar a China e o governo selecionar apenas as pessoas obedientes para se encontrarem com Papa, o que será daqueles que pertencem às igrejas clandestinas?

(in HKFP, 09/08/2016)

Este cardeal teme, já há algum tempo, um desfecho semelhante a este da atual diplomacia do Vaticano, receando agora que a Igreja Católica da China possa morrer às mãos do Santo Padre, depois de ter resistido tantos anos aos seus inimigos.

Que a Nossa Senhora Imperatriz da China proteja o seu povo.

 

Basto 8/2016

Conversão da Rússia, a quê?

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Logotipo oficial das comemorações

A hermenêutica dominante – ou talvez imposta – na Igreja Católica acerca da mensagem de Fátima é a de que estamos perante um facto consumado que vale a pena recordar e celebrar.

Quase um século depois de Nossa Senhora ter profetizado a conversão da Rússia, na Cova da Iria, em Fátima, e dado o clima de festa que agora se vive em torno do centenário das aparições, talvez seja o momento para analisar o alcance dessa conversão.

A Rússia converteu-se a quê?

Já aqui se falou antes sobre este assunto, em particular sobre algumas consequências dessa anunciada conversão, ou da falta dela. Em síntese, o que nós podemos atualmente constatar é que as duas Igrejas, Católica e Ortodoxa Russa, continuam separadas, quer no campo institucional, quer no doutrinal. O paradoxo é tanto maior quanto mais reparamos que se alguma Igreja se converteu em algo radicalmente diferente daquilo que era em 1960 – data indicada por Nª Sª para a abertura do envelope do 3º Segredo de Fátima -, essa Igreja não foi a Ortodoxa Russa. Se a nação russa mudou alguma coisa ao nível religioso, as nações ocidentais, tradicionalmente católicas, parecem ter mudado muito mais…

Deixemos, por agora, a questão religiosa e centremo-nos na sucessão de paradigmas políticos e ideológicos nessa nação à qual se exigia a conversão.

Fátima, mesmo na hermenêutica oficial, visava derrotar o  comunismo, em especial na Rússia, tida como principal origem dessa onda revolucionária contrária à Fé. O comunismo, bem como outras ideologias que lhe eram associadas (socialismo, marxismo, ateísmo, materialismo, coletivismo, etc.), opunha-se à religião e à ordem social estabelecida, visando destruí-las, substituí-las.

Se fizermos uma análise social puramente dialética, os padrões da sociedade russa do início do séc. XX, intrinsecamente religiosa, seriam a tese que a revolução comunista, a antítese, visava destruir.

O comunismo na União Soviética foi, durante décadas, um regime hostil à religião, tentando aniquilá-la definitivamente. Proibiu o culto, fechou e destruiu igrejas, perseguiu os religiosos e promoveu o materialismo ateu. Durante as primeiras décadas da era Soviética, a culto religioso foi completamente interditado. No entanto, mais tarde, acabaria por ser legalizado, mas sempre fortemente condicionado e controlado pelo regime.

Toda a gente reconhece que, após o colapso da União Soviética, a religiosidade aumentou exponencialmente na Rússia. Abrem-se novas igrejas, reconstroem-se as que tinham sido devastadas pelo regime comunista e a religião vive novos dias naquele território. Mais do que isso, ao contrário das modernas democracias laicas ocidentais, na Rússia existe hoje uma ligação estreita entre o poder político e o clero. Chegou-se ao absurdo, impensável em 1960, de ser o líder político da Rússia quem dá lições de moral e religião aos líderes políticos ateístas dos países ocidentais…

Muitos cristãos tradicionais, no mundo ocidental, chegam mesmo a considerar Vladimir Putin como o último governante cristão, alimentando a crença num mítico “grande monarca” esperado para os últimos tempos bíblicos!

O que se sucedeu então? A Rússia abandonou o comunismo ateu e converteu-se ao cristianismo, enquanto que o Ocidente se converteu ao materialismo ateu? Talvez, mas algumas coisas continuam a não bater certo no meio disto tudo. Não seria de esperar, hoje, que uma Rússia convertida condenasse veemente o regime comunista sanguinário do passado soviético?

A Igreja Ortodoxa Russa elogia frequentemente o passado comunista

Por exemplo, a 22 de janeiro de 2015, época natalícia no calendário ortodoxo, o Patriarca Kirill, perante a Duma do Estado, afirmou o seguinte:

Quando se começa a falar dos tempos soviéticos, alguns idealizam-os, outros demonizam-os. Contudo, nessa época, havia algo que gerou esses tempos, e será que podemos aceitar isso claramente, incorporando-o na nossa filosofia de vida? Isso era: solidariedade.

E aqueles membros Komsomol (jovens comunistas) que uniram plantações, construíram a BAM (principal linha ferroviária Baikal – Amur) sem receberem qualquer recompensa ou privilégio em retorno? Isso é o sentido de trabalho em equipa, o sentido de  querer fazer algo de bom pelo país.

(Patriarca Kirill in RISU, 26/01/2015)

Apelou ainda, nesse mesmo discurso, a uma “cooperação entre as forças políticas” em prol de uma ideia de unidade e continuidade histórica, contra as tendenciosas desinterpretações do passado.

O líder da nação lamenta o colapso da URSS e reafirma-se comunista:

Por exemplo, no dia 25 de abril de 2005, perante a Assembleia Parlamentar Russa, no seu discurso anual dirigido à nação, transmitido em direto pela televisão, Vladimir Putin afirmou categoricamente o seguinte:

Deixem-me lembrá-los de como começou a história da Rússia moderna. Em primeiro lugar, deve ser reconhecido – e eu já disse isso antes – que o colapso da União Soviética foi a maior catástrofe geopolítica do século.

E, para o povo russo, isso tornou-se num verdadeiro drama. Dezenas de milhões de cidadãos nossos e companheiros russos viram-se fora da Federação Russa.

(Vladimir Putin in BBC Brasil, 25/01/2015)

Existem muitas outras intervenções sugestivas da parte dos atuais líderes políticos russos e, em particular, do presidente Putin. Entre outras, no dia 26 de janeiro de 2016, em Stavropol, o todo poderoso Vladimir Putin confessou descaradamente o seguinte:

Gostava e ainda gosto das ideias comunistas e socialistas. Se olharmos o “Código [Moral] do Construtor do Comunismo”, que circulou largamente pela União Soviética, ele é bastante similar à Bíblia.

Ao contrário de muitos funcionários – e eu não era um -, do ponto de vista do Partido, eu era um membro ativo, eu não deitei fora o meu cartão de membro partidário, não o queimei. O Partido Comunista da União Soviética colapsou, mas a minha identificação está lá em algum sítio.

(Vladimir Putin in Russia Beyond the Headlines, 25/01/2015)

O Código Moral do Construtor do Comunismo foi um compêndio de princípios morais aprovado pelo Congresso do Partido Comunista da União Soviética, em 1961, amplamente difundido na propaganda do regime. Uma espécie de “catecismo” com os 12 “mandamentos” comunistas.

Para além de não ter nada de “bíblico” nem de cristão, este manual foi contemporâneo de uma das maiores campanhas de perseguição religiosa levadas a cabo em toda a era soviética, liderada por Nikita Khrushchev.

PRINCÍPIOS DO “CÓDIGO MORAL DO CONSTRUTOR DO COMUNISMO”

  1. Lealdade à causa comunista, amor à pátria socialista e aos países socialistas.
  2. Trabalho consciente para o benefício da sociedade. Quem não trabalha, não come.
  3. Todos têm o dever de se preocupar com a preservação e com o crescimento do domínio público.
  4. Elevado sentido de dever público, intolerância ao desinteresse público.
  5. Coletivismo e ajuda mútua. A camaradagem é: um por todos e todos por um.
  6. Respeito mútuo entre as pessoas: o homem é um amigo, companheiro e irmão para o homem.
  7. Honestidade, veracidade, pureza moral, simplicidade e modéstia na vida pública e privada.
  8. Respeito mútuo na família. Preocupação com a educação das crianças.
  9. Atitude intransigente perante a injustiça, o parasitismo, a desonestidade e a especulação.
  10. Amizade e irmandade entre todos os povos da URSS. Intolerância ao ódio nacional e racial.
  11. Intolerância com os inimigos do comunismo. Paz e liberdade das nações.
  12. Solidariedade fraterna com os trabalhadores de todos os países em todas as nações.

(in Wikipedia – tradução livre)

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Postais elucidativos de alguns dos princípios definidos no Código Moral do Construtor do Comunismo

Independentemente das opiniões que cada um possa ter, qualquer análise objetiva da evolução histórica e conjuntural da nação russa no último século deve ter sempre presente os princípios básicos que fundamentam o comunismo. Neste sentido, seria erróneo esperar que um eventual renascimento futuro do comunismo na Rússia, ou em qualquer outro lugar, viesse para hostilizar a religião. Numa ótica de entendimento dialético comunista, será mais lógico esperar que o eventual reaparecimento do comunismo resulte da síntese entre as duas teses antagónicas do passado. Um comunismo de cara lavada, de discurso aprazível, capaz de integrar a própria Igreja institucional na sua rede de influência, subjugando-a e servindo-se das suas enormes potencialidades.

A aproximação entre a doutrina cristã e o comunismo já foi experimentada anteriormente. No passado soviético mais tardio, muitos clérigos influentes da Igreja Ortodoxa, entretanto legalizada, eram membros do Partido Comunista. Na América Latina, a luta de classes é, desde há muito tempo, fomentada pelos padres e teólogos da Teologia da Libertação.

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Pérez Esquivel, 1992

Que esperar do comunismo moderno?

A cor vermelha foi muito estigmatizada no passado, se calhar é melhor optar por outra, ou por outras, quanto mais colorido melhor! Os arcos-íris estão na moda e o verde ecológico também.

Agora fala-se menos de luta armada, de ditadura do proletariado, de comités centrais, de Marx, de Lenin, ou de Mao, para se falar mais do ambiente, da Terra, dos agricultores, das mulheres, dos males do capitalismo e até de Jesus Cristo. A própria Igreja Católica, de forma mais ou menos inconsciente, acaba por entrar na onda e, quando nos damos conta, estamos todos a cantar a mesma música…

O comunismo, fortemente condenado por sucessivos Papas, é completamente incompatível com o cristianismo, qualquer tentativa de aproximação das duas coisas resulta na adulteração da Verdade cristã.

Basto 6/2016

Vitória do Exército Vermelho celebrada no Vaticano

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Sputnik News – Ria Novosti

O deputado comunista da Duma Federal Russa, Pavel Dorokhin, teve direito a um lugar VIP na audiência geral do Santo Padre, do dia 5 de maio, e conseguiu convencer o Papa Francisco a colocar ao peito uma fita que representa o heroísmo do Exército Vermelho.

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Georgievskaya Lenta

O departamento brasileiro da agência noticiosa russa Sputnik, conhecida pelo seu apoio editorial ao Presidente Putin, deu destaque a este acontecimento, classificando o Papa Francisco de “santíssimo”.

O deputado comunista viu “solidariedade” nesse gesto papal:

“Eles colocaram-me na primeira fila, na caixa de VIP. Eu disse ao Papa que, com o Dia da Vitória a cinco dias de distância, eu queria apresentá-lo com uma medalha comemorativa do 70º aniversário da nossa grande vitória sobre a Alemanha Nazi. Eu falei-lhe sobre os 26 milhões de vidas sacrificadas pelo nossa população durante a II Guerra Mundial e pedi-lhe para colocar em uma fita de São George, em sinal de solidariedade com nosso povo.

O deputado celebrou, deste modo, na Praça de São Pedro, em Roma, a libertação da Europa de Leste do nazismo e a imposição do comunismo.

Entre uma ditadura e a outra, venha o diabo e escolha. Ao nível das vidas sacrificadas, para além daquelas que referiu o político russo, estima-se que o comunismo tenha produzido cerca de uma centena de milhões em todo o mundo.

 

Basto 5/2016