Santo Padre condena os “estômagos hipócritas”…

Na Audiência Geral do passado dia 12 de setembro, dando seguimento à série temática sobre os 10 Mandamentos, o Santo Padre fez um pequeno apontamento catequético sobre o pecado da “hipocrisia de estômago” e o perigo de ficar com a “alma amarela”…

Veremos o que dirá sobre 9º Mandamento e o perigo de um “recasado” ficar com a alma queimada depois de aceder à Sagrada Comunhão em estado obstinado de adultério.

Basto 9/2018

Santo Padre critica o “legalismo” no cumprimento dos Mandamentos da Lei de Deus

Na Audiência Geral desta quarta-feira, 20 de junho, o Papa Francisco questionou a natureza da relação de Deus com o Homem para voltar a criticar o “legalismo” na Igreja Católica no que concerne ao cumprimento dos Mandamentos. Desta vez recorreu a uma passagem do livro dos Génesis.

E o Senhor Deus deu esta ordem ao homem: «Podes comer do fruto de todas as árvores do jardim; mas não comas o da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque, no dia em que o comeres, certamente morrerás.» (Gn 2, 16-17)

O mundo não tem necessidade de legalismo, mas de cuidado. Precisa de cristãos com coração de filhos. Há necessidade de cristãos com coração de filhos: não vos esqueçais disto!

(Papa Francisco na Audiência Geral de 20 de junho de 2018; in sítio oficial do Vaticano, 20/06/2018)

Pois, mas o “coração de filhos”, por sua vez, deve ser um coração de obediência ao Pai. Um Pai que deseja o melhor para os Seus filhos, neste caso, a sua salvação.

Basto 6/2018

Mensagem do dia: “rezar pelos rígidos”

Na semana passada, a “Mensagem do Dia [do Papa Francisco]”, uma iniciativa promovida pelo Pe. Eduardo Dougherty (sacerdote americano naturalizado brasileiro), recuperou as reflexões do Santo Padre a respeito da “rigidez” no cumprimento dos Mandamentos e pediu orações pelos “rígidos”, esses “maus”, “hipócritas” e “doentes”, que são “fanáticos” e, simultaneamente, “rigoristas”, mas também “teimosos de alma”, “covardes” e “prisioneiros das ideias”, autênticos “escravos da Lei” [de Deus].

E vós sereis odiados por todos, por causa do meu nome. Mas aquele que se mantiver firme até ao fim será salvo. (Mt 10, 22)

Rígidos, firmes… E agora, que devemos fazer? Vamos rezar pelas intenções que nos pede o apostolado do Pe. Eduardo Dougherty ou, pelo contrário, fazer por merecer as suas orações? Que tempos complicados!

Basto 5/2018

A rigidez dos Mandamentos de Deus

O Santo Padre alertou ontem, mais uma vez, para o perigo de ficarmos demasiado presos aos Mandamentos da Lei de Deus. A rigidez dos mandamentos, na opinião do Papa Francisco, põe em causa a nossa liberdade.

mandamentos1
Agência Ecclesia, 06/02/2017

 

Os dez mandamentos (só para recordar):

  1. Amar a Deus sobre todas as coisas.
  2. Não invocar o Santo Nome de Deus em vão.
  3. Guardar domingos e festas de guarda.
  4. Honrar pai e mãe.
  5. Não matar.
  6. Guardar castidade nas palavras e nas obras.
  7. Não roubar.
  8. Não levantar falsos testemunhos.
  9. Guardar castidade nos pensamentos e nos desejos.
  10. Não cobiçar as coisas alheias.

 

Porquê então Deus criou o mundo? “Simplesmente para partilhar a sua plenitude – afirmou o Papa – para ter alguém a quem dar e com o qual partilhar a sua plenitude”. E na recriação, Deus envia o seu Filho para “reorganizar”: faz “do feio, bonito; do erro, verdade; do mau, bom”.

(Papa Francisco in Rádio Vaticano, 06/02/2017)

mandamentos2
Rádio Vaticano, 06/02/2017

 

“Como eu recebo isto que Deus me deu – a criação – como um dom? E se o recebo como um dom, amo a criação, protejo a Criação? Porque foi um dom! Como recebo a redenção, o perdão que Deus me deu, o fazer-me filho com o seu Filho, com amor, com ternura, com liberdade ou me escondo na rigidez dos mandamentos fechados, que sempre sempre são mais seguros – entre aspas – mas não dão alegria, porque não o faz livre. Cada um de nós pode perguntar-se como vive essas duas maravilhas, a maravilha da criação e ainda mais a maravilha da recriação. E que o Senhor nos faça entender esta grande coisa e nos faça entender aquilo que Ele fazia antes de criar o mundo: amava! Nos faça entende o seu amor por nós e nós podemos dizer – como dissemos hoje – ‘És tão grande Senhor! Obrigado, obrigado!’. Vamos adiante assim”.

(Papa Francisco in Rádio Vaticano, 06/02/2017)

Basto 02/2017

Pecados que preocupam Francisco

O Papa Francisco explicou, na homilia do dia 27 de janeiro, na Casa de Santa Marta, quais são os pecados que, na sua opinião, paralisam os cristãos.

Não arriscar, por favor, não… A PrudênciaOs Mandamentos todos, todos… Sim, é verdade, mas isto paralisa-te, faz-te esquecer tantas graças recebidas, tira-te a memória. Tira-te a esperança porque não te deixa caminhar.”

Basto 2/2017

Escravos da Lei de Deus, ou seja, santos

Talvez esteja na altura de perguntar ao Santo Padre se já encontrou alguma coisa de que gosta na sua Igreja e que deseja manter? Não haverá nada, mesmo nada de bom na Tradição Católica?

Isto porque até parece que, para o Papa Francisco, tudo está errado dentro da Igreja Católica. Quanto mais dedicados se mostram os fieis, mais errados lhe parecem! Este facto ganha ainda mais significado quando reparamos que, ao fim de mais de três anos, não pregou uma única palavra de incentivo à conversão ao Credo Católico destinada aos que acreditam em outros deuses ou em nenhum. Pelo contrário, até desaconselha essa conversão.

É evidente que quando alguém se converte ao catolicismo – o tal “prosélito” referido pelo Santo Padre – é porque, pela Graça de Deus, encontrou a Verdade, a Palavra de Deus, a verdadeira Lei salvífica. O fiel católico propõe-se humildemente, e em liberdade, a cumprir essa Lei, caso contrário não seria católico, seria outra coisa qualquer. Ser católico é precisamente estar disponível para ser “escravo” da Lei de Deus e sentir alegria nesse propósito. Deus identifica-se com a Sua Lei, a Verdade de Deus é Ele mesmo.

Grão Vasco (1506-1511)
Vasco Fernandes, 1506-1511 (vista parcial)

«Eis a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a Vossa Palavra.» (Lc 1, 38)

No que diz respeito à “liberdade do Espírito Santo”, seria bom que o Santo Padre ganhasse coragem e dissesse, de uma vez por todas, de forma clara e objetiva, quais são as “surpresas” que deseja ver implementadas na Igreja, para evitar alimentar mais ambiguidades e confusões do que aquelas que já existem. A total abolição das normas não pode estar no seu horizonte porque isso seria a anarquia moral, o caos…

Agora, como é que a Lei de Deus, revelada por Jesus Cristo, pode ser uma prisão que encerra o Espírito Santo? Se o Espírito Santo é Deus, como é que Este pode aprisionar-se a Si próprio numa Lei que Ele próprio revelou. Isto é uma loucura, não faz o mínimo de sentido.

A Palavra de Deus tem um propósito diametralmente oposto ao que o Papa Francisco está sugerir, pois existe para acorrentar o espírito do maligno e nunca o Espírito Santo. O verdadeiro propósito da Lei de Deus é libertar-nos da escravidão do pecado e dar-nos a liberdade de sermos Seus filhos. Desta forma, ser escravo da Lei de Deus é uma virtude e não uma fatalidade. É sinónimo de santidade.

Os fariseus hipócritas dos tempos bíblicos não eram aqueles que cumpriam verdadeiramente a Lei de Deus, mas sim os que a utilizavam em proveito pessoal ou faziam de conta que a cumpriam para serem bem vistos perante a comunidade.

A lei do Senhor é perfeita, reconforta o espírito; as ordens do Senhor são firmes, dão sabedoria ao homem simples. (Sl 19, 8)

Mas que mal pode existir no cumprimento da Lei de Deus? Valha-nos Deus!

Basto 6/2016