Nova “Bíblia da Amizade”

Com o prefácio do Papa Francisco e do rabino talmudista – que espera a chegada do Anticristo – Abraham Skorka.

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Um obra que surge numa época em que Jesus Cristo, infelizmente, é reduzido à condição de mero elemento de diversidade cultural na grande fraternidade humana universal.

O objetivo não é chegar a uma leitura unificada da Bíblia em que as diversidades se diluam a ponto de anular, mas conhecer melhor suas respectivas interpretações e leituras, aceitando que sejam diferentes.

(In Gruppo Editoriale San Paolo, 17/01/2019 – tradução livre)

Nestas coisas de diálogo inter-religioso, o Pentateuco é sempre mais consensual do que o Novo Testamento, mas é interessante notar como os judeus adoram Francisco apesar de não gostarem muito de Jesus Cristo…

Basto 01/2019

Quando regressa dezembro na Argentina

À semelhança dos dois anos anteriores, o rabino Marcelo Polakoff e o bispo D. Pedro Javier Torres, ambos da Argentina, publicaram mais um videoclipe de “Feliz Natal/Chanucá”.

Esta simbiose “ecuménica” de sentimentos cristãos e talmúdicos é muito estranha, particularmente nesta época do ano em que celebramos o nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo. É que, na verdade, ela junta a alegria dos que receberam o Messias do Deus de Israel, nascido da Virgem Maria em Belém da Judeia, com a alegria daqueles, precisamente, que O rejeitaram e continuam a rejeitar.

Rezemos pela conversão dos judeus que ainda não creem e pelos católicos que já deixaram de crer.

Basto 12/2017

Quando chega dezembro na Argentina

No ano passado, por esta altura, foi publicado na Argentina um videoclipe para assinalar a celebração do Natal Cristão e a celebração judaica do ChanucáOs seus personagens não são atores cómicos, são o rabino Marcelo Polakoff e o bispo argentino D. Pedro Javier Torres.

O que une afinal a Solenidade do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo ao Chanucá judaico?

“O que levanta uma diferença entre o judaísmo e o cristianismo tem a ver não com a figura de Jesus no sentido histórico, mas com a ideia de Jesus como um messias. Compartilhamos a ideia de Jesus, mas diferimos na ideia de Cristo.”

(Rabino Marcelo Polakoff in BBC Mundo a 24/12/2010)

Significado da palavra “Cristo”: Ungido, o Ungido de Deus; o Messias; o Redentor; o Salvador.

No entanto, hoje, isso é como se fosse um mero pormenor sem importância. Festa é festa! E porque não associar a festa do Nascimento do Messias à festa daqueles que há dois milénios que O rejeitam?

O videoclipe da dança do bispo argentino faz lembrar um outro vídeo publicado poucas semanas depois… Não deve ser por acaso. A convergência de estilos pastorais é visível até na preferência pelo sinistro crucifixo de Vedele.

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Vídeo do Papa de janeiro de 2016

Jesus respondeu-lhe: «Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém pode ir até ao Pai senão por mim. (Jo 14, 6)

Enfim, são opiniões diferentes…

O que significará a palavra “evangelizar” para os atuais responsáveis pela Igreja Católica? Será apenas confraternizar, dançar e cantar? Se as religiões são todas a mesma coisa, por que razão nasceu o Messias? Serão o judeus redimidos pelo Chanucá? É claro que não!

Este ano, chegados a dezembro, os mesmos protagonistas gravaram um novo videoclipe do género do anterior, o qual se inicia com uma acutilante piada de mau gosto.

Rezemos pela conversão dos judeus e também pela conversão dos católicos a Jesus Cristo, o Deus Verdadeiro.

Basto 12/2016

Ser salvo sem acreditar em Jesus Cristo…

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Murillo, 1675-82, Conversão de São Paulo

Acreditar que Jesus Cristo é o Filho de Deus, o Messias de Israel, deixou de ser necessário para a salvação das almas, pelo menos na opinião da Comissão [do Vaticano] para as Relações Religiosas com o Judaísmo. Num documento oficial, publicado em dezembro do ano passado, aquela comissão papal estabeleceu que os nossos irmãos judeus não necessitam de acreditar que Jesus Cristo é o Redentor da Humanidade para poderem ser salvos. Ou seja, enganou-os!

Atendendo a esta nova doutrina delirante emanada da Santa Sé, ainda não deu para perceber muito bem qual é o atual estatuto dos judeus que se converteram ao Cristianismo, incluindo os grandes santos.

Com uma ousadia que não lembra nem ao diabo, o Vaticano ignorou versículos e versículos do Novo Testamento, em especial os do Evangelho de São João, para apostatar assim:

36. No entanto, da crença cristã, de que só pode haver um caminho de salvação, isso não quer dizer, de forma alguma, que os judeus são excluídos da salvação de Deus porque não acreditam em Jesus Cristo como Messias de Israel e Filho de Deus. […]

(Comissão para as Relações Religiosas com o Judaísmo, Vaticano, 10/12/2015)

Para os livres pensadores que escreveram a heresia acima transcrita, sugiro que meditem nas palavras de Jesus quando disse «Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém pode ir até ao Pai senão por mim. Se ficastes a conhecer-me, conhecereis também o meu Pai. E já o conheceis, pois estais a vê-lo.» (Jo 14:6,7). Mas como eles não acreditam, e querem que também nós deixemos de acreditar, propõem que Igreja Católica deixe de pregar a conversão aos judeus. Assim:

40. […] A Igreja vê-se assim obrigada a considerar a evangelização em relação aos judeus, que acreditam em um só Deus, com parâmetros diferentes aos que adota para lidar com pessoas de outras religiões e concepções do mundo. Na prática, isso significa que a Igreja Católica não age nem mantém qualquer missão institucional específica destinada aos judeus.

(Comissão para as Relações Religiosas com o Judaísmo, Vaticano, 10/12/2015)

Pois, mas Jesus dissera o seguinte: «Ide, primeiramente, às ovelhas perdidas da casa de Israel.»(Mt 10:6). Portanto, aos olhos de Jesus, a conversão dos judeus é não só necessária, como também prioritária. Devemos rezar pela conversão de todos aqueles que ainda não acreditam que Jesus Cristo, o Filho de Deus Vivo, é o único caminho de Salvação.

Não se trata de racismo ou antissemitismo, o catolicismo é aberto a todas as raças e nacionalidades. Na nossa perspectiva cristã universal, respeitamos todos os judeus, sejam eles cristãos ou não cristãos, aliás, a nossa Igreja foi fundada por judeus. Os cristãos devem viver em paz com toda a gente, mas não podem deixar de anunciar a Verdade, acolhendo alegremente todos aqueles que se sentem chamados por Deus, venham eles de onde vierem.

A Igreja Católica é a Igreja Universal, fora da qual não há salvação, mas até o Papa não parece muito convencido.

São Caetano
Mensagem do Papa Francisco aos fiéis de São Caetano de Buenos Aires, agosto de 2013

Sim! Sim! Sim! Porque não, Santo Padre? Na Igreja Católica convivem diversas tradições, ritos, culturas, nações, raças, etnias e sensibilidades, mas a Fé é a mesma, a única verdadeira. Extra Ecclesiam nulla salus é uma verdade dogmática.  “El encuentro” pode ser politicamente muito bonito mas não salva. O encontro com o outro é o momento de afirmar ou reafirmar a Verdade, senão torna-se num encontro vazio, sem frutos.

As nossas raízes religiosas são judaicas, nós mantemos todo o Antigo Testamento, mas o Messias já chegou, foi morto e ressuscitou, e agora tem as chaves da morte. Com Jesus Cristo, estabeleceu-se uma nova aliança entre Deus e a Humanidade, ninguém vai ao Pai senão por Ele.

E já agora, terá valido a pena a conversão do judeu Saulo a caminho de Damasco? Gostava de conhecer a opinião daqueles teólogos loucos!

Basto 3/2016