Fecha-se a porta

ישו מנצרת מלך היהודים

Iesus Nazarenus Rex Iudaeorum

Ο Ιησούς από τη Ναζαρέτ Ο βασιλιάς των Εβραίων

bramantino-1515
Bramantino, cerca de 1515

Hoje, dia de Cristo Rei, chegou ao fim o Jubileu Extraordinário da Misericórdia. Fechou-se a porta que tinha sido aberta a 8 de dezembro de 2015, na solenidade da Imaculada Conceição de Maria.

Durante este tempo, absolutamente extraordinário, ouviu-se falar muito da misericórdia de Deus, da sua infinita disponibilidade para perdoar, mas não se ouviu falar tanto da necessidade de arrependimento e de conversão dos pecadores, antes pelo contrário.

O sacramento da reconciliação pressupõe que o pecador se arrependa dos seus pecados e se proponha a viver segundo a lei de Deus. Se o pecador não se arrepende, nem deseja corrigir-se, então não recebe o perdão de Deus. Não porque Deus não seja misericordioso, mas antes porque o pecador não procurou verdadeiramente receber essa misericórdia. Mas pior do que não se reconciliar com Deus, o pecador arrisca-se a perpetuar o seu afastamento em relação a Ele. Ou seja, se o pecador perder a consciência do bem e do mal, convencendo-se de que Deus aceita o seu pecado, porque já não é pecado, ou até o considera uma virtude, ele pode entrar num ciclo vicioso de pecado do qual dificilmente sairá. Nesse caso, o pecador cai numa situação muito mais grave do que aquela em que se encontrava quando ainda tinha consciência de que pecava…

Durante este ano jubilar que hoje se encerra, a misericórdia foi pregada ou oferecida por muitos maus pastores católicos a um preço demasiado barato, portanto não poderia ser verdadeira. A verdadeira misericórdia obriga a aceitar o peso da cruz nos nossos ombros, que não é fácil de carregar mas é gratificante.

A misericórdia de Deus é muito antiga, ela sempre acompanhou a Igreja de Cristo. Não foi inventada agora, ao contrário da “misericordina”, ou da “misericordina plus” e outras coisas modernas…

A verdadeira contrição é a condição necessária para se receber a misericórdia de Deus. Deus é infinitamente misericordioso mas é também infinitamente justo. Por outro lado, é extremamente bondoso, recetivo às orações e aos sacrifícios daqueles que quiserem oferecer-se pela conversão desses mesmos pecadores.

 

Basto 11/2016