Papa Francisco: Somos um empecilho para o encontro com Deus?

Num momento em que as atitudes dos mais altos representantes da Igreja Católica confunde as pessoas, quando prestam culto a divindades exóticas e dizem que a diversidade de religiões (e dos seus falsos deuses) é uma coisa boa, o Santo Padre questiona o comportamento dos católicos. Será que não estamos a dificultar, aos não cristãos, o encontro com Deus?

Praça de São Pedro, Roma, Audiência Geral de 16 de outubro de 2019.

Basto 10/2019

Documento Preparatório do Sínodo Amazónico impregnado de Teologia da Libertação

Declara a Eucaristia “simbólica”, elogia a “teologia feminista e ecológica”.

church-militant

Por Stephen Wynne

BOGOTÁ, Colômbia (ChurchMilitant.com) – O impacto da teologia da libertação no próximo Sínodo da Amazónia está a tornar-se cada vez mais evidente.

As preocupações em torno do Instrumentum Laboris do Sínodo da Amazónia agravam-se por causa de um documento preparatório anterior intitulado “Rumo ao Sínodo Pan-Amazónico: Desafios e Contribuições da América Latina e das Caraíbas“.

Revelado durante uma recente investigação do LifeSiteNews, o trabalho de 136 páginas é fruto de uma reunião realizada em abril, em Bogotá, Colômbia, coorganizada pela REPAM (Rede Eclesial Pan-Amazónica) e pela Ameríndia, duas grandes promotoras da teologia da libertação.

O Instrumentum Laboris confirma o significado da reunião, referindo-se a esta como parte importante do processo preparatório do Sínodo.

Com declarações heréticas, o documento de Bogotá saúda o ex-sacerdote Leonardo Boff, um importante defensor da teologia da libertação censurado pelo Vaticano por causa dos seus ataques à doutrina católica.

O documento despreza a missão salvífica da Igreja Católica, afirmando que não há uma fé verdadeira, que todas as religiões são capazes de trazer salvação aos seus seguidores.

“Não é justo afirmar que só uma religião é verdadeira e que as outras são decadência, porque todas elas revelam o mistério de Deus e revelam os muitos caminhos pelos quais caminhamos na fidelidade e no amor a Deus”, diz o documento.

E acrescenta que a Igreja Católica deve passar “de um exclusivismo intolerante a uma atitude de respeito que aceite que o cristianismo não tem um monopólio histórico sobre a salvação” e que “o pluralismo e a diversidade das religiões são expressões de uma sábia vontade divina”.

A obra não menciona a Eucaristia como corpo, sangue, alma e divindade de Jesus Cristo. Pelo contrário, reduz a Eucaristia a uma expressão “simbólica” da experiência “comunitária” – uma flagrante heresia modernista condenada pelo Papa Pio X na sua encíclica Pascendi Dominici Gregis, de 1907.

“Na liturgia, a Igreja expressa a sua fé de maneira simbólica e comunitária”, diz o documento de Bogotá.

Referindo-se ao ensinamento de que a Eucaristia é fonte e ápice da vida cristã, declara:

A liturgia é o “cume”, porque ao pé da mesa se apresenta a experiência das pessoas, o caminho da comunidade e o contexto sócio-cultural em que se insere. “Fonte”, porque da memória viva do amor de Cristo e do encontro com irmãs e irmãos nasce o desejo e a capacidade de um discipulado mais coerente e de um testemunho mais eficaz.

O documento de Bogotá, ainda que fale de fidelidade ao Magistério, descreve o sacerdócio masculino não como um dogma de base, mas como uma “posição” maleável e favorável ao espírito da época:

Recomendamos […] que os teólogos, respeitando de modo reverente os dados da fé e em profunda comunhão com o Magistério, continuem com total liberdade a reflexão sobre a ordenação sacerdotal das mulheres, enriquecendo a sua análise com recursos provenientes da psicologia, sociologia, antropologia, história, filosofia e hermenêutica, para poder discernir a presença do Espírito naquele sinal dos tempos que é […] a presença da mulher na vida pública.

Apelando ao fim da “perspetiva patriarcal” da Igreja, o documento de Bogotá defende uma “teologia feminista e ecológica” completa com sacerdotisas.

Elogia também as tradições indígenas pagãs, apelando à compreensão e ao reconhecimento “das virtudes, conhecimentos e cosmovisões existentes entre os grupos étnicos ancestrais, que ainda conservam a capacidade de ler e conceber a natureza como a verdadeira mãe”.

Continuando a elogiar as tradições indígenas, o documento descreve Deus como um “Criador-Criadora” masculino-feminino:

Eles têm as suas histórias sagradas, línguas, conhecimentos, tradições, espiritualidades e teologias. Todos procuram construir um “bom viver” e a comunhão das pessoas entre si, com o mundo, com os seres vivos e com o Criador-Criadora. Sentem que estão a viver bem na “casa” que o Criador-Criadora lhes deu na Terra.

Dos 28 colaboradores do documento de Bogotá, quatro desempenharam papéis fundamentais na construção do sínodo e dois são os principais autores do Instrumentum Laboris.

Como confirma o conteúdo de ambas as obras, estes arquitetos do Sínodo da Amazónia, de 6 a 27 de outubro são portadores de tochas da teologia da libertação. Através da oração e do jejum, os fiéis católicos estão a preparar-se para o seu impacto sobre a Igreja.

A edição original deste texto foi publicada em Church Militant a 26 de setembro de 2019. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do texto acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. A presente edição destina-se exclusivamente à sua divulgação, sempre que possível deve ser lido na sua edição original.

Basto 09/2019

Espiritualidade maçónica celebrada em Nova Iorque com a presença de altos representantes da Igreja Católica

A “Festa da Fraternidade Humana”, celebrada no passado dia 20 de setembro, na Biblioteca Pública de Nova Iorque, contou com a entusiástica presença de altos representantes do Vaticano.

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Este é o primeiro evento público em que participam os membros do Alto Comité criado para implementar as disposições do Documento sobre a fraternidade humana, o histórico documento assinado em fevereiro passado pelo Papa Francisco e pelo Grande Imã de al-Azhar, Ahmed el-Tayyeb, durante o Ano da Tolerância.

(In Vatican News, 12/09/2019)

E o presidente deste comité, criado para implementar uma doutrina sincretista alternativa à da Igreja Católica. é o cardeal espanhol D. Miguel Ayuso, atual presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-Religioso.

O momento serviu também para dar a conhecer a futura “Casa da Família Abraâmica”, um templo pós-cristão, que será edificado em Abu Dhabi, para promover cultos ao novo deus da coexistência multirreligiosa.

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Uma fraternidade humana ao estilo maçónico que evita as diferenças. O problema é que, neste caso, a diferença é Jesus Cristo e o seu Evangelho.

Basto 09/2019

“Novo Pacto Educativo Global”: o cristianismo dá lugar a um ambientalismo panreligioso, no quadro da Nova Ordem Mundial

O atual pontífice da Igreja Católica continua determinado em substituir o velho cristianismo por “uma compreensão mais ampla e mais profunda da realidade”, de acordo com o novo paradigma da coexistência das diversas religiões que, segundo a novíssima doutrina de Francisco, é desejado por Deus. O foco central deixa de ser Jesus Cristo e a salvação universal para passar a ser a preservação da “casa comum”. Neste sentido, Francisco irá celebrar um “Pacto Educativo Global“, em Roma, no dia 14 de maio de 2020.

Eis então a necessidade de construir uma «aldeia da educação», onde, na diversidade, se partilhe o compromisso de gerar uma rede de relações humanas e abertas. Para isso, antes de mais nada, o terreno deve ser bonificado das discriminações com uma injeção de fraternidade, como defende o Papa no Documento assinado com o Grande Imã de Al-Azhar.

(In Vatican News, 12/09/2019)

É a Igreja de Jesus Cristo transformada numa enorme ONG ao serviço da Nova Ordem Mundial. Ou será que alguém ainda acredita que o Papa Francisco irá aproveitar o facto de ser na semana das aparições de Fátima para convidar aquela gente toda a prostrar-se perante o Santíssimo Sacramento em adoração ou a rezar o terço pelo triunfo do Imaculado Coração de Maria?

Basto 09/2019

“Ave-Maria… Allāhu Akbar” na viagem apostólica a Marrocos

Na sua visita ao Instituto Moammed VI, em Rabat, no dia 30 de março de 2019, no âmbito da viagem apostólica a Marrocos, o Papa Francisco foi presenteado com um momento musical inter-religioso. Três solistas interpretaram um arranjo musical feito a partir da “Ave-Maria” de Caccini, misturada com orações do judaismo e do islamismo, ao som da Orquestra Filarmónica Marroquina.

O resultado foi um “Ave-Maria, Allāhu Akbar (Alá é o Maior)”, em que um almuadem faz a segunda voz da Ave-Maria, cantando o Azan.

No Azan afirma-se que Alá é o maior, é o único Deus e Maomé o seu mensageiro.

Basto 04/2019

Deus quer ou apenas permite a diversidade de religiões? Eis a síntese de Francisco…

Entre o herético “quer” – “desígnio divino”, nos termos da versão em português da Declaração Conjunta – pronunciado por Francisco e a correção “permite” recomendada por Schneider, o Santo Padre conseguiu elaborar uma síntese habilidosa para corrigir aqueles que o corrigiram: Deus “quis permitir” a diversidade de religiões!

Caminhar juntos na vida“?

Jesus respondeu-lhe: «Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém pode ir até ao Pai senão por mim. (Jo 14, 6)

Não é Jesus Cristo maior do que Abrarão?

Ninguém pôs em causa a vontade do Papa de encontrar-se com os muçulmanos, as questões que se levantaram estão relacionadas somente com a mensagem que este lhes foi levar. Os “esforços de fraternidade” não podem contrariar a Verdade Salvífica que é Jesus Cristo, de quem o Santo Padre é o mais alto representante na Terra.

Basto 04/2019

Anatomia de um “schmoozer”

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Por Christopher A. Ferrara

Um dos meus coloquialismos favoritos é o schmoozer [1], derivado do termo ídiche shmuesn, que significa “conversar casualmente, especificamente para obter uma vantagem ou fazer uma conexão social”. O schmoozer diz o que tem a dizer para obter a vantagem que procura. O que ele realmente acredita é uma outra questão.

E assim acontece com o atual ocupante da Cadeira de Pedro. Recordemos o rescaldo da Declaração Conjunta com o “Grão Imame de Al-Azhar”, Ahmed Al-Tayeb, na qual encontramos a seguinte heresia objetiva: “O pluralismo e as diversidades de religião, de cor, de sexo, de raça e de língua fazem parte daquele sábio desígnio divino com que Deus criou os seres humanos. Esta sabedoria divina é a origem donde deriva o direito à liberdade de credo e à liberdade de ser diferente.”

Perante o escândalo mundial que a afirmação desta heresia provocou, Francisco – como conto aqui – disse em privado a D. Athanasius Schneider que poderia dizer “que a diversidade de religiões é a vontade permissiva de Deus”, porém Francisco não faria o mínimo esforço para corrigir publicamente a sua própria afirmação contrária à Fé. A vontade “permissiva” de Deus é uma mera tolerância do mal. Ninguém diria, portanto, que Deus “quer” assassínios em massa ou os pecados de todos os homens. Do mesmo modo, Deus não quer, de forma alguma, a existência de falsas religiões, como afirma a Declaração Conjunta.

O bom bispo foi sujeito à ação de um schmoozer consumado, que lhe disse o que ele queria ouvir, mas apenas quando o bispo o encostou à parede. Eu suspeito, no entanto, que o Bispo Schneider sabia muito bem que aquilo não passava da uma ação de schmoozer mas, ainda assim, explorou a capacidade deste Papa de a produzir para, desse modo, obter algum tipo de correção, pelo menos oralmente.

Aquilo foi todavia uma atitude de schmoozer. É evidente que Francisco não acreditou numa única palavra do que disse ao Bispo Schneider. Pois, como informa o LifeSiteNews, apenas alguns dias depois do encontro de D. Athanasius Schneider com o Papa a 1 de março (em ou por volta de 18 de março), “o gabinete do Vaticano para a promoção do diálogo inter-religioso pediu aos professores universitários católicos que fizessem a «mais ampla disseminação possível»” da Declaração Conjunta, sem a correção da sua afirmação flagrantemente herética de que Deus quer a diversidade de religiões que contradizem a Sua revelação e até mesmo os preceitos mais básicos da lei natural.

Pior ainda, a carta do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso foi enviada aos professores universitários católicos em Roma com a dita Declaração Conjunta em anexo. O bispo D. Miguel Ayuso Guixot, secretário do Pontifício Conselho, pediu especificamente “aos professores, sacerdotes e irmãs das universidades que «facilitem a distribuição, o estudo e o acolhimento» do documento, acrescentando que o Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso «agradece desde já qualquer possível iniciativa, no âmbito desta instituição, que vise a difusão deste Documento»”.

Isto é, o Papa Francisco não só reforçou a sua declaração herética como também ordenou que ela se tornasse parte de um verdadeiro programa educativo que incorpore a ideia de que Deus quer a – isto é, não permite apenas o mal da – existência de inúmeras religiões falsas.

A propósito, a mentira de que Deus quer a diversidade de religiões não é a única heresia objetiva da Declaração Conjunta. Um teólogo dominicano, escrevendo sob anonimato por medo de represálias, chamou a atenção para esta afirmação do documento: “Da fé em Deus […] o crente é chamado a expressar esta fraternidade humana, salvaguardando a criação e todo o universo e apoiando todas as pessoas, especialmente as mais necessitadas e pobres.” Como observa o teólogo:

“É contrária ao modo de falar da Igreja usar a frase «fé em Deus» para significar «afirmar que Deus existe», ou «acreditar em qualquer tipo de alegada revelação, mesmo não cristã»… A fé é a virtude (sobrenatural) através da qual Deus nos leva a concordar com o que Ele revelou através dos profetas do Antigo Testamento e dos apóstolos do Novo Testamento, e principalmente através de Seu Filho.”

“Deste modo, as pessoas que creem em religiões não-cristãs, não o fazem pela fé, como afirma a declaração Dominus Iesus 7, mas por algum tipo de opinião humana.”

Opinião humana é precisamente aquilo que Francisco expressou na Declaração Conjunta. Uma opinião à qual, obviamente, continua a agarrar-se, apesar da sua atitude de schmoozer para com o Bispo Schneider.

O bispo não merece nada mais do que elogios pelo seu esforço em obter, junto do autor, uma correção da heresia de Francisco, mas seria demais esperar que Francisco se agarrasse ao que disse em privado e muito mais que o declarasse em público. O schmoozer serve para “obter uma vantagem” e não para afirmar a verdade. Com a vantagem obtida, Francisco rapidamente passou a promover o que realmente pensa e o que realmente quer que todos acreditem.

Entretanto, como o LifeSiteNews reporta no artigo acima referido, o  professor de filosofia austríaco Joseph Seifert protesta com razão ao afirmar que a declaração, que Francisco não só se recusa a corrigir como agora promove agressivamente, é uma “heresia de todas as heresias sem precedentes…”. E depois esta declaração explosiva:

“Pois, como poderia Deus querer contradições com as mais importantes verdades reveladas que são simultaneamente também queridas por Ele? Esta suposição faria de Deus ou um lunático que viola o fundamento de toda a razão – o princípio da não-contradição – e que é um relativista monumental, ou um Deus confuso que é indiferente à questão de saber se as pessoas testemunham a verdade ou não. O Professor Seifert disse que os Católicos têm o dever de defender a verdade católica. De acordo com a lei natural, todos os sacerdotes, cardeais, bispos e leigos têm o dever de pedir ao Papa que rejeite esta frase (sobre a diversidade de religiões querida por Deus) ou que se demita do cargo de Papa.”

Nos últimos cinquenta anos, a Igreja tem sido afligida por uma série de decisões papais que tentam improvidentemente implementar um imaginário conciliar de “abertura ao mundo”. O resultado tem sido um histórico desastre eclesial que já ultrapassa, na sua amplitude, até a crise ariana. Mas nunca se viu nada parecido com o Papa Francisco. Perguntamo-nos se há alguém no Vaticano, mesmo no círculo próximo de Francisco, que ainda não reconheça, ainda que apenas interiormente, que “a atual liderança do Papa se tornou um perigo para a fé…”.

[1] A palavra “schmoozer”, na língua inglesa, é normalmente utilizada para caracterizar uma pessoa ou atitude bajuladora.

A edição original deste texto foi publicada pelo Fatima Center a 28 de março de 2019. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do texto acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. A presente edição destina-se exclusivamente à sua divulgação. Sempre que possível, o texto deve ser lido na sua edição original. A imagem apresentada não faz parte da edição original.

Basto 04/2019

Heresia pública, não-correção privada

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Por Christopher A. Ferrara

Na sua Declaração Conjunta com o “Grão Imame de Al-Azhar”, Ahmed Al-Tayeb, no passado mês, em Abu Dhabi, o Papa Francisco e o “Grão Imame” declararam juntos: “O pluralismo e as diversidades de religião, de cor, de sexo, de raça e de língua fazem parte daquele sábio desígnio divino com que Deus criou os seres humanos. Esta Sabedoria divina é a origem donde deriva o direito à liberdade de credo e à liberdade de ser diferente.”

O significado ultrapassa qualquer discussão: a diversidade de religiões, que Deus não quer, mas apenas tolera como um mal, é colocada em paridade com as diferenças de raça, sexo e linguagem, que Deus realmente quer. A existência de religiões repletas de erros condenáveis contra a revelação divina é deste modo apresentada, sem a mínima ambiguidade, como um bem positivo – ou seja, “a liberdade de ser diferente”. Seria improvável que Al-Tayeb concordasse com uma afirmação que pudesse, de algum modo, ser lida com querendo dizer que a sua religião islâmica, criada pelo homem, é simplesmente um mal tolerado.

Como reporta o LifeSiteNews, “os bispos do Cazaquistão e Ásia Central, durante uma visita ad limina a Roma, levantaram uma série de preocupações, amplamente partilhadas pela Igreja nos últimos anos, relativamente às ambiguidades percebidas no magistério do Papa Francisco”.

D. Athanasius Schneider, em particular, Bispo Auxiliar de Astana, pressionou delicadamente Francisco em relação à sua afirmação descaradamente herética de que Deus quer a diversidade de religiões da mesma forma quer a diversidade de raças. Entrevistado pelo LifeSiteNews, o Bispo Schneider contou que Francisco “disse-nos: podem também dizer isso, que a diversidade de religiões é a vontade permissiva de Deus”.

Então Francisco diz agora em privado que outras pessoas podem dizer que ele quis apenas dizer que a diversidade de religiões é meramente tolerada por Deus. Mas quanto a ele, a sua declaração pública, assinada, manifestando o contrário, permanecerá sem qualquer correção pública.

Compreensivelmente insatisfeito, o Bispo Schneider diz o seguinte:

Tentei aprofundar a questão, pelo menos citando a frase que se lê no documento. A frase diz que tal como Deus quer a diversidade de sexos, cor, raça e língua, Deus também quer a diversidade de religiões. Há uma comparação evidente entre a diversidade de religiões e a diversidade de sexos.

Mencionei este ponto ao Santo Padre e ele reconheceu que, com esta comparação direta, a frase pode ser entendida erroneamente. Na minha resposta, sublinhei perante ele que a diversidade de sexos não é a vontade permissiva de Deus, mas é querida positivamente por Deus. E o Santo Padre reconheceu isso e concordou comigo em que a diversidade de sexos não é uma questão da vontade permissiva de Deus.

Porém, quando referimos ambas as proposições na mesma frase, então a diversidade de religiões é interpretada como positivamente querida por Deus, como a diversidade de sexos.

A frase, portanto, conduz a dúvidas e a interpretações erróneas e daí o meu desejo e o meu pedido para que o Santo Padre retificasse isso. Mas ele disse, a nós bispos: podem dizer que a frase em questão sobre a diversidade das religiões significa a vontade permissiva de Deus.

Em suma, Francisco emitiu uma declaração pública expressando uma heresia flagrante. Confrontado com o seu erro e com o escândalo que causou, e mesmo admitindo o seu erro, informa o Bispo Schneider que o bispo pode retificá-lo se quiser, ao mesmo tempo que não dirá nada em público para corrigir a sua própria heresia promulgada publicamente.

Por outras palavras, Francisco disse a Al-Tayeb o que aquele queria ouvir e depois disse ao Bispo Schneider o que este queria ouvir. Deu assim espaço para a negação plausível a ambas as partes. Este é um comportamento próprio de um político, não do Vigário de Cristo, encarregado de confirmar os seus irmãos na Fé. Mas depois de seis anos neste tipo de coisas podemos esperar outra coisa?

A edição original deste texto foi publicada pelo Fatima Center a 8 de março de 2019. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do texto acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. A presente edição destina-se exclusivamente à sua divulgação. Sempre que possível, o texto deve ser lido na sua edição original.

Basto 03/2019

Francisco diz que Deus deseja a coexistência de diversas religiões

coexist.jpgO Papa Francisco, em mais um dos seus ensinamentos absurdos e contrários ao Evangelho, declarou que Deus deseja a coexistência de várias religiões diferentes numa fraternidade humana universal. Nesse sentido, a salvação universal não viria da fé em Jesus Cristo, o Salvador do Mundo, mas antes da capacidade de “convivência comum”, independentemente daquilo em que cada um acredite.

Dirigimo-nos aos intelectuais, aos filósofos, aos homens de religião, aos artistas, aos operadores dos mass-media e aos homens de cultura em todo o mundo, para que redescubram os valores da paz, da justiça, do bem, da beleza, da fraternidade humana e da convivência comum, para confirmar a importância destes valores como âncora de salvação para todos e procurar difundi-los por toda a parte.

[…]

O pluralismo e as diversidades de religião, de cor, de sexo, de raça e de língua fazem parte daquele sábio desígnio divino com que Deus criou os seres humanos.

(Papa Francisco in Documento sobre a Fraternidade Humana em Prol da Paz Mundial e da Convivência Comum, Abu Dabhi, 4 de fevereiro de 2019)

A declaração escrita foi assinada por Francisco e coassinada pelo líder maometano de Abu Dabhi, o Grão Imame Ahmad Al-Tayyeb, durante a recente viagem apostólica do Papa Francisco aos Emirados Árabes Unidos.

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É evidente que Francisco – e isto é assustador – só causaria alguma surpresa nesta viagem “apostólica” se pregasse aos muçulmanos a Verdade do Evangelho e a necessidade de conversão a Jesus Cristo. Convém recordar que, ainda há pouco tempo, a Santa Sé fez um apelo de conversão aos irmãos muçulmanos, mas não era bem a Jesus Cristo que se referiam…

Basto 02/2019