Extremistas ecuménicos profanam Basílica da Imaculada Conceição, no Rio de Janeiro

Basílica da Imaculada Conceição, Rio de Janeiro, Brasil, no dia 30 de outubro de 2020.

Profanação realizada no âmbito do evento inter-religioso Expo Religião.

Basto 12/2020

Vaticano lança moeda comemorativa dedicada à falsa deusa Pachamama

No dia 13 de outubro, no aniversário da última aparição de Nossa Senhora de Fátima, o Vaticano de Francisco lançou uma moeda de homenagem a Pachamama, a falsa divindade panteísta, também designada por Gaia ou Mãe Terra.

A moeda, com um valor facial de 10€, ostenta uma moderna e irreverente representação da divindade pagã, onde se destaca o atrevido decote e um look aparentemente inspirado na extremista climática Greta Thunberg. Foi lançada juntamente com mais uma moeda que apela para outra das grandes causas da moderna Esquerda Globalista, nomeadamente, as migrações em massa.

O verso da moeda, naturalmente, apela ao pontificado de Francisco, que se destaca, quer pelo impulso dado ao culto contemporâneo da Pachamama, quer pelo forte incentivo ao incremento dos fluxos migratórios internacionais.

O lançamento destas moedas assinala precisamente um ano após as grandes celebrações em honra da boneca andina, realizadas em Roma, na Santa Sé. Num ato de idolatria sem precedentes, a divindade pagã recebera então o culto de muitos bispos católicos e do próprio Papa, em várias celebrações que se estenderam desde os jardins do Vaticano até à Basílica de São Pedro.

Basto 10/2020

Francisco invoca a intercessão da Mãe de Deus e a intervenção de todos os deuses pelo fim da pandemia

Dia 13 de maio, devemos rezar a Nossa Senhora:

Dia 14 de maio, devemos rezar a uma coisa qualquer:

É um fé inclusiva, onde cabem todos os ídolos pagãos e tudo em que se queira acreditar e ainda o nada. Quem não acredita em nada, é convidado a rezar ao nada…

Basto 05/2020

Contra Recentia Sacrilegia: Protesto contra os atos sacrílegos do Papa Francisco

contra.sacrilegia.jpg

Grupo de académicos, clérigos e leigos, lança abaixo-assinado de protesto contra “os atos sacrílegos e supersticiosos cometidos pelo Papa Francisco”, pedindo-lhe que se arrependa publicamente dos “pecados” e “ofensas que cometeu contra Deus”.

Contra Recentia Sacrilegia

Protesto contra os atos sacrílegos do Papa Francisco

Nós, os abaixo-assinados investigadores e académicos clérigos e leigos católicos, protestamos contra e condenamos os atos sacrílegos e supersticiosos cometidos pelo Papa Francisco, Sucessor de São Pedro, no âmbito do recente Sínodo que teve lugar em Roma.
Tais actos sacrílegos foram os seguintes:

  • A 4 de Outubro, o Papa assistiu a um ato de culto idólatra da deusa pagã Pachamama.
  • O Papa permitiu que tal ato de culto fosse praticado nos Jardins Vaticanos, profanando deste modo as áreas vizinhas das sepulturas dos mártires e da igreja de São Pedro Apóstolo.
  • O Papa participou deste ato de culto idólatra abençoando a imagem de madeira da Pachamama.
  • A 7 de Outubro, o ídolo da Pachamama foi posto diante do altar-mor de São Pedro e foi depois levado em procissão até à Sala do Sínodo. O Papa Francisco recitou orações numa cerimónia envolvendo esta imagem e juntou-se depois à dita procissão.
  • Depois que várias imagens desta deusa pagã foram removidas da igreja de Santa Maria in Traspontina, onde haviam sido postas sacrilegamente, e tendo sido em seguida arrojadas ao Tibre por católicos indignados com essa profanação daquela igreja, o Papa, a 25 de Outubro, ofereceu desculpas pela remoção das imagens, e outra imagem de madeira da Pachamama foi de novo posta na igreja. Deu-se, assim, início a uma ulterior profanação.
  • A 27 de Outubro, por ocasião da Missa de encerramento do Sínodo, o Papa aceitou uma taça que fora usada no culto idólatra da Pachamama e pô-la sobre o altar.

O próprio Papa confirmou que estas imagens de madeira eram ídolos pagãos. No curso do seu pedido de desculpas pela remoção destes ídolos do interior de uma igreja católica, o Papa usou especificamente para eles o nome de Pachamama, nome que, de acordo com uma crença religiosa da América do Sul, corresponde à falsa divindade mãe terra.

Diferentes atos desta cadeia de eventos foram já condenados como idólatras ou sacrílegos pelo Cardeal Walter Brandmüller, Cardeal Gerhard Müller, Cardeal Jorge Urosa Savino, Arcebispo Carlo Maria Viganò, Bispo Athanasius Schneider, Bispo José Luis Azcona Hermoso, Bispo Rudolf Voderholzer e Bispo Marian Eleganti. Por fim, no curso deu ma entrevista, também o Cardeal Raymond Burke fez igual apreciação do culto que foi prestado.

Esta participação em idolatria foi antecipada pela declaração intitulada “Documento sobre a Fraternidade Humana”, assinada pelo Papa Francisco e Ahmad Al-Tayyeb, o Grande Imã da mesquita de Al-Azhar, a 4 de Fevereiro de 2019. Esta declaração afirmou que:

«O pluralismo e as diversidades de religião, de cor, de sexo, de raça e de língua fazem parte daquele sábio desígnio divino com que Deus criou os seres humanos. Esta Sabedoria divina é a origem donde deriva o direito à liberdade de credo e à liberdade de ser diferente.»

O envolvimento do Papa Francisco em cerimónias idólatras é uma indicação de que quis dar a esta declaração um sentido heterodoxo, que permite que o culto pagão de ídolos seja considerado um bem positivamente querido por Deus.

Além disso, não obstante ter comunicado privadamente ao Bispo Athanasius Schneider que «[o Bispo] pode dizer que a frase em questão acerca da diversidade das religiões se refere à vontade permissiva de Deus …» , o Papa jamais procedeu à correção da declaração de Abu Dhabi nesses sentido. Num pronunciamento subsequente durante a audiência de 3 de Abril de 2019, o Papa, respondendo à questão “Porque é que Deus permite que haja muitas religiões?”, referiu-se de passagem à “vontade permissiva de Deus” tal como a mesma é entendida pela teologia escolástica, mas deu ao conceito um sentido positivo, declarando que «Deus quis permitir isto» porque, sendo embora certo que «há muitas religiões», elas «olham sempre para o céu, olham para Deus» (ênfase acrescentada). Não se nota aí sequer a mais mínima sugestão de que Deus permite a existência de religiões da mesma maneira que Ele permite, em geral, a existência do mal. Ao invés, a implicação que daí resulta claramente é a de que Deus permite a existência de «muitas religiões» porque elas são boas enquanto «olham sempre para o céu, olham para Deus».

Mais grave ainda: desde então, o Papa Francisco já reafirmou a declaração não corrigida de Abu Dhabi, ao estabelecer um “comité inter-religioso” , que veio mais tarde a receber a designação de “Comité Superior”, com sede nos Emirados Árabes Unidos, para dar seguimento aos “objetivos” do documento, e ao promover uma diretiva emitida pelo Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-reliogioso dirigida aos dirigentes de todos os institutos católicos romanos de estudos superiores, e indiretamente aos professores universitários católicos, pedindo-lhes que deem ao documento a «maior difusão possível», aí se incluindo a asserção não corrigida de que Deus quer a «diversidade religiões» do mesmo modo que quer a diversidade de cores, sexos, raças e línguas.

Prestar culto a alguém ou algo além do único Deus verdadeiro, a Santíssima Trindade, é uma violação do Primeiro Mandamento. A participação em qualquer forma de veneração de ídolos é absolutamente condenada por este mandamento e constitui um pecado grave, independentemente da culpabilidade subjetiva, que só Deus pode julgar.

São Paulo ensinava à Igreja dos primeiros tempos que o sacrifício oferecido a ídolos pagãos não era dirigido a Deus mas antes aos demónios, como se lê na sua Primeira Epístola aos Coríntios:

« 19Que vos hei-de dizer, pois? Que a carne imolada aos ídolos tem algum valor, ou que o próprio ídolo é alguma coisa? 20Não! Mas aquilo que os pagãos sacrificam, sacrificam-no aos demónios e não a Deus. E eu não quero que estejais em comunhão com os demónios. 21Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demónios; não podeis participar da mesa do Senhor e da mesa dos demónios
(1 Cor 10, 19-21)

Com tais ações, o Papa Francisco incorreu na condenação proferida pelo Segundo Concílio de Niceia:

«Muitos pastores destruíram a minha vinha, profanaram a minha porção. Porque seguiram homens ímpios e acreditando nos seus próprios desvarios, caluniaram a Santa Igreja, que Cristo tomou para Si por esposa, e não distinguiram o sagrado do profano, asserindo que os ícones de Nosso Senhor e dos santos não eram diferentes das imagens de madeira dos ídolos satânicos

É com imensa dor e profundo amor pela Cátedra de Pedro que suplicamos a Deus Todo-Poderoso que poupe os membros culpados da Sua Igreja sobre a terra da punição que merecem pelos seus terríveis pecados.

Pedimos respeitosamente ao Papa Francisco que se arrependa publicamente e sem ambiguidades destes pecados e de todas as ofensas que cometeu contra Deus e a verdadeira religião, e que faça reparação por estas ofensas.

Pedimos respeitosamente a todos os bispos da Igreja Católica que ofereçam ao Papa Francisco uma correção fraterna por estes escândalos, e que advirtam os seus rebanhos de que, de acordo com o ensinamento divinamente revelado da fé católica, eles arriscam a condenação eterna se seguirem o seu exemplo nas ofensas contra o Primeiro Mandamento.

9 de Novembro de 2019

In Festo Dedicationis Basilicae Lateranensis
“Terribilis est locus iste: hic domus Dei est et porta cæli; et vocabitur aula Dei”

Lista de signatários [com descrição em inglês]:

  • Dr Gerard J.M. van den Aardweg, The Netherlands
  • Dr Robert Adams, medical physician in Emergency & Family Medicine
  • Donna F. Bethell, J.D.
  • Tom Bethell, senior editor of The American Spectator and book author
  • Dr Biagio Buonomo, PhD in Ancient Christianity History and former culture columnist (1990-2013) for L’Osservatore Romano
  • François Billot de Lochner, President of Liberté politique, France
  • Rev. Deacon Andrew Carter B.Sc. (Hons.) ARCS DipPFS Leader, Marriage & Family Life Commission, Diocese of Portsmouth, England
  • Mr. Robert Cassidy, STL
  • Dr Michael Cawley, PhD, Psychologist, Former University Instructor, Pennsylvania, USA
  • Dr Erick Chastain, PhD, Postdoctoral Research Associate, Department of Psychiatry, University of Wisconsin-Madison
  • Fr Linus F Clovis
  • Lynn Colgan Cohen, M.A., O.F.S.
  • Dr Colin H. Jory, MA, PhD, Historian, Canberra, Australia
  • Rev Edward B. Connolly, Pastor Emeritus, St. Joseph Parish St. Vincent de Paul Parish, Girardville PA
  • Prof. Roberto de Mattei, Former Professor of the History of Christianity, European University of Rome, former Vice President of the National Research Council (CNR)
  • José Florencio Domínguez, philologist and translator
  • Deacon Nick Donnelly, MA Catholic Pastoral & Educational Studies (Spiritual Formation), England
  • Fr Thomas Edward Dorn, pastor of Holy Redeemer Parish in New Bremen OH in the Archdiocese of Cincinnati
  • Fr Stefan Dreher FSSP, Stuttgart, Germany
  • Dr Michael B. Ewbank, PhD in Philosophy, Loras College, retired, USA
  • Fr Jerome Fasano, Pastor, St John the Baptist Church, Front Royal, Virginia, USA
  • Dr James Fennessy, MA, MSW, JD, LCSW, Matawan, New Jersey, USA
  • Christopher A. Ferrara, J.D., Founding President of the American Catholic Lawyers’ Association
  • Fr Jay Finelli, Tiverton, RI, USA
  • Prof. Michele Gaslini, Professor of Public Law, University of Udine, Italy
  • Dr Linda M. Gourash, M.D.
  • Dr Maria Guarini STB, Pontificia Università Seraphicum, Rome; editor of the website Chiesa e postconcilio
  • Fr Brian W. Harrison, OS, STD, associate professor of theology of the Pontifical Catholic University of Puerto Rico (retired), Scholar-in-Residence, Oblates of Wisdom Study Center, St. Louis, Missouri, USA
  • Sarah Henderson DCHS MA (RE & Catechetics) BA (Mus)
  • Prof. Robert Hickson PhD, Retired Professor of Literature and of Strategic-Cultural Studies
  • Dr Maike Hickson PhD, Writer and Journalist
  • Prof., Dr.rer.pol., Dr.rer.nat. Rudolf Hilfer, Professor of Theoretical Physics at Universität Stuttgart
  • Fr John Hunwicke, Former Senior Research Fellow, Pusey House, Oxford
  • Fr Edward J. Kelty, OS, JCD, Defensor Vinculi, SRNC rota romana 2001-19, Former Judicial Vicar, Archdiocese of Ferrara, Judge, Archdiocese of Ferrara
  • Dr Ivo Kerže, prof. phil.
  • Dr Thomas Klibengajtis, former Assistant Professor of Catholic Systematic Theology, Institute of Catholic Theology, Technical University Dresden, Germany
  • Dr Peter A. Kwasniewski, PhD, USA
  • Dr John Lamont, DPhil (Oxon.)
  • Dr Dorotea Lancellotti, catechist, co-founder of the website: https://cooperatores-veritatis.org/
  • Dr Ester Ledda, consecrated laywoman, co-founder of the website https://cooperatores-veritatis.org/
  • Fr Patrick Magee, FLHF a Franciscan of Our Lady of the Holy Family, canonical hermit in the Diocese of Fall River, Massachusetts
  • Dr Carlo Manetti, jurist and lecturer, Italy
  • Dr Christopher Manion, PhD, KM, Humanae Vitae Coalition, Front Royal, Virginia, USA
  • Antonio Marcantonio, MA
  • Michael J. Matt, Editor, The Remnant, USA
  • Jean-Pierre Maugendre, general delegate, Renaissance catholique, France
  • Msgr John F. McCarthy, JCD, STD, retired professor of moral theology, Pontifical Lateran University
  • Prof. Brian M. McCall, Orpha and Maurice Merrill Professor in Law, Special Advisor to the Provost for Online Education, University of Oklahoma
  • Patricia McKeever, B.Ed. M.Th., Editor, Catholic Truth, Scotland
  • Mary Angela McMenamin, MA in Biblical Theology from John Paul the Great Catholic University
  • Fr Cor Mennen, lecturer canon law at the diocesan Seminary of ‘s-Hertogenbosch and member of the cathedral chapter
  • Rev Michael Menner, Pastor
  • Dr Stéphane Mercier, Ph.D., S.T.B., former research fellow and lecturer at the University of Louvain
  • David Moss, President, Association of Hebrew Catholics, St. Louis, Missouri
  • Dr Claude E Newbury, M.B. B.Ch., D.T.M & H., D.P.H., D.O.H., M.F.G.P., D.C.H., D.A., M. Prax Med.
  • Prof. Giorgio Nicolini, writer, Director of “Tele Maria”
  • Fr John O’Neill, STB, Dip TST, Priest of the Diocese of Parramatta, member of Australian Society of Authors
  • Fr Guy Pagès, Archdiocese of Paris, France
  • Prof. Paolo Pasqualucci, Professor of Philosophy (retired), University of Perugia, Italy
  • Fr Dean P. Perri, Diocese of Providence, Our Lady of Loreto Church
  • Dr Brian Charles Phillips, MD
  • Dr Mary Elizabeth Phillips, MD
  • Dr Robert Phillips, Professor (emeritus) Philosophy: Oxford University, Wesleyan University, University of Connecticut
  • Prof. Claudio Pierantoni, Professor of Medieval Philosophy, University of Chile; former Professor of Church History and Patrology at the Pontifical Catholic University of Chile
  • Prof. Enrico Maria Radaelli, Professor of Aesthetic Philosophy and Director of the Department of Aesthetic Philosophy of the International Science and Commonsense Association (ISCA), Rome, Italy
  • Dr Carlo Regazzoni, Philosopher of Culture, Therwill, Switzerland
  • Prof. John Rist, Professor emeritus of Classics and Philosophy, University of Toronto
  • Dr Ivan M. Rodriguez, PhD
  • Fr Luis Eduardo Rodrìguez Rodríguez, Pastor, Diocesan Catholic Priest, Caracas, Venezuela.
  • John F. Salza, Esq.
  • Fr Timothy Sauppé, S.T.L., pastor of St. Mary’s (Westville, IL.) and St. Isaac Jogues (Georgetown, IL.)
  • Fr John Saward, Priest of the Archdiocese of Birmingham, England
  • Prof. Dr Josef Seifert, Director of the Dietrich von Hildebrand Institute of Philosophy, at the Gustav Siewerth Akademie, Bierbronnen, Germany
  • Mary Shivanandan, Author and consultant
  • Dr Cristina Siccardi, Church Historian and author
  • Dr Anna M. Silvas, senior research adjunct, University of New England NSW Australia.
  • Jeanne Smits, journalist, writer, France
  • Dr Stephen Sniegoski, PhD, historian and book author
  • Dr Zlatko Šram, PhD, Croatian Center for Applied Social Research
  • Henry Sire, Church historian and book author, England
  • Robert J. Siscoe, author
  • Abbé Guillaume de Tanoüarn, Doctor of Literature
  • Rev Glen Tattersall, Parish Priest, Parish of St. John Henry Newman, Australia
  • Gloria, Princess of Thurn und Taxis, Regensburg, Germany
  • Prof. Giovanni Turco, associate professor of Philosophy of Public Law, University of Udine, Italy
  • Fr Frank Unterhalt, Pastor, Archdiocese of Paderborn, Germany
  • José Antonio Ureta, author
  • Adrie A.M. van der Hoeven, MSc, physicist
  • Dr Gerd J. Weisensee, Msc, Switzerland
  • John-Henry Westen, MA, Co-Founder and Editor-in-Chief LifeSiteNews.com
  • Dr Elizabeth C. Wilhelmsen, Ph.D. in Hispanic Literature, University of Nebraska-Lincoln, retired
  • Willy Wimmer, Secretary of State, Ministry of Defense, (ret.), Germany
  • Prof. em. Dr Hubert Windisch, priest and theologian, Germany
  • Mo Woltering, MTS, Headmaster, Holy Family Academy, Manassas, Virginia, USA
  • Miguel Ángel Yáñez, editor of Adelante la Fe

Em 12 de novembro de 2019

  • Archbishop Carlo Maria Viganò
  • Prof. Dr. Heinz Sproll – University of Augsburg
  • Edgardo J. Cruz Ramos, President Una Voce Puerto Rico
  • Rev. Fr. Felice Prosperi
  • Prof.Growuo Guys PhD
  • Rev. Nicholas Fleming STL
  • Drs. N.A.L. van der Sluis pr., Pastoorparochie Maria, Moeder van de Kerk Bisdom ‘s-Hertogenbosch
  • Rev. Fr Alfredo Maria Morselli
  • Marco Paganelli, Journalist and writer
  • Deacon Eugene G. McGuirk, USA
O apoio a este abaixo-assinado pode ser manifestado aqui.

Basto 11/2019

Santo Padre pede perdão pelo lançamento das Pachamamas ao Tibre

Depois de alguns católicos terem lançado as estatuetas da deusa Pachamama ao rio Tibre, retiradas da Igreja de Santa Maria em Traspontina, em Roma junto ao Vaticano, onde eram diariamente utilizadas em bizarras cerimónias de idolatria, o Santo Padre acabou por pedir perdão. Um perdão não dirigido a Deus, pelas cerimónias pagãs em honra da falsa deusa dentro das igrejas católicas, mas aos idólatras que viram as suas bonecas retiradas do templo de Deus e lançadas ao rio local.

Um dado curioso neste pedido de perdão foi o facto de Francisco ter identificado cabalmente as estatuetas eróticas pelo nome da falsa divindade que representam, destruindo assim o rumor lançado por alguns clérigos que as relacionava com Nossa Senhora.

pachamamas2
In Vatican News, 25/10/2019.

O Santo Padre portanto – sublinhemos – identificou a estatueta em questão como uma representação da falsa divindade Pachamama, não condenou o seu culto nas igrejas católicas e associou-se aos atos de idolatria organizados em sua honra.

pachamamas
Pachamamas e pachapapas utilizados num ritual pagão de fertilidade nos jardins do Vaticano, na presença do Papa Francisco; in Vatican News, 05/10/2019.

Talvez até nem seja exagerado admitir que este demónio, uma personagem mitológica pagã, acabou por ser uma figura central no Sínodo da Amazónia, onde foi entronizada em lugar de destaque, depois de transportada pelos bispos, em procissão, até à sala onde os trabalhos decorreram.

pachamamas3.jpg
Sessão de abertura do Sínodo da Amazónia; in Vatican News, 07/10/2019.

Resta-nos a lucidez de alguns fiéis que ainda conseguem ficar escandalizados com tudo isto, entre os quais, o cardeal D. Gerhard Müller, afastado da Congregação para a Doutrina da Fé pelo atual pontífice.

Basto 10/2019

Via sacrílega em Roma

Grupo de neocatólicos reza “via-sacra” amazónica em Roma, misturando as estações do Caminho da Cruz com feitiçaria tribal, cultos pagãos e cartazes de ativistas dos movimentos marxistas indigenistas. O ritual sincretista termina no interior da Igreja de Santa Maria em Traspontina, mesmo à porta do Vaticano, onde, por estes dias, se celebram diariamente exóticos “momentos de espiritualidade amazónica“.

Basto 10/2019

“Momentos de espiritualidade amazónica” à porta do Vaticano

Enquanto dura o Sínodo da Amazónia, a Igreja de Santa Maria em Traspontina, em Roma, junto à entrada da Praça de São Pedro, celebra diariamente rituais tribais em honra da deusa Pachamama, num evento denominado Momentos de Espiritualidade Amazónica.

O evento pastoral, que inclui dança, rituais mágicos, idolatria e aparente loucura, é dinamizado pela “Amazónia Casa Comum”, um espaço da Rede Eclesial Pan-amazónica (REPAM) estabelecido temporariamente nesta paróquia administrada por carmelitas.

conversão.ecológica
Conversão ecológica integral, na Igreja de Santa Maria em Traspontina, Via della Conciliazione, outubro de 2019.

Basto 10/2019

Bispos prestam culto a Pachamama na Basílica de São Pedro

No passado dia 7 de outubro, dia de Nossa Senhora do Rosário, alguns bispos presentes na Basílica de São Pedro, em Roma, juntaram-se à dança pagã em honra da Mãe Terra, transportando depois a estatueta da divindade pagã, em procissão, até à sala onde decorrem os trabalhos do Sínodo da Amazónia.

Basto 10/2019

Papa Francisco participa em ritual pagão celebrado nos jardins do Vaticano

O Santo Padre consagrou o Sínodo da Amazónia a São Francisco de Assis, nos jardins do Vaticano, numa cerimónia sincretista que incluiu um ritual pagão de fertilidade, danças ecuménicas, onde algumas pessoas dançaram com clérigos católicos e bruxos em torno de estatuetas indígenas, discursos vazios e uma árvore plantada ao som do Cântico das Criaturas, de São Francisco de Assis.

Pachamama ou Mãe Terra, a deusa indígena da fertilidade, foi sacrilegamente apresentada como “Nossa Senhora da Amazónia”, grávida, ao lado de outra semelhante que, numa aproximação à tradição cristã, só poderia ser Santa Isabel. Mas então quem seriam as divindades masculinas ali representadas, uma das quais ostentando uma ereção?

paganismo.vaticano.jpg

E o mais assustador é que, enquanto estas coisas se vão sucedendo, a maioria dos católicos continua a assobiar para o lado.

Basto 10/2019

Espiritualidade maçónica celebrada em Nova Iorque com a presença de altos representantes da Igreja Católica

A “Festa da Fraternidade Humana”, celebrada no passado dia 20 de setembro, na Biblioteca Pública de Nova Iorque, contou com a entusiástica presença de altos representantes do Vaticano.

maçónico.nova.iorque.jpg

Este é o primeiro evento público em que participam os membros do Alto Comité criado para implementar as disposições do Documento sobre a fraternidade humana, o histórico documento assinado em fevereiro passado pelo Papa Francisco e pelo Grande Imã de al-Azhar, Ahmed el-Tayyeb, durante o Ano da Tolerância.

(In Vatican News, 12/09/2019)

E o presidente deste comité, criado para implementar uma doutrina sincretista alternativa à da Igreja Católica. é o cardeal espanhol D. Miguel Ayuso, atual presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-Religioso.

O momento serviu também para dar a conhecer a futura “Casa da Família Abraâmica”, um templo pós-cristão, que será edificado em Abu Dhabi, para promover cultos ao novo deus da coexistência multirreligiosa.

casa.família.abraâmica

Uma fraternidade humana ao estilo maçónico que evita as diferenças. O problema é que, neste caso, a diferença é Jesus Cristo e o seu Evangelho.

Basto 09/2019

Em Moçambique, o Santo Padre destaca as virtudes do Pantera Negra

Durante o encontro inter-religioso que ontem se realizou em Maputo, onde estiveram presentes representantes de diversas falsas religiões existentes em Moçambique, o Santo Padre destacou o discernimento vocacional de Eusébio da Silva Ferreira e da sua forte perseverança no futebolismo.

Basto 09/2019

Vatican News comemora casamento de mulher cristã com homem muçulmano

Na semana passada, a agência noticiosa do Vaticano deu um grande destaque à relação matrimonial que une a cristã Simona e ao islamita Mustapha. Cada um com a sua fé, com o seu deus, com as suas orações, unidos naquela diversidade de religiões tão desejada, não por Deus, mas pelo Papa Francisco.

muçulmanos.jpg
Palavras dirigidas pelo Santo Padre aos refugiados na Basílica do Sagrado Coração de Jesus do Castrum Paetorium, em Roma – Rome Reports, 20/01/2014.

Hoje seria, provavelmente, um impedimento maior se algum dos conjugues não acreditasse na tese dogmática do aquecimento global antropogénico.

Basto 07/2019

Roma despoja-se das relíquias de Pedro

Em nome da sua cultura del encuentro, o Papa Francisco, por iniciativa pessoal, ofereceu as relíquias de São Pedro, objeto de veneração de valor ímpar e insubstituível para a Igreja Católica, ao Patriarca de Constantinopla. As relíquias do primeiro pontífice, martirizado em Roma, estão agora longe da Santa Sé, na posse de cismáticos que não reconhecem o Bispo de Roma como o legítimo sucessor de Pedro nem aceitam a doutrina católica como a verdadeira.

Basto 07/2019

“Ave-Maria… Allāhu Akbar” na viagem apostólica a Marrocos

Na sua visita ao Instituto Moammed VI, em Rabat, no dia 30 de março de 2019, no âmbito da viagem apostólica a Marrocos, o Papa Francisco foi presenteado com um momento musical inter-religioso. Três solistas interpretaram um arranjo musical feito a partir da “Ave-Maria” de Caccini, misturada com orações do judaismo e do islamismo, ao som da Orquestra Filarmónica Marroquina.

O resultado foi um “Ave-Maria, Allāhu Akbar (Alá é o Maior)”, em que um almuadem faz a segunda voz da Ave-Maria, cantando o Azan.

No Azan afirma-se que Alá é o maior, é o único Deus e Maomé o seu mensageiro.

Basto 04/2019

Deus quer ou apenas permite a diversidade de religiões? Eis a síntese de Francisco…

Entre o herético “quer” – “desígnio divino”, nos termos da versão em português da Declaração Conjunta – pronunciado por Francisco e a correção “permite” recomendada por Schneider, o Santo Padre conseguiu elaborar uma síntese habilidosa para corrigir aqueles que o corrigiram: Deus “quis permitir” a diversidade de religiões!

Caminhar juntos na vida“?

Jesus respondeu-lhe: «Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém pode ir até ao Pai senão por mim. (Jo 14, 6)

Não é Jesus Cristo maior do que Abrarão?

Ninguém pôs em causa a vontade do Papa de encontrar-se com os muçulmanos, as questões que se levantaram estão relacionadas somente com a mensagem que este lhes foi levar. Os “esforços de fraternidade” não podem contrariar a Verdade Salvífica que é Jesus Cristo, de quem o Santo Padre é o mais alto representante na Terra.

Basto 04/2019

Anatomia de um “schmoozer”

schneider.francis.jpg

Por Christopher A. Ferrara

Um dos meus coloquialismos favoritos é o schmoozer [1], derivado do termo ídiche shmuesn, que significa “conversar casualmente, especificamente para obter uma vantagem ou fazer uma conexão social”. O schmoozer diz o que tem a dizer para obter a vantagem que procura. O que ele realmente acredita é uma outra questão.

E assim acontece com o atual ocupante da Cadeira de Pedro. Recordemos o rescaldo da Declaração Conjunta com o “Grão Imame de Al-Azhar”, Ahmed Al-Tayeb, na qual encontramos a seguinte heresia objetiva: “O pluralismo e as diversidades de religião, de cor, de sexo, de raça e de língua fazem parte daquele sábio desígnio divino com que Deus criou os seres humanos. Esta sabedoria divina é a origem donde deriva o direito à liberdade de credo e à liberdade de ser diferente.”

Perante o escândalo mundial que a afirmação desta heresia provocou, Francisco – como conto aqui – disse em privado a D. Athanasius Schneider que poderia dizer “que a diversidade de religiões é a vontade permissiva de Deus”, porém Francisco não faria o mínimo esforço para corrigir publicamente a sua própria afirmação contrária à Fé. A vontade “permissiva” de Deus é uma mera tolerância do mal. Ninguém diria, portanto, que Deus “quer” assassínios em massa ou os pecados de todos os homens. Do mesmo modo, Deus não quer, de forma alguma, a existência de falsas religiões, como afirma a Declaração Conjunta.

O bom bispo foi sujeito à ação de um schmoozer consumado, que lhe disse o que ele queria ouvir, mas apenas quando o bispo o encostou à parede. Eu suspeito, no entanto, que o Bispo Schneider sabia muito bem que aquilo não passava da uma ação de schmoozer mas, ainda assim, explorou a capacidade deste Papa de a produzir para, desse modo, obter algum tipo de correção, pelo menos oralmente.

Aquilo foi todavia uma atitude de schmoozer. É evidente que Francisco não acreditou numa única palavra do que disse ao Bispo Schneider. Pois, como informa o LifeSiteNews, apenas alguns dias depois do encontro de D. Athanasius Schneider com o Papa a 1 de março (em ou por volta de 18 de março), “o gabinete do Vaticano para a promoção do diálogo inter-religioso pediu aos professores universitários católicos que fizessem a «mais ampla disseminação possível»” da Declaração Conjunta, sem a correção da sua afirmação flagrantemente herética de que Deus quer a diversidade de religiões que contradizem a Sua revelação e até mesmo os preceitos mais básicos da lei natural.

Pior ainda, a carta do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso foi enviada aos professores universitários católicos em Roma com a dita Declaração Conjunta em anexo. O bispo D. Miguel Ayuso Guixot, secretário do Pontifício Conselho, pediu especificamente “aos professores, sacerdotes e irmãs das universidades que «facilitem a distribuição, o estudo e o acolhimento» do documento, acrescentando que o Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso «agradece desde já qualquer possível iniciativa, no âmbito desta instituição, que vise a difusão deste Documento»”.

Isto é, o Papa Francisco não só reforçou a sua declaração herética como também ordenou que ela se tornasse parte de um verdadeiro programa educativo que incorpore a ideia de que Deus quer a – isto é, não permite apenas o mal da – existência de inúmeras religiões falsas.

A propósito, a mentira de que Deus quer a diversidade de religiões não é a única heresia objetiva da Declaração Conjunta. Um teólogo dominicano, escrevendo sob anonimato por medo de represálias, chamou a atenção para esta afirmação do documento: “Da fé em Deus […] o crente é chamado a expressar esta fraternidade humana, salvaguardando a criação e todo o universo e apoiando todas as pessoas, especialmente as mais necessitadas e pobres.” Como observa o teólogo:

“É contrária ao modo de falar da Igreja usar a frase «fé em Deus» para significar «afirmar que Deus existe», ou «acreditar em qualquer tipo de alegada revelação, mesmo não cristã»… A fé é a virtude (sobrenatural) através da qual Deus nos leva a concordar com o que Ele revelou através dos profetas do Antigo Testamento e dos apóstolos do Novo Testamento, e principalmente através de Seu Filho.”

“Deste modo, as pessoas que creem em religiões não-cristãs, não o fazem pela fé, como afirma a declaração Dominus Iesus 7, mas por algum tipo de opinião humana.”

Opinião humana é precisamente aquilo que Francisco expressou na Declaração Conjunta. Uma opinião à qual, obviamente, continua a agarrar-se, apesar da sua atitude de schmoozer para com o Bispo Schneider.

O bispo não merece nada mais do que elogios pelo seu esforço em obter, junto do autor, uma correção da heresia de Francisco, mas seria demais esperar que Francisco se agarrasse ao que disse em privado e muito mais que o declarasse em público. O schmoozer serve para “obter uma vantagem” e não para afirmar a verdade. Com a vantagem obtida, Francisco rapidamente passou a promover o que realmente pensa e o que realmente quer que todos acreditem.

Entretanto, como o LifeSiteNews reporta no artigo acima referido, o  professor de filosofia austríaco Joseph Seifert protesta com razão ao afirmar que a declaração, que Francisco não só se recusa a corrigir como agora promove agressivamente, é uma “heresia de todas as heresias sem precedentes…”. E depois esta declaração explosiva:

“Pois, como poderia Deus querer contradições com as mais importantes verdades reveladas que são simultaneamente também queridas por Ele? Esta suposição faria de Deus ou um lunático que viola o fundamento de toda a razão – o princípio da não-contradição – e que é um relativista monumental, ou um Deus confuso que é indiferente à questão de saber se as pessoas testemunham a verdade ou não. O Professor Seifert disse que os Católicos têm o dever de defender a verdade católica. De acordo com a lei natural, todos os sacerdotes, cardeais, bispos e leigos têm o dever de pedir ao Papa que rejeite esta frase (sobre a diversidade de religiões querida por Deus) ou que se demita do cargo de Papa.”

Nos últimos cinquenta anos, a Igreja tem sido afligida por uma série de decisões papais que tentam improvidentemente implementar um imaginário conciliar de “abertura ao mundo”. O resultado tem sido um histórico desastre eclesial que já ultrapassa, na sua amplitude, até a crise ariana. Mas nunca se viu nada parecido com o Papa Francisco. Perguntamo-nos se há alguém no Vaticano, mesmo no círculo próximo de Francisco, que ainda não reconheça, ainda que apenas interiormente, que “a atual liderança do Papa se tornou um perigo para a fé…”.

[1] A palavra “schmoozer”, na língua inglesa, é normalmente utilizada para caracterizar uma pessoa ou atitude bajuladora.

A edição original deste texto foi publicada pelo Fatima Center a 28 de março de 2019. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do texto acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. A presente edição destina-se exclusivamente à sua divulgação. Sempre que possível, o texto deve ser lido na sua edição original. A imagem apresentada não faz parte da edição original.

Basto 04/2019

Dervixe girador dança na Sé Episcopal da Arquidiocese de Madrid

A Catedral de Santa Maria a Real de Almudena, em Madrid, foi palco de um ritual religioso em que um dervixe dançante bailou ao som de um cântico tradicional do islamismo sufista.

O ritual teve lugar em frente ao altar da catedral madrilena, no passado dia 21 de março, no âmbito da “VI Edição do Concerto de Três Culturas“, um concerto patrocinado pela UNESCO.

La catedral de la Almudena acogerá la VI edición del concierto de Tres Culturas

Ao contrário de outras edições deste concerto, que se realizam anualmente no âmbito da Semana Mundial da Harmonia Inter-Religiosa declarada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, esta edição será celebrada de forma especial por três razões: a data, 21 de Março, marca o início da Primavera, a estação que simboliza um renascimento da natureza e de novos começos; o lugar, a Catedral de Almudena, um dos espaços arquitetónicos mais emblemáticos da cidade que oferece memória e aproximação ao transcendente; e, finalmente, a música, a linguagem universal através da qual os três grupos convidados demonstram, na continuação deste projeto fascinante, como a convivência, a harmonia e a concórdia são valores universais que não conhecem fronteiras.

(In página oficial da Arquidiocese de Madrid, 14/03/2019 – tradução livre)

Basto 03/2019

Heresia pública, não-correção privada

Francisco.jpg

Por Christopher A. Ferrara

Na sua Declaração Conjunta com o “Grão Imame de Al-Azhar”, Ahmed Al-Tayeb, no passado mês, em Abu Dhabi, o Papa Francisco e o “Grão Imame” declararam juntos: “O pluralismo e as diversidades de religião, de cor, de sexo, de raça e de língua fazem parte daquele sábio desígnio divino com que Deus criou os seres humanos. Esta Sabedoria divina é a origem donde deriva o direito à liberdade de credo e à liberdade de ser diferente.”

O significado ultrapassa qualquer discussão: a diversidade de religiões, que Deus não quer, mas apenas tolera como um mal, é colocada em paridade com as diferenças de raça, sexo e linguagem, que Deus realmente quer. A existência de religiões repletas de erros condenáveis contra a revelação divina é deste modo apresentada, sem a mínima ambiguidade, como um bem positivo – ou seja, “a liberdade de ser diferente”. Seria improvável que Al-Tayeb concordasse com uma afirmação que pudesse, de algum modo, ser lida com querendo dizer que a sua religião islâmica, criada pelo homem, é simplesmente um mal tolerado.

Como reporta o LifeSiteNews, “os bispos do Cazaquistão e Ásia Central, durante uma visita ad limina a Roma, levantaram uma série de preocupações, amplamente partilhadas pela Igreja nos últimos anos, relativamente às ambiguidades percebidas no magistério do Papa Francisco”.

D. Athanasius Schneider, em particular, Bispo Auxiliar de Astana, pressionou delicadamente Francisco em relação à sua afirmação descaradamente herética de que Deus quer a diversidade de religiões da mesma forma quer a diversidade de raças. Entrevistado pelo LifeSiteNews, o Bispo Schneider contou que Francisco “disse-nos: podem também dizer isso, que a diversidade de religiões é a vontade permissiva de Deus”.

Então Francisco diz agora em privado que outras pessoas podem dizer que ele quis apenas dizer que a diversidade de religiões é meramente tolerada por Deus. Mas quanto a ele, a sua declaração pública, assinada, manifestando o contrário, permanecerá sem qualquer correção pública.

Compreensivelmente insatisfeito, o Bispo Schneider diz o seguinte:

Tentei aprofundar a questão, pelo menos citando a frase que se lê no documento. A frase diz que tal como Deus quer a diversidade de sexos, cor, raça e língua, Deus também quer a diversidade de religiões. Há uma comparação evidente entre a diversidade de religiões e a diversidade de sexos.

Mencionei este ponto ao Santo Padre e ele reconheceu que, com esta comparação direta, a frase pode ser entendida erroneamente. Na minha resposta, sublinhei perante ele que a diversidade de sexos não é a vontade permissiva de Deus, mas é querida positivamente por Deus. E o Santo Padre reconheceu isso e concordou comigo em que a diversidade de sexos não é uma questão da vontade permissiva de Deus.

Porém, quando referimos ambas as proposições na mesma frase, então a diversidade de religiões é interpretada como positivamente querida por Deus, como a diversidade de sexos.

A frase, portanto, conduz a dúvidas e a interpretações erróneas e daí o meu desejo e o meu pedido para que o Santo Padre retificasse isso. Mas ele disse, a nós bispos: podem dizer que a frase em questão sobre a diversidade das religiões significa a vontade permissiva de Deus.

Em suma, Francisco emitiu uma declaração pública expressando uma heresia flagrante. Confrontado com o seu erro e com o escândalo que causou, e mesmo admitindo o seu erro, informa o Bispo Schneider que o bispo pode retificá-lo se quiser, ao mesmo tempo que não dirá nada em público para corrigir a sua própria heresia promulgada publicamente.

Por outras palavras, Francisco disse a Al-Tayeb o que aquele queria ouvir e depois disse ao Bispo Schneider o que este queria ouvir. Deu assim espaço para a negação plausível a ambas as partes. Este é um comportamento próprio de um político, não do Vigário de Cristo, encarregado de confirmar os seus irmãos na Fé. Mas depois de seis anos neste tipo de coisas podemos esperar outra coisa?

A edição original deste texto foi publicada pelo Fatima Center a 8 de março de 2019. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do texto acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. A presente edição destina-se exclusivamente à sua divulgação. Sempre que possível, o texto deve ser lido na sua edição original.

Basto 03/2019

Brasileiros prestam culto à deusa Iemanjá em igreja católica dedicada a Nossa Senhora

As imagens acima foram captadas na Igreja de Nossa Senhora da Ajuda, em Porto Seguro, no estado brasileiro da Bahia, no momento em que passava a procissão da “deusa do mar”, provavelmente no passado dia 2 de fevereiro, dia da festa de Iemanjá.

O culto à divindade Iemanjá tem origem em crenças tribais africanas.

iemanjá
À esquerda, uma representação da divindade Iemanjá; à direita, imagens do vídeo sacrílego com as intenções de oração do Santo Padre para janeiro de 2016 (na sua versão original).

Mais informação em: O Fiel Católico.

Basto 02/2019

Francisco diz que Deus deseja a coexistência de diversas religiões

coexist.jpgO Papa Francisco, em mais um dos seus ensinamentos absurdos e contrários ao Evangelho, declarou que Deus deseja a coexistência de várias religiões diferentes numa fraternidade humana universal. Nesse sentido, a salvação universal não viria da fé em Jesus Cristo, o Salvador do Mundo, mas antes da capacidade de “convivência comum”, independentemente daquilo em que cada um acredite.

Dirigimo-nos aos intelectuais, aos filósofos, aos homens de religião, aos artistas, aos operadores dos mass-media e aos homens de cultura em todo o mundo, para que redescubram os valores da paz, da justiça, do bem, da beleza, da fraternidade humana e da convivência comum, para confirmar a importância destes valores como âncora de salvação para todos e procurar difundi-los por toda a parte.

[…]

O pluralismo e as diversidades de religião, de cor, de sexo, de raça e de língua fazem parte daquele sábio desígnio divino com que Deus criou os seres humanos.

(Papa Francisco in Documento sobre a Fraternidade Humana em Prol da Paz Mundial e da Convivência Comum, Abu Dabhi, 4 de fevereiro de 2019)

A declaração escrita foi assinada por Francisco e coassinada pelo líder maometano de Abu Dabhi, o Grão Imame Ahmad Al-Tayyeb, durante a recente viagem apostólica do Papa Francisco aos Emirados Árabes Unidos.

abu.jpg

É evidente que Francisco – e isto é assustador – só causaria alguma surpresa nesta viagem “apostólica” se pregasse aos muçulmanos a Verdade do Evangelho e a necessidade de conversão a Jesus Cristo. Convém recordar que, ainda há pouco tempo, a Santa Sé fez um apelo de conversão aos irmãos muçulmanos, mas não era bem a Jesus Cristo que se referiam…

Basto 02/2019

Nova “Bíblia da Amizade”

Com o prefácio do Papa Francisco e do rabino talmudista – que espera a chegada do Anticristo – Abraham Skorka.

bíblia.da.amizade.jpg

Um obra que surge numa época em que Jesus Cristo, infelizmente, é reduzido à condição de mero elemento de diversidade cultural na grande fraternidade humana universal.

O objetivo não é chegar a uma leitura unificada da Bíblia em que as diversidades se diluam a ponto de anular, mas conhecer melhor suas respectivas interpretações e leituras, aceitando que sejam diferentes.

(In Gruppo Editoriale San Paolo, 17/01/2019 – tradução livre)

Nestas coisas de diálogo inter-religioso, o Pentateuco é sempre mais consensual do que o Novo Testamento, mas é interessante notar como os judeus adoram Francisco apesar de não gostarem muito de Jesus Cristo…

Basto 01/2019

Vaticano alia-se à celebração do “triunfo” de divindades hindus “sobre o mal”

Rama2
In Vatican News, 31/10/2018 – tradução livre.

Com o mesmo carisma ecumaníaco da peregrinação de Ceuta, agora, por ocasião da celebração de mais um Deepavali, o Vaticano une-se espiritualmente à alegria dos irmãos hindus pelo triunfo do deus Rama sobre o demónio Ravana.

Rama3
In Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé, 31/10/2018 – tradução livre.

Como muitos católicos dirão, o Deepavali é um dos “muitos modos” de celebrar o “triunfo do bem sobre o mal”.

vídeo.sacrílego
“[…] procuram Deus ou encontram Deus de muitos modos.”, Papa Francisco in vídeo [sacrílego] de 2016.
 

A lenda diz que Rama era casado com a bela deusa Sita, mas Ravana queria-a para si. Como ela não aceitou recasar-se com Ravana, este resolveu raptá-la na noite mais escura do ano. Rama porém, seu legítimo esposo, acompanhado do seu divino irmão Lakshman, e ajudados por Hanuman, o deus macaco, enfrentaram Ravana, derrotaram-no e recuperaram Sita.

Rama.jpg
Os protagonistas do “triunfo do bem sobre o mal”. Da esquerda para a direita: o deus Lakshman, a deusa Sita, o deus Rama e o deus Hanuman (também conhecido como o Rei dos Macacos ou ainda o Deus Macaco).

Depois de matar Ravana e de recuperar sua esposa, Rama e os restantes heróis viram o caminho de regresso iluminado pelas lamparinas das pessoas que ficaram cheias de alegria por este “triunfo do bem contra o mal”.

ravana.jpg
Ravana, o rei demónio, personificação do mal, aquele que roubou a esposa de Rama e por isso foi destruído.

Mais preocupados com “bem-estar de todos” neste mundo do que com a necessidade de atrair almas para Reino de Deus, os senhores do Vaticano apresentam a nossa fé no Filho de Deus Vivo como uma mera tradição espiritual ou religiosa, equivalente a tantas outras ou à simples boa vontade.

Como crentes alicerçados nas nossas próprias tradições espirituais, e como indivíduos com preocupações compartilhadas pelo bem-estar de todos, podemos dar as mãos aos seguidores de outras tradições religiosas e a todas as pessoas de boa vontade, e fazer esforços coletivos e concertados para assegurar um presente feliz e um futuro promissor para os nossos irmãos e irmãs vulneráveis!

Desejamos a todos vocês um feliz Deepavali!

(Excerto da mensagem enviada pelo Vaticano aos hindus; in Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé, 31/10/2018 – tradução livre)

Mas como podem os apóstolos de Cristo convencer, deste modo, os outros de que ainda vale a pena crer?

 

Basto 11/2018

Francisco evita bênção cristã para agradar a crentes de outras religiões e agnósticos

No final do recente Encontro com os Jovens, em Palermo, o Papa Francisco evitou administrar a tradicional bênção cristã – em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo – por causa dos  jovens “de outras tradições religiosas” e dos “agnósticos” aí presentes, optando antes por uma oração genérica improvisada.

(O vídeo acima permite tradução automática no botão das opções.)

Basto 9/2018

Equipa olímpica da Santa Sé contrata dois atletas muçulmanos

migranti.jpg

Athletica Vaticana, equipa olímpica da Santa Sé, passou a integrar dois imigrantes muçulmanos de origem africana.

migranti.jpg
in Il Messaggero, 08/03/2018

Devem ter ficado tão surpreendidos quanto nós pelo facto de a Santa Sé possuir uma equipa olímpica.

Basto 3/2018

Vaticano publica “remake” do vídeo sacrílego de janeiro de 2016

janeiro...

Em janeiro de 2016, o Vaticano chocou alguns católicos com a publicação de um vídeo sacrílego onde a imagem do Menino Jesus aparecia equiparada a símbolos de crenças não cristãs e onde o Santo Padre explicava que “muitos […] procuram ou encontram Deus de diversas maneiras“, inclusivamente através da confiança “em Buda”.

Este vídeo dava início a uma série catequética repleta de exotismo onde, logo no mês seguinte, o Santo Padre continuava que “precisamos de uma conversão que nos una a todos“. Conversão a quê?

fevereiro...

Uma conversão universal ao cristianismo ambientalismo?

Quase dois anos depois, o Vaticano resolveu agora, neste mês de novembro, lançar uma versão light do vídeo sacrílego de janeiro de 2016. Nesta nova versão, as partes graficamente mais abusivas e ultrajantes em relação a Nosso Senhor Jesus Cristo foram retiradas e substituídas por beijinhos e abraços, mantendo-se contudo o mesmo guião pautado pela indiferença sincretista do versão anterior.

Vídeo do Papa Nº1 – 01/2016 – versão original

Vídeo do Papa Nº1 v2 – 11/2017 – nova versão light

Não se conhecem ainda as razões que terão levado a produtora a fazer uma nova versão deste vídeo. Talvez tenha sido por uma questão de respeito pelas pessoas mais sensíveis. Nesta necessidade de diálogo é necessário demonstrar algum respeito também por aqueles que ainda acreditam.

Basto 11/2017

Católicos expulsos de igreja em Paris

Mais um grupo de fiéis foi forçado a sair de uma igreja católica. Desta vez foi em França, na Igreja de Nossa Senhora dos Mantos Brancos de Paris, no passado dia 31 de outubro. Os jovens interromperam um serviço dito ecuménico através da recitação de um rosário de reparação enquanto uma sacerdotisa protestante performizava ritos estranhos em frente ao altar principal.

Basto 11/2017

Católicos expulsos de catedral em Bruxelas

No dia 28 de outubro último, a Catedral de São Miguel e Santa Gúdula, em Bruxelas (Bélgica), recebeu uma celebração “ecuménica” de comemoração da revolta protestante que há 500 anos dilacerou a Igreja. Um grupo de jovens católicos interrompeu a profanação da catedral recitando o rosário.

Foram arrastados para fora da igreja.

catedral.bélgica.jpg

catedral.bélgica3.jpg

Convém lembrar que, 500 anos depois da revolta lançada pelo herege Martinho Lutero, excomungado pelo Papa Leão X, as seitas protestantes mantêm as suas heresias, tendo até evoluído em divergência relativamente à doutrina e às práticas católicas. De facto, se existe hoje alguma aproximação entre a Igreja fundada por Cristo e as seitas inspiradas em Lutero, esse movimento verifica-se apenas do lado da Igreja Católica, uma vez que os protestantes continuam bastante fiéis às suas heresias e heterodoxias.

Basto 10/2017

Buda e Nossa Senhora da Conceição Aparecida juntos pela paz

aparecida.buda2

Neste mês em que se celebra o tricentenário de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, a imagem da padroeira do Brasil foi “reverenciada” ao lado de Buda. Aconteceu no passado dia 28 de outubro, no mosteiro Fo Guang Shan, em São Paulo, contando com ilustres representantes da Igreja Católica local que concelebraram esse momento ao lado de sacerdotisas pagãs.

Em virtude dos 300 anos da Padroeira do Brasil, a imagem de Nossa Senhora Aparecida será acolhida solenemente no templo budista, por meio do reitor do Santuário Nacional, padre João Batista de Almeida, demonstrando o cuidado maternal de Maria para o diálogo entre seus filhos.

O encontro que tem o objeto de ressaltar a necessidade de um esforço comum para manter a paz em beneficio da vida, vai contar com a presença da Reverenda Mestra Miao Yen, Abadessa Geral do Templo Fo Guang Shan para América do Sul, do Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo, do bispo diocesano de Osasco (SP), Dom João Bosco Barbosa de Souza e do padre José Bizon, responsável pelo ecumenismo e diálogo inter-religioso na Arquidiocese de São Paulo.

(in sítio oficial do Santuário Nacional de Aparecida)

aparecida.buda.jpg

Como justificação para esta cerimónia católico-pagã que colocou a Mãe de Deus aos pés de Buda, a página do Santuário Nacional de Aparecida remete para os ensinamentos do Papa Francisco sobre a “indiferença” e sugere a visualização do sacrílego vídeo publicado pelo Vaticano em janeiro de 2016.

confio.em.buda.jpg
Intenções de oração do Papa Francisco em janeiro de 2016 – in Série “Vídeo do Papa”

Basto 10/2017

Os “frutos” do ecumenismo = protestantismo

lutero.vermelho
Estátua do herege Martinho Lutero homenageada no Vaticano no dia 13 de outubro de 2016

 

Por Christopher A. Ferrara

O importante blogue de Sandro Magister fornece-nos algumas informações relevantes acerca dos efeitos inteiramente previsíveis dos cinquenta anos de “ecumenismo” e “diálogo ecuménico”: os católicos tornaram-se protestantes de facto, enquanto os protestantes não só permaneceram exatamente onde estavam como até estão mais liberais do que nunca.

Como conta Magister: “Está a acontecer cada vez mais que as crianças protestantes do norte da Europa que visitam Roma são levadas pelos seus professores a participar numa Missa católica para verem como é e para receberem tranquilamente a comunhão”. E ninguém está disposto a detê-los porque isso não seria “ecuménico”.

Magister observa que a crescente prática de intercomunhão sacrílega é “o efeito de uma corrida crescente entre as duas religiões em direção ao fundo na mentalidade de muitos protestantes e católicos da Europa e da América…” Ele cita os dados fornecidos pelo Pew Research Center da Universidade de Georgetown, os quais fornecem confirmação empírica da protestantização virtual de católicos que, como como protestantes liberais que efetivamente se tornaram – pelo menos nas suas atitudes -, já não aceitam qualquer ensinamento da Igreja que não vá ao encontro da sua aprovação pessoal.

Assim, o Pew Center relata: “Nos Estados Unidos, 65% dos católicos e 57% dos protestantes dizem que estão convencidos de que as semelhanças superam as diferenças entre as respetivas religiões”. Esse é um estado de coisas absurdo, dado o afastamento radical da moral, mesmo básica, nas principais denominações protestantes, que toleram não só o divórcio e a contraceção, mas também o aborto, o “casamento gay” e a “ordenação” de mulheres.

Do mesmo modo, “na Europa ocidental também, mais de metade dos protestantes e católicos pensam da mesma maneira. Com picos de 78% entre os protestantes da Alemanha, de 67% entre os católicos da Holanda e de 64% entre os católicos da Áustria. Mas mesmo entre os católicos da Itália, são mais aqueles para quem as semelhanças prevalecem: 47% contra 41%.”

O que está a acontecer pode ser comparado à tendência para o equilíbrio térmico que ocorre quando um espaço quente e protegido se abre ao frio exterior. O espaço protegido assume gradualmente a temperatura externa ou, pelo menos, aproxima-se. Assim, a venerada “abertura ao mundo” no Concílio Vaticano II produziu um arrefecimento do zelo apostólico entre os fiéis, a maioria dos quais, é seguro dizê-lo, agora acredita que não há nada fortemente errado com o protestantismo nem nada fortemente urgente em ser um membro da Igreja Católica.

Curiosamente, no entanto, os dados mostram também uma espécie de mistura de efeitos “térmicos” numa bolsa atitudinal dos espaços católico e protestante. Como observa Magister, “naquilo que foi durante séculos um dos fatores mais fortes da divisão, a convicção protestante de que a salvação é obtida sola fide [somente pela fé], enquanto que para a fé católica deve ser acompanhada de obras, o pêndulo balançou a favor da última. Quase em todo o lado, ou seja, mesmo entre os protestantes, a maioria pensa que a fé e as obras são ambas necessárias”.

Então, escreve Magister, depois de meio século de diálogo “ecuménico”, “o sola fide luterano encontra também um significativo número de apoiantes entre os católicos: na Itália e na Alemanha, um quarto dos católicos defendem-no, enquanto no Reino Unido, na França e na Suíça são um terço.” Por outras palavras, se os dados são precisos, um número substancial de católicos são agora mais protestantes na sua crença quanto à necessidade de boas obras para a salvação do que a maioria dos protestantes.

Este desenvolvimento foi certamente encorajado pelo Papa Francisco que, durante uma das suas descomprometidas conferências de imprensa aeronáuticas, opinou que “hoje luteranos e católicos, protestantes e todos, estamos de acordo sobre a doutrina da justificação. Sobre este ponto, que é muito importante, ele [Lutero] não errou.” Mas é claro que Lutero errou e sua heresia sola fide foi anatematizada pelo Concílio de Trento. E é claro que a Igreja Católica não “concorda” com Lutero sobre a justificação apenas pela fé, mesmo que muitas pessoas católicas o façam graças aos efeitos negativos do “ecumenismo”.

Mais uma vez, vemos precisamente porque Pio XI proibiu qualquer participação católica no “movimento ecuménico” que surgiu das seitas protestantes na década de 1920. Ele previu, naquela altura, o que hoje vemos diante de nós: que o “ecumenismo” é apenas um “afago” enganoso que esconde um plano segundo o qual a Igreja Católica seria induzida a aceitar os protestantes, tal como são, ao mesmo tempo que suaviza e até suprime a sua própria doutrina durante o “diálogo ecuménico” para não ofender os “parceiros de diálogo” protestantes, incluindo os apatetados anglicanos que agora ordenam mulheres “sacerdotisas” e “bispas” e celebram “casamentos gay”.

Tal é o estado de coisas do qual Nossa Senhora de Fátima irá inevitavelmente livrar a Igreja, logo que os seus líderes obedeçam aos seus pedidos, desencadeando um milagre de graça divina pelo qual a Igreja será restaurada, tal como foi restaurada depois de cada uma das crises na sua história.

A edição original deste texto foi publicada pelo Fatima Center a 6 de outubro de 2017. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do texto acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original. A imagem foi adicionada na presente edição, não fazendo parte da publicação original.

Basto 10/2017

O resultado do ecumenismo: apostasia

serviço dde homenagem a lutero
Bispos e bispas no serviço religioso luterano-católico de homenagem ao herege excomungado Martinho Lutero, em Lund (Suécia) a 31 de outubro de 2016, in ELCA, 31/10/2016

 

Por Christopher A. Ferrara

Como foi noticiado pela Gloria TV (citando a orf.at), o arquimodernista cardeal Walter Kasper, cuja falsa noção de “misericórdia” animou todo o projeto da Sagrada Comunhão para adúlteros públicos, acaba de declarar que “hoje em dia não há mais diferenças significativas entre cristãos protestantes e católicos…”

Compreensivelmente, essa observação provocou indignação entre os católicos ortodoxos, porém, após uma reflexão, reconhecer-se-á que é meramente uma afirmação do óbvio. Ou seja, hoje em dia, como mostram consistentemente os estudos de opinião, a generalidade dos católicos são efetivamente protestantes em termos de adesão ao ensino da Igreja sobre fé e moral, particularmente em questões relativas à moral sexual, incluindo a aceitação do aborto em “alguns casos“. Pior ainda, no que diz respeito ao casamento e à homossexualidade, hoje, o católico comum é ainda mais liberal do que os protestantes evangélicos mais conservadores, cuja Declaração de Nashville, que discuti no meu último artigo, certamente não receberia aprovação da maioria dos católicos. Por exemplo, como o Life Site News informa, “dois em cada três católicos – uns extraordinários 67% – responderam à Pew Poll Surveyors que agora apoiam o “casamento gay”.

Essa “conversão” de católicos, na prática, ao protestantismo liberal era eminentemente previsível. Foi, de facto, predita pelo Papa Pio XI na sua condenação ao “movimento ecuménico” de origem protestante na década de 1920. Ao proibir qualquer participação católica nesse movimento subversivo, Pio XI lançou este aviso na sua histórica encíclica Mortalium animos (1928):

Esta iniciativa é promovida de modo tão ativo que, de muitos modos, consegue para si a adesão dos cidadão e arrebata e alicia os espíritos, mesmo de muitos católicos, pela esperança de realizar uma união que parecia de acordo com os desejos da Santa Mãe, a Igreja, para Quem, realmente, nada é tão antigo quanto o reconvocar e o reconduzir os filhos desviados para o seu grémio.

Na verdade, sob os atrativos e os afagos destas palavras oculta-se um gravíssimo erro pelo qual são totalmente destruídos os fundamentos da fé.

O erro em questão é o de reduzir as diferenças entre católicos e protestantes a questões meramente discutíveis, que são postas de lado em favor do “diálogo ecuménico” baseado em verdades supostamente mais fundamentais. Como Pio XI explicou:

Assim, dizem, é necessários colocar de lado e afastar as controvérsias e as antiquíssimas variedade de sentenças que até hoje impedem a unidade do nome cristão e, quanto às outras doutrinas, elaborar e propor uma certa lei comum de crer, em cuja profissão de fé todos se conheçam e se sintam como irmãos, pois, se as múltiplas igrejas e comunidades forem unidas por um certo pacto, existiria já a condição para que os progressos da impiedade fossem futuramente impedidos de modo sólido e frutuoso.

Por outras palavras, o “movimento ecuménico” levaria inexoravelmente à aceitação católica de uma forma de cristianismo de menor denominador comum, sendo o denominador determinado pelo implacável declínio moral e espiritual das seitas protestantes cujos adeptos não estão minimamente interessados em submeter-se à autoridade do Papa e do Magistério.

No entanto, ignorando o alerta previdente de Pio XI, as forças progressistas no Concílio Vaticano II conseguiram obter o aval do Concílio precisamente em relação ao “movimento ecuménico” por meio do documento conciliar Unitatis redintegratio, que aprova abruptamente a participação católica no próprio movimento que Pio XI tinha condenado apenas 25 anos antes. O que se seguiu foi a pletora de encontros “ecuménicos”, liturgias e outros gestos que colocaram a Igreja Católica em pé de igualdade com as seitas protestantes que surgiram para negar não só verdades reveladas mas até mesmo os preceitos da lei natural a respeito do casamento, da procriação e da santidade da vida humana em todas as suas fases.

E agora vemos o resultado final desse desastroso erro de julgamento prudencial, tal como foi previsto por Pio XI:

Assim sendo, é manifestamente claro que a Santa Sé, não pode, de modo algum, participar de suas assembleias e que, aos católicos, de nenhum modo é lícito aprovar ou contribuir para estas iniciativas: se o fizerem concederão autoridade a uma falsa religião cristã, sobremaneira alheia à única Igreja de Cristo.

Ironia das ironias, hoje, os protestantes mais conservadores (como os do Sínodo Luterano do Missouri) não querem nada com a busca louca do “ecumenismo católico” do Vaticano com denominações protestantes de orientações completamente degeneradas, incluindo os apatetados anglicanos, precisamente porque esses protestantes mais conservadores rejeitam o indiferentismo religioso que o “ecumenismo” implica.

O resultado final do “ecumenismo” – e de facto toda a “abertura ao mundo” que se seguiu ao Vaticano II – foi descrita por João Paulo II na sua exortação apostólica sobre o estado da Fé na Europa, ainda ele nunca tenha admitido a culpa da própria liderança da Igreja na ruinosa adoção daquilo que Pio XI havia condenado. Citando João Paulo II: “A cultura europeia dá a impressão de uma «apostasia silenciosa» por parte do homem saciado, que vive como se Deus não existisse.” Mas poderia João Paulo II não ter conseguido reparar no papel dos próprios líderes da Igreja na renúncia programática à função divinamente designada da Igreja como única arca da salvação, encorajando os membros do seu próprio bando a abandonar o navio?

Quando é que os líderes da Igreja irão admitir que o último meio século de experimentação na novidade tem sido um desastre total, produzindo a pior crise na história da Igreja? Apenas quando o Imaculado Coração de Maria triunfar depois da Consagração da Rússia em obediência à ordem divina.

A edição original deste texto foi publicada pelo Fatima Center a 15 de setembro de 2017. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do texto acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original. As citações incluídas neste artigo estão apresentadas na tradução oficial do Vaticano. A imagem foi adicionada na presente edição, não fazendo parte da publicação original.

Basto 9/2017

A nova pastoral do críquete

Há dias, meio a brincar, admitimos aqui a possibilidade de tentar aprender a jogar críquete, mas, neste dias, a realidade ultrapassa os nossos próprios devaneios… A Santa Sé já possui uma equipa masculina de críquete para “enfrentar muçulmanos, hindus e também anglicanos” e pretende atrair ainda freiras para esta missão.

críquete.vaticano
“Equipa de São Pedro” (clube de críquete da Santa Sé) – AFP 2013

O objetivo destes padres e seminaristas de Roma, uma espécie de missionários modernos, não é bem levar a Boa Nova aos gentios, mas antes proporcionar o “encontro” com eles, mais concretamente, encontros de críquete. Nestes encontros, Jesus Cristo, o nosso Deus, é tão respeitado como todas as outras divindades pagãs ali representadas, acabando por funcionar como mero fator de diferenciação emblemática entre todos os que adoram o críquete.

diversas maneiras
Intenções de oração do Santo Padre em janeiro de 2016 – Vídeo do Papa

Como estamos na celebração do Centenário das Aparições, esta gente, movida por uma espiritualidade moderníssima, resolveu associar-se às celebrações de Fátima através da realização de um torneio de críquete inter-religioso…

críquete.renascença
Rádio Renascença, 19/04/2016

Já tivemos outras iniciativas pastorais semelhantes e, honestamente, isto até podia ter sido bem pior…

críquete.tvi24
TVI24, 22/04/2017

Talvez estes padres e seminaristas, amantes do críquete, não tenham reparado que a mensagem de Fátima é, na verdade, um apelo urgente à conversão. Mas conversão a quê? O “encontrismo”, ao desvalorizar Jesus Cristo, o único caminho de salvação, não pode ser um fé muito fiável.

Basto 4/2017

“São” Martinho Lutero aparece no Vaticano

Ferrara02

Por Christopher A. Ferrara

A Irmã Lúcia de Fátima não estava a ser melodramática quando falou de “desorientação diabólica” na Igreja, à luz do Terceiro Segredo. Se essa frase não descreve os quase quatro anos do atual pontificado até agora, então as palavras perderam o seu significado.

Na sua totalidade, o mundo católico sabe agora que no dia 13 de outubro de 2016, no aniversário do Milagre do Sol em Fátima, o Papa Francisco ignorou Nossa Senhora e, em alternativa, comemorou Martinho Lutero perante uma audiência de luteranos numa “peregrinação ecuménica” na Sala de Audiências Paulo VI.

O grupo luterano, oriundo da Alemanha, era liderado por falsos clérigos luteranos, incluindo uma mulher de luterana em vestes clericais que parecia pensar que era uma bispa. Francisco parece pensar assim também, ao cumprimenta-la calorosamente com os outros falsos bispos luteranos, a quem ele se referiu explicitamente como bispos. Durante o evento, uma estátua do arco-herege partilhou o palco com Francisco – acrescentando mais um escândalo sem precedentes aos anais da tumultuada época pós-conciliar.

A audiência com luteranos fazia parte da preparação para a espantosa viagem de Francisco à Suécia, de 30 a 31 de outubro, onde irá “comemorar” a “Reforma” que destruiu a unidade da cristandade. Francisco vai participar num “serviço de oração” ecuménico com alguns dos falsos clérigos luteranos que aparentemente presidem a “Igrejas Luteranas” dentro da Federação Luterana Mundial. Estes órgãos, como é claro, são as organizações meramente humanas que devem a sua origem a um maníaco inimigo da Igreja e do papado que violou os seus votos sacerdotais, casou-se com uma freira, era um bêbado insolente, e foi excomungado depois de despejar uma corrente de erros infalivelmente anatematizados pelo Concílio de Trento.

É inconcebível que um Pontífice Romano pudesse, de algum modo, honrar a memória e o “legado” ruinoso daquele que foi o maior herege na história da Igreja Católica. Pior ainda, no entanto, é a aparente indiferença de Francisco perante a condição espiritual dos luteranos, que se encontram sem sacerdócio válido e, portanto, sem o sacramento da confissão ou a Sagrada Eucaristia.

A esse respeito, a audiência de 13 de outubro, sobre a qual escrevi extensivamente noutro sítio, é notável por esta declaração de Francisco à sua audiência luterana, referindo-se à correta abordagem perante as pessoas que não professam qualquer religião:

O que devemos dizer para convencê-los? Ouçam! A última coisa que devemos fazer é dizer: Você deve viver como um cristão – escolhido, perdoado e crescendo em virtude [in cammino, fig.]. Não é correto [lecito] convencer alguém com a sua fé. Proselitismo é o grande veneno contra o caminho do ecumenismo [aplausos].

A denúncia do “proselitismo” que, no claro entendimento de Francisco, significa qualquer tentativa de persuadir os outros com as verdades do cristianismo, significaria, na prática, o abandono da atividade missionária da Igreja em favor de um vago “testemunho” sob a forma de boas obras. Se os Apóstolos, bem como os grandes santos e corajosos missionários que os seguiram geração após geração, tivessem adotado a visão de Francisco sobre a missão da Igreja, a Igreja nunca teria convertido o mundo e talvez tivesse morrido em Jerusalém.

Pois, como ensina São Paulo: “Portanto, a fé surge da pregação, e a pregação surge pela palavra de Cristo (Rm 10:17).” Neste sentido, no seu Juramento contra o Modernismo – abandonado após o Concílio Vaticano II – o Papa São Pio X exigia a todos os clérigos católicos e teólogos que afirmassem que a fé é o verdadeiro assentimento do intelecto a uma verdade recebida de fora ex auditum [pela pregação], pelo qual, confiantes na sua autoridade supremamente verdadeira, nós cremos em tudo aquilo que, pessoalmente, Deus, criador e senhor nosso, disse, atestou e revelou.

É portanto um absurdo exigir aos católicos que se abstenham de qualquer esforço para convencer os outros na Fé. Mas deixando de lado esse disparate, como podemos compreender a noção de que os luteranos sentados diante de Francisco na sala de audiências, privados dos sacramentos da Confissão e da Santa Comunhão, são todavia “escolhidos, perdoados e crescendo em virtude”? Como podem eles ser escolhidos, perdoados e crescendo em virtude sobrenatural sem os sacramentos que Cristo instituiu para a salvação das almas? E se eles podem ser, então que utilidade terão os sacramentos para alguém? Eles seriam simplesmente supérfluos.

Como o Concílio de Trento declarou infalivelmente:

CÂNONE IV – Se alguém disser que os sacramentos da Nova Lei não são necessários para a salvação, mas supérfluos; e que sem eles ou sem o desejo deles, só pela fé os homens alcançam de Deus a graça da justificação — ainda que nem todos [os sacramentos] sejam necessários para cada um — seja anátema.

Mas parece que, para Francisco, os sacramentos são supérfluos e que os luteranos estão corretos na sua crença herética “uma vez salvo, salvo para sempre” – apenas pela fé. Ou então Francisco pensa que os luteranos, de alguma forma, possuem os sacramentos da Confissão e da Sagrada Comunhão sem um sacerdócio válido para os ministrar.

Em qualquer dos casos, temos um Papa que parece pensar que a adesão à Santa Igreja Católica não é verdadeiramente importante para a salvação das almas e que os luteranos são salvos em “igrejas” que toleram, não só o divórcio, a contraceção e o aborto em casos “complicados”, mas também a “ordenação” de mulheres e o “casamento” de homossexuais.

O que se pode dizer de um Papa que homenageia Lutero em vez de Nossa Senhora precisamente no aniversário do Milagre do Sol, e que diz a uma audiência de luteranos que eles podem ser “escolhidos” e “perdoados” sem a ajuda da mesma Igreja da qual Lutero foi assumidamente um inimigo? Podemos dizer que testemunhamos agora aquela crise que Nossa Senhora profetizou no Terceiro Segredo de Fátima, aquela preciosa mensagem-advertência ao mundo, a qual foi por Ela autenticada, de forma inquestionável, através do Milagre do Sol. Agora é o tempo que Ela previu.

A edição original deste texto foi publicada pelo Fatima Center a 19 de outubro de 2016. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do artigo acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

Basto 10/2016

Francisco proclama novo pecado: o “pecado contra o ecumenismo”

Ferrara02

Por Christopher A. Ferrara

Durante a sua viagem à Geórgia, um seminarista perguntou ao Papa Francisco “como podem católicos da Geórgia promover melhores relações com os ortodoxos.” A sua resposta ilustra como a novidade do “ecumenismo” tem debilitado, quase totalmente, a Igreja Militante:

Deixemos as coisas que são abstratas para os teólogos estudarem. O que devo eu fazer com um amigo que é ortodoxo?… Esteja aberto, seja um amigo… Nunca deve fazer proselitismo aos ortodoxos. Eles são nossos irmãos e irmãs, discípulos de Jesus Cristo, porém situações históricas complexas fizeram-nos assim… Amizade. Caminhar juntos, orar uns pelos outros, e fazer obras de caridade juntos quando se pode. Isto é o ecumenismo.

Portanto, o ecumenismo significa “ser amigo” e fazer boas obras juntamente com não-católicos, incluindo os ortodoxos cismáticos. Tudo o resto é apenas doutrina “abstrata” que os teólogos podem contornar enquanto o “ecumenismo” continua a sua marcha inexorável para lugar nenhum.

Contudo, a primazia do Papa como chefe da Igreja universal, que os ortodoxos rejeitam, não é uma abstração. É a vontade do próprio Deus que fundou a Igreja sobre a rocha de Pedro.

O dogma católico da absoluta indissolubilidade do casamento, para o qual os ortodoxos criaram exceções farisaicas convenientes, permitindo segundos e até terceiros “casamentos”, não é uma abstração. É a vontade de Cristo sobre uma realidade ontológica resultante de uma união sacramental.

A doutrina católica sobre o Purgatório, que os ortodoxos rejeitam, não é uma abstração. É uma verdade revelada sobre uma etapa da existência após a morte, que a Igreja Católica tem ensinado infalivelmente ao longo dos séculos.

O dogma católico do pecado original como consequência da culpa herdada de Adão, que os ortodoxos rejeitam, sustentando que somente a pena de morte é herdada, não é uma abstração. É uma verdade sobre a condição de queda do homem e sua necessidade de redenção.

O dogma católico da Imaculada Conceição, que os ortodoxos rejeitam porque também rejeitam a doutrina católica sobre o pecado original, não é uma abstração. É uma verdade revelada sobre a condição única da Virgem Maria entre toda a humanidade.

Finalmente, o mal do cisma e a necessidade, para a salvação, de “retorno à única e verdadeira Igreja de Cristo dos que dela estão separados” não é uma abstração. É uma verdade de Fé da qual depende o destino eterno das almas.

O próprio Nosso Senhor declarou: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” É a verdade que nos salva. Não o ecumenismo, a amizade ou mesmo as boas obras. Pois é por ouvir a verdade e pelo assentimento a essa mesma verdade que alguém recebe a graça da justificação. Assim fez o Papa São Pio X ao exigir dos seminaristas católicos, padres e teólogos o Juramento contra o Modernismo, que declara:

Estou absolutamente convicto e declaro sinceramente que a fé não é um cego sentimento religioso que emerge da obscuridade do subconsciente por impulso do coração e inclinação da vontade moralmente educada, mas o verdadeiro assentimento do intelecto a uma verdade recebida de fora “ex auditum” [pela pregação], pelo qual, confiantes na sua autoridade supremamente verdadeira, nós cremos em tudo aquilo que, pessoalmente, Deus, criador e senhor nosso, disse, atestou e revelou.

 

Mas o Juramento contra o Modernismo foi abandonado após o Concílio Vaticano II, juntamente com a oposição da Igreja ao próprio modernismo.

Hoje, em nome do ecumenismo – um neologismo desprovido de significado concreto – as verdades da nossa religião foram substituídas por sentimentos enquanto a doutrina é posta de lado, até mesmo pelo Papa, como uma mera abstração para os teólogos para debaterem no seu lazer.

Como Francisco declarou na Geórgia: “Existe um pecado muito grave contra o ecumenismo: o proselitismo. Nunca devemos fazer proselitismo aos ortodoxos! “Um pecado contra o “ecumenismo“? Como pode uma novidade completamente desconhecida na vida da Igreja, antes de 1962, que emergiu de um movimento protestante condenado por Pio XI em 1928, ser tratado agora como se fosse um princípio de fé divina e católica? Tal é a crise que a Igreja agora enfrenta, nunca testemunhou nada semelhante anteriormente.

A edição original deste texto foi publicada pelo Fatima Center no dia 5 de outubro de 2016. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do artigo acima é da inteira responsabilidade do seu autor, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

Basto 10/2016

A União Europeia das religiões – um projeto sem pernas para andar

IpE_it
Movimento “Juntos pela Europa” – Cartaz do encontro deste ano na Baviera (Alemanha)

“500 anos de divisão bastam – A unidade é possível!”

Nem que para isso tenhamos de renunciar à nossa Fé?

A unidade é possível somente através da conversão e do retorno à Fé verdadeira. A unidade na aceitação mútua do erro está condenada ao fracasso. Aceitar que cada denominação cristã cismática tem uma perspetiva e um carisma tão válidos como a doutrina católica, baseada na Revelação e na Tradição, é uma heresia inaceitável para um verdadeiro cristão. Os católicos deviam demarcar-se claramente destas coisas, a unidade autêntica é aquela que se integra dentro da Santa Igreja Católica Apostólica Romana. Tudo o que vai para além disso, tem mais a ver com ideais maçónicos do que propriamente com a doutrina católica.

ideais da revolução francesa
Ideais da Revolução Francesa

“Juntos pela Europa” – “Quem somos?”

[…]

Apesar das grandes diferenças de proveniência e de História, agora somos amigos e estamos ligados por uma colaboração fraterna.

[…]

A Europa, unida numa diversidade reconciliada, concretiza a civilização da convivência, de que o mundo precisa.

[…]

Hoje, decididamente, queremos afirmar que a nossa fraternidade está ao serviço da unidade e da paz da Europa e de toda a família humana.

[…]

Que o nosso viver juntos entre europeus, seja sinal de liberdade, justiça e solidariedade.

[…]

(in juntospelaeuropa.pt)

Aqueles que defendem que este é o caminho, o qual, mais do que a unidade, valoriza a aceitação da separação, enaltecendo-a, estão enganados. Só há uma Igreja verdadeira, aquela que foi fundada pelo Próprio Cristo e que manteve a sua integridade através da sucessão apostólica.

Como se o motivo da festa não fosse, em si, suficientemente indigesto para os fieis católicos, olhamos depois também para a elucidativa lista de “piedosos” convidados. Entre outros, lá estão sempre os cromos do costume, aqueles que se acham mais misericordiosos do que o próprio Cristo e que têm um projeto para a Igreja alternativo ao do próprio Deus.

cromos do costume
in together4europe.org

Isto é quase como ver Jean Monnet, Jacques Delors, Robert Schuman, e outros que tais, usarem hábito religioso. O papel da religiões é central na idealização da Nova Ordem Mundial, um projeto que nunca poderá chegar muito longe.

Basto 7/2016

Guardar

Guardar

Minuto pela paz, reza a quem quiseres

Acerta o relógio, escolhe um deus e reza pela paz.

Mas que deus? Para eles, isso não é muito relevante, tanto faz… Confiam em Buda!

O Vaticano incitou os católicos a participarem na iniciativa panreligiosa “Um Minuto pela Paz”. É uma ideia profana, ironicamente promovida pela Ação Católica Italiana, a quem o Santo Padre dirigiu uma saudação especial durante a audiência geral do dia 8 de junho.

mailing_oracion-por-la-paz_it

À semelhança do ano passado, este evento teve lugar no aniversário da “Invocação pela Paz” promovida pelo Papa Francisco, na Santa Sé, no dia 8 de junho de 2014. Esta “invocação” panreligiosa visava fomentar a paz entre israelitas e palestinianos, tendo ocorrido poucos meses depois da viagem papal à Terra Santa.

Senhor, ajudai-nos Vós! Dai-nos Vós a paz, ensinai-nos Vós a paz, guiai-nos Vós para a paz. Abri os nossos olhos e os nossos corações e dai-nos a coragem de dizer: «nunca mais a guerra»; «com a guerra, tudo fica destruído».

Excerto da oração do Papa Francisco pela paz in Agência Ecclesia, 08/06/2014

Muita gente distraída não reparou na coincidência das datas, que talvez não passasse mesmo de uma mera coincidência, mas exatamente um mês depois desta “invocação” multirreligiosa ter ocorrido, no dia 8 de julho de 2014, iniciou-se um novo conflito armado entre Israel e a Palestina – o mais violento desde 1967 – que produziu milhares de mortos na Terra Santa, para além das listas intermináveis de feridos e desalojados.

Basto 6/2016

Canelo vs Khan – o combate ecuménico

canelo-khan1

Numa iniciativa inédita pela paz, no dia 3 de fevereiro, o Santo Padre anunciou um combate de boxe entre um pugilista católico e um muçulmano, que terá lugar em Las Vegas, no dia 7 de maio, e os bilhetes já se encontram à venda.

 

Quer ganhe um, quer ganhe o outro, a Igreja Católica já perdeu bastante por se envolver nesta loucura.

Basto 3/2016

O vídeo do Papa 2 – libertação do consumismo

Este vídeo apresenta uma mensagem importante em termos ecológicos, a necessidade de preservarmos o ambiente terrestre, um património universal. Todos os seres humanos, incluindo os que integram a Igreja Católica, devem respeitar a natureza, o nosso património coletivo, os bens da criação. No entanto, levanta-se uma questão, deverá ser esta a grande preocupação da nossa hierarquia religiosa?

Agora, quando olhamos para trás e revemos todos os alertas de Nossa Senhora para os nossos tempos, em aparições como La Salette, Fátima ou Akita, entre outras, assim como nas revelações privadas de santos e místicos, como Anne Catherine Emmerich, por exemplo, ou ainda os alertas de alguns dos últimos Papas, sobre os perigos que correria a Igreja no futuro, estariam todos eles a falar da poluição? Não. Esses alertas e profecias referiam-se à apostasia generalizada, à perda de fé, ao relativismo moral e religioso, ao laxismo dos leigos e clérigos dentro da Igreja Católica.

A preservação ambiental é muito importante, mas a principal principal preocupação dos pastores religiosos deve ser a salvação das almas. Conduzi-las pelo único e difícil caminho que é Jesus Cristo, o Caminho da Cruz. E, já agora, onde é que surge a palavra Jesus em todo o filme? Onde é que ele está representado? Parece que, em relação ao vídeo anterior, continuam a verificar-se os mesmos erros técnicos na edição de imagem.

video2

O texto fala na necessidade de “uma conversão [traduzido para mudança] que nos una a todos” mas, logo a seguir, em vez de se indicar o Caminho da Verdade para essa conversão, fica-se pela mera “libertação do consumismo”, o que é francamente pouco. A hierarquia eclesiástica deve preocupar-se, acima de tudo, com a verdadeira conversão que nos liberta do pecado, que é acreditar em Jesus Cristo.

Jesus respondeu-lhe: «Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém pode ir até ao Pai senão por mim. Se ficastes a conhecer-me, conhecereis também o meu Pai. E já o conheceis, pois estais a vê-lo.» (Jo 14, 6-7)

É necessário tomar algum cuidado editorial neste tipo de publicações oficiais porque podem induzir em erro. Muita gente pensa agora que isto, afinal, é tudo a mesma coisa, numa espécie de panteísmo naturalista onde todos devemos estar irmanados. Por exemplo, no passado mês de janeiro, o Cardeal Antonio Cañizares, arcebispo de Valência, presidiu a uma oração ecuménica pelo “cuidado da Mãe Terra”, inaugurando a “Catedral de la Natura”.

natura1
in Periodista Digital, 21/01/2016

 

natura2
in Periodista Digital, 21/01/2016

Basto 2/2016

O vídeo de janeiro – “Confio em Buda.”

Todas as religiões representadas no filme ostentam um símbolo, no entanto, o crucifixo, objeto de culto do cristianismo por excelência, passou quase despercebido. Aliás, ao longo de todo o filme, a melhor imagem de um crucifixo dura apenas dois segundos e exige alguma atenção. Trata-se de um objeto religioso de reduzidas dimensões, localizado por detrás dos personagens que circundam uma imagem do Buda que aparece em primeiro plano.

Sem Título3

Este critério gráfico que presidiu à edição da imagem combina, de certo modo, com a mensagem transmitida, pois dá a impressão que o realizador tentou promover algum tipo de sincretismo religioso, servindo-se da voz papal.

Esta iniciativa da Santa Sé terá uma incidência mensal e até tem uma pagina no facebook onde, também aí, é difícil encontrar o crucifixo, o símbolo dos cristãos. Trata-se de um simples problema técnico fácil de melhorar, com um ou outro reparo.

upload_2016-2-6_13-43-56

Todo nós concordamos a respeito dos benefícios do diálogo, pois é a conversar que a gente se entende. Nós, os cristãos, respeitamos a liberdade de crer, no entanto, que não restem dúvidas sobre quem é o nosso Deus, Jesus Cristo. Deum de Deo, Lumen de Lumine, Deum verum de Deo vero.

Dreux Budé Master, 1490s
Dreus Budé Master, 1490s

Nós cremos num só Senhor Jesus Cristo, filho Unigénito de Deus, que por nós, homens, e para nossa salvação, desceu dos céus, e encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e se fez homem. Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos, padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as escrituras, e subiu aos céus, onde está sentado à direita do Pai.

Basto 2/2016