Thomas Weinandy: “um teólogo para todas as estações”

O The Remnant Newspaper publicou mais um excelente cartoon alusivo ao drama da atual situação que se vive na Igreja Católica. Desta vez, fez um paralelismo entre o caso da recente resignação forçada do teólogo americano Thomas Weinandy e o martírio de São Tomás Moro (Thomas More).

Thomas Weinandy é um frade da ordem dos Capuchinhos, membro da Comissão Teológica Internacional, tendo sido também chefe do secretariado teológico da conferência episcopal dos EUA, cargo que teve de abandonar no momento em que questionou os estranhos ensinamentos e intenções do Papa Francisco.

um teólogo.jpg
Título do cartoon: Um Teólogo para Todas as Estações – No balão de diálogo: “Morro como fiel servidor do Papa, mas Deus primeiro.” in The Remnant Newspaper, 08/11/2017

O cartunista fez uma alusão direta ao filme biográfico de 1966 sobre São Tomás Moro, A Man for All Seasons“, que quer dizer “Um Homem para Todas as Estações”, apesar de ter saído em Portugal e no Brasil com títulos que não correspondem à tradução literal do original.

A famosa frase de Tomás Moro “Morro como bom servo do rei, mas Deus primeiro.” terá sido pronunciada no seu próprio julgamento, em 1535. Sendo, à época, um homem influente e próximo do monarca inglês, Tomás Moro recusou, por razões de fé, reconhecer legitimidade à relação adúltera de Henrique VIII com Ana Bolena.

Tomás Moro foi executado no dia 6 de julho de 1535. Em 1886 foi beatificado pelo Papa Leão XIII e, em 1935, canonizado pelo Papa Pio XI.

Não tendo obtido, do Papa Clemente VII, a pretendida anulação do seu casamento com Catarina de Aragão para se recasar com Ana Bolena, o rei Henrique VIII acabaria por fundar, em 1534, a Igreja Anglicana, que continua, até hoje, separada de Roma.

Basto 11/2017

Uma Igreja Titanic?

The Remnant Cartoon

Barca de Pedro.cartoon

A comparação satírica do momento atual da Igreja Católica ao Titanic, conforme caricaturou recentemente o jornal católico americano The Remnnant, é bastante mordaz, mas simultaneamente pertinente. O Titanic era um navio de passageiros anormalmente grande, titânico, moderno e confortável, carregado de pessoas de todas a condições sociais, que viajam em festa permanente rumo ao novo mundo, mas que acabou por se afundar. A Barca Pedro, na interpretação do cartunista, corresponde a um dos pequenos botes salva-vidas que segue seguro em cima do grande navio.

O Pe. Alfonso Gálvez, que há muito estranha o clima de grande folia que contaminou a Igreja Católica contemporânea, já tinha feito uma analogia parecida, em 2015, numa das suas fascinantes homilias.

A Igreja está em estado de sítio e o assalto final está prestes a acontecer. O que realmente se está a tentar fazer é acabar com a fé da Igreja. Basicamente, o que se está a tentar é criar uma nova igreja, uma nova religião; a religião do homem. Todas estas afirmações podem parecer exageradas, mas não são nada mais do que a realidade; e se não, olhemos aos factos: a ideologia de género, a indissolubilidade do matrimónio, o lobby gay no Vaticano. É uma autêntica infiltração diabólica nas mais altas esferas da hierarquia eclesiástica… E enquanto isso acontece, como no Titanic, os músicos continuam a tocar como se nada se passasse.

(in Adelante La Fe, 18/10/2015 – tradução)

É uma imagem que dá para pensar.

Basto 5/2017

O novo “spa” episcopal

spa episcopal

O caso das “rãs a ferver”, mais do que uma experiência científica, é uma conhecida alegoria alusiva ao comportamento humano. Estabelece que uma rã, quando confrontada com água a ferver, reage, afasta-se. Porém, se ela for introduzida num recipiente com água tépida, cuja temperatura vai aumentando lentamente até ao ponto de ebulição, a rã não reage, adapta-se gradualmente ao aumento de temperatura, ainda que se queime.

 

Nota da edição: esta gravura já tinha sido aqui publicada anteriormente, mas como agora se sente algum aroma a canja de rã também em terras lusitanas, vale a pena recuperá-la.

Basto 4/2017

O profeta Jack Johnson

Atenção: Isto é uma piada, destina-se apenas a quem a puder entender.

Que se saiba, nunca ninguém reconheceu capacidades proféticas neste músico havaiano, muito menos no mundo católico. Mas quem diria que a letra pagã de uma música lançada em 2006 pudesse ser motivo de reflexão religiosa, uma década mais tarde? Cada verso do tema Upside Down (virado ao contrário; de cabeça para baixo) encontra um paralelismo impressionante nas atuais notícias religiosas, incluindo o próprio título. Quem diria?!

Esperemos que não comecem a cantar isto nas igrejas, mas – aqui entre nós – já foi mais difícil.

A verdade é que o turbilhão continua e a uma velocidade vertiginosa…

 

Basto 9/2016