Frases que nos fazem pensar: Papa Francisco (2)

m.bergoglio “No Gólgota, Maria depara-Se com o desmentido total daquela promessa: o seu Filho agoniza numa cruz como um malfeitor. Deste modo o triunfalismo, destruído pela humilhação de Jesus, foi igualmente destruído no coração da Mãe; ambos souberam calar.”

(Francisco I, Papa reinante da Santa Igreja Católica Apostólica Romana desde o dia 13 de março de 2013)

Contexto da frase:

Excerto da homilia do Papa Francisco no Domingo de Ramos, 14 de abril de 2019.

Basto 04/2019

Pelletier medita sobre o “fracasso de Deus”

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Este ano, as meditações da “história do fracasso de Deus” ficaram a cargo da teóloga francesa Anne-Marie Pelletier, vencedora do prémio Ratzinger 2014 e, por coincidência, uma grande defensora da nova pastoral do recasamento. Ela fez também parte do painel de oradores do chamado “Sínodo Sombra”, em maio de 2015, uma conferência organizada por bispos alemães, suíços e franceses, em Roma, onde se anteviu a agenda heterodoxa que acabaria por se impor no Sínodo da Família.

O Santo Padre encarregou-a de escrever as meditações para as 14 estações do tradicional Via Crucis da Sexta-feira Santa que ele mesmo irá presidir no Coliseu de Roma.

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O Santo Padre mostra a “história do fracasso de Deus” no Uganda, em 2015 – Rome Reports

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Esta é uma daquelas curtas-metragens que marcam o pontificado de Francisco. Deve ser vista várias vezes, em ecrã maximizado e com bom som, mas não é recomendável para pessoas sensíveis.

Da nossa parte, continuaremos a entender a Via Sacra como a história do triunfo de Deus, da vitória de Jesus Cristo sobre o mal, sobre o pecado, sobre Satanás que O tentou até ao último momento na cruz. Foi Satanás quem fracassou!

O que nos dá esperança é sobretudo a certeza da Sua ressurreição no terceiro dia depois de ter sido sepultado.

Basto 4/2017

“A história do fracasso de Deus.” – Perdão?!

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Interior da Basílica do Bom Jesus do Monte, Braga

Hoje é Sexta-feira Santa. Nós, os cristãos, celebramos a Paixão do Senhor. Em todo o mundo, os Católicos meditam nos principais momentos do sofrimento de Cristo por amor à humanidade. Deus entregou o seu próprio filho para nos salvar. Com este sacrifício, Ele venceu o Diabo que O tentou até ao último momento na cruz.

A Paixão de Cristo é a história do Triunfo de Deus sobre o diabo, sobre a tentação, sobre o pecado e sobre a morte. Unidos a Ele, os cristãos celebram essa vitória em comunhão com Ele. Deste modo, a Paixão de Cristo é, não só, a história do Triunfo de Deus, como também a história do Triunfo da Sua Igreja ao longo dos séculos.

A Paixão do Senhor resume-se nas 14 estações da Via Sacra, o Via Crucis.

“Les voy a contar una confidencia. Yo en el bolsillo llevo siempre dos cosas: un Rosario para rezar y una cosa que parece extraña, que es esto, y esto es la historia del fracaso de Dios, es un Vía Crucis, un pequeño Vía Crucis. Es cómo Jesús fue sufriendo desde que [1.ª Estação] lo condenaron a muerte hasta que [14.ª Estação] fue sepultado. Con estas dos cosas, me arreglo como puedo, pero gracias a estas dos cosas, no pierdo la esperanza”.

(Papa Francisco, no Uganda, 2015 in Catholic News Service, 11/03/2015)

É difícil dizer o que perturba mais no vídeo acima, se é a afirmação em si, ou se é a expressão facial e a ênfase evidenciadas pelo Santo Padre quando afirma e aponta para aquelas “duas” estações do seu pequeno Via Crucis. Não menos perturbante, é a reação do público, que aplaude e rejubila de alegria naquele momento. Não seria de esperar um silêncio ensurdecedor perante tal exotismo teológico e doutrinal? Ou, pelo menos, um pouco de admiração, de surpresa? Não sei. Se calhar é tudo fruto do cansaço, ou do calor africano, dos mosquitos, qualquer coisa…

Felizmente para nós, que falamos português, entendemos e continuaremos a entender a Via Sacra como a história do Triunfo de Deus. Por isso mesmo, é muito frequente, nos países de Língua Portuguesa, cantar-se “Vitória” no final da celebração da Via Sacra.

Vitória! Tu reinarás! Ó Cruz tu nos salvarás!

Viva Cristo Rei.

Basto 3/2016