Exclusivo Church Militant: Autor de “O Papa Ditador” falou

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Pela equipa do Church Militant

O recém-lançado livro O Papa Ditador chamou a atenção internacional pelas suas afirmações sobre o atual pontificado e algumas informações dizem que o Vaticano está ansioso por apanhar o autor, que é conhecido como Marcantonio Colonna (um aristocrata italiano do séc. XVI que serviu como almirante da frota papal na Batalha de Lepanto). O Church Militant conversou com o autor por e-mail para discutir as suas expectativas relativas à publicação do livro e os seus pensamentos sobre o atual regime.

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Church Militant: Porque escreveu o livro e o que espera dos católicos com essa informação sobre o Papa Francisco?

Marcantonio Colonna: O meu objetivo com a publicação do livro foi mostrar a imensa lacuna existente entre a atual imagem do Papa Francisco nos média e a realidade. O que os católicos podem fazer com a informação poderá variar: na melhor das hipóteses, pode encorajar os líderes da Igreja (e sei que muitos cardeais e outras figuras importantes leram o livro e captaram a sua mensagem) a confrontarem o Papa Francisco e a detê-lo na atual direção do seu governo. Se isso for impossível, espero que pelo menos sirva de lição para os cardeais no próximo conclave, para não cometerem o mesmo erro de eleger um cardeal pouco conhecido que se revela muito diferente do que se pensava ser.

Church Militant: Fontes internas disseram ao Church Militant que a atmosfera no Vaticano sob o Papa Francisco é “como a Coreia do Norte” – significando que reina o medo, especialmente entre os clérigos mais ortodoxos. Nós também lemos comentários de vários prelados de que muitos telefones/computadores têm sido grampeados. Isso é verdade? E em caso afirmativo, pode explicar?

Marcantonio Colonna: A espionagem no Vaticano é exatamente como diz e eu apresento detalhes no meu livro. Clérigos e leigos que trabalham lá acham que os seus escritórios, automóveis e até casas particulares são seguidos e os seus telefones escutados. Todos aqueles com quem falamos no Vaticano, um pouco por todo o lado, dizem que a atmosfera é de um medo profundo, um estado de coisas completamente diferente de qualquer outra de que há memória.

Church Militant: Como obtém tais informações internas sobre o Papa e como pode público saber que essa informação é confiável?

Marcantonio Colonna: Vivo em Roma há mais de quatro anos e tenho falado com muitos sacerdotes e leigos que trabalham no Vaticano. Relativamente a algumas das informações mais sensíveis é impossível divulgar as fontes, mas uma grande parte do conteúdo do meu livro foi já publicado por jornalistas como Sandro Magister ou Philip Lawler, que conhecem bem o Vaticano. O seu testemunho foi amplamente ignorado pelos média convencionais, pelo que um dos objetivos do meu livro é dar-lhes mais impacto, reunindo tudo num só lugar.

Church Militant: O Papa Francisco tem feito comentários públicos contraditórios em relação ao “lobby gay”. Por um lado, reconhece sua existência; por outro, parece tolerar e, em alguns casos, promover o clero pró-gay. O Papa Bento XVI reconheceu que enfrentou e tentou demover o lobby gay no Vaticano. Acha que Papa Francisco está, de algum modo, a lutar contra essa rede homossexual?

Marcantonio Colonna: A tentativa de Bento XVI de limpar o lobby homossexual do Vaticano (e do clero em geral) foi de facto completamente subvertida pelo atual Papa. Ele deu continuidade à estratégia pela qual era bem conhecido enquanto Arcebispo de Buenos Aires, que consiste em servir-se deliberadamente de subordinados moralmente fracos por causa do poder que isso lhe garante sobre eles. Os prelados de caráter escandaloso foram não apenas promovidos pelo Papa Francisco como também obtiveram uma plataforma para promover o seu programa de mudança do ensinamento da Igreja a respeito da moral sexual, como tentaram fazê-lo, e com considerável sucesso, nos dois Sínodos da Família.

Church Militant: Roma parece determinada a descobrir sua identidade. O que acha que acontecerá consigo se Roma descobrir quem é?

Marcantonio Colonna: Se o Vaticano descobrir quem eu sou e optar por divulgar a minha identidade, o principal efeito provavelmente será dar-me nova publicidade. O que mais me preocupa é o possível afastamento de pessoas que o Vaticano possa achar que me estão associadas, porque castigar a menor dissidência é a marca do atual pontificado e a máquina de propaganda é implacável em denegrir a reputação daqueles que são identificados como estando “do outro lado”.

Church Militant: Quais são os seus pensamentos a respeito do decreto papal [que declara a interpretação dos bispos de Buenos Aires como “autêntico magistério”]? Acha que esta é a maneira do Papa Francisco responder aos “dubia”?

Marcantonio Colonna: No meu livro, evitei tomar partido em relação à doutrina e, no que diz respeito à Amoris Laetitia, preocupei-me principalmente em mostrar o quão indireto e ambíguo é o modo do Papa Francisco ensinar a Igreja. O decreto que menciona é um bom exemplo. Porque é que a interpretação autorizada de um documento como a Amoris Laetitia tem de ser transmitida através de uma carta aos bispos argentinos? Se o Papa Francisco tem um novo ensinamento para dar à Igreja, se ele procura, como afirma, trazer o verdadeiro espírito de Cristo para derrotar uma tradição de legalismo clerical, porque é que ele não o proclama com ousadia e clareza como os grandes mestres da doutrina cristã sempre o fizeram? Sob o pontificado atual, passámos de um regime de ensinamento através do dogma claro para insinuar através de manobras políticas.

Church Militant: Há mais alguma coisa que gostaria de dizer?

Marcantonio Colonna: Eu gostaria apenas de fazer uma observação em relação a reações de alguns jornalistas ao meu livro. Alguns deles parece terem ficado tão surpreendidos por uma história desconhecida que supõem que o meu propósito, ao escrever isso, seria mostrar uma visão particular e pessoal sobre o Papa Francisco. Na verdade, quase tudo o que eu digo no livro é citado, quer de coisas que já foram publicadas ou de fontes privadas. O meu objetivo era deixar os factos em aberto, esperando que o meu livro encoraje o avanço no trabalho investigativo sobre o Papa Francisco e seu pontificado. Ainda ontem, o Papa proferiu um discurso aos jornalistas em que (concebivelmente inspirado por alguns desenvolvimentos das últimas semanas) ele apelou a uma informação mais “completa e precisa” na profissão jornalística. Esse é um desejo relativamente ao qual estou feliz por estar absolutamente do lado do Papa.

A edição original deste texto foi publicada pelo Church Militant a 17 de dezembro de 2017. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do artigo acima é da inteira responsabilidade dos seus autores, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

Basto 12/2017

Bombástico: Livro afirma que Papa Francisco esperava a abdicação de Bento XVI

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Por Dorothy Cummings McLean

6 de dezembro, 2017 (LifeSiteNews) – Um novo e explosivo livro afirma não só que o Papa Francisco é um ditador manipulador com sede de poder, mas também que ele celebrou a abdicação de Bento XVI.

O Papa Ditador, escrito por um autor de pseudónimo Marcantonio Colonna, afirma mostrar como é o Papa Francisco quando o seu público de adoradores não está a observá-lo: “arrogante, sem consideração pelas pessoas, pródigo em linguagem vulgar e notório pelas furiosas explosões de temperamento, que são conhecidas por todos, desde os cardeais aos motoristas.”

Apesar da identidade oculta do autor, o livro chegou à lista dos best-sellers e recebeu o louvor dos experientes observadores do Vaticano.

De acordo com o livro, Francisco é um mestre da manipulação e estava plenamente consciente das duas tentativas para o eleger como Papa. Aquando do conclave de 2005 que elegeu o cardeal Ratzinger, o anteriormente conservador cardeal Bergoglio adotou uma nova posição progressista em consonância com a teologia dos seus patrocinadores. E parece que estava informado do ressurgimento dos seus planos no momento Bento XVI abreviou o seu próprio pontificado. De acordo com Colonna:

Em meados de 2012, alguns insiders da Cúria sabiam que o Papa Bento XVI estava a considerar a abdicação; ele havia confiado a sua intenção a dois dos seus associados mais próximos, ao Secretário de Estado, cardeal Bertone, e ao secretário papal, o arcebispo Ganswein, e tinha definido a data exata: 28 de fevereiro de 2013.

As comunicações do cardeal Bergoglio com Roma aumentaram abruptamente a partir dessa época, subindo para níveis agitados à medida que a data se aproximava. Como é certo, a 11 de fevereiro de 2013, o Papa Bento XVI fez o seu anúncio público aos cardeais e apanhou de surpresa quase o mundo inteiro; porém não Bergoglio e os seus associados, como descobriram testemunhas oculares.

No dia do anúncio em si, o reitor da catedral de Buenos Aires visitou o seu cardeal e encontrou-o exultante. Durante o seu encontro, o telefone não parou de tocar com as chamadas internacionais dos aliados de Bergoglio e eram todas chamadas de felicitação pessoal. Um amigo argentino, no entanto, menos informado do que os outros, ligou para perguntar sobre a notícia extraordinária e Bergoglio disse-lhe: “Não sabes o que isto significa.”

O reconhecido jornalista italiano e vaticanista Marco Tosatti, que escreve para o jornal italiano La Stampa, considerou O Papa do Ditador como “uma visão panorâmica” e “importante” dos eventos históricos do papado bergogliano até ao presente momento. Robert Royal, editor-chefe do The Catholic Thing e observador papal da EWTN, caracteriza O Papa Ditador como “muito mais minucioso e detalhado do que qualquer coisa que já apareceu” sobre o pontificado de Francisco.

Royal adverte que o livro “por vezes força a evidência”, mas acrescenta: “a enorme quantidade de evidência fornecida é impressionante. Cerca de 90% da qual é simplesmente irrefutável e não pode deixar de esclarecer quem é Francisco e como ele é”.

O semanário católico mais popular do Reino Unido comenta que O Papa Ditador é “por vezes duro”, mas elogia-o dizendo que “se baseia numa ampla gama de materiais, incluindo fontes confidenciais dentro do Vaticano”.

O livro online foi disponibilizado em inglês no dia 4 de dezembro. A partir de uma perspetiva interna, também aprofunda artigos e livros publicados sobre Francisco – alguns dos quais desapareceram das livrarias argentinas – para explicar o lado sombrio do pontificado de Bergoglio.

O “Jorge Bergoglio manipulador ” apresentado em O Papa Ditador contrasta surpreendentemente com o “Papa Francisco humilde” vendido ao público pelos média mundiais desde a data da sua eleição. Que efeito terá o primeiro sobre o segundo, será interessante descobrir.

A edição original deste texto foi publicada pelo LifeSiteNews a 6 de dezembro de 2017. Tradução: odogmadafe.wordpress.com

Nota da edição: o conteúdo do artigo acima é da inteira responsabilidade da sua autora, salvo algum eventual erro de tradução. Sempre que possível, deve ser lido na sua edição original.

Basto 12/2017