Bispo de Fátima teme pelo “futuro da casa comum europeia”

A poucos dias das eleições para o Parlamento Europeu – um oneroso organismo comunitário que, ao fim de quase 70 anos de funcionamento, ainda não é fácil perceber para que serve -, o cardeal D. António Marto teme pela estabilidade das democracias liberais que alicerçam o projeto de construção europeia. Um projeto que cresceu a partir de ideais maçónicos que levaram à erradicação dos valores cristãos e nacionais das nações europeias, abrindo as portas ao ensino laico, ao esvaziamento moral da sociedade, à pornografia generalizada, à prostituição das relações sociais, ao homossexualismo galopante, à promoção do aborto livre e gratuito, ao materialismo exacerbado, etc.

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In Agência Ecclesia, 12 de maio de 2019.
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Cardeal misericordista D. Luis Tagle com o Papa Francisco na viajem apostólica às Filipinas em janeiro de 2015.

Os temores do cardeal misericordista português prendem-se talvez com a emergência recente de alguns grupos minoritários no panorama político e social europeu que defendem, por exemplo, a regulação da imigração ilegal ou o fim do aborto livre e do casamento gay, entre outras obscenidades da esquerda globalista radical ditadas a partir de Bruxelas.

Há 70 anos, os bispos católicos, particularmente os portugueses, temiam o avanço do projeto da “casa comum” sobre a Europa a partir do Leste e rezavam a Nossa Senhora de Fátima para salvar a nação desse flagelo… O mundo dá cada volta!

Basto 05/2019

Politécnico de Leiria homenageia Cardeal D. António Marto “pelo seu progressismo”

António.Marto.4.jpgO bispo de Leira-Fátima tem-se mostrado amigo do mundo e mundo retribui-lhe na mesma medida, exaltando-o. D. António Marto recebeu do Instituto Politécnico de Leiria o título honorífico de Professor honoris causa. Um reconhecimento “pelo seu progressismo, dinamismo e espírito de serviço em prol da sociedade, e pelo seu contributo para o prestígio da região de Leiria”.

O “seu progressismo” pastoral converge com os interesses da sociedade civil, em particular no que se refere à despenalização do adultério de longa duração. Uma atitude também apreciada pelo Papa Francisco, que já o elevou às honras cardinalícias e, mais recentemente, lhe atribuiu um cargo no dicastério da família, a partir do qual poderá fazer chegar a Alegria do Amor a muitos mais “fiéis que vivem em nova união” fora dos seus matrimónios.

É uma área onde me sinto bastante à vontade. Porventura, o Papa sabia isso, pelas conversas que tive com ele sobre a questão da família, sobre a exortação apostólica sobre a alegria do amor e a propósito da situação dos fiéis que vivem em nova união. Talvez tenha sido por isso que me escolheu para este dicastério, que é uma espécie de ministério do governo da Igreja.

(D. António Marto; in Jornal de Leiria, 25/10/2018)

D. António Marto, que deseja ser “parceiro do Papa Francisco no processo de reforma da Igreja” e trabalhar com ele na “purificação” da mesma, exercerá agora funções na Cúria Romana, no dicastério atribuído ao arcebispo pró-gay D. Kevin Farrell.

Basto 11/2018