Arcebispo Viganò: Estamos a testemunhar a criação de uma “nova igreja”

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Por Claire Chretien

13 de setembro, 2019 (LifeSiteNews) – Tem havido uma campanha de “infiltração” na Igreja “que dura há séculos”, afirmou o arcebispo D. Carlo Maria Viganò numa nova entrevista ao Dr. Robert Moynihan para o Inside the Vatican.

Esta campanha remete-nos “em particular, para a criação da maçonaria na década de 1700”, explicou Viganò. “Mas é claro que este projeto foi muito enganoso e orientado, ou até incluindo de algum modo a ajuda de membros da Igreja.”

“Isso foi exposto no livro “Infiltration”, do Dr. Taylor Marshall, para que possamos aí encontrar alguma indicação desse processo”, acrescentou. “Mas esse processo tornou-se notavelmente evidente nos tempos modernos”.

Viganò explicou que, na abertura do Concílio Vaticano II, o cardeal jesuíta D. Augustin Bea estava empenhado em influenciar os bispos “a porem de lado os planos que haviam sido preparados pelos vários gabinetes da Cúria Romana, de modo a elaborar  um novo plano”.

Os novos planos foram “preparados por teólogos principalmente do norte da Europa, Hans Küng, Karl Rahner e outros”, disse Viganò, referindo-se a dois notáveis ​​teólogos de Esquerda.

“Este foi o início de uma abertura, a primeira quebra no muro do procedimento que havia sido estabelecido, no processo de criação de uma nova Igreja”, disse ele.

“Acho que seria muito oportuno relembrar aos leitores, relativamente a esse tema da nova Igreja, o que foi publicado em abril pelo Papa Emérito Bento XVI a respeito do projeto de fundação de uma nova igreja”, continuou o arcebispo. “Ele disse que isso seria uma catástrofe. Foi muito duro no que concerne a esse assunto. ”

Viganò discutiu depois a rutura que aconteceu na Igreja no final do Concílio Vaticano II, que ele sugeriu ter sido uma interpretação errónea do conselho pastoral. Isso foi “promovido por… [uma] enorme máquina de propaganda mediática”.

Concluiu:

E, de maneira semelhante, durante este presente pontificado, uma maquinaria mediática semelhante, que inclui fotos do Papa Francisco com o Papa Emérito Bento XVI, e muito mais, foi usada para argumentar que o “novo paradigma” do Papa Francisco está em continuidade com o ensinamento dos seus antecessores.

Mas não é o caso, trata-se uma “nova igreja[.]”…

Esta frase “novo paradigma” é uma estratégia para encobrir o verdadeiro objetivo, porque eles não querem dizer o que exatamente se esconde por detrás dessa palavra. Para muitos, essa palavra “paradigma” é algo exótico, algo sofisticado. Todos a usam. Mas é usada para iludir, enganar, sugerindo uma continuidade sem revelar que pretendem a descontinuidade[.]

Viganò é o anterior núncio papal nos Estados Unidos. Em agosto de 2018, divulgou um testemunho bombástico, detalhando como o conhecimento da predação homossexual do ex-cardeal D. Theodore McCarrick chegara aos mais altos níveis da Igreja. Viganò afirmou que o Papa Bento XVI sancionara McCarrick em privado e que o Papa Francisco, tendo conhecimento das inclinações do ex-prelado agora afastado, levantou essas sanções. Além disso, o atual pontífice fez de McCarrick um “selecionador” no processo de escolha de bispos, disse Viganò.

O arcebispo também acusou o cardeal D. Donald Wuerl de mentir “desavergonhadamente” ao afirmar que não sabia das acusações contra McCarrick, seu predecessor na Arquidiocese de Washington DC.

Numa entrevista anterior com Moynihan, Viganò explicou que a “figura de Cristo está ausente” do documento de trabalho do Sínodo da Amazónia. Desde o seu testemunho em agosto de 2018, Viganò continuou a destacar vários encobrimentos da Igreja, dizendo que o Papa Francisco ignorou um “dossiê aterrorizante” sobre abusos sexuais de um alto bispo do Vaticano; disse que o Vaticano encobriu alegações de abuso de adolescentes pré-seminaristas que serviam como acólitos do Papa; e disse ainda que o reitor da basílica em Washington DC faz parte da “máfia gay” do clero.

Viganò encontra-se atualmente escondido num local não revelado.

A edição original deste texto foi publicada pelo LifeSiteNews a 13 de setembro de 2019. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do texto acima é da inteira responsabilidade da sua autora, salvo algum eventual erro de tradução. A presente edição destina-se exclusivamente à sua divulgação, sempre que possível deve ser lido na sua edição original.

Basto 09/2019

Conclusão dos jornalistas para as acusações de Viganò: “Um raio de luz ilumina o Papa Francisco”

No final do mês de agosto, durante a sua viajem de regresso de Dublin, depois da participação no Encontro Mundial [pró-LGBT] das Famílias, o Santo Padre escusou-se a responder à questão de um jornalista que o confrontou com as graves acusações publicadas na declaração de D. Carlo Maria Viganò.

Eu acho que a declaração fala por si e vocês têm a capacidade jornalística suficiente para elaborar uma conclusão.

(Papa Francisco, 26/08/2018, in CNS – tradução livre)

A objetividade jornalística, sempre presente quando dá jeito, levou imediatamente alguma comunicação social a elaborar esta mística conclusão: “um raio de luz ilumina o Papa Francisco enquanto ele [não] responde à questão de um jornalista”.

As acusações – ainda hoje sem resposta – são graves e fundamentadas. No seu detalhado “Testemunho”, D. Carlo Maria Viganò acusou Francisco de ter protegido o cardeal homossexual e pedófilo D. Theodore McCarrick e de promover clérigos homossexualistas para cargos na Igreja. Face às acusações, um momentâneo feixe de luz solar, que incidiu momentaneamente sobre a cruz peitoral de Francisco, serviu de sinal seráfico que dispensa qualquer resposta.

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In Catholic News Service, 26/08/2018 – tradução livre.

A publicação dos jesuítas chegou mesmo a publicar uma imagem de alta resolução, enfatizando, deste modo, a beatitude momento da não resposta do Santo Padre.

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In America (Publicação da Sociedade de Jesus nos EUA), 28/08/2018.

Uma foto de alta resolução que põe em evidência aquela coruja que ninguém quer ver…

POPE IRELAND
In America (Publicação da Sociedade de Jesus nos EUA), 28/08/2018.

Basto 12/2018