Igreja Luterana da Suécia normaliza as referências a Deus em função das regras da “ditadura do género”

antje jackelén
Arcebispa Antje Jackelén, Primaz da Igreja Luterana da Suécia (é casada com um padre aposentado com quem partilha duas filhas e vários netos; é bispa desde 2006; in Wikipedia).

A Igreja Luterana Sueca resolveu incentivar os seus pastores a evitarem palavras como “Ele” ou “Senhor” para se referirem a Deus. As suas cerimónias poderão agora ter início com a frase “Em nome de Deus e da Santíssima Trindade”, em vez da tradicional “Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”, de modo a tornar o culto religioso mais “inclusivo”. Esta é apenas uma entre várias outras sugestões de género neutro, ao dispor dos sacerdotes e sacerdotisas protestantes, que serão introduzidas no manual que orienta os serviços litúrgicos luteranos naquele país escandinavo.

A decisão da Igreja da Suécia reflete uma tendência internacional nas principais igrejas para a inclusão. No início deste mês, a Igreja Anglicana publicou diretrizes para ajudar as crianças a “explorar as possibilidades de quem elas poderiam ser”, incluindo sua identidade de género.

(in The Telegraph, 24/11/2017 – tradução livre)

É a ideologia de género levada ao extremo!

O radicalismo protestante da Igreja Luterana Sueca não é novidade. Entre outras heterodoxias, em 2009 aprovou em sínodo, por larga maioria, o casamento religioso entre homossexuais. Ordena de sacerdotisas desde 1960 e a partir de 1997 passou a ter também bispas.

E nós perguntamos: quem são os “luteranos mornos”?

Basto 12/2017